Os dados clínicos, morfológicos e imunoistoquímicos foram tabulados no programa Microsoft Excel® 2000 e posteriormente exportados para o programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS®) versão 20.0, no qual foram realizadas as análises estatísticas.
Assumindo a não normalidade da amostra, os testes não paramétricos de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney foram usados para verificar as diferenças significativas entre os três grupos e a idade do paciente (idade do paciente x diagnóstico clínico), e dos três grupos e marcadores dentro de cada grupo (CMV do imunomarcador CD34 x diagnóstico clínico; CMV do imunomarcador podoplanina x diagnóstico clínico; marcação da camada basal do epitélio pela podoplanina x intensidade do infiltrado inflamatório). Para a correlação entre os índices angiogênico e linfangiogênico, utilizou-se a correlação de Spearman. O teste do Qui-quadrado foi realizado para as associações significativas (intensidade do infiltrado inflamatório x diagnóstico clínico).
Para todos os testes estatísticos utilizados neste estudo, o nível de significância foi estabelecido em 5% (p<0,05).
3 RESULTADOS
No presente estudo foram utilizadas 90 amostras de tecido gengival de 60 mulheres (66,7%) e de 30 homens (33,3%). A idade variou de 18 a 69 anos, mediana de 34,08 ± 11,61 anos, e sua relação com o diagnóstico clínico mostrou que o aumento da idade está relacionado com os casos de periodontite crônica (p<0,001) (Tabela 1).
Tabela 1. Relação do diagnóstico clínico com a idade. Natal, RN. 2016. Diagnóstico Clínico n Mediana Q25 – Q75 Média dos Postos p p* Gengiva Clinicamente Saudável 30 27 23,8 – 33,5 33,58 0,001 S X G: 0.097 Gengivite Crônica 30 32,5 26 – 42,3 44,42 S X P: <0,001 Periodontite Crônica 30 36,5 31,8 – 45,5 58,40 G x P: 0,036 Testes não-paramétricos de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney–pós-teste Bonferroni. Legenda: n, número de casos; Q25, Quartil 25; Q75, Quartil 75; p*: valor de p do pós- teste; S, gengiva clinicamente saudável; G, gengivite crônica; P, periodontite crônica. FONTE: Autor. Natal, RN. 2016.
Os espécimes passaram por avaliação das características histológicas a cerca do epitélio e das suas características. Cem porcento dos espécimes tinham a presença de epitélio oral, 18,9% (17 casos) ainda apresentavam epitélio juncional e 4,4% (4 casos) apresentaram epitélio do sulco. As alterações apresentadas no epitélio oral foram: degeneração hidrópica 94,4% (85 casos), acantose 78,9% (71 casos), espongiose 66,7% (60 casos), exocitose 48,9% (44 casos), hiperplasia 44,4% (40 casos), hiperplasia da camada basal 16,7% (15 casos), hiperparaceratinizado em 6,7% (6 casos), ulceração 2,2% (2 casos), atrofia 1,1% (1 caso). O epitélio juncional em 100% dos casos (17 casos) apresentou-se espongiótico, com presença de degeneração hidrópica e exocitose, enquanto que o sulcular não apresentou alterações.
Na lâmina própria, o tecido conjuntivo mostrou-se predominantemente denso (85,5%), apresentando infiltrado inflamatório linfocitário em 54% dos casos, linfoplasmocitário em 42,5% e misto em 3,5%.
Ao realizar-se a associação da intensidade do infiltrado com o diagnóstico clínico, optou-se pela junção das intensidades leve e moderada, por finalidade estatística, facilitando a análise dos resultados. O resultado mostrou que os casos diagnosticados como gengiva clinicamente saudável estavam associados a um infiltrado inflamatório leve ou moderado (tabela 2).
Tabela 2. Associação entre a intensidade do infiltrado e o diagnóstico clínico. Natal, RN. 2016. Diagnóstico Clínico p Intensidade do Infiltrado Inflamatório Gengiva Clinicamente Saudável Gengivite
Crônica Periodontite Crônica
n % n % n %
Leve e
Moderado 23 76,7 16 53,3 10 54,4 0,003
Severo 7 23,3 14 46,7 20 45,6
Teste Qui-quadrado.
Legendas: n, número de casos; %, percentagem. FONTE: Autor. Natal, RN. 2016.
