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Örnek Kurumların Motivasyon Araçlarının Karşılaştırılması

BÖLÜM 3: KAMUDA ÇALIŞANLARIN MOTĐVASYONUNU

3.9. Örnek Kurumların Motivasyon Araçlarının Karşılaştırılması

Os primeiros chafarizes da cidade de São Paulo datam de 1744, pois nesse ano a Câmara entrou em entendimento com os padres franciscanos, para que eles fizessem o “encaminhamento das sobras para uso público, por meio de uma fonte de pedra”, das águas do Anhangabaú. O suprimento de água manteve-se dessa forma por aproximadamente meio século, sendo transformado em utilidade pública em 1828. O abastecimento era complementado com as “pipas a porta, importando, em média cada barril de 20 litros em 60 réis”, enchendo as caixas (MOTTA, 1937, p.203); ou ainda por poços escavados nas residências. Em 1812, a Câmara de São Paulo determinou a captação das águas superficiais do Anhangabaú e outros córregos para alimentar novos chafarizes (AZEVEDO NETTO, 1984, p.107).

Em 1791 o governador Bernardo José de Lorena (1788-1797) mandou fazer a análise da qualidade das águas das diversas nascentes de uso público da cidade de São Paulo, a primeira tentativa racional de controlar o abastecimento público de água na cidade(FARIA, 2004, p.39).

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O posicionamento da ocupação jesuíta no centro de um sistema hidrográfico fez com que o rio Tietê se tornasse um importante meio para a expansão territorial do país já que curso natural no sentido do interior desembocando no Rio Paraná o tornava um caminho natural para a interiorização do planalto (SANTOS, 2011, p.27).

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As medidas adotadas pelo governo de Bernardo José de Lorena (1788-1797) também explicam a alavancagem da acumulação de capital em São Paulo, alterando sua importância no contexto do capitalismo comercial, tais como: a obrigatoriedade do embarque da produção açucareira através do porto de Santos, em detrimento do Rio de Janeiro, proporcionando uma nova dinâmica à cidade portuária e, por extensão, à cidade de São Paulo; e a construção da Estrada do Lorena (1972) que ligava São Paulo a Santos pela Serra do Mar, facilitando o escoamento da produção canavieira das fazendas localizadas no interior até o porto de Santos (SANTOS, 2011, p.32).

Durante o século XVIII, diversos chafarizes foram construídos. Inicialmente, não possuíam encanamento, ou seja, as águas que recebiam e forneciam à população eram conduzidas até eles por meio de valetas abertas que seguiam os declives naturais da topografia. Anos mais tarde, estas valetas seriam canalizadas, a partir das obras realizadas por Tebas, o escravo liberto que se tornou pedreiro, e também empreendeu a solução para o abastecimento regular do Largo da Misericórdia (a mando de Lorena), entre 1792-1793, utilizando-se de pedra de cantaria na construção de canalização das águas do Anhangabaú (FARIA, 2004, p.39; SANTOS, 2010, p.41).

Por volta de 1814, foram construídos os chafarizes da Ladeira da Memória e do Piques, este último alimentado com as águas do tanque do Reúno (AZEVEDO NETTO, 1976, p.24). A obra foi resultado da canalização a céu aberto das águas do Reúno (ou Bexiga), na nascente do Saracura, com o objetivo de abastecer o Jardim Botânico (Jardim da Luz) e o Convento da Luz. Trata-se do primeiro aqueduto público construído. Em seguida foram construídos outros chafarizes, por volta de 14 existiam em operação, mas não eram suficientes para o abastecimento de todos os habitantes (SANTOS, 2010, p.42).

Figura Figura Figura

Figura 1111 – Largo da Memória e Chafariz dos Piques, 1862. Foto de Militão Augusto de Azevedo.

Fonte: TOLEDO, 2007, p.51.

O entorno dos chafarizes era um espaço de sociabilidade, pois além dos escravos e empregados que buscavam água para seus patrões, o restante da população também o fazia para consumo próprio. Esse contexto ensejou o aparecimento de novas profissões, como o aguadeiro, que vendia água de porta em porta. Por isso, conflitos e desentendimentos aconteciam nesses espaços, entre os que buscavam água para consumo e para a venda como forma de subsistência, o que implicava até em policiamento para manter a “ordem”. Também existiam as casas de banho8, que ofereciam serviços de higiene para os que não tinham água em casa, mas estas tenderam ao desaparecimento com o advento do abastecimento domiciliar (Ibidem, p.43).

