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Özkaynak Yöntemiyle Değerlenen Yatırımlar

Vale ressaltar algumas considerações observadas dos resultados do questionário. A maioria dos 36 professores da Escola Governador Adauto Bezerra, 28 ao certo, possuíam mais de 5 anos de docência e isso refletia na quantidade de docentes com pós-graduação, mais de 61,11%. Demonstra-se então a experiência na docência dos professores da escola.

Além disso, 32 professores informaram que usam alguma tecnologia digital no processo de aprendizagem como computador ou data show. Essas duas opções foram marcadas, respectivamente, 26 vezes e 28 vezes, ou seja, mais de 77% usam alguma tecnologia digital, mesmo sendo um objeto de aprendizagem22. Somente 5 docentes assinalaram o emprego de softwares educativos no processo de ensino. Espera-se que esses tenham mais conhecimento sobre as tecnologias digitais para o uso das ferramentas e que tenham cursado alguma disciplina sobre o assunto ou realizado alguma formação continuada. Contudo, desses professores, somente 3 fizeram uma disciplina de informática na educação durante a graduação e nenhum empreendeu formação continuada relacionada a isso. Então, é possível considerar que o uso de TDIC não está totalmente interligado à formação inicial ou continuada dos professores, pois 2 que utilizavam programas educativos não fizeram cursos direcionados a essa prática.

Dos 6 professores que fizeram pelo menos uma disciplina sobre informática na educação, durante a graduação, 4 empregavam redes sociais digitais ou sites e plataformas online educativas. Dos 8 que realizaram uma formação continuada, todos valiam-se de pelo menos do data show, mas somente 5 utilizavam redes sociais online ou sites educativas ou programas educativos. Apesar dos professores terem, em sua maioria pós-graduação, isso não refletia na formação continuada em cursos relacionados à informática da educação, apenas 8 fizeram algum curso sobre o assunto.

Os que assinalaram a opção “Nenhuma”, 4 professores em relação à

22Relembrando a definição de objeto de aprendizagem apresentada no capítulo anterior, essas ferramentas são tecnologias digitais feitas para o uso comum, mas que são apropriadas pela a educação como um

frequência de utilização de alguma TDIC no processo de ensino, não possuíam formação continuada na área e nem cursaram disciplinas sobre o assunto durante a graduação.

Outra consideração interessante ligada à frequência foi o equilíbrio nas opções escolhidas “Frequentemente” e “Raramente”, 16 marcações para cada resposta. Isso significa que 32 docentes afirmam usar algum recurso da tecnologia digital entre computador, data show, programas educativos, redes sociais online ou sites educativos em algum momento na prática docente, apesar de apenas 6 professores terem feito alguma disciplina de informática da educação e 8 realizarem formação continuada sobre o assunto. Isso demonstra que a formação docente, inicial ou continuada, não é fator de definição para a prática docente com o uso das TDIC e que poucos professores usam recursos tecnológicos que requerem um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto no processo de ensino.

Após essas considerações, segue-se para os próximos passos da pesquisa com a análise e categorização da observação das aulas dos professores e a fala de cada um sobre a sua prática, além dos modelos pedagógicos na utilização das TDIC no ensino.

4 ABORDAGENS PEDAGÓGICAS E OS RECURSOS TECNOLÓGICOS DIGITAIS

As observações das aulas dos três professores revelaram abordagens pedagógicas e recursos tecnológicos diferentes. Cada um deles se destacou no uso de tecnologias digitais ou pelo uso constante em suas aulas ou pela busca de novas ferramentas tecnológicas que pudessem ser apresentadas aos alunos ou pela curiosidade e vontade de inovar. Foram softwares, redes sociais ou equipamentos de multimídia que estavam sempre presentes na abordagem de conteúdos ou na realização de exercícios.

Os sujeitos foram escolhidos após a observação do LEI, dos professores que utilizavam o espaço para a realização de aulas e de atividades, e da aplicação do questionário. Os nomes foram resguardados e os mesmos foram nomeados P1, P2, P3. Os docentes foram selecionados a partir dos seguintes critérios: deviam possuir graduação e licenciatura na disciplina que lecionavam, deviam ser professores efetivos com, preferencialmente, cinco anos de prática ou em casos excepcionais com três anos de docência e deviam ter pelo menos dois anos de lotação na escola onde trabalhavam.

A intenção não é engessar os professores em modelos, mas evidenciar as suas características individuais na aplicação das tecnologias no processo de ensino, o que não implica em amarras.

O modelo de abordagem tecnológica com o uso das TDIC do professor P1 foi nomeado de construtivo dialógico. O docente trazia, na maioria das aulas, softwares, sites ou vídeos que contextualização o tema e o conteúdo da aula, fazendo links com outras disciplinas e assuntos. O conhecimento era construído com o aluno, no momento que este era levado à reflexão. A prática educativa era bilateral mesmo com turmas cheias, com mais de 60 alunos.

Já a docente P2 leciona a disciplina de história e é professora efetiva. Possui 20 anos de docência, sendo 18 anos na escola pública. Desses, seis anos é na Escola Adauto Bezerra e dois anos em escola particular. Em todas as aulas a professora estava equipada com microfone, notebook, caixa de som e projetor de imagens multimídia. Os equipamentos e recursos audiovisuais eram utilizados para dar suporte e ilustrar o conteúdo. Imagens, charges, gravuras, mapas, documentos históricos eram recorrentes em suas aulas, por isso a sua abordagem foi nomeada de ilustrativa expositiva-dialógica.

A docente P3 ministra a disciplina de português e é docente efetiva há seis anos na escola onde a pesquisa foi realizada, sendo que possui 20 anos de carreira docente.

Também trabalha em outra escola, sendo esta particular. A professora é curiosa e gosta de aprender novas formas de usar os recursos tecnológicos digitais em sua prática docente. Por isso, há um ano criou um blog com temas e conteúdos relacionados às aulas e ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Em suas aulas, aplicou uma ferramenta para a realização de atividades pelos alunos, de exercício e prática, o Google Forms. Em sua maioria, utiliza os recursos para reforço de conteúdo e realização de atividades para os estudantes. Gosta de inovar, possui um diálogo aberto com os alunos que sugerem o uso de TDIC, por isso sua abordagem foi definida como instrumental inventiva-dialógica. As definições das abordagens passaram pelos estudos de Saviani (2012) com os tipos de pedagogias existentes e de Moran (2010) e Kenski (2007) com os modelos de abordagens pedagógicas com os recursos das tecnologias digitais. Além disso, as pesquisas sobre os modelos instrucionistas, construcionistas e conectivismo ajudaram a construir as definições que serão esclarecidas mais a seguir.

Para entender a definição da abordagem pedagógica para cada docente, é preciso compreender a história, a motivação e a formação docente de cada sujeito. As entrevistas que aconteceram após as observações das aulas ajudaram a elucidar os caminhos percorridos para a escolha de seus métodos pedagógicos e do seu relacionamento com as tecnologias digitais. A conversa foi dividida entre os seguintes tópicos: vida pessoal, formação inicial e continuada, profissionalização docente e visão do futuro.

Benzer Belgeler