Na análise imunoistoquímica, foi observada em todos os espécimes a positividade para o marcador CD34 em vasos sanguíneos, com marcação citoplasmática e/ou membranar (figuras 1A e 1B), e o marcador podoplanina em vasos linfáticos (figuras 1C e 1D) e camada basal do epitélio (figuras 1D e 1E), com marcação citoplasmática e membranar. A análise da marcação foi quantitativa, através CMV sanguínea e linfática, respectivamente, para o CD34 e podoplanina.
A correlação feita entre a CMV sanguínea (CD34) e a CMV linfática (podoplanina) mostrou-se fraca, porém significativa e positiva, demonstrando que quando há um aumento da quantidade de vasos sanguíneos, há também o aumento dos linfáticos (r = 0,229; p=0,030).
A relação da CMV sanguínea e linfática com o diagnóstico clínico está apresentada na tabela 3. A relação do imunomardador podoplanina com o diagnóstico clínico foi significativa (p=0,048). A diferença significativa está entre o grupo de gengiva clinicamente saudável com o de periodontite crônica (p=0,017), Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos gengivite crônica x gengiva clinicamente saudável (p=0,256) e gengivite crônica x periodontite crônica (p=0,826).
Figura 1. Imunopositividade para os marcadores CD34 e Podoplanina. A - Fotomicrografia evidenciando a imunopositividade dos vasos sanguíneos para o marcador CD34. Vasos linfáticos (círculo) não marcados pelo anticorpo (ADVANCE, 40x). B - O CD34 apresenta imunomarcação de estruturas luminais e unidades celulares. Na fotomicrografia é evidenciado o padrão citoplasmático (ADVANCE, 100x). C - Fotomicrografia evidenciando a imunopositividade dos vasos linfáticos para o marcador podoplanina. Vaso sanguíneo (círculo) não marcado pelo anticorpo (HI-DEF, 100x). D - Positividade dos vasos linfáticos e da camada basal do epitelio, com marcação membranar, para o imunomarcador podoplanina (HI-DEF, 100x). E - Positividade para a podoplanina restrita à camada basal (HI-DEF, 100x).
B A
C D
Tabela 3. Relação da contagem microvascular sanguínea e linfática com o diagnóstico clínico. Natal, RN. 2016.
DC n Mín. Máx. Med. Q25 - Q75 Média dos
postos p p* CMV sanguínea (CD34) S 30 3,4 11 7,4 6,2 - 8,4 46,40 0,261 G 30 5,0 11,2 8,0 5,8 - 9,2 50,52 P 30 4,2 11,2 6,6 6,0 - 7,4 39,58 CMV linfática (Podoplanina) S 30 1,0 6,4 2,5 2,0 - 3,3 53,05 0,048 SXG: 0,256 GXP: 0,826 SXP: 0,017 G 30 1,2 5,0 2,2 1,8 - 2,8 46,78 P 30 1,0 3,8 2,0 1,8 - 2,5 36,67 Teste não paramétrico Kruskal-Wallis e Mann-Whitney - Pós-teste Bonferroni.
Legenda: DC, diagnóstico clínico; n, número de casos, Mín., mínimo; Máx, máximo; Med., mediana; Q25, quartil 25; Q75, quartil 75; p* valor de p no pós-teste, S, gengiva clinicamente saudável; G, gengivite crônica; P, periodontite crônica.
FONTE: Autor. Natal, RN. 2016.
O imunomarcador CD34 mostrou-se negativo nos epitélio oral, sulcular e juncional. A podoplanina foi positiva na camada basal dos epitélios em 88,9% (n=80) dos casos. A marcação da podoplanina no epitélio mostrou-se maior nos casos de gengivite crônica e periodontite crônica, sendo esta diferença estatisticamente significativa (p=0,033). Houve significância estatística em relação à intensidade do infiltrado inflamatório (p=0,016), apresentando-se forte a imunomarcação quando o infiltrado inflamatório apresentou-se intenso (Tabela 4).
Tabela 4. Relação da marcação da podoplanina no epitélio com o diagnóstico clínico e a intensidade do infiltrado inflamatório. Natal, RN. 2016.
Marcação da Podoplanina no Epitélio Inexistente/Fraco Moderado/Forte n % n % p Diagnóstico Clínico Gengiva Clinicamente Saudável 15 51,7 15 24,6 0,033 Gengivite Crônica 6 20,7 24 39,3 Periodontite Crônica 8 27,6 22 36,1 Intensidade do Infiltrado Inflamatório Leve 13 44,8 11 18 0,016 Moderado 8 27,6 17 27,9 Severo 8 27,6 33 54,1 Teste Qui-quadrado.