Além dos chafarizes, os próprios rios eram locais de encontro de lavadeiras que trabalhavam nos vários afluentes do Tamanduateí. Nas épocas de estiagem, a disputa pela água crescia, e resultava em legítimas “brigas de lavadeiras” (SÃO PAULO, 1999, p.46). Havia também outras

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Havia casas de banho no Largo de São Bento, na Rua Boa Vista e na Rua Direita, e se mantiveram como um hábito e uma necessidade enquanto perdurou o problema do abastecimento (FARIA, 2004, p.43).

atividades econômicas como os pescadores e os chacareiros, que navegavam trazendo verduras e frutas para o Mercado Velho (hoje 25 de Março). Por esse rio também se chegava à borda do Campo, o que facilitava o transporte de tijolos e telhas produzidos nas olarias de São Bernardo, sobretudo por imigrantes italianos (Ibidem, p.51).

O primeiro projeto oficial de adução e distribuição de água foi apresentado ao Governo da Província em 1842, pelo tenente de engenharia José Joaquim da Costa Henriques, o qual, entretanto, não foi realizado (MOTTA, 1937, p.203).

Nesse período, aconteceu a primeira intervenção sobre um rio, o Tamanduateí, porque era caudaloso e em qualquer chuva gerava cheias, cujos impactos se agravavam com o crescimento da cidade. Em 1848, durante a administração do Presidente da Província Conselheiro Pires da Motta, com direção do engenheiro Carlos Abraão Bresser, a intervenção se baseou na abertura de um canal reto paralelo ao rio, com maior profundidade. Com isso, afastou-se a margem do rio da zona central, empurrando o problema – já que não o resolveu – para leste da colina histórica9. Como consequência, houve alteração nas funções que antes se desempenhavam no seu leito e, associado às cheias, havia o problema dos despejos de águas residuais, que se concentravam nas áreas alagadiças, como a várzea do Carmo. Acreditava-se que esses dejetos acumulados eram responsáveis pela geração de emanações pútridas (SANTOS, 2011, p.58). Apesar disso, devido à péssima qualidade e insuficiente quantidade de água dos chafarizes, por volta de 1858, a população recorria às águas impuras do Tamanduateí.

Com o aumento da população, os problemas urbanos se acirraram. Em relação à água potável, os mananciais próximos já não eram mais suficientes. Em segundo lugar, em razão da precariedade dos sistemas de adução, ou seja, o entupimento dos encanamentos e o desmoronamento dos terrenos que os sustentavam, perdia-se sempre uma porção considerável de água. E, por fim, como lembra Ernani Silva Bruno, uma das causas mais graves que contribuíam para que houvesse pouca água nos chafarizes era a derrubada das matas nas cabeceiras dos mananciais que abasteciam a cidade. (FARIA, 2004, p.41).

A relação entre moradia e água, até esse momento, pelas dificuldades de acesso e inexistência de redes, era bastante simplificada. Apesar dos chafarizes representarem a primeira solução coletiva ao problema da provisão de água, era uma fonte pontual, fazendo com que o abastecimento das residências fosse desempenhado por indivíduos – fossem eles escravos, aguadeiros (em geral eram portugueses) ou moradores simples. A água vinha do exterior da casa, do espaço público, e internamente à moradia servia principalmente para a função básica de cozinhar. A higiene pessoal, a lavagem de roupas e o despejo dos dejetos eram feitos fora da unidade, voltando aos espaços coletivos e aos cursos d’água. A maioria dos usos relativos à água, não só os serviços como o lazer e a sociabilidade, portanto, se dava no espaço comum, no entorno dos chafarizes ou nos rios.

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Essa intervenção extinguiu as Sete Voltas, uma série de sete curvas do rio na altura da colina histórica. Nesta mesma área se localiza hoje a rua 25 de Março (SANTOS, 2011, p.58).

A mudança no contexto econômico, político e social na passagem do século XIX para o XX implicou em uma transformação profunda na sociedade, com os acúmulos de riquezas proporcionados pela exportação do café, que gestou o espaço urbano industrial e, portanto, alterou o modo de construir e organizar a cidade, sob uma racionalidade econômica muito distinta do período anterior. A relação com as águas também se transformaram.

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A transformação urbano-industrial na passagem do século XIX para o XX (até