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Örnek Armür Planı Çizimleri

1. TAHAR PLANI

2.4. Örnek Armür Planı Çizimleri

A delegação dos serviços tipicamente estatais não é total, como não poderia deixar de ser, sofrendo entraves legais. Logo, não pode haver delegação de serviços que impliquem

37 risco à soberania, defesa do Estado, coletividade e ordem econômica.

Verificam-se, desta maneira, amplas impossibilidades quanto ao poder de delegar, o que não pode ser desprezado. Tais impossibilidades são plenamente válidas na medida em que cumprem seus escopos, quais sejam, garantir ao cidadão que o Estado não olvidará das funções públicas inerentes à sua figura, assegurar pleno respeito ao administrado e manter a segurança nacional.

No bojo da Lei Federal das Parcerias Público-Privadas, em seu art. 4º, III, são apresentados outros limites, que não excluem os anteriores, sendo indelegáveis as funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado, enfim, típicas atividades estatais não podem ser objetos da celebração de contrato de parceria público-privada.

As funções legiferante e jurisdicional do Estado não comportam delegação, devendo sempre ser executadas por entes dotados de jus imperii. Assim, por exemplo, “não será lícito celebrar contrato de concessão para que o setor privado fiscalize exercício de profissões ou exerça controle (regulação) atribuído às agências reguladoras”31. Urge apontar que nestes limites, os conceitos das expressões “poder de polícia” e “atividades exclusivas do Estado” não apresentam unicidade no ordenamento jurídico, sendo comumente taxados de conceitos em branco. Não se pode admitir grande margem conceitual, devido à segurança jurídica que deve oferecer o diploma legal. Ademais, é necessário vislumbrar o alcance dessas expressões tendo em vista a prática forense em deturparem sentidos e definições usuais. A Lei n° 11.079/2.004, não deixou subsídios para que fossem alcançadas as interpretações de tais conceitos.

Verificam-se, na Constituição Federal de 1988, alguns exemplos de serviços públicos exclusivos do Estado, segundo Di Pietro, “como o serviço postal e o correio aéreo

31 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 14. ed. Rio de Janeiro: Editora

38 nacional (art. 21, X), os serviços de telecomunicações (art. 21, XI), os de radiodifusão, energia elétrica, navegação aérea, transportes e demais indicados no art 21, XII, o serviço de gás canalizado (art. 25, § 2º)”32. Decerto que, a despeito de serem exclusivos serviços públicos em sua definição, alguns desses exemplos certamente são delegáveis, como os de telecomunicações, radiodifusão, energia elétrica, navegação aérea e transportes, vez que muitos já são executados por particulares sob o regime dos contratos administrativos. Data

venia, pretende a Lei Federal das PPPs, quando proíbe a delegação de atividades exclusivas

do Estado, alcançar serviços que não podem, em nenhuma hipótese, ser efetuados por particulares, como a função de legislar ou a jurisdicional. São funções públicas exclusivas do Estado, segundo Carvalho Filho, pois necessitam “que sejam sempre executadas por entes dotados de potestade pública ( jus imperii)”33.

No que tange ao conceito de “poder de polícia”, vaticina Di Pietro que

Pelo conceito clássico, ligado á concepção liberal do século XVIII, o poder de polícia compreendia a atividade estatal que limitava o exercício dos direitos

individuais em benefício da segurança. Pelo moderno conceito, adotado no

direito brasileiro, o poder de polícia é a atividade do Estado consistente em

limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público.34

Não podemos olvidar que o Código Tributário Nacional (Lei No.: 5.172/66), em seu art. 78, estabelece o conceito legal atinente ao poder de polícia, incluindo-o como fato gerador dos tributos na modalidade de taxas, senão vejamos:

Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei

32 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 18 ed. São Paulo: Atlas, 2005, p. 106.

33 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 14. ed. Rio de Janeiro: Editora

Lumen Júris, 2005, p. 343.

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aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

Note-se, de pronto, no conceito moderno, o uso da idiomática expressão “interesse público”, que não oferece contornos exatos de seu alcance, dificultando, desta maneira, o delineamento preciso do atual conceito de “poder de polícia”. Logo, apesar do esforço da doutrina em apontar a evolução conceitual, continuam os institutos com variações indesejáveis, haja vista o disciplinamento em abstrato das expressões nas leis, comumente usadas como limites ao poder de delegar da Administração Pública.

Verificam-se, ainda, limites quanto ao tempo, valor e objeto contratados na Lei Federal das Parcerias Público-Privadas.

No que diz respeito ao tempo, a Lei nº 11.079/2.004 é expressa em estabelecer o mínimo e o máximo de anos permitidos para os contratos de Parcerias. Assim, não é lícito celebrar contratos de PPPs inferiores a 5 (cinco) anos e acima de 35 (trinta e cinco) anos, segundo reza o art. 2º, § 4º, II cumulado com o art. 5º, I da lei para que sejam amortizados os investimentos realizados. Explica ainda o art. 5º, I, que, no limite temporal máximo de 35 (trinta e cinco) anos, está incluída eventual prorrogação.

Quanto ao valor do contrato, estabeleceu-se que não poderia ser inferior a vinte milhões de reais. Se o for, deverá ser escolhida modalidade contratual diversa, como as concessões comuns (Lei nº 8.987/95), ou contrato de obra ou serviço (Lei nº 8.666/93).

No que tange ao objeto do contrato, a lei preferiu traçar seus contornos através da exclusão. Destarte, preleciona o art. 2º, § 4º, III, que está fora do âmbito de contratação sob o regime de PPPs se for objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o oferecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.

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Benzer Belgeler