4 DISCUSSÃO
Microrganismos e seus componentes presentes no biofilme dentário estimulam a formação de processo inflamatório durante o período da injúria aos tecidos periodontais. Na tentativa de debelar tal processo, células inflamatórias migram para a área afetada para debelar o agente agressor (GONZALES, 2015). Neste estudo, foi observado que mesmo na gengiva clinicamente saudável, onde não havia sinal clínico de doença, havia presença de infiltrado inflamatório leve/moderado, mostrando que provavelmente as alterações histológicas acontecem antes da doença ser identificada, pelo contato do biofilme dental com o tecido periodontal, como mostrou Page e Schroeder (1976) em um estudo com cães.
Além de migração celular, até para que esta seja realizada com maior eficiência, alterações vasculares são observadas no local da injúria. No inicio, os vasos sanguíneos sofrem dilatação, mas ao continuarem os estímulos pró- angiogênicos, novos vasos são formados a partir dos pré-existentes. Este aumento da rede vascular sanguínea é considerado um fator importante para a destruição dos tecidos periodontais (KASPRZAK et al., 2012). Por este motivo, estudos sobre os fatores pró-angiogênicos e anti-angiogênicos, células imunes e células presentes nos tecidos, além da presença de vasos sanguíneos na evolução da doença são importantes para entender a patogênese da doença periodontal e buscar terapias que possam agir como colaboradoras para o processo de remissão ou controle do problema.
Objetivando avaliar a angiogênese, estudos utilizaram imunomarcadores para vasos sanguíneos ou fatores pró-angiogênicos, como VEGF (ARTESE et al., 2010; KASPRZAK et al., 2012), CD31, CD105 (KASPRZAK et al., 2012), CD34 (PENMETSA et al., 2015), fator VIII, NOS (ARTESE et al., 2010), comparando grupos com periodontite crônica e periodonto saudável. Estes estudos mostraram que todos os imunomarcadores supracitados estão mais expressos nos casos de periodontite do que no tecido saudável, sugerindo que há um aumento de vasos sanguíneos ao longo da evolução da doença periodontal. No presente estudo foi observado maior número de vasos sanguíneos na gengivite que no grupo saudável, contudo sem significância estatística (p=0,261), mostrando que a
realização de estudos incluindo a gengivite na amostra pode ajudar na compreensão da angiogênese em todas as doenças periodontais.
A remodelação vascular é uma característica reconhecida na inflamação crônica, mas nem todos os tecidos apresentam resposta semelhante. O fator de crescimento importante para a patogênese da doença periodontal é o VEGF e está relacionado com o aumento da densidade microvascular nos casos de periodontite agressiva e crônica (ARTESE et al., 2010). Segundo Kasprzak et al. (2012), há o aumento do número de vasos sanguíneos na doença periodontal, verificado também pela relação do VEGF/CD31, e através da relação CD105/ CD31 que, além da marcação das células endoteliais, foi observada a presença de vênulas de endotélio alto pós-capilar na gengiva inflamada, que não é encontrada no tecido saudável. Outros estudos mostraram que tanto fatores extrínsecos como intrínsecos estão envolvidos na indução da angiogênese (ARTESE et al., 2010; HSU et al., 2011; KASPRZAK et al., 2012; PENMETSA et al., 2015).
Este estudo teve o propósito de comparar, através da contagem microvascular, a angiogênese e a linfangiogênese na doença periodontal usando o CD34 e a podoplanina, respectivamente. Foi observada uma fraca correlação positiva entre a contagem microvascular do CD34 e da podoplanina (p=0,030), mostrando que há um aumento de vasos sanguíneos e linfáticos, mas não com a mesma intensidade. Não há estudos prévios que comparem a mediana de vasos sanguíneos com a de vasos linfáticos na doença periodontal com esses marcadores. O estudo dos fatores de indução e controle de ambos os processos e a quantidade de vasos presentes em cada momento, permitirá uma melhor compreensão desta diferença da indução do processo de neoformação dos vasos.
