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2. ROMANLARIN YAPISAL ÖZELLİKLERİ VE OSMANLI TARİHİNE

2.1. KRONOLOJİYE DAYALI GERÇEKÇİ TARİHÎ ROMANLAR

2.1.1. Romancının Tarihi “Bugün”den Hareketle Yorumlaması: Popüler

2.1.1.1. Olay Örgüsü ve Şahıs Kadrosu

Dada a relevância dos impactos das medidas não tarifárias sobre as transações comerciais entre países, vários estudos têm contribuído para a mensuração desses efeitos sobre as exportações de produtos agrícolas (OTSUKI et al., 2001; DISDIER et

26 Linha tarifária é a representação precisa e detalhada de um produto dentro do sistema harmonizado

(SH). Estas linhas estão harmonizadas internacionