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1. MEDİKAL ROBOTİK

1.8. Özet Literatür Taraması

10a Banco de macrófitas aquáticas

10b Vegetação alagada (igapós, várzea, chavascal, campo etc.) Fonte: Araújo; Silva; Muehe (2006, p. 39).

Ferreira; Beaumord (2008) desenvolveram uma metodologia de mapeamento focada

em outra realidade brasileira, os cursos d’água da bacia do rio Canhanduba no município de

Itajaí, Santa Catarina. Essa apresentou um índice de sensibilidade fluvial com variação de 1 a 10 (10 maior sensibilidade) adaptado do manual do MMA (2002) para ambientes costeiros. Além do índice que leva em consideração os aspectos físicos, também foram mapeados os recursos bióticos e socioeconômicos de forma pontual. Para os aspectos físicos foram consideradas as características geomorfológicas e as feições marginais associadas aos aspectos bióticos e de uso e ocupação. Fatores como correntes, profundidade, largura, bancos de areia, substrato de fundo, declividade marginal, substrato marginal, tipo de vegetação e fauna também foram considerados para a coleta das informações de campo e atribuição dos graus de sensibilidade.

Outro trabalho, desenvolvido por Mendoza-Cantú et al. (2011) para os rios mexicanos Coatzacoalcos e Tonalá (sudeste do estado de Vera Cruz) propôs uma abordagem baseada em geossistemas, esses são unidades geográficas básicas que compreendem todas as unidades naturais e socioeconômicas que poderiam refletir a relação das variáveis e são classificadas da seguinte forma, segundo González (1994):

 Primeira ordem: grau de fisionomia modificada (feitos pelo homen,

natural e geossistemas semi-transformados).

processos de função (tecnogênicos e geossistemas agrícolas) e localização, estrutura e função (terrestres, de transição e geossistemas marinhos).

 Terceira ordem: modalidade específica que define a principal influência

(por exemplo, geossistemas técnicos-industriais; umidade agricultura residual e geossistemas de culturas sazonais; geossistemas terrestres- bioclimáticos-hidrodinâmicos; geossistemas simples de transição- acumulativos).

 Quarta ordem: subtipos de principal influência (derivados da terceira ordem) (por exemplo, indústria do petróleo, mineração, altas florestas com vegetação perene e médias florestas tropicais com vegetação secundária). (MENDOZA-CANTÚ et al., 2011, p. 1708, tradução nossa).

As variáveis selecionadas para a constituição de uma matriz com a finalidade de estabelecer pesos ou a relativa importância dessas em cada geossistema, foram: a declividade do terreno e relevo, permeabilidade, riqueza, singularidade, integridade, marginalização social (índice ponderado) e atividades econômicas (índice ponderado). Para a classificação, os autores utilizaram uma escala com cinco níveis de vulnerabilidade, onde (I) muito alta, (II) alta, (III) média, (IV) baixa e (V) muito baixa.Essa classificação consider as características geomorfológicas, as características das feições marginais e das margens fluviais, no que se refere a aspectos bióticos e de uso e ocupação. O Quadro 18 apresenta os níveis de vulnerabilidade classificados pela pesquisa.

Quadro 18 - Níveis de vulnerabilidade com as respectivas características. Nível de

vulnerabilidade Descrição

I - Muito alto

 Baixas planícies acumulativas permanentemente inundadas (áreas

alagadas)

 Áreas naturais protegidas

 Assentamentos humanos até 15 mil habitantes  Corpos d'água

II - Alto  Mangues

 Pântanos fluviais acumulativos e lagos de planícies (áreas alagadas) III - Médio  Alta e média floresta perene tropical com vegetação secundária IV - Baixo

 Planície costeira acumulativa (campo de dunas)  Planície costeira acumulativa (praias de areia)  Agricultura com culturas anuais

V - Muito baixo

 Mista

 Pastagens cultivadas e induzidas  Culturas semi perenes e perenes  Culturas de plantação

 Agricultura alagada residual

No capítulo seguinte, serão apresentadas as bases para o entendimento do Modelo Orientado a Representação do Pensamento Humano (MORPH), que será empregado na análise dos critérios fundamentais do mapeamento de sensibilidade ambiental ao óleo.

3.4. Considerações sobre o capítulo

No presente capítulo apresentou-se a evolução das Cartas SAO (Cartas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo) evidenciando sua importância como parte fundamental para o cumprimento das legislações sancionadas em âmbito nacional e internacional, servindo como uma ferramenta elementar aos planos de contingência, auxiliando no planejamento de ações de resposta a acidentes envolvendo derramamentos de óleo e derivados, como evidencia Brasil (2004, p.1):

As Cartas de Sensibilidade Ambiental para Derramamentos de Óleo (Cartas SAO) constituem um componente essencial e fonte de informação primária para o planejamento de contingência e avaliação de danos em casos de derramamento de óleo. Elas representam uma ferramenta fundamental para o balizamento das ações de resposta a vazamentos de óleo, na medida em que, ao identificar aqueles ambientes com prioridade de preservação, permitem o direcionamento dos recursos disponíveis e a mobilização mais eficiente das equipes de proteção e limpeza.

As Cartas SAO foram constituídas inicialmente para os ambientes marítimos e costeiros, mas devido à recorrência de acidentes em áreas continentais, com consequente contaminação de cursos fluviais, houve a necessidade de adaptação dessas cartas para tais ambientes.

Para o estabelecimento da sensibilidade ambiental ao óleo um índice de classificação é utilizado. Em ambientes costeiros tal índice é denominado Índice de Sensibilidade do Litoral (ISL), já em ambientes fluviais não há um consenso quanto a sua denominação, portanto a presente pesquisa considera como Índice de Sensibilidade Fluvial (ISF). Esse é abordado por inúmeros autores e o presente capítulo revela a evolução de sua composição.

O primeiro ISF foi desenvolvido nos Estados Unidos por pesquisadores do NOAA e utilizado para o mapeamento dos cursos fluviais da costa oeste do país e para os Grandes Lagos. No Brasil o primeiro índice foi proposto pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a classificação dos rios amazônicos. Dessa maneira a maioria das pesquisas

internacionais adota a classificação oficial do NOAA e as nacionais a classificação oficial do MMA, com adaptações para cada tipo de curso fluvial.

Os cursos fluviais são ambientes extremamente complexos, com inúmeras variáveis que diferem um sistema de outro. As características dos cursos fluviais norte-americanos são distintas da realidade brasileira, pois o Brasil apresenta características de sistemas fluviais tropicais. Devido a isso, e também às diferentes características geomorfológicas associadas às

dimensões da drenagem − rios de pequeno, médio e grande porte − há uma dificuldade na

criação de um ISF que atenda a todo tipo de ambiente fluvial. Por isso, é fundamental a caracterização do maior número de feições fluviais para cada tipo de sistema de grande, médio e pequeno porte, discriminando suas características geomorfológicas, com o intuito de constituir um ISF que possa ser aplicado a um grande número de feições fluviais.

Neste capítulo foram apresentados os trabalhos de maior relevância para o tema abordado, inúmeros outros trabalhos foram realizados, mas grande parte destes foram balizados pelas pesquisas apresentadas no presente capítulo.

Benzer Belgeler