YATAY KAVİSLİ KÖPRÜLER VE DAHA ÖNCE YAPILAN ÇALIŞMALAR
2.3 Literatür Araştırmaları
2.3.2 Üniversite araştırma takımları konsorsiyum projesi (CURT Project)
O princípio da igualdade é um preceito fundamental inerente ao regime republicano. A forma republicana de governo veda qualquer tipo de privilégios como forma de preservar a igualdade fundamental.
A Constituição Federal34, no caput do artigo 5º, dispõe sobre o princípio da igualdade dos indivíduos perante a lei:
33 ATALIBA, op. cit., p. 32. 34
BRASIL, Constituição Federal (1988). A Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, Distrito Federal, Senado, 1988.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade.
Pelo princípio da igualdade, a Constituição Federal garante que a lei será aplicada igualmente a todos os indivíduos pertencentes a uma mesma sociedade.
Sobre o princípio da igualdade, registrem-se os ensinamentos de Geraldo Ataliba35:
A igualdade é, assim, a primeira base de todos os princípios constitucionais e condiciona a própria função legislativa, que é a mais nobre, alta e ampla de quantas funções o povo, republicanamente, decidiu criar. A isonomia há de se expressar, portanto, em todas as manifestações de Estado, as quais, na sua maioria se traduzem concretamente em atos de aplicação da lei, ou seu desdobramento. Não há ato ou forma de expressão estatal que possa escapar ou subtrair-se às exigências da igualdade.
É um princípio de conteúdo significativamente valorativo, pois visa a preservar a Justiça a tal ponto que levou a autora Mizabel Derzi36 a lecionar que
a isonomia, hoje, é o princípio nuclear de todo o sistema constitucional. É o princípio básico de nosso regime democrático. Não se pode pretender ter uma compreensão precisa da democracia, se não tivermos um entendimento real de seu alcance. Sem igualdade não há república, não há Federação, não há democracia, não há Justiça.
35
ATALIBA, op. cit., p. 160. 36
Acerca do assunto, José Afonso da Silva37, por essa mesma razão, discorre sobre este princípio:
(...) o princípio da igualdade consubstancia uma limitação ao legislador, que, sendo violada, importa na inconstitucionalidade da lei, em termos que especificaremos mais adiante. Constitui, por outro lado, uma regra de interpretação para o juiz, que deverá sempre dar a lei o entendimento que não crie distinções.
A igualdade perante o juiz decorre, pois, da igualdade perante a lei, como garantia constitucional indissoluvelmente ligada à democracia.
O princípio da igualdade jurisdicional ou perante o juiz apresenta-se, portanto, sob dois prismas: (1) como interdição ao juiz de fazer distinção entre situações iguais, ao aplicar a lei; (2) como interdição ao legislador de editar leis que possibilitem tratamento desigual a situações iguais ou tratamento igual a situações desiguais por parte da Justiça.
Foi a partir do nascimento do Estado Democrático de Direito que se buscou traçar as reais dimensões da igualdade fundamental. Ressalte-se que esse preceito constitucional visa a assegurar o mesmo tratamento às pessoas que se encontrem em situações análogas, concebendo as indispensáveis distinções, desde que razoáveis.
Nessa linha de raciocínio disciplina Celso Antônio Bandeira de Mello38:
(...) ao se cumprir uma lei, todos os abrangidos hão de receber tratamento parificado, sendo certo, ainda, que ao próprio ditame legal é interdito deferir disciplinas diversas para situações equivalentes.
37 SILVA, op. cit., p. 213.
38
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. O conteúdo jurídico do princípio da igualdade. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1978, p. 14.
A respeito do tema, Elizabeth Nazar Carrazza39 sintetiza:
Ocorre, porém, que no mundo fático não existe a igualdade absoluta. As desigualdades existem e decorrem da própria natureza. Devem, porém, ser minimizadas pelo Estado, no desempenho de suas funções, sempre que, ao lume da Carta Fundamental, sejam ilegítimas. Assim, por exemplo, a igualdade de oportunidades constitui postulado fundamental de todo sistema democrático. Não se pode aceitar que, com base nas desigualdades naturais, sejam dadas oportunidades diferentes a pessoas que se encontrem na mesma situação.
E acrescenta:
Por isso, é de fundamental importância que se tenha presente o real significado do princípio da igualdade. Seu alcance e seus contornos constitucionais hão de ser exatamente entendidos, para que os direitos dos cidadãos de não sofrerem quaisquer tipo de discriminações injustas (assim entendidas aquelas não autorizadas pelo sistema jurídico) possam ser exercitados.40
O princípio da igualdade ganhou maiores contornos no âmbito tributário por meio da disposição contida no artigo 150, II, do Texto Supremo41:
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em uma situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação
39
CARRAZZA, Elizabeth Nazar. IPTU e progressividade igualdade e capacidade contributiva. Curitiba: Juruá, 1992, p. 27-28.
40 Idem, p. 25. 41
BRASIL, Constituição Federal (1988). A Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, Distrito Federal, Senado, 1988.
profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; (...).
Em observância a essa garantia constitucional tributária é possível a lei desigualar situações, respeitada a categoria de contribuintes, desde que por motivo razoável, como forma de afastar os atos arbitrários e injustos dos Entes Públicos no exercício da tributação.
José Artur Lima Gonçalves42, valendo-se dos critérios utilizados por Celso Antônio Bandeira de Mello para identificar a violação ao princípio da igualdade, adequou-os para identificação de infringência ao princípio da isonomia tributária, e assim sustentou:
1. Dissecar a norma jurídica tributária, a regra matriz de incidência, em seus cinco critérios, que, repita-se, são o material, o temporal, o pessoal, o espacial e o quantitativo; 2. Detectar a existência de discriminação implementada pela regra matriz de incidência analisada; 3. Identificar qual é o elemento de discriminação utilizado pela norma analisada; 4. Uma vez identificado o discrímen, analisar se a norma onera ou beneficia singularmente um indivíduo ou categoria ou atividade desde já determinadas e se o elemento de discriminação reside na própria pessoa ou situação discriminada; 5. Aferir a existência de correlação lógica entre o elemento de discriminação e o tratamento diferenciado; e 6. Perquirir a efetiva ocorrência da relação de subordinação e pertinência lógica entre a discriminação procedida e os valores positivados no texto constitucional.
Por essa razão conclui-se que há violação do princípio da igualdade tributária, quando não haja uma justificativa razoável para o tratamento diferenciado dos contribuintes, ou pelo menos, um motivo relevante.
42