4. KONUT DEĞERLERİNİN KENTSEL ETMENLERLE ÖLÇÜMÜNÜN
4.2. Örneklem Alanların Seçimi Ve Tercih Nedenleri
Em entrevistas informais com os diversos pedagogos, coordenadores de segmento do SBME, eles apontaram as conquistas ou aspectos positivos e as dificuldades e deficiências na operacionalização do projeto.
Entre as conquistas e pontos positivos, destacaram:
262 Guia do Congressista do I Congresso sobre a Construção da Ética e do Caráter na Escola, p. 21.. 263 BRAGANÇA, Wagno Alves, os pilares do caráter: fundamentos práticos da ética e do caráter na escola in Guia do Congressista, Congresso “O caráter em Primeiro Lugar”, realizado no Colégio Batista Mineiro em Belo Horizonte, de 22 a 24 de maio de 2008, p. 25;
a) Bom nível de programação visual do PECE (banners, cartazes e material didático).
b) Riqueza didática dos cadernos do Projeto, com ilustrações, aplicações práticas, citações e sugestões para as diversas disciplinas.
c) Ligeira mudança de comportamento dos alunos em alguns dos aspectos do caráter estudados, mais sensivelmente nas séries iniciais.
d) Maior aceitação das aulas de Educação Cristã, que ganham reforço e valorização com o material do caráter.
e) Envolvimento e interesse de muitos professores no Projeto.
f) Reconhecimento de que é um projeto rico, que pode crescer mais e que não foi aproveitado em todo o seu potencial.
g) Alguns alunos estão denunciando incoerência no comportamento de professores e funcionários em relação à virtude ensinada ou enfatizada.
Entre os aspectos deficientes e negativos, que precisam ser melhorados, destacaram:
a) Ainda não é total o envolvimento dos professores com o Projeto.
b) Há deficiência na capacidade da capelania em mobilizar os professores. c) Os resultados de mudança de comportamento dos alunos em geral ainda são perceptivelmente pequenos, apesar de fatos isolados de mudança.
d) Não está sendo eficiente a capacidade de associar virtudes não diretamente ligadas à ética com as virtudes do caráter.
e) Os alunos e professores não estão percebendo com clareza que a virtude mudou, a não ser pelos painéis e banners.
f) O processo de engajamento e conscientização dos funcionários administrativos no Projeto está falhando. A maioria não tem idéia do significado mais profundo de cada virtude.
g) Sente-se a necessidade de produção do material também para os alunos. h) Os cadernos são ilustrados com figuras, histórias e fatos predominantemente da cultura americana. É preciso maior adaptação à realidade brasileira.
i) Sente-se, também, a necessidade de uma pessoa, com uma auxiliar, dedicar-se quase exclusivamente ao desenvolvimento do Projeto, inclusive com um espaço próprio e exclusivo.
j) Registra-se a necessidade do cuidado com os plágios deformados do programa que estão acontecendo em escolas concorrentes.
k) Faltam maior organização e planejamento da equipe de capelania na operacionalização do Projeto.
l) Sente-se falta de maior envolvimento em debates, peças teatrais, músicas, ações concretas por parte dos alunos para melhor interiorização das virtudes.
m) Sente-se falta também de envolver a família no Projeto para que a virtude em evidência seja reforçada em casa.
Perguntados aos capelães se eles achavam se o Projeto estava sendo bem desenvolvido e se havia plena compreensão e amplo engajamento de toda escola nele, as respostas foram: “está sendo desenvolvido mas, sem dúvida, nenhuma precisamos muito mais envolvimento de todos, o que estamos tentando fazer” (Cordeiro); “pode melhorar” (José Paulo da Silva); “em nossa unidade, sim”; “há desenvolvimento e compreensão; mas o engajamento ainda é precário, principalmente por parte do corpo docente das Séries Finais em BH”.(Spyer; e, “sim. mas eu sinto que nas turmas das séries finais ele não está sendo totalmente desenvolvido” (Alemar Quirino da Silva). “No atual momento, penso que o corpo docente não tem tido a participação esperada. O projeto pode melhorar se buscarmos formas criativas de alcançar este engajamento estratégico e necessário.265
Insistindo numa auto-avaliação, foi perguntado aos capelães em que e onde o projeto pode melhorar, as respostas foram: “em um maior envolvimento de todos, melhorar a comunicação das idéias mais importantes do Projeto, torná-lo, de fato, a filosofia da escola transformada em ações práticas” (Cordeiro); “principalmente na participação dos pais” (José Paulo); “em nosso sistema, se ele for visto e trabalhado com um envolvimento sério, menos utópico, demagógico, que não seja uma matéria ou um projeto a mais para o outro, e sim como uma mudança de mente e coração de maneira muito pessoal. Não dá para se transmitir aquilo que não se viver, não neste Projeto” (Ierson Batista de Souza); “precisamos produzir nosso próprio material(linguagem, ilustrações, personagens nossas)” (Helio Spyer); e, “no meu trabalho de acompanhamento e mais efetividade” (Alemar Quirino da Silva). “Creio que sim. No entanto, não há ainda um engajamento de toda a escola como
gostaríamos. O espaço escolar é um espaço dinâmico e onde muitas atividades concorrem e acontecem ao mesmo tempo. Essa concorrência do Projeto do Caráter com outros projetos da escola, leva ao enfraquecimento do mesmo.(Hélio Alves) Enfim, é indiscutível que o PECE tem um grande potencial positivo e um campo de possibilidade de atuação muito grande. É realmente “ouro”.
O PECE ainda não atingiu plenamente sua intenção. Ainda que se proponha ser libertador, carrega consigo alguns vícios e não conseguiu promover um desarraigamento de alguns comportamentos de alunos e funcionários que militam contra o seu propósito. Mas está no caminho. Reconhece-se que o processo de reflexão crítica das virtudes para a sua aceitação consciente precisa ser aprimorado. Também, que houve avanços na mudança (transformação), ainda não radical, do comportamento de alunos e funcionários, especialmente nos mais novos, graças ao programa desenvolvido. Por fim, assume-se que o projeto poderia ser mais criativo e despertar impulsos criativos de ino vação nos que dele participam. Mas todos estão visando estes alvos.
4.3 O Ensino de Educação Cristã (Ensino Religioso) em sala de aula no SBME