• Sonuç bulunamadı

2. BÖLÜM: KAVRAMSAL ÇERÇEVE ĠLE ĠLGĠLĠ ARAġTIRMALAR

2.2. Örgütsel Bağlılık

2.2.4. Örgütsel Bağlılığın Sonuçları

retrógrado

contínuo

simétrico

quando há uma duplicação de alguns ambientes termais permitindo ao banhista seguir o itinerário de livre escolha

circular

quando o itinerário obriga os banhistas a seguirem pelo mesmo caminho

dextrogiro

sentido horário

sinistrogiro

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Chegado a este ponto, ao lado do que já escrevemos anteriormente sobre as denominações terminológicas entre Therma e Balneum para cada edifício na Hispânia, algumas observações sobre o que entendemos acerca das principais diferenças entre as casas de banho do período republicano e as do período imperial são necessárias para que possamos tratar adequadamente das atribuições tipológicas que realizamos.

Assim, elaboramos para o catálogo alguns Gráficos [gráficos 1, 2 e 3] para os quais tínhamos como objetivo apresentar três propostas de tipologia termal com base na disposição interna dos ambientes termais e no percurso de circulação interna que os banhistas fariam dentro do edifício no trajeto de ida e volta. O primeiro gráfico se baseia nas tipologias de Inge Nielsen, o segundo naquelas de Carmen Ochoa e, por fim, o terceiro gráfico é o que propomos a partir de uma revisão e reelaboração das atribuições tipológicas já feitas por outros investigadores e também na nossa análise das plantas das termas hispano-romanas e para o qual criamos um específico para as Hispaniae e três outros dedicados às províncias Tarraconense, Bética e Lusitânia na Hispânia.

Na nossa atribuição tipológica privilegiamos apenas seis tipos que consideramos os mais representativos e os mais adequados para englobar todas as variantes existentes. Os tipos de planos considerados adequados por nós foram: o linear-angular, no qual o itinerário forma um ângulo reto; o linear-axial, o itinerário forma um eixo; o linear-semi- axial; o anular, o itinerário corresponde a um círculo sem voltar pelo mesmo caminho; o imperial, com os ambientes duplicados e dispostos ao redor de um eixo; e os indeterminados, que não se enquadram em nenhum tipo conhecido por diversos fatores.

Tipologia dos planos balneários

assimétrico

linear ortogonal circular

simétrico

simétrico semi-

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Os tipos mais simples, como os lineares, acabam se revelando pertencentes ao período republicano, enquanto que o restante, incluídos os lineares, se enquadram dentro do período cronológico do Império.

No terceiro capítulo já tratamos rapidamente das casas de banhos republicanas quando abordamos os sistemas de aquecimento termal. Dos inúmeros edifícios que aparecem no catálogo, são aqueles pertencentes ao período republicano que se encontram listados e estudados nas fichas de registro sob os números: Hispânia – Balneum de Neápolis [3], Balneum de Baetulo [9], Balneum de Iluro-Burriac [25] e Balneum de Valentia [37]; Itália – Balneum da fase I de Fregellae [45] e Balneum de Musarna [46]. Naturalmente, que estes edifícios não são os únicos balnea que aparecem no catálogo, a maioria se distribui cronologicamente pelo período imperial, concentrando-se entre a época de Augusto e o século II d.C. da mesma forma que as termas se distribuem praticamente todas durante o período imperial, com forte concentração entre o final do século I d.C. e no século II d.C. para as termas hispano-romanas e se estendendo até o século III d.C. para as termas norte-africanas.

Para simplificar a explicação além de tudo o que já foi escrito anteriormente, os balnea eram edifícios de modestas dimensões, no que diz respeito à área da superfície, aos materiais construtivos e ao número de ambientes termais. Eles ocupavam apenas parte de uma quadra e, como regra geral, dividiam uma ou mais paredes com outros edifícios. Além disso, a capacidade de circulação interna dos banhistas e a disponibilidade para a realização de um banho de higiene ou de relaxamento era limitado, se concentrando apenas na presença de um único alveus individual no caldarium e de um único ambiente dedicado à prática da sudoração, quando este ambiente assim possa ser identificado pelos arqueólogos. No geral, o espaço interno dos balnea republicanos se estruturava ao redor do apodyterium, do tepidarium que às vezes fazia o papel de laconicum também, e do caldarium.

Por sua vez, não existe uma regra geral para as thermae. Apenas de que elas eram de maior tamanho, ocupando toda uma quadra ou mais de uma. Podiam dispor de inúmeros ambientes termais para a prática do banho de higiene e de relaxamento, inclusive com a duplicação em muitas delas de um mesmo ambiente termal, neste caso das salas cálidas e tépidas. Contavam com a presença de um pátio para a prática desportiva, de um ambiente multifuncional para o desporto e a atividade intelectual ou religiosa. Certamente, as termas eram construídas com o que de melhor haveria disponível tecnologicamente e em material de construção. Por fim, não há um modelo a seguir para

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a edificação das termas. A disponibilidade do terreno, dos recursos financeiros e de mão- de-obra, de matéria-prima e de engenhosidade arquitetônica ditavam o modelo termal disponível para a sociedade urbana.

A seguir, no tópico sobre o vocabulário termal, listamos e descrevermos os principais ambientes e elementos termais encontrados dentro de uma terma provincial. Cabe ressaltar que no catálogo, tanto o ambiente quanto o elemento termal se encontram classificados por superfície e por presença em cada terma ou balneum nas primeiras tabelas [tabelas 3 a 7].

185 | P á g i n a 20. Tipologias termais de Inge Nielsen com base em Krencker.

Vocabulário Termal –

Nos quadros abaixo apresentamos uma descrição terminológica dos diversos ambientes e elementos termais que compõem o espaço interno das Thermae e dos Balnea. A descrição se dá com base nas leituras e na adaptação das obras de Inge Nielsen (1992), René Rebuffat (1991), Fikret Yegül (1995), René Ginouvès (1998) e Monica Pasquinucci (1987). Para o catálogo, elaboramos e apresentamos uma série de tabelas que tratam de identificar a presença ou a ausência destes ambientes e elementos em cada edifício de Banho nas três regiões provinciais do Império romano – as Hispaniae, a Italica e as Africae (Norte da África) –, além de fornecer as superfícies em metros quadrados de cada ambiente, quando dadas as informações pela bibliografia.

186 | P á g i n a l. Quadros com o vocabulário termal

Ambiente termal Área de entrada

Termo em português

Vestíbulo Termo em latim Vestibulum

Descrição

Um pequeno pátio ou hall de recepção aos banhistas que se situa na entrada do edifício termal. Era o primeiro espaço antes do acesso ao apoditério e no qual os banhistas poderiam aguardar ou se encontrar antes de iniciar o itinerário do banho. Pode ser definido também como um espaço à semelhança do átrio doméstico com uma morfologia arquitetônica indefinida, em geral poderiam ser retangulares, e que contavam com bancos e ricos ornamentos. Uma outra finalidade desse hall era evitar a perda de calor e impedir a visão do interior da terma.

Ambiente termal Sala para a troca de roupa e guarda dos pertences pessoais Termo em

português

Apoditério Termo em latim Apodyterium

Descrição

Espaço destinado à troca e a guarda da roupa e dos pertences pessoais dos banhistas. A sua forma espaço-arquitetônica poderia ser retangular, quadrada ou irregular, mas em geral era uma sala grande com bancos, prateleiras de madeira nas paredes ou nichos parietais (loculi) que serviam para a guarda da roupa. Em alguns edifícios mais antigos, o apoditério contava com bacias rasas sobre um pedestal (labrum) para a aspersão com água fria após o banho ou com uma pequena cuba ao nível do solo para lavar os pés (pediluvium). Em algumas termas do centro-norte da Europa este espaço era aquecido por um forno associado do lado de fora de suas paredes, embora nas áreas cercando o Mediterrâneo fosse um espaço não aquecido. Em muitos edifícios termais era comum a associação espacial e funcional do apoditério com o frigidário a ponto de contar com uma piscina no interior do seu espaço. Além disso, no arranjo espacial interno este espaço para a troca de roupa sempre se situava ao lado do espaço frio e serviria igualmente como um espaço de acesso aos outros ambientes termais. Poderia ser, em geral, um espaço ricamente decorado com pinturas parietais ou pequenas esculturas em terracota.

