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4. Kent Merkezi Yakın Çevresindeki Konut Alanlarındaki Üniversite Kampüslerinin Sosyal ve Fiziksel Çevrenin

4.2. Üniversite ĠĢbirliği ile Kentsel Yeniden Canlandırma Projeleri Örnekleri

Segundo os extrativistas de Alto Paraíso, o primeiro atacadista que conheceram, já em 1967, foi o Sr. Ernesto, já falecido, que morava em Brasília. Depois, Dionísio, de Cristalina, o homem de confiança do Sr. Ernesto, tomou a frente do negócio. Outros intermediários surgiram como o Otelino Ferreira dos Santos (Telino), com 21 anos na região.

5.1.2.1. O mercado

As flores do Cerrado são comercializadas dentro e fora do país, gerando recursos da ordem de US$ 260 milhões /ano (OMS, 2002). A Portaria nº 122-P do IBAMA, de 19 de março de 1985, estabelece que a coleta, transporte, comercialização e industrialização de plantas ornamentais, medicinais, aromáticas e tóxicas oriundas de florestas nativas dependem de autorização do IBAMA.

As espécies mais comumente comercializadas são aquelas pertencentes, principalmente, às famílias: Orquidaceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Euphorbiaceae,

Dicksoniaceae e Araceae.

a) Exportação

O mercado mundial de flores cresceu cerca de 150% nos últimos cinco anos e gira em torno de U$ 9 bilhões por ano, sendo que o mercado Europeu representa cerca de 80% desde comércio especifico, movimentando U$ 7 bilhões, tendo a Holanda como maior produtor.

Os países da Comunidade Européia, com cerca de 340 milhões de habitantes, são os principais consumidores mundiais de flores per capita, com destaque para a Noruega, com U$ 137/ano; Itália, Dinamarca, Suécia e Suíça, acima de U$ 100; e Holanda, com U$ 66. A título de comparação, no Brasil o consumo per capita anual é de apenas U$ 3.

A Alemanha é o maior importador de produtos da floricultura brasileira, ocupando o primeiro lugar dentre os países importadores de flores cortadas no

mundo. Em segundo lugar vem a Holanda, que importa principalmente, mudas de plantas ornamentais, estacas não enraizadas, enxertos de plantas, bulbos de begônia e de gladíolos em repouso vegetativo. Esses dois países representam um mercado potencialmente significativo para as flores do Cerrado, pela durabilidade e exotismo.

No caso da Holanda, as flores do Cerrado poderiam representar uma possibilidade a mais de manutenção de hábitos culturais tradicionais com uma redução significativa de gastos, já que as plantas naturais holandesas precisam ser periodicamente substituídas.

Os padrões e as exigências atuais de consumo vêm sofrendo modificações nos países mais desenvolvidos, apontando um novo “nicho” de mercado. Estudos sobre o comportamento do consumidor revelam que ele, hoje, procura distinguir-se da massa anônima, não querendo ser apenas um número nas estatísticas. Tal fato leva à tendência a um tipo de consumo de produtos personalizados, com um despertar pelo mercado verde ou por produtos com selo de qualidade orgânica ou, ainda, produtos com certificação florestal.

Adicionalmente, tais produtos atingem um tipo de consumidor com consciência ecológica e preocupação social, que não está unicamente preocupado com o preço que ele vai pagar, mas sim com o valor simbólico que o produto representa. Neste sentido, o que pesa na hora da compra é a escolha ética, e no caso dos produtos orgânicos ou certificação, é a questão da qualidade.

O mercado brasileiro de exportação de flores ainda é muito pequeno. Dados do projeto Florabrasilis – apoiado pela Agência de Promoção de Exportações (Apex) -, indicam que, no ano de 2000, o Brasil participou com apenas U$ 14 milhões num negócio que movimentou U$ 9 bilhões. Apesar da pouca expressão no mercado mundial, o Brasil está hoje entre os quinze maiores produtores de flores do mundo, com mais de 200 espécies e 2.000 variedades plantadas.

O grande problema encontrado pelos exportadores brasileiros é o frete. Para cada U$ 3 mil de produto exportado são gastos no transporte U$ 1,5 mil, o que limita bastante o lucro das empresas.

b) Mercado brasileiro

O desenvolvimento da floricultura brasileira abrange, para efeitos de comercialização, dois tipos de flores: (i) as flores e plantas ornamentais in natura, destacando-se as rosas, os gladíolos, os crisântemos, as violetas e as azáleas, que por serem produtos extremamente delicados, são classificados como perecíveis, sendo igualmente, muito mais exigentes quando às condições climáticas; e (ii) as flores secas.

