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2. KAVRAMSAL ÇERÇEVE

2.2. Öz yeterlilik Kavramı

2.2.4. Öz yeterlilik kaynakları

Foram 56 cadastros socioeconômicos realizados pela SEMTAS, com os dados apresentados em duas etapas e separados por tipo de uso: 31 imóveis residenciais, 8 de uso misto e 17 de uso comercial. Aqui destacamos apenas dados gerais que permitam visualizar a caracterização socioeconômica do entorno do projeto.

A tipologia de uso dos imóveis atingidos pelo projeto de mobilidade com desapropriações é predominantemente de uso residencial com aproximadamente 55%. Contudo quase metade dos imóveis que tiveram cadastro social realizado dividem-se entre uso comercial (30%) e misto (15%). São todos imóveis construídos em alvenaria e que possuem saneamento básico e coleta de lixo, situados entre os bairros Quintas e Nordeste.

Quanto à composição familiar dos imóveis residenciais e misto existe a predominância de famílias entre 3 e 5 pessoas, seguida de famílias entre 6 e 8 pessoas, havendo uma minoria de famílias entre 1 e 2 pessoas. São famílias relativamente grandes, muitas vezes com mais de uma geração convivendo na mesma casa.

Em relação à escolaridade dos moradores dos imóveis residenciais mais da metade só possui até o ensino fundamental, havendo aproximadamente 20% de analfabetos, seguido de moradores que possuem nível entre fundamental e médio, havendo poucos registros de nível superior. A população dos imóveis comercias e mistos possui melhor escolaridade considerando que o perfil regista mais de 60% com nível médio completo ou incompleto, havendo inclusive alguns registros de nível superior.

Quanto à renda familiar menos de 10% da população das residências tem renda maior que 3 salários mínimos, tendo a grande maioria entre 0 e 1 salário mínimo de renda familiar (aproximadamente 60%) e em torno de 40% com renda ente 1 e 3 salários mínimos. É uma população considerada de baixa renda e enquadrada no Plano Diretor de Natal dentro da Mancha de Interesse Social. Entre os imóveis mistos a renda predominante é entre 1 e 3 salários mínimos; e entre os imóveis comerciais o faturamento fica entre 1 e 6 salários mínimos em aproximadamente metade dos imóveis e na outra metade o faturamento é maior que 6 salários mínimos. Esse aumento de renda nos usos misto e comercial demonstra a importância econômica desses pequenos e médios comércios para o incremento da renda da população local.

A ocupação / trabalho dos moradores das residências é significativamente afetada pelo desemprego com aproximadamente 24% de desempregados. A maioria da população divide- se entre as atividades de comércio, autônomos e aposentados. As demais ocupações dividem- se entre do lar, doméstica, caixa de supermercado, motorista, ASG, servidor público e micro empresário. Quanto às principais atividades identificadas nos usos comerciais e mistos,

destaca-se: lojas de roupas, lanchonetes, serviços voltados para automóveis, bar, sucata, posto de combustível, salão de beleza. O perfil registra que nos imóveis de uso misto e comercial aproximadamente 70% funciona como única fonte de renda e forma de sobrevivência do proprietário. Em torno 65% dos usos misto e comercial possui funcionários formais e 35% trabalha com funcionários informais ou com as atividades distribuídas entre o proprietário e familiares. Confirma-se com esses dados o peso dos usos misto e comercial para o trabalho e renda das famílias afetadas pelo projeto de mobilidade com as possíveis desapropriações.

Das residências cadastradas foi identificado que 15% das famílias possui pessoa com alguma deficiência física, mental ou auditiva.

Quanto às condições de moradia (titularidade informada) mais de 50% dos imóveis são próprios e cerca de 30% são alugados. Existem trechos com predominância de posse dentre os imóveis residenciais. Existem ainda imóveis cedidos e de herança.

A quantidade de cômodos dos imóveis residenciais e mistos é bastante variada tendo uma composição de aproximadamente 50% entre 4 e 8 cômodos e o restante variando entre 9 a 20 cômodos. No caso do uso misto somou-se os cômodos do uso residencial e comercial/serviço. Dentre os imóveis comerciais, cerca de 45% possuem entre 1 e 2 cômodos e os demais variam entre 5 e 21 cômodos. Percebe-se existência de pequenas casas e de outras constantemente ampliadas para acomodar o crescimento das famílias e a acomodação de pequenos comércios ou serviços para complementação da renda familiar.

A maioria da população cadastrada possui tempo de moradia no imóvel entre 10 e 45 anos, o que demonstra tratar-se de uma população já consolidada no local de moradia e de trabalho.

A caracterização socioeconômica confirma a fragilidade da população residente na área, sua inserção na Mancha de Interesse Social da cidade e a necessidade de que o gestor público considere as peculiaridades da área na adoção de tratamento especial com essa população atingida pelo projeto de mobilidade do Corredor Estrutural Oeste.

Segue a apresentação de cada obra do Corredor Estrutural Oeste com dados gerais contendo: descrição técnica do projeto pelo município baseado nos documentos da SEMOB e SEMOPI (NATAL, 2009; 2010; 2011a; 2012); mapa de localização da obra; estimativa da população atingida com desapropriações; ilustrações do projeto; características de uso e ocupação do solo do entorno das obras.

Foram escolhidos trechos representativos de cada obra para ilustrar as características de uso e ocupação do solo predominantes no entorno. Utilizamos imagens de pranchas elaboradas pela SEMOPI com representação do traçado viário departes das obras sobre a

imagem aérea da cidade destacando os imóveis atingidos por desapropriações. A imagem está representada sem escala apenas para fins de ilustração e cada trecho escolhido representado por uma letra sequencial do alfabeto. As fotos dos imóveis do entorno atingido foram obtidas com o recurso do Street View no programa Google Earth com imagens datadas de novembro de 2011.

3.1.3 Obra 1 – Av. Felizardo Moura e BR 226

3.1.3.1 Descrição Técnica do Projeto

Reestruturação da malha viária na Rua Felizardo Moura e na BR-226 (Av. Industrial João Francisco da Motta), trecho correspondente a 4.780,00 metros de comprimento, situado entre a Cabeceira da Ponte de Igapó, na Zona Norte, passando pelo Complexo Viário da Urbana até o encontro com a Avenida Capitão Mor Gouveia, na Zona Oeste. Neste seguimento de vias, o projeto define mudanças que, adotadas, passará por alterações em sua estrutura existente de forma que permita maior capacidade e a livre circulação do tráfego. Para isso, a Rua Felizardo Moura passará de seus 19,80m. de largura para 26,00m e a Avenida Napoleão Laureano(BR-226), que hoje possui em média, 23,50 metros de largura, ficará com 29,50m de largura. Nessa nova estrutura projetada a via comportará 03 faixas por sentido de tráfego, sendo uma, com exclusividade para o uso do transporte de massa, além de canteiro central, ciclovia e passeios para pedestres. Projeta-se ao longo, tratamentos de Paisagismo e Iluminação especial, assim como elementos que facilitem a acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e para a população em geral (NATAL, 2009; 2010; 2011a; 2012). (Ver Mapa 8- Localização da Obra 1com estimativa de desapropriações).

Benzer Belgeler