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Ambiente termal Sala de banho frio

Termo em português

Frigidário Termo em latim Frigidarium

Descrição

Espaço dedicado ao banho frio que contava com um número definido de banheiras individuais ou coletivas para imersão (duas ou três) e ao qual poderia ter associada uma grande piscina para a prática da natação. Fez a sua aparição no cenário balneário romano no primeiro século I a.C., historicamente associado à figura do imperador Augusto. A sua forma espaço-arquitetônica mais usual era a retangular, a quadrada ou a circular com abside, mas poderia apresentar inúmeras formas a depender da criatividade do arquiteto e do terreno disponível, contava com êxedras, recessos ou grandes nichos laterais sob os quais iam inseridas as banheiras. Era um espaço abobadado, assim como o apoditério, com o uso da abóboda de berço ou de arestas e com a presença de amplas janelas ao qual permitiriam uma boa iluminação interna. O frigidário era uma das salas mais ricamente adornadas das termas com pinturas, relevos e estatuas de deuses, heróis e figuras históricas da sociedade. O seu acesso, a partir do apoditério ou do tepidário, se fazia comumente após o banho quente ou a prática esportiva. Poderia ser um pátio ou sala com grande dimensão e assim apresentar uma função social.

Ambiente termal Sala de banho tépido

Termo em português

Tepidário Termo em latim Tepidarium

Descrição

Era um espaço de trânsito entre o frigidário, o caldário e a sauna úmida realizando portanto a função de entrada e saída. Em algumas termas este espaço poderia ser duplicado. Nos edifícios mais antigos, como nos balnea republicanos, a sua função era associada à sauna seca e contando para isso com um banco no centro da sala e o uso de braseiros. A sua forma poderia ser quadrada, retangular ou apenas um corredor mais longo. Por ser um ambiente tépido, o seu aquecimento poderia ser feito direta ou indiretamente por um forno através do sistema do hipocausto (alguns tepidários contavam com o aquecimento parietal por meio de tubos de terracota). Era um dos espaços abobadados das termas, sendo que a sua dimensão espacial sempre seria inferior àquelas do caldário e do frigidário. Por ser um espaço de trânsito, o tepidário contaria com bancos laterais e permitiria aos banhistas uma aclimatização entre as

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zonas quente e fria. Em algumas termas a função desta sala ia associada à prática da massagem e da unção com óleo após o banho.

Ambiente termal Sala de banho quente

Termo em português

Caldário Termo em latim Caldarium

Descrição

Espaço dedicado ao banho quente que contava com número definido de banheiras individuais ou coletivas para imersão (de uma a três). A sua forma espaço- arquitetônica poderia ser retangular, quadrada ou cruciforme. Nas peças retangulares era provida de uma abside num dos lados da sala, conhecida como forma oblonga. Esta forma arquitetônica permitia situar de um lado sob a abside uma bacia rasa sobre pedestal (schola labri) e do outro a banheira (alveus), geralmente acessível por alguns degraus internos e externos. Dentro do esquema termal era a sala mais quente contando com um sistema de aquecimento direto a partir de um forno e do hipocausto (no subsolo dos pavimentos e no interior das paredes). Os edifícios mais antigos do período republicano contavam apenas com uma única sala quente, enquanto que em época imperial as maiores termas possuíam mais de um caldário (aquecidos cada um por um praefurnium). Também em época imperial as formas espaciais da sala contavam com recessos ou nichos (absides) sob os quais se adequavam as banheiras. A localização interna do caldário (a sudoeste) permitia que esta sala recebesse uma maior quantidade de calor e de iluminação solar, tendo o ambiente contado com amplas janelas. Por atingir altas temperaturas internamente, assim como pela grande umidade vinda da evaporação da água das banheiras e do pavimento, a decoração interna se limitava a um revestimento parietal feito com placas marmóreas ou de outro material pétreo.

