• Sonuç bulunamadı

4. İŞ TATMİNİ

5.1 Örgütsel Bağlılık Tanımı ve Önemi

Neste capítulo serão apresentadas as escolhas e justificativas metodológicas que suportaram a estratégia de pesquisa adotada neste trabalho: estudo de caso transversal simples, com ênfase qualitativa. Como já mencionado, para este estudo foi escolhida uma empresa estatal brasileira de energia, a HOLDING, através de suas subsidiárias SAR, SBOL, SCOL instaladas respectivamente na Argentina, Bolívia e Colômbia. A escolha teve como base serem todas unidades complexas, com várias áreas de negócios e que estão dentro do mesmo cluster da América Latina, conforme estudos de Hofstede (2001).

3.1 Tipo de pesquisa

A metodologia empregada para o estudo de caso tem como base os estudos descritos por Yin (2001). Segundo este autor a essência de um estudo de caso é esclarecer decisões ou um conjunto de decisões, seu contexto e resultados. Yin argumenta que “Um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos” (YIN, 2001, p. 32). Além disto, o estudo de caso configura-se numa situação técnica única com múltiplas variáveis e poucos pontos de dados, várias fontes de evidência, o que leva a necessidade de triangulação e no qual as proposições teóricas conduzem à coleta e análise dos dados.

Nesta pesquisa verificamos como os gestores expatriados do nível estratégico têm percebido a influência da cultura local e enfrentado os problemas inerentes à decisão.

3.1.1 Quanto aos fins

Quanto aos fins a pesquisa é exploratória, visto que não se conhecem estudos que analisem a cultura e o processo decisório envolvendo empresas brasileiras com Unidades de Negócios no exterior. É, também, descritiva na medida em que procura descrever a forma que a cultura é percebida pelos gestores e explicativa, pois faz analogia entre os resultados obtidos e o referencial teórico, principalmente as dimensões culturais de Hofstede (2001).

3.1.2 Quanto aos meios

Quanto aos meios, foram desenvolvidos dois tipos de pesquisa:

a) Pesquisa de campo, com aplicação de entrevistas aos gestores passados e atuais das Unidades. Segundo Yin (2001) esta é uma das mais importantes fontes de informação de estudo de caso. b) Pesquisa documental interna sobre culturas locais.

3.2 Coleta de dados

a) Pesquisa de campo

Foram entrevistados gestores atuais ou passados do nível estratégico de cada Unidade, escolhidos dentre os que teriam melhor condição de trazer informações relevantes para a análise. Foram feitas análises de conteúdo e de discurso das falas dos gestores tendo em vista captar e entender aspectos subjetivos importantes para a pesquisa.

b) Pesquisa documental

Foram levantados documentos internos que possam ampliar a possibilidade de compreensão dos aspectos estudados.

3.3 Modelos analíticos utilizados na análise dos dados

Para a análise do material coletado, tanto na pesquisa de campo, como na pesquisa documental, foram utilizados elementos de análises de conteúdo e de discurso. A análise de conteúdo procura, através de procedimentos sistemáticos e objetivos, compreender o conteúdo de mensagens, permitindo a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção e recepção de mensagens (VERGARA, 2005).

Quanto à Análise do Discurso, Bakhtin destaca a importância, tanto do enunciado como da enunciação, para a compreensão e a explicação da estrutura semântica de qualquer ato de comunicação verbal (BAKHTIN, 1979, apud BRANDÃO, 2002).

3.3.1 Análise de conteúdo

Segundo Vergara (2005) a análise de conteúdo pode ser aplicada tanto em situações exploratórias quanto na busca de confirmações ou não de hipóteses pré-estabelecidas.

Por meio da análise de conteúdo – AC – é possível, não só analisar e buscar padrões recorrentes nas respostas ou textos, bem como inferir aspectos que, a primeira vista, não são claros. “A AC torna possível analisar nas entrelinhas das opiniões das pessoas, não se restringindo unicamente às palavras expressas diretamente, mas também àquelas que estão subentendidas no discurso, fala ou resposta de um respondente (PERRIEN, CHÉRON e ZINS, 1984, p.27 apud FREITAS & JANISSEK, 2000)”.

No nosso caso a AC tem os seguintes enfoques (FREITAS, MOSCAROLA E JENKINS, 1998

apud FREITAS & JANISSEK, 2000):

§ O objetivo da análise tem focos exploratório e de verificação, buscando a definição de hipóteses e, dessa forma, seguindo papéis e técnicas não padronizados, tendo como base a intuição e a experiência.

§ A análise tem uma base qualitativa visto que investiga a presença ou ausência de dados reveladores.

§ A análise é do tipo indireta, pois vai além do que é dito.

No caso de abordagens qualitativas, como é o caso desta pesquisa, após a coleta do material para análise são definidos os itens-chave:

• Unidade de análise: palavra, expressão, frase, parágrafo. • Define-se o tipo de grade: aberta, fechada e mista. • Escolhem-se as categorias para análise:

o No tipo grade aberta as categorias vão surgindo durante o andamento da pesquisa e no final são escolhidas as categorias finais de análise.

o No tipo grade fechada há uma predefinição das categorias a serem pesquisadas. o No tipo grade mista há uma predefinição de categorias, porém admitindo-se a

estudo. Esta foi a opção escolhida para este estudo tendo em vista que tínhamos a pesquisa de Hofstede (1980) com as cinco dimensões e pretendíamos verificar até que ponto seus resultados tinham um poder explanatório para os problemas de cultura encontrados.

• Procede-se à analise de conteúdo, apoiando-se em procedimentos estatísticos, interpretativos ou ambos. Neste caso optou-se pela interpretação dos dados.

• Confrontam-se os resultados com as teorias que suportem à investigação e elabora-se o relatório final (VERGARA, 2005).

Ao optar-se por procedimentos qualitativos procurou-se estudar as peculiaridades e relações entre os elementos, enfatizando o que é significativo e relevante podendo, inclusive, não ser freqüente no texto (LAVILLE e DIONNE, 1999, apud VERGARA, 2005).

A interpretação dos resultados pode dar-se por:

• Emparelhamento (pattern-matching): associam-se os resultados ao referencial teórico utilizado, efetuando-se comparações.

• Construção de uma explicação com base nas relações entre as categorias, sendo utilizada, em geral, em pesquisas exploratórias.

3.3.2 Análise do discurso

A análise do discurso procura compreender de que maneira são criados significados através de forças políticas e dos atores sociais. Howart (2002) afirma que essa análise é possível através do exame das estruturas que tornam possível aos atores sociais a articulação e implantação de projetos hegemônicos, mediante a utilização de práticas discursivas.

A análise do discurso vai além do conteúdo semântico do texto, procurando mostrar interesses e estratégias quase sempre ocultos e que tem sua base no contexto social e político.

A análise do discurso poderia então ser sintetizada como:

3.4 Limitação do método

No intuito de viabilizar a identificação de hipóteses sobre a incidência da cultura local no processo decisório de gerentes brasileiros expatriados, foram utilizadas as dimensões culturais do estudo de Hofstede, bem como as análises feitas sobre a cultura brasileira por Barros & Prates. Este recorte poderá redundar na falta de abordagem ou aprofundamento de outros pontos, mas isto não implicará em deficiências na consistência, confiabilidade e validade deste estudo.

Sendo um método qualitativo apresenta também como limitação o viés do pesquisador, que mesmo procurando a neutralidade está imerso em uma das culturas analisadas, ou seja, a cultura brasileira. No entanto, como o foco principal desta dissertação é exploratório e não conclusivo acreditamos que as hipóteses levantadas poderão servir como objeto de estudo para outros pesquisadores.

“Nascida da necessidade de superar o quadro teórico de uma lingüística frasal e imanente que não dava conta do texto em toda a sua complexidade, a Análise do Discurso volta-se para o ‘exterior’ lingüístico, procurando apreender como no lingüístico inscrevem-se as condições sócio-históricas de produção” (BRANDÃO, 2002:83)