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Öğretmenlerin ve Okul Yöneticilerinin Psikolojik Güçlendirme Algısı Ġle Örgütsel

2.3. Öğretmenlerin ve Okul Yöneticilerinin Psikolojik Güçlendirme Algısı Ġle

2.4.1. Öğretmenlerin ve Okul Yöneticilerinin Psikolojik Güçlendirme Algısı Ġle Örgütsel

O município de São José dos Campos possui, desde 1985, legislação específica de proteção ao Patrimônio Cultural. A Lei Municipal nº 3.021, de 27 de setembro de 1985, dispõe sobre a criação de Elementos, Setores e Zonas de Preservação, permitindo a preservação de bens móveis e imóveis.

68 PORTO ALEGRE. Secretaria Municipal de Cultura. Educação Patrimonial. Porto Alegre:

Coordenação da Memória Cultural, 1997.

69 STASKI, E. Advances in Urban Archaeology. Archaeology of Urban America. London:

Embora a lei de preservação permita a proteção de bens móveis e imóveis, ela prioriza o patrimônio edificado. A lei contempla as seguintes categorias de preservação:

I. Elemento de preservação - EP, caracterizado como bem móvel ou imóvel de interesse para o Município por seu valor artístico, paisagístico, cultural, etnográfico, arquitetônico, arqueológico ou documental;

II. Setor de Preservação - SP, caracterizado como conjunto de bens imóveis de interesse cultural, artístico, arqueológico, histórico, arquitetônico, paisagístico ou ambiental para o Município;

III. Zona de Preservação - ZP, caracterizada como área que por suas condições paisagísticas, ambientais, arqueológicas ou ecológicas mereçam ser preservadas e conservadas.

A categoria I (Elemento de Preservação) é subdividida em:

EP - 1: São bens móveis ou imóveis que por suas características históricas, artísticas, paisagísticas, culturais, etnográficas, arquitetônicas, arqueológicas e documentais devem ser preservadas totalmente sob a orientação do COMPHAC.

EP - 2: São bens imóveis que por suas características históricas, artísticas, paisagísticas, culturais, arquitetônicas e arqueológicas devem ser preservadas mantendo-se as características básicas de sua arquitetura definidos em cada caso, previamente pelo COMPHAC.

EP - 3: São bens imóveis que suas características históricas, artísticas, paisagísticas, culturais, etnográficas, arquitetônicas e/ou arqueológicas devem ser preservadas ou projetadas de tal modo que mantenham as características do conjunto arquitetônico, urbano, ou paisagístico ao qual pertençam, a partir de diretrizes previamente definidas pelo COMPHAC.

Já o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural (Comphac), órgão criado em 1984 e vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, passou em 2000 a vincular-se à Fundação Cultural “Cassiano Ricardo”. O Comphac é responsável pela aplicação da

Legislação de Patrimônio do Município de São José dos Campos, instituída no ano seguinte.

O Comphac atua como um conselho consultivo sobre a política de patrimônio do Município, composto por representantes da Administração Municipal, Câmara Municipal e sociedade civil, e presidido pelo presidente da Fundação Cultural “Cassiano Ricardo”. A subordinação original do Comphac à Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente deveu-se à linha preservacionista adotada, que pretendia conciliar preservação do patrimônio cultural com o crescimento planejado do Município.

Apesar da legislação de defesa do patrimônio cultural, pouco foi realizado pelo Poder Público nos primeiros oito anos de sua vigência, devido à ausência de um corpo técnico permanente para prestar assessoria e executar as decisões do Comphac.

Ao criar a Diretoria de Patrimônio Cultural (DPC)70, através da Lei 4.455, de 21 de outubro de 1993, a Administração Municipal atribuiu à Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR)71, entre outras competências, a de “manter equipe especializada para prestar assistência técnica ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural (Comphac) na promoção da defesa do Patrimônio artístico, histórico e cultural do Município, responsabilizando- se pela execução de suas decisões no que diz respeito à política de patrimônio arquitetônico e arqueológico”.

A DPC foi regulamentada pela presidência da FCCR ao editar a Portaria Nº 010/94- DPC-FCCR, de 28 de fevereiro de 1994, que estabeleceu a estrutura administrativa e cargos da nova Diretoria da Instituição. A Portaria subordinou à DPC o Arquivo Público do Município (APM) e o Museu Municipal (MM), além de criar o Departamento de Patrimônio Histórico (DPH).

70

A Diretoria de Patrimônio Cultural foi extinta em 1999, ficando o DPH subordinado à Diretoria Cultural da FCCR.

71 A FCCR é uma Fundação de direito privado mantida pela Prefeitura Municipal de São José dos

Pela ação do DPH foi possível ampliar o número de edificações protegidas pelo Município e desenvolver uma série de projetos de restauração que foram executados (Capela São Miguel, Câmara Municipal, Biblioteca Pública Municipal Cassiano Ricardo, Mercado Municipal, Igreja São Benedito, etc.). Entretanto, a Arqueologia foi quase sempre utilizada como auxiliar nos trabalhos de restauração de edifícios históricos, ou seja, a chamada “Arqueologia da Restauração”. Não foi realizado qualquer trabalho sistemático para a identificação e proteção dos sítios arqueológicos, apesar do potencial da região.

3.16 – SÃO PAULO

A cidade de São Paulo possui o Departamento de Patrimônio Histórico – DPH, criado em 1983, e o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp, desde 1985.

Em 1979, foi elaborado um programa de colaboração entre o Departamento de Patrimônio Histórico (DPH/SMC) e o Museu Paulista (USP) para o restauro de Bens protegidos por lei municipal. Essa experiência resultou, no início da década de 1990, no projeto Levantamento e Cadastro Arqueológico do Município de São Paulo e na inclusão na Lei Orgânica do Município (Art. 197)72 da obrigatoriedade de acompanhamento arqueológico das obras no centro histórico.73

A arqueóloga Lúcia de Jesus C. O. Juliani, então do DPH, foi a principal responsável pela elaboração da política de gestão arqueológica do município. Suas propostas baseiam-se no conceito de potencial arqueológico, “visando a definição de áreas com probabilidade de ocorrência de vestígios materiais de significância para o conhecimento da ocupação humana do território paulistano” (JULIANI, 2001: 02).

72 Lei Orgânica do Município de São Paulo

Artigo 197 – As obras públicas ou particulares que venham a ser realizadas nas áreas do centro histórico de São Paulo e em sítios arqueológicos, nas delimitações e localizações estabelecidas pelo poder público, serão obrigatoriamente submetidas ao acompanhamento e orientação de técnicos especializados do órgão competente.

73 JULIANI, Lúcia de Jesus C. O. Gestão Arqueológica em Metrópoles: uma proposta para São Paulo. São Paulo, 1996. Diss. (mestr.) – Universidade de São Paulo, MAE, p. 112.

3.17 – TAUBATÉ / SP

O município de Taubaté também possui lei municipal de tombamento. A Lei Complementar n° 55/94 dispõe sobre a preservação e proteção do patrimônio cultural do município.

O município inseriu o patrimônio histórico nas políticas públicas municipais em 1976, com a criação da Divisão de Museus, Patrimônio e Arquivo Histórico.

Destacamos a preocupação do legislador com o patrimônio imaterial, somente reconhecido pelo Governo Federal para fins de registro e proteção em 1999. A lei municipal determina que o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Urbanístico, Arqueológico e Arquitetônico identificará e protegerá as atividades dos figureiros, do folclore e da música caipira, as festividades populares e a Feira da ”Breganha”.

O referido conselho municipal é composto por 04 membros do Poder Executivo e 03 da Universidade de Taubaté, uma instituição de autarquia municipal.

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Executivo Legislativo Gov. Estadual Ass. Civis Universidade

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Parte IV