3. EDİRNE SELİMİYE CAMİ
3.3. Plan Özellikleri
Cicillini (1991)
“(...) pretende-se verificar, neste trabalho, de que
maneira os livros didáticos de Biologia usualmente utilizados no ensino de 2º grau tratam a Teoria da Evolução enquanto um princípio ordenador dos conteúdos biológicos e, conseqüentemente, como um componente metodológico deste ensino, na medida em que o conhecimento biológico tem na Teoria da Evolução o seu princípio ordenador” (p. 24).
• Análise documental
Chaves (1993)
“(...) centramos nossa atenção em um processo de
ensino-aprendizagem de Evolução, objetivando analisar as concepções manifestadas por 24 (vinte e quatro) alunos e pelo professor naquele processo, que se desenvolveu em uma sala de aula do ensino secundário de Biologia de uma escola pública estadual da cidade de Belém (PA)” (p. 3).
• Entrevistas; • Observação; • Questionários.
Cicillini (1997)
“- verificar de que maneira está acontecendo a
produção do conhecimento biológica no ambiente escolar do Ensino Médio no interior da sala de aula, tendo como foco de análise os conteúdos relacionados à Teoria da Evolução
- elucidar alguns aspectos das condições de produção do ensino de Biologia que aproximam ou distanciam esse ensino dos conhecimentos
usualmente produzidos na academia” (p. 29)
• Observação.
Carneiro (2004)
“O objetivo geral deste estudo é o de contribuir
para o entendimento dos problemas que permeiam a abordagem docente do tema Evolução Biológica, a partir da identificação e análise de diferentes concepções expressas por professores de Biologia do ensino médio” (p. 16)
• Análise documental; • Questionários;
Meghlioratti (2004)
“a presente pesquisa procura compreender quais
concepções os professores em formação inicial e continuada possuem sobre ciência, evolução e história do pensamento evolutivo. Além disso, pretende delinear caminhos para a utilização da história da construção do conceito de evolução biológica através da formulação de um aporte teórico (revisão histórica) e pela realização de algumas reflexões geradas a partir da análise dos questionários e entrevistas com professores em formação inicial e continuada” (p. 15).
• Entrevista semiestruturada; • Questionários.
Goedert (2004)
“(...) o presente trabalho tem como objetivo geral
contribuir para a melhoria do ensino do tema Evolução Biológica, tanto no Ensino Médio quanto nos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas em geral e, de modo especial, no curso da UFSC. De maneira mais específica, visou-se: a) analisar aspectos da formação inicial do professor de Biologia egresso da UFSC, durante a década de 1990, que possam ter contribuído (ou não) para as dificuldades que se apresentam ao ensinar o tema Evolução Biológica; b) caracterizar a formação inicial e continuada dos licenciados quanto ao tratamento do tema Evolução Biológica; c) identificar como os licenciados lidam com o ensino da Evolução Biológica na sua prática escolar; e d) identificar quais as dificuldades que enfrentam no ensino da Evolução Biológica.” (p. 18-19)
• Entrevistas semiestruturadas.
Licatti (2005)
“• Identificar e analisar concepções de professores
de Ciências e Biologia sobre conteúdos de Evolução Biológica, em um contexto de formação continuada sobre o tema.
• Contribuir para as discussões sobre o ensino de conteúdos de Evolução na disciplina de Biologia no Ensino Médio, tendo como referência a análise das concepções dos professores participantes da investigação” (p. 13).
• Análise documental; • Entrevistas semiestruturas; • Observação participante.