O estado de São Paulo é responsável por 80% das flores in natura produzidas no país, sendo também o maior mercado consumidor. Os demais produtores são: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A produção brasileira atual está em torno de U$ 100 milhões anuais, sendo que o mercado interno consome mais de noventa por cento das flores comercializadas.

No que se refere a flores secas, os dados são escassos, mas ilustram o potencial de exportação existente. Informações disponíveis no Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), gerenciado pelo Banco do Brasil, dão conta de uma exportação anual superior a US$ 74 milhões no período 1992-94, que agrega extratos, óleos e plantas desidratadas. Entre 1999 e 2000, a indústria farmacêutica da Europa importou 96 toneladas de ipê-roxo.

A produção de Alto Paraíso é comercializada em centros beneficiadores de artesanato, como Brasília, Cristalina, em Goiás: e Curvelo e Diamantina, em Minas Gerais.

5.1.2.2. A comercialização

Via de regra, as flores do Cerrado são comercializadas após secagem. A maior parte é exportada para extração de princípio ativo pela industria química,

como a arnica (Lychnophora ericoides), o ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa), o barbatimão (Stryphnodendron adstringeens) e o assa-peixe (Vernonia áurea).

As flores secas vêm conseguindo alavancar o seu espaço dentro da dinâmica do desenvolvimento nacional com um crescimento constante baseado no extrativismo e em um relacionamento mais direto entre as partes envolvidas no processo de produção e consumo (extrativista, artesão e consumidor), com ênfase no papel do intermediário.

Todavia, como a Portaria 122/85 do IBAMA nem sempre é obedecida, as espécies são exportadas e a exploração ocorre de forma desordenada pela indústria farmacêutica e por vendedores ambulantes, ameaçando a flora medicinal do país. Das plantas medicinais que correm perigo de extinção, o IBAMA registrou, na Portaria nº 37-N, de e de abril de 1992, a lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Atualmente, essa lista contempla 107 espécies, sendo que 33 delas vêm sendo exportadas ou vendidas em feiras livres, laboratórios e farmácias de produtos naturais, sem o devido controle (RIBEIRO, 1994).

Dados sobre o comércio de plantas medicinais são escassos e defasados, mas servem para demonstrar que o potencial de exportação existe e pode ser expandido, desde que se adote uma política de incentivo à pesquisa, maior controle fitossanitário e uma melhor avaliação das necessidades e peculiaridade exigidas pelos países importadores. A Secretaria de Comércio Exterior registrou, no período de 1992 a 1994, um volume de exportação anual superior a U$ 74 milhões em extratos, óleos e plantas desidratadas. As plantas medicinais despertam interesse dos países importadores a ponto dos exportadores guardarem segredo sobre seus compradores estrangeiros e a mercadoria que vendem. Trata-se de grandes laboratórios do Japão, Alemanha e França. Por exemplo, entre 1999 a 2000, a Europa importou 96 toneladas de ipê-roxo do Brasil. Outro exemplo é a espinheira santa, que teve suas propriedades curativas constatadas pela Central de Medicamentos (CEME) do Ministério da Saúde e hoje é comprada em larga escala por laboratórios canadenses.

O Norte goiano, onde se insere Alto Paraíso, extrai cerca de 150 toneladas/ano de plantas, sendo que uma boa parte é exportada para os laboratórios da Alemanha. As duas espécies mais exportadas são a pale-palanto e a pirec, das quais é extraída a piretrina, um inseticida que retorna ao Brasil para uso na fabricação de espirais e refil.

A fitoterapia e a homeopatia são formas de tratamento cada vez mais utilizadas e acreditadas pelas populações urbanas, com incentivo inclusive das prefeituras municipais, principalmente em função de seu baixo custo. Assim, é bastante significativo o potencial das plantas medicinais como contribuição ao desenvolvimento das áreas de ocorrência. De acordo com reportagem da revista VEJA (1998), existem no país cerca de 4.000 unidades de saúde municipais que desenvolvem trabalho com fitoterápicos99 e outras formas de medicina alternativa. Inclusive, o Sistema Único de Saúde (SUS) estuda a possibilidade de incorporar tratamentos alternativos à sua oferta de serviços, em todo o País. Em Alto Paraíso, existem cerca de 41 ervas nativas já identificadas.

Benzer Belgeler