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4. BULGULAR

4.4. Özel Eğitim Okulları’nda Çalışan Öğretmenlerin Algıladıkları Etkili Yönetic

4.4.2. Özel Eğitim Okulları’nda Çalışan Öğretmenlerin Okula Bağlılık

Com a ampliação da área de cultura européia, com a transposição dessa cultura para os novos territórios desde os primórdios da Idade Moderna, a pintura de paisagem também procura ampliar seu repertório e se faz presente no Novo Mundo. No século XIX, surge na América do Norte a Hudson River School. Ela se constituía de um grupo de pintores que realizavam pinturas de paisagem ao se deslocarem ao longo do rio Hudson, na região de Nova York, EUA. Esta escola realizou os primeiros trabalhos com temática genuinamente norte-americana.

24 – Vicent van Gogh. Campo com flores perto de Arles, 1888. Óleo sobre tela, 54 X 65 cm. Van Gogh Museum, Amsterdam.

No Brasil, também é registrada uma grande produção de trabalhos no gênero. Desde o período do Brasil Colônia, a produção que se destaca é principalmente a dos pintores holandeses no século XVII. Devido à ocupação holandesa em Pernambuco, tivemos mestres holandeses como Franz Post e Eckhout desenvolvendo trabalhos na região. Mesmo depois da volta à Europa, esses artistas continuaram a produzir trabalhos cuja temática era a paisagem brasileira, embora o olhar não deixasse de ser holandês. A paisagem de Pernambuco foi tratada dentro dos princípios que norteavam a pintura da paisagem holandesa. A luz, a amplitude do céu, as poses, tudo denuncia o olhar e o gesto holandeses.

25 - Thomas Cole, Vista de Catskill Creek, c. 1835-1838. Óleo sobre madeira, 57,15 X 77,47 cm. Coleção The Albany Institute Of History And Art, Albany, Nova York.

Com a vinda ao Brasil da família real portuguesa e com o fim do império napoleônico, tivemos a vinda de artistas franceses que ficou conhecida na historiografia brasileira como Missão Francesa. A paisagem brasileira também foi objeto de interesse dos pintores Jean Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay que integravam esse grupo.

Além das influências da Academia Imperial de Belas Artes e do Romantismo, a curiosidade que a nova paisagem tropical despertava nos artistas estrangeiros e a necessidade de registros exigidos pelas expedições científicas que percorriam o interior brasileiro foram fatores importantes que estabeleceram uma grande motivação em torno da pintura de paisagem no Brasil. Havia, ainda, o interesse dos governantes, após 1822, de tornar conhecido na Europa esse novo país e também

26 - Franz Post. Engenho com capela, 1667. Óleo sobre madeira, 41 x 43 cm. Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.

de fortalecer o imaginário em torno de uma nacionalidade que nascia, objetivo que poderia, com bastante propriedade, ser alcançado através das imagens criadas pelos artistas. Entre os artistas visitantes, destaca-se Rugendas, que também integrou uma das expedições organizadas e comandadas pelo barão Langsdorff.

No Rio de Janeiro, surgiu um importante núcleo de pintura de paisagem, o Grupo Grimm. Era formado por artistas que se organizaram em torno do pintor alemão Georg Grimm por discordarem dos métodos e orientações da Academia Imperial de Belas Artes. Esse grupo, que teve a adesão de Castagneto e de Antônio Parreiras, dedicou-se ao registro de paisagens na região da Baía de Guanabara no último quartel do século XIX.

Já estabelecido no Rio de Janeiro quando se deu a chegada de Grimm, o pintor italiano Nicolau Facchinetti, que nos primeiros anos de sua estada dedicou-se aos retratos, tornou-se um grande pintor de paisagens. Sem participar da Academia ou integrar o Grupo Grimm, e apresentando um trabalho de grande qualidade, acaba por ser elevado ao posto de pintor da corte de D. Pedro II,75 embora não tenha

abandonado seu ateliê situado à Rua do Ouvidor, Rio de Janeiro, onde aceitava encomendas de paisagens. Suas paisagens foram presenteadas a várias cortes européias pelo imperador do Brasil.

75 MARTINS et al, 2004.

29 – Castagneto. Praia de Santa Luzia à noite, 1886. Óleo sobre madeira, 16 X 22 cm. MASP, São Paulo.

30 – Nicola Antonio Faccinetti. Escola Naval de Angra dos Reis, 1869. Óleo sobre tela, 49 X101 cm. MASP, São Paulo.’

Observamos, depois desse rápido relato histórico, que a paisagem permanece como tema ao longo de toda a história da arte. No século XX, mesmo com a crise da figuração, a paisagem consegue manter-se como assunto atualizado para muitos artistas. As lacunas são muitas, reconheço, e na tentativa de não aumentá-las é importante apontar algumas contribuições importantes da primeira meta do do século passado: nas novidades trazidas pelo futurismo ao olhar sobre o mundo inclui-se uma nova “janela”, que é a cabine de um avião e a contribuição das teorias que tratam do inconsciente, que possibilitaram aos artistas um novo assunto e uma nova paisagem.

A paisagem decidamente faz parte do repertório de temas e assuntos da arte. Ela continua a ser produzida intensamente na primeira metade do século XX. Entre os artistas que se dedicam a ela, cito Hopper, que, através de seus trabalhos, apresenta uma paisagem que sempre nos remete a uma solidão misteriosa. Aquela solidão presente nos trabalhos de Vermeer. A invenção da fotografia e do cinema não significou uma transformação da paisagem em objeto exclusivo desses procedimentos. Muito pelo contrário, liberta de um compromisso de se pretender real, ela continuou a ser objeto dos pintores, gravadores e desenhistas, constituindo- se o lugar da natureza ainda em objeto e assunto das discussões e reflexões de muitos artistas contemporâneos.

32 – René Magritte. A condição humana, 1933. Óleo sobre tela, [s.d.]. National Gallery of Art, Washington.

33 – Edward Hopper. Pessoas ao sol, 1960. Óleo sobre tela, 102,6 X 153, 4 cm. Smithsonian American Art Museum, Washignton.

Benzer Belgeler