Ambiente termal Sala para a retirada e a limpeza do suor e da sujeira Termo em

português

Destrictário Termo em latim Destrictarium

Descrição

Espaço destinado à limpeza do corpo do banhista com o auxílio de ume estrigilo. Com esse instrumento, semelhante a uma foice curva feita com uma lâmina côncava de metal, o banhista raspava a sua pele para a retirada da sujeira e da oleosidade acumulada durante o dia ou pela realização dos exercícios. A sua forma espaço-arquitetônica

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poderia ser retangular ou oblonga. Em geral, poderia ser vista como uma sala anexa da palestra. A sua localização interna no edifício balneário se dava próxima ao pátio de exercícios ou no acesso aos banhos quentes. A sua função termal se confundia com a do unctório.

Ambiente termal Sala para a unção corporal e massagem

Termo em português

Unctório Termo em latim Unctorium

Descrição

Espaço reservado para a massagem com óleo. A sua forma espaço-arquitetônica é de difícil identificação, podendo ser apenas uma pequena sala quadrada aquecida direta ou indiretamente por um forno, ao lado da zona quente, ou simplesmente ser um espaço frio próximo ao frigidário e do apoditério, uma vez que a sua função principal era de aplicar os óleos e a massagem no final do itinerário termal.

Ambiente termal Sala para suor seco

Termo em português

Lacônico / Estufa Termo em latim Laconicum

Descrição

Espaço destinado à prática da sudoração seca. A forma arquitetônica deste ambiente é comumente circular (com um diâmetro ao redor de 7 m ou inferior) com degraus concêntricos e um pequeno local ou depressão no centro da sala para a instalação do braseiro (geralmente metálico). Além disso a sua aparência externa é similar a um thólos ou edifício cônico e as paredes internas contêm nichos em abside. Tanto a regulagem do calor como a entrada de ventilação e iluminação eram feitas por um orifício circular no topo do ambiente e para isso se utilizava um disco de bronze (clipeus) que através de um engenhoso sistema permitia o controle interno da temperatura. Nos edifícios mais antigos da época da República este espaço era retangular com um banco ao centro e compartilhava a sua função com o tepidário. Na época imperial algumas estufas contavam com um sistema de hipocausto em detrimento do uso do braseiro. A sua situação interna dentro da terma era sempre próxima ao tepidário ou estar localizada externamente próxima à sala tépida. Apesar de ser uma sala dedicada ao suor seco, os banhistas poderiam borrifar água no braseiro para desfrutar de um suor úmido. A temperatura interna desta peça, comumente similar

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ao do caldário ou um pouco menor, permitia ao banhista “limpar os poros da pele” através do suor.

Ambiente termal Sala para suor úmido

Termo em português

Sauna / Estufa Termo em latim Sudatorium

Descrição

Espaço reservado para a prática da sudoração úmida. A sua forma arquitetônica era geralmente quadrada e algumas vezes retangular ou mesmo circular, especialmente nas regiões norte do Império. Com uma função similar ao da estufa, a sauna se distingue pelo uso do vapor úmido para um banho de relaxamento ou de cura. O aquecimento desta sala era feito diretamente por um forno e pelo hipocausto. As temperaturas internas eram muito mais altas do que na estufa. O seu teto poderia ser abobadado e sua situação interna na terma se dá na proximidade do caldário. A umidade poderia ser obtida com borrifos de água no pavimento quente do ambiente e, quiçá, pelo uso de alguma cuba portátil.