Guimarães (2005)
“(...) buscou-se analisar as contribuições da
sistemática filogenética para o ensino de biologia
de nível médio” (p. 7). • Observação participante
Marcellos (2006)
“Temos o objetivo de contribuir para a melhoria do
ensino de Biologia por meio da análise de analogias e metáforas contidas em teorias científicas. Neste estudo, nos propusemos realizar uma análise das A&M presentes na Árvore da Vida da Teoria da Evolução darwinista e verificar como elas aparecem no discurso de professores de Biologia, na concepção de alunos de Ensino Médio e em livros didáticos” (p. 20-21). • Análise documental; • Grupo Focal; • Observação; • Questionários. Madeira (2007)
“o que nos interessa investigar é como a escola
pública age e reage diante de questões de alunos com determinada orientação religiosa que privilegia a abordagem bíblica da origem do homem e do universo e que se sentem agredidos no âmbito da sala de aula, com respeito a seu direito de crer e pensar sobre a criação do homem como uma questão de ordem religiosa” (16-17).
• Questionário
Azevedo (2007)
“O presente trabalho tem como finalidade
investigar o pensamento teleológico em suas implicações para o ensino e a formação de professores de Biologia. Particularmente, visa a compreender como os professores utilizam os argumentos teleológicos na elaboração das explicações sobre temáticas de evolução no ensino de Biologia” (p. IV)
• Análise documental; • Grupo focal;
• Observação participante.
Kemper (2008)
“Este trabalho tem como objetivo examinar como a
Evolução Biológica é apresentada em duas revistas de Divulgação Científica com maior tiragem no Brasil, com vistas ao uso desse material em sala de aula de ciências” (p. 48).
Mello (2008)
“1. Investigar concepções de alunos de uma turma
do 3º ano do Ensino Médio sobre a Evolução Biológica, analisando possíveis confusões conceituais e dificuldades de compreensão.
2. Identificar obstáculos (didáticos, epistemológicos e religiosos) que permeiam o entendimento do tema Evolução Biológica pelos alunos envolvidos na pesquisa” (p. 13).
• Questionário.
Souza (2008)
“O principal objetivo deste trabalho é investigar e
avaliar como se dá a abordagem do evolucionismo e do criacionismo nas escolas particulares, públicas e confessionais de Ensino Médio nas disciplinas de Biologia, Geografia e História na região de Campinas, levando em consideração os seguintes aspectos: 1. A reação dos alunos frente às aulas expositivas e atividades propostas; 2. a possível interferência da direção na autonomia dos professores; e 3. o resultado das avaliações aplicadas, referentes ao assunto em questão. Estes serão os elementos considerados para a explicação dos conceitos definidos como influentes na
caracterização do ensino das teorias sobre a origem do universo e sobre a origem da evolução da vida” (p. 2).
• Entrevistas semiestruturadas.
Lucena (2008)
“Este estudo tem como objetivo verificar como
professores de ensino médio lidam com o uso de recursos e estratégias alternativas de ensino ao ensinarem evolução biológica, verificar como ocorre a relação entre educação informal e a formal na aprendizagem desse conteúdo e como professores do Ensino Médio se posicionam diante dessa relação. Além disso, procuramos verificar como professores do Ensino Médio se portam diante da possibilidade de se oferecer o ensino da
evolução biológica ou de alguns de seus aspectos em espaços não-escolares” (p. 11).
• Entrevistas semiestruturadas; • Questionários.
Pagan (2009)
“(...) o objetivo geral desta pesquisa foi identificar
possíveis influências do evolucionismo e do criacionismo nas concepções sobre ‘ser humano’ manifestadas por estudantes universitários de Ciências Biológicas (bacharelado e licenciatura), da Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT), campus de Tangará da Serra” (p. 19- 20).
• Entrevista coletiva; • Questionários.
Oliveira (2009)
“(...) este trabalho pretende verificar a
aceitação/rejeição da teoria da evolução de alunos recém-egressos da oitava série (8ª série) do Ensino Fundamental de escolas públicas de Tangará da Serra – MT e São Caetano do Sul – SP; e
caracterizar possíveis relações entre a atitude dos informantes sobre teoria evolutiva e a proximidade à ciência e à religião” (p. 20).