Bersggreen e Wiig (2013) comentaram que a linfangiogênese representa um fator de proteção para pacientes com doença periodontal contra a perda óssea. A linfangiogênese é inicialmente estimulada para conter o edema intersticial e para facilitar a resposta imune celular de forma indireta. Há poucos estudos sobre o papel dos vasos linfáticos nas infecções crônicas. O presente estudo mostrou que há diminuição do número de vasos linfáticos ao comparar os casos de gengiva clinicamente saudável e os de periodontite crônica (p=0,017), sugerindo os vasos linfáticos possam ter seu aumento em número na fase aguda do processo inflamatório com o objetivo de limitar o dano tecidual (HUGGENBERGER et al., 2011), e, com a cronificação da inflamação, pode sofrer uma adaptação,
permanecendo os vasos linfáticos ampliados periodontite crônica e com estímulo linfangiogênico menor (MKONYI et al., 2012).
Que a inflamação estimula a linfangiogênese é um fato concebido, mas todas as interações entre as moléculas presentes no processo, células inflamatórias e células endoteliais linfáticas não foram completamente caracterizadas (CIMPEAN; RAICA, 2015). Tan, Chong e Angeli (2014), observaram que no processo de linfangiogênese em tecido inflamado estão presentes macrófagos, células dendríticas, células B e neutrófilos (modulando o VEGF-A e secretando VEGF-D). Além do sistema imune, células presentes no tecido participam da neoformação linfática como os ceratinócitos epidermais, células estromais tipo fibroblastos reticulares (ambos secretam VEGF-A). Com função de fazer o controle do processo, Células T inibem a linfangiogênese através da secreção de interferon-gama (IFN ). O estudo de Cimpean e Raica (2015) corrobora a presença do IFN no local da inflamação, e comenta que é o responsável pelo papel crucial das células T (CD4+ e CD8+) no controle da linfangiogênese. Junto das células T, também participam os mastócitos, plasmócitos e eosinófilos como colaboradores anti-linfangiogênicos.
A literatura é ampla quando se avalia os elementos pró-angiogênicos e pró- linfangiogênicos, entretanto, quase não há pesquisas de como este processo é regulado na doença periodontal, ou se quando esta foi tratada, haverá redução do número de vasos linfáticos. Esse estudo, por se tratar de uma avaliação transversal, não há como avaliar a relação de causa-efeito desses marcadores e a ocorrência da doença. Os pacientes deveriam apresentar o diagnóstico clínico de gengivite e periodontite crônicas no momento do procedimento cirúrgico, porém não se pode afirmar a atividade da doença naquele momento.
Este estudo avaliou a imunomarcação do CD34 e da podoplanina presente no epitélio oral e no tecido conjuntivo. O imunomarcador CD34 foi avaliado em relação às estruturas por ele marcadas. Mostrou-se positivo somente na membrana celular e citoplasma das células endoteliais e células presentes no conjuntivo, que foram interpretadas como células estimuladas a formarem vasos sanguíneos. Neste estudo não houve marcação no epitélio oral e nem nos epitélios sulcular e juncional nos 90 casos deste estudo, o que difere em relação aos resultados obtidos no estudo piloto de Lavu e Suresh (2009), que analisou o CD34 em 15 biópsias de gengiva saudável e observaram que o CD34 era imunopositivo em 10
espécimes na região basal e parabasal do epitélio e em 12 espécimes em células endoteliais. Penmetsa et al. (2015) não observaram marcação no epitélio oral, e utilizaram o CD34 por ser um bom marcador de vasos sanguíneos, e por não marcar vasos linfáticos. No entanto, ainda não foi possível identificar as razões para essas divergências entre os estudos mencionados.
No presente estudo, a podoplanina foi positiva na camada basal dos epitélios (oral, sulcular e juncional) na maioria dos casos e teve marcação no endotélio linfático em 88,9% dos casos. A marcação da podoplanina no epitélio mostrou-se maior nos casos de gengivite crônica e periodontite crônica ao comparar com o grupo da gengiva clinicamente saudável (p=0,033). Na presença de um infiltrado inflamatório escasso, não havia imunomarcação ou apresentava-se fraca. Em relação à intensidade do infiltrado inflamatório, apresentou mais forte a imunomarcação quando presente um infiltrado inflamatório severo (p=0,016).
Corroborando este estudo, o estudo de Miyazaki et al. (2009) mostrou a imunomarcação da podoplanina no epitélio. No trabalho de Mitariu et al. (2015), qual buscou identificar vasos linfáticos em tecido saudável localizado nas mucosas jugal, gengival, papilar e labial, através dos imunomarcadores podoplanina e CD31, observaram que os vasos linfáticos estavam localizados, de forma mais expressiva, na camada subepitelial e de forma mais escassa, na submucosa em todos os sítios, não fazendo menção a marcação no epitélio presente. Já Miyazaki et al.(2009) realizaram um estudo em tecido gengival e tentaram relacionar a gengiva saudável com a doença periodontal. Os autores observaram que as células endoteliais linfáticas e as células basais do epitélio oral e sulcular eram imunopositivas para a podoplanina. E a imunomarcação da podoplanina está relacionada com a intensidade do infiltrado inflamatório, sendo diretamente proporcional à intensidade do infiltrado inflamatório.
Reunindo os resultados do estudo de Miyazaki et al. (2009) com o deste, pode-se concluir que a podoplanina marca além de vasos linfáticos do tecido gengival, a camada basal do epitélio. Sua relação de intensidade de marcação está diretamente ligada à presença de infiltrado inflamatório. Como a podoplanina apresenta propriedades de contração celular e reorganização do citoesqueleto (MIYAZAKI et al., 2011), ela pode estar associada à migração apical do epitélio (MIYAZAKI et al, 2009), precisando de mais estudos para a comprovação desta hipótese.
Estudos relacionando a progressão da doença periodontal e fatores pró- angiogênicos e anti-angiogênicos devem ser realizados para que seja compreendido como se inicia o estímulo para a neoformação vascular, com a cascata de sinalizadores associados. Se há realmente aumento, e como ele se apresenta ao longo da evolução da doença periodontal, e após o tratamento periodontal realizado, como se encontraria a rede de vasos sanguíneos para assim investigar a real função dos vasos sanguíneos e como se apresentam ao longo da evolução e remissão da doença no tecido gengival. Este estudo somente quantificou o número de vasos presentes em tecido clinicamente saudável, na gengivite crônica e na periodontite crônica, não utilizando nenhum fator de crescimento ou citocina.
Conclui-se com este estudo que na periodontite crônica há menor número de vasos linfáticos do que no tecido gengival saudável, mostrando que não é em toda patologia que há proliferação contínua. Esse resultado mostra que o papel e os sistemas de regulação da angiogênese e linfangiogênese precisam ser elucidados.
Estudos em animais, induzindo a doença periodontal, visando observar a evolução da doença e a resposta após o tratamento periodontal e utilizando outros marcadores angiogênicos e linfangiogênicos podem elucidar ou suscitar novos questionamentos sobre o funcionamento e a função da vasculatura periodontal.
5 CONCLUSÃO
Este estudo que avaliou através da imunomarcação do CD34 e da podoplanina, a angiogênese e a linfangiogênese, concluiu que:
Na gengiva clinicamente saudável, havia presença de infiltrado inflamatório leve/moderado.
A podoplanina, além de ser positiva nas células endoteliais linfáticas, também se mostrou imunopositiva na camada basal dos epitélios na maioria dos casos, com relação positiva com a intensidade do infiltrado inflamatório, mostrando exercer outro papel na doença periodontal.
A angiogênese tem uma correlação significativa fraca com a linfangiogênese, porém positiva.
Não foi observado aumento do número de vasos sanguíneos e linfáticos com o aumento da gravidade da doença periodontal.
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APÊNDICE A
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE ODONTOLOGIA
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Este é um convite para o(a) senhor(a) participar da pesquisa “Estudo Imunoistoquímico do CD34 e Podoplanina no Tecido Gengival de Pacientes Saudáveis e com Doença Periodontal”, que é coordenada pela Prof. Dr. Bruno César de Vasconcelos Gurgel. Sua participação é voluntária, o que significa que o(a) senhor(a) poderá desistir a qualquer momento, retirando seu consentimento, sem que isso lhe traga nenhum prejuízo ou penalidade.
Essa pesquisa procura estudar a angiogênese através da imunoexpressão do CD34 e a linfangiogênese através da imunomarcação da podoplamina em tecidos gengivais saudáveis, com gengivite e com periodontite.
Caso decida aceitar o convite, o(a) senhor(a) não irá passar por nenhum outro procedimento clínico ou cirúrgico uma vez que este material já se encontra guardado no laboratório de Anatomia Patológica da disciplina de Patologia Oral do Departamento de Odontologia da UFRN e assim, não haverá qualquer desconforto. Assim, concordando em participar da pesquisa o(a) senhor(a) autorizará apenas o manuseio do material já recolhido durante a biópsia (retirada cirúrgica de material) realizada previamente.
Todas as informações obtidas serão sigilosas e seu nome não será revelado em nenhum momento. Os dados serão guardados em local seguro e a divulgação dos resultados será feita de forma a não identificar os voluntários.