Ambiente termal Pátio para a prática desportiva e recreativa Termo em

português

Palestra Termo em latim Palaestra

Descrição

Pode ser descrito como um pátio aberto e colunado reservado para a prática desportiva e recreativa. A sua forma arquitetônica pode ser quadrada ou retangular com pavimento de terra batida ou coberta de areia e cercado por três ou quatro dos seus lados por uma colunata coberta, isto é, pórticos com bancos em algumas de suas partes. Na antiguidade tal estrutura fazia parte do ginásio grego, antes de ser incorporado às termas romanas. Na palestra podia ser praticada várias atividades desportivas como corrida, luta, jogos de bola, caminhada e exercícios. Ao lado da palestra podia ser localizada a piscina para a natação. O acesso às dependências das termas podia ser feito através do vestíbulo ou do apoditério. Em algumas termas, os pórticos da palestra podiam ser decorados com colunas em vários estilos e conter êxedras para a exibição de estátuas ou fontes. Nas termas imperiais, a palestra podia estar localizada ao lado do bloco de banho ou inserida dentro delas em ambos os lados do eixo principal.

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Ambiente termal Sala multifuncional para a prática desportiva e intelectual Termo em

português

Basílica termal Termo em latim Basilica Thermarum

Descrição

Espaço reservado para reunião social ou para a prática desportiva. A sua forma espaço- arquitetônica era a de um grande pátio oblongo coberto com um telhado em madeira e telhas de terracota ou em abóboda de berço, poderia também apresentar uma forma retangular ou quadrada. A forma espacial deste ambiente assemelha-se muito às basílicas romanas. Por estar localizada internamente nas termas, próxima do apoditério ou do frigidário, assume a função da palestra, principalmente em épocas de clima frio ou chuvoso. Por ser um ambiente destinado às práticas sociais, a sua decoração contaria com pisos em mosaicos, com estátuas abrigadas em nichos ou recesso e colunatas em estilo diverso dividindo o espaço interno da basílica em três. As grandes termas imperiais poderiam contar com duas ou mais basílicas termais.

Ambiente termal Sala destinada à toalete

Termo em português

Banheiro/Toalete Termo em latim Latrina

Descrição

Espaço reservado para a eliminação de dejetos humanos. A sua forma espaço- arquitetônica poderia ser retangular, quadrada ou semicircular. Situavam-se sempre no lado externo das termas com fácil acesso para os banhistas, geralmente ao lado das palestras ou do frigidário. Além disso, a sua infraestrutura aproveitava parte da instalação hidráulica para receber a descarga das águas vindas das banheiras frias e quentes que escorriam por um sistema de canalização interna para efetuar a limpeza dos dejetos em direção à canalização dos esgotos municipais. As toaletes contavam com uma cuba em pedestal de pequeno porte para a aspersão e a higiene dos frequentadores. As toaletes permitiam a disposição dos assentos ao redor dos seus dois ou três lados. À frente dos assentos passava um canal em valeta aberta por onde corria água a ser utilizada para a limpeza corporal do banhista. Os assentos tinham o formato de um orifício de fechadura, sendo que a sua parte inferior era fechada com uma placa pétrea impedindo a visão do canal que passava por debaixo. A princípio, as toaletes não tinham um sistema de cobertura em abóboda ou em telhado de madeira. O pavimento central das toaletes era sempre revestido de placas de pedra ou com uma cobertura em opus signinum.

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Elemento termal Banheira de água quente

Termo em português

Banheira cálida Termo em latim Alveus

Descrição

Banheira (ou piscina) destinada a um banho de imersão, podiam ser individuais ou coletivas. A sua forma era quase sempre retangular com poucos exemplares quadrados. Eram construídas em alvenaria de tijoleira e revestidas com argamassa hidráulica. Muitos exemplares tinham o encosto reclinado para facilitar a acomodação do banhista. O acesso a elas era feito através de uma balaustrada em degraus em ambos os lados. A sua profundidade poderia variar, mas geralmente se centrava em torno de 1 m, estando o seu fundo portanto abaixo do nível da sala. Eram aquecidas diretamente por um forno e pelo hipocausto. Estavam instaladas em recessos laterais ou nichos absidados. O número de banheiras poderia variar de uma a até três dependendo do tamanho da terma e do período histórico. O abastecimento de água quente para o seu interior era feito