• Questionários
Garcia (2009)
“(...) busquei compreender os processos de
negociação de significados que ocorreram na interação entre estudantes e entre estes e o professor, explicitando também os modos de pensamento acessados por eles e revelados em suas formas de enunciação” (p. 10).
Oleques (2010)
“(...) esta pesquisa tem como objetivo geral verificar
as concepções sobre evolução biológica
apresentadas por professores de Biologia de escolas estaduais de Santa Maria, RS.” (p. 3).
• Questionários
Quadro 15. Objetivos de pesquisa e estratégias metodológicas para recolha de dados empregados nas dissertações/teses analisadas por esta pesquisa.
Observando o Quadro 15 acima, constatamos que as dissertações e as teses analisadas não visam à indicação e ao estabelecimento de indicadores de aprendizagem para o ensino de evolução. Todavia, apesar deste distanciamento entre os objetivos sustentados pelos autores analisados e o olhar que lançamos sobre suas pesquisas, acreditamos que é possível depreender destes materiais indicadores para o desenvolvimento de competências e conteúdos vinculados à temática “Origem e Evolução da Vida”. Neste contexto, tais indicadores podem ser depreendidos, sobretudo, a partir da leitura analítica da apresentação e da discussão dos dados levantados pelos pesquisadores, assim como através das considerações emitidas pelos mesmos. Deste modo, ainda que os objetivos sejam distintos, a redação desenvolvida pelos autores lança luzes, em maior ou menor proporção, para quais indicadores de aprendizagem devam ser privilegiados para o ensino de evolução.
Nesta perspectiva, podemos citar a pesquisa desenvolvida por Meglhioratti (2004) como um dos trabalhos que nos permite depreender indicadores de aprendizagem para a temática evolutiva. Em seu trabalho, Meghlioratti (2004) objetiva compreender as concepções de docentes – em formação inicial e continuada – sobre a teoria da evolução biológica e, ao longo de suas discussões, destaca quais ideias alternativas estão presentes entre os professores e como estas podem interferir nos processos de ensino-aprendizagem. Porém, no decorrer de seu trabalho, a autora aponta para a importância da utilização da história da ciência para o desenvolvimento de conceitos relativos à evolução, destacando que seu uso, além de favorecer o ensino-aprendizagem de conceitos científicos, possibilita a compreensão da ciência enquanto produção humana sócio e historicamente situada.
Em contrapartida, há trabalhos como o desenvolvido por Pagan (2009) que contribuem para a fundamentação da área de pesquisa em ensino de evolução, mas que não nos possibilita depreender indicadores de aprendizagem para a temática evolutiva. Pagan (2009) buscou identificar e compreender as influências do evolucionismo e do criacionismo na concepção de “ser humano” de bacharelandos e licenciandos em Ciências Biológicas e, dentre seus achados, o autor constatou que a aceitação do evolucionismo não se deve à compreensão da teoria evolutiva, mas se constitui como sinal de rompimento com práticas culturais e/ou religiosas e também como busca de aceitação pelo meio científico. Nesta perspectiva, embora o trabalho de Pagan (2009) aponte para os modos através dos quais se dá aceitação da teoria da evolução por graduandos de Ciências Biológicas, o autor, ao longo da redação de seu trabalho, não traz indicações de quais elementos devam ser privilegiados nos processos de ensino-aprendizagem de evolução biológica.
Nestes termos, voltamos a ressaltar que este nosso esforço de análise não visa à crítica, nem a classificação de dissertações e/ou teses em mais ou menos adequadas em termos metodológicos. Desta maneira, lançamos nosso olhar para a produção acadêmica com vistas a buscar, em meio à diversidade de objetivos e objetos de pesquisa, elementos que apontem para quais indicadores de aprendizagem devam ser considerados para o ensino de evolução.
A partir desta proposta de análise, elaboramos um quadro que expõe os indicadores de aprendizagem (ou competências) apontados pela literatura em ensino de evolução: