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3D özelliğinin kullanımı

A existência de um protocolo é uma forma de aumentar a fiabilidade de um estudo de caso, assim como serve de guia para a colecta de dados, com procedimentos e regras gerais que devem ser seguidos. O protocolo de um estudo de caso deve conter as seguintes secções:

- uma visão geral de estudo de caso: objectivos, proposições e hipóteses que serão examinadas, contexto, perspectivas e referências bibliográficas;

- procedimentos de campo: procedimentos operacionais para colectar dados de pessoas e de organizações no seu contexto real. A colecta de dados em contexto real pressupõe a não existência de controlo sobre o ambiente onde se vai efectuar a referida colecta de dados. Deve-se pois ter em consideração todos os riscos que se podem correr ao colectar dados em contexto real. As grandes tarefas serão: conseguir o acesso a empresas e a entrevistados chave, estabelecer uma agenda com horários para a colecta de dados, ter em consideração situações não esperadas como a falta de disponibilidade das pessoas.

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- as questões específicas do estudo de caso: são “lembretes” relativos à informação que é preciso ser colectada e porquê. Cada questão deve ser acompanhada de uma lista de prováveis fontes de evidências. Estas fontes podem incluir nomes de entrevistados, documentos ou observações. Esta ligação entre as questões e as fontes prováveis de evidências é extremamente importante para a colecta de informação.

Cada questão do protocolo deve reflectir o conjunto total de questões do plano inicial. São também importantes tabelas para introdução dos dados à medida que são colectados porque permitem a organização dos mesmos.

- um guião para o relatório: determinar o tipo, formato e a audiência do relatório antes da colecta da informação e não apenas no fim do estudo. Este guião deve ser flexível pois pode ser alterado à medida que se vão colectando os dados e existindo depois alguma necessidade de ajustamentos.

Em estudos de caso as evidências podem ter origem em seis fontes:

- Documentação: cartas, memorandos, anúncios, minutas de reuniões, propostas, relatórios, estudos, artigos nos media… Estes documentos podem-nos ajudar a efectuar algumas inferências. No entanto estas inferências devem ser tratadas como pistas que podem ser investigadas e não como conclusões definitivas, porque estas inferências podem mais tarde estar erradas;

- Registos históricos de dados/ informação de arquivo: são essencialmente ficheiros e registos informáticos; mapas, relatórios, orçamentos… Deve-se ter em atenção que estes registos de dados foram produzidos para fins e públicos específicos, que não os do estudo de caso, e este facto deve ser tido em consideração ao interpretar a utilidade e a precisão desses registos;

- Entrevistas: as entrevistas para estudos de caso requerem que se opere em dois níveis ao mesmo tempo, ou seja, satisfazer as necessidades da minha linha de inquérito, enquanto simultaneamente são colocadas questões “amigáveis” e não ameaçadoras (perguntas abertas). Deve-se perguntar sobre os factos de um determinado assunto,

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assim como a opinião dos entrevistados sobre o assunto. Pode-se também pedir as suas percepções sobre determinadas ocorrências e usá-las como bases para futuros inquéritos. Os entrevistados podem sugerir outras pessoas para serem entrevistadas, assim como outras fontes de evidências.

Quanto mais um entrevistado falar sobre um assunto mais se torna num informador em vez de um simples entrevistado. Os “informadores-chave” são essenciais para o estudo de caso, pois podem sugerir fontes de corroboração ou de contra-análise.

Perguntar, assumindo um genuíno e inocente desconhecimento sobre o assunto, para permitir ao entrevistado responder com um comentário novo sobre o assunto, e assim corroborar ou não, acontecimentos em forma de conspiração.

As entrevistas são fontes de informações verbais que têm de ser complementadas com evidências quantitativas e qualitativas;

- Observação directa: alguns comportamentos ou condições do meio envolvente podem ser bastante importantes como a forma como as pessoas trabalham, a motivação, aspectos físicos da empresa, relacionamento com os colegas e com os patrões. Pode envolver a observação de reuniões, actividades paralelas, trabalho na fábrica, das condições no local de trabalho, o mobiliário dentro de um gabinete, etc.

Para aumentar a credibilidade da observação, é necessário existir mais do que um observador;

- Observação participativa: o investigador não é apenas um observador passivo, mas pode assumir diferentes papéis dentro do estudo de caso e até participar nos eventos que estão a ser estudados e com isso ter oportunidades únicas de recolher informação. Existe no entanto o potencial problema de se produzir informação com erros sistemáticos uma vez que o investigador passa a não ter uma perspectiva de observador externo;

- Artefactos físicos: equipamento tecnológico, ferramenta, instrumento, …que podem ser observados numa visita ao local de estudo. Esta fonte tem potencialmente menos

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relevância, mas em determinados estudos de caso pode ter uma grande importância no contexto geral do estudo.

Os benefícios destas seis fontes de evidências podem ser rentabilizadas se forem seguidos três princípios da colecta de informação:

1º. Usar múltiplas fontes de evidências: qualquer conclusão será melhor fundamentada se for baseada em mais do que uma fonte de evidência. Usar uma triangulação entre fontes de evidência estabelecer uma melhor validação da construção e fiabilidade das evidências;

2º. Criar uma base de dados: deve ser apresentável para que outros investigadores possam rever as evidências e não se basearem apenas num relatório, como por exemplo notas, documentos, narrativas, ficheiros (“raw data”). Este procedimento ajuda a aumentar a fiabilidade das evidências do estudo de caso;

3º. Manter uma cadeia de evidências: este princípio permite que um leitor qualquer siga a derivação de qualquer evidência desde o início até às conclusões, e vice-versa.

3.1.3. A análise dos dados e o seu relato

Benzer Belgeler