2.2. Örgütsel Bağlılık Kavramı
2.2.3. Örgütsel Bağlılığı Etkileyen Etmenler
O município de Belo Horizonte possui lei de proteção do patrimônio cultural desde 1984. A Lei 3802 protege o patrimônio, considerado de forma abrangente. Estabelece os seguintes Livros de Tombo em seu artigo 4°:
I - no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, as coisas pertencentes às categorias de arte arqueológica, etnográfica, ameríndia e popular, e bem assim as mencionadas no § 2° do citado Art. 1°;
II - no Livro do Tombo Histórico, as coisas de interesse histórico e as obras de arte histórica;
III - no Livro do Tombo das Belas-artes, as coisas de arte erudita nacional ou estrangeira;
IV - no Livro do Tombo das Artes Aplicadas, as obras que se incluírem na categoria das artes aplicadas, nacionais ou estrangeiras.
A lei também criou o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, formado por representantes do Poder Público Municipal, Poder Legislativo, Sociedade Civil, Universidades e órgãos de preservação federal e estadual.
Uma das particularidades dessa Lei é a determinação a todos os negociantes de antiguidades, de obras de arte de qualquer natureza, de manuscritos e livros antigos ou raros, serem obrigados a um registro especial junto ao Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, cumprindo-Ihes apresentar semestralmente a relação completa das coisas históricas e artísticas que possuírem.
3.3 BLUMENAU - SC
O Município de Blumenau possui lei de tombamento e Conselho de Patrimônio. Voltadas quase que exclusivamente ao patrimônio edificado, e se procura preservar, principalmente a arquitetura enxaimel.
O município, de origem germânica, valoriza muito seus pioneiros e, em especial, o Dr. Blumenau, fundador da cidade. Embora o município invista em várias áreas na preservação do patrimônio, técnicos do setor afirmaram que não existem sítios arqueológicos no município, e por isso o poder público nunca se preocupou com essa área. Isto é de se entranhar, pois a cidade é cortada por um importante rio, o Itajaí-Açu.
Os livros didáticos sobre a história da cidade fazem apenas vaga menção sobre contatos entre indígenas Botocudos e os colonizadores alemães. Os textos apresentam o fato como sem importância e esporádico, na realidade até harmonioso.
O livro didático Estudos Sociais – 3a Série, editado pela Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Blumenau57, fornece as seguintes informações:
“Os primeiros moradores da região do Vale do Itajaí eram os índios, também conhecidos como bugres (...).
(...) Não se preocupavam em colonizar as terras. Por este motivo, toda a região estava para ser colonizada”.
Já um pequeno livro elaborado na forma de quadrinhos, faz uma única menção aos indígenas na região, de forma sintomática:
57
Prefeitura Municipal de Blumenau. Estudos Sociais – 3a Série. Blumenau: Secretaria Municipal de Educação e Cultura, 1995, p. 19 – 21.
Este livro58 apresenta a História de Blumenau de forma pacífica e harmônica. Contudo, os documentos analisados no Arquivo Histórico de Blumenau apontam para outra interpretação. No arquivo há um "Fundo Indígena", contendo documentos de relatos, incidentes, etc, com índios da região. E, é claro, o contato, não foi pacífico e harmonioso. Houve extermínios em massa, expedições de "bugreiros", etc. O trecho acima selecionado, do livro em quadrinhos, revela um ataque de indígenas e o envio de Bugreiros para “falar com eles”. Ora, as tropas de bugreiros eram compostas de 08 a 15 caboclos pagos para afugentar ou, mais comumente, exterminar os indígenas. Como prova do trabalho realizado, podiam trazer um dos indígenas do grupo que os bugreiros haviam enfrentado. Foi o que aconteceu em 1905, quando uma menina indígena, de nome Korikrã, foi trazida à Blumenau (SANTOS, 1997: 28). Esta foi a criança adotada pelo médico do quadrinho acima. O livro omite este pequeno detalhe. Também não menciona o episódio ocorrido em 1852, durante a construção da casa do Dr. Blumenau. Nessa ocasião, alguns
58
KOVÁCS, Anamaria. A História de Blumenau em Quadrinhos. Blumenau: Maju, 2001.
botocudos aproximaram-se da obra e foram recebidos com tiros e depois perseguidos pela mata até o anoitecer. Pelo menos um indígena foi morto. Vários são os relatos de ataques a grupos indígenas em Blumenau e região.
Essa situação mostra como o tipo de política de patrimônio adotada pode colaborar para sustentar uma interpretação da História, a dos colonizadores. E isto se manifesta, em Blumenau, na preservação da arquitetura Enxaimel, na constituição do Museu da Família Colonial, festas, etc. e no ocultamento, consciente ou inconsciente, da História dos indígenas da região. Nesse sentido a Arqueologia seria fundamental no resgate desse passado, mostrando as contradições entre a história oficial e as interpretações que poderiam derivar das pesquisas arqueológicas.
3.4 – CAMPINAS - SP
O município de Campinas possui o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – Condepacc. Tal conselho foi criado pelo Decreto n° 9546 de 30 de junho de 1988 e está subordinado a Secretaria Municipal de Cultura. Possui como órgão de apoio a Coordenadoria de Patrimônio Cultural.
No artigo 1° da lei de criação do Conselho, considera-se o patrimônio cultural do município, o patrimônio histórico, artístico, estético, arquitetônico, arqueológico, documental e ambiental.
O Conselho é composto por 23 membros, sendo 06 da Administração Municipal, 01 da Câmara Municipal, 03 de conselhos municipais, 01 do Condephaat, 02 de universidades e 10 de associações civis.
Já a Decreto nº 9584 de 11 de agosto de 1988, trata do recebimento de pedidos de tombamento e intervenções em bens tombados. Esse Decreto é complementado por outro, o de n° 9585/88, que dispõe sobre a tramitação de processos de tombamento.
3.5 – GUARULHOS – SP
A cidade de Guarulhos possui uma lei de tombamento municipal de 1985, que também cria o Conselho Consultivo Municipal de Patrimônio Histórico. Este conselho foi alterado pela Lei 3618/90, e é composto por 14 membros, sendo 07 do Poder Executivo, 01 do Legislativo e 04 de Universidades situadas no Município.