• Sonuç bulunamadı

6.8.1 Comercial

Considerando que La Vere et al., (1992) comparam larguras mesiodistais dos seis dentes anteriores superiores naturais com os dentes artificiais de seis diferentes marcas comerciais, constataram haver comprometimento na largura de dentes artificiais, sendo que somente 22,5% da população estudada possuíam a mesma correspondência de tamanhos de dentes naturais quando com parados com os artificiais. As tabelas de referências dimensionais “C” dos dentes desenvolvida nesta pesquisa possibilitam que os dentes de estoque possam ser produzidos proporcionalmente equilibrados em suas dimensões mesiodistais, vestibulolinguais e ocluso/inciso-cervicais bem como suas variações dimencionais percentuais gerais.

6.8.2 Dentística

Verificando o que nos ensina Mondelli (2003) em seu livro “Estética e Cosmética”, o autor apóia-se em ampla revisão bibliográfica e discorre com

propriedade sobre os parâmetros disponíveis que devem ser adotados para a reconstrução cosmética do sorriso. Adverte que a odontologia estética deve seguir certos parâmetros matemáticos e geométricos que, quando empregados pelo clínico ou pelo técnico de laboratório, possam proporcionar restaurações com aparência estética agradável e harmônica. (PISCHEL, 1966; RICKETTS, 2000; THOMPSON, 1991). Essas leis geométricas e matemáticas não devem ser vistas como imutáveis, mas como um guia útil, para as reconstruções estéticas anteriores extensas.

Frente as estas colocações achamos licito propor a adoção e uso das tabelas

118

desenvolvida nesta pesquisa. Assim, estas poderão somarem-se aos demais métodos para auxiliar nas recontruções morfologicas, estéticas e funcionais.

6.8.3 Prótese

Valendo-se dos elementos fornecidos por esta pesquisa, isto é, tabelas de

referências dimensionais “C”, fórmula “C” e/ou as tabelas de percentis “C”,

pode-se considerar algumas hipóteses para o seu uso:

Hipótese 1 - Considerando que os resultados desta pesquisa revelaram não haver assimetrias nas dimensões dentárias. Na ausência de um dente unilateral o seu homologo poderá ser reconstruído tomando como referência as dimensões do elemento presente. Já diante da ausência de elementos bilateralmente, com a aferição de apenas uma das faces de algum elemento presente, pode-se recorrer as

fórmula “C” e/ou as tabelas de percentis “C” para determinar as dimensões destes.

Hipótese 2 - Se durante a confecção de uma prótese total é possível aferir e determinar os valores dos perímetros das bases inferiores e superiores que deverão suportar os dentes, e considerando que nestes perímetros deverão ser compatibilizados os dentes de estoque, podemos concluir que: Ocupando as

tabelas de referências dimensionais “C”, torna possível comercialmente pré- fabricar arcadas dentária (de estoques) com diferentes dimensões ou fabricá-las individualizada para cada paciente. Decorrente desta hipótese, basta o profissional aferir o perímetro de uma das arcadas para obter os dentes com dimensões correspondentes a ambas as arcadas.

Adicionalmente, as arcadas dentárias (de estoques) poderão quando fabricadas terem seus elementos dentários unidos proximalmente por um fio de material flexível e excedente nas porções distais dos últimos molares. Assim, poderão ser mantidas em estoque de maneira linear, ocupando menor espaço e

quando ocupados deverão ser contornados manualmente pelas extremidades de modo a se compatibilizarem as bases.

6.8.4 Ortodontia

Na ortodontia as tabelas de referências dimensionais “C”, fórmula “C”

e/ou as tabelas de percentis “C” poderão ter papel relevante como método auxilar de diagnóstico.

Como exemplo consideramos a seguinte hipótese: Embora os dentes possam assumir inclinações variáveis em diferentes pacientes, sabe-se que individualmente é possível, e é desejavel determinar através de métodos de diagnóstico quais devem ser as inclinações dentárias mais adequadas que os incisivos e primeiros molares devam assumir individualmente. Decorrente deste raciocínio podemos concluir que: Ao determinar quais as posições mais adequadas dos primeiros molares e incisivos, torna- se possível aferir o perímetro que os demais dentes deve ocupar .

Considerando que neste espaço (perímetro) todos os demais dentes deverão ser compatibilizados com boas inclinações, isto é , desde a face mesial do primeiro molar inferiores direito à face mesial do primeiro molar do lado oposto, pergunta-se: Qual é o valor individual do somatório mesio distal dos demais dentes? Este somatório mesiodistal compatibilizará com o espaço disponível ? Se não compatibilizar, sobrará espaço ou faltará espaço? E quanto?

Ocupando a fórmula “C” e/ou as tabelas de percentis “C” como

exemplificado anteriormente torna possível determinar o somatório dos dentes a serem compatibilizados no espaço disponível.

A subtração destes distintos valores permitirá verificar se há compatibilidade ou discrepância e quando presente, se negativa ou positiva. Decorrente destas aferições, se encontrado uma discrepância negativa ou positiva pode-se determinar o seu valor.

120

Adicionalmente, se a discrepância for negativa e requerer a indicação de extrações dentárias, é possível aferir as dimensões dos elementos a serem extraídos e ao subtrair os valores destes, dos valores dos totais presentes nas

tabelas de percentis “C” determina-se os espaços residuais a serem fechados após as desinclinações dentárias.

6.8.5 Antropologia Forense

Ao buscar revelar a identidade de indivíduos mortos, desaparecidos ou

procurados, a “Antropologia Forense” Burnes (1999) e de Taylor (2001), adotam com

freqüência o uso de tabelas com variáveis morfológicas obtidas de trabalhos científicos para a reconstrução da face e anexos.

Tomando como exemplo hipotético, consideramos que haja um grande número de dentes misturado e que estes pertencem a um número distinto de indivíduos. Como saber quais são os dentes que fazem parte dos arcos dentários de todos os indivíduos?

Decorrente destas observações é possível que as tabelas de referências

dimensionais “C”, fórmula “C” e/ou as tabelas de percentis “C” desenvolvidas nesta pesquisa, possam contribuir como método auxiliar nas investigações forenses.

6.9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A viabilidade das aplicações clínicas e a confirmação das hipóteses sugeridas nesta pesquisa só poderão ser confirmadas, negadas ou reformuladas mediante aplicações e avaliações longitudinais de resultados. Entretanto advertimos que não raro os arcos dentários humanos apresentam variações morfológicas e dimensionais dentárias desproporcionais. Em decorrência destas manifestações sugere-se que diante das variações dimensionais seja primeiramente admitida a possibilidade conservadora do que precipitadamente propor a redução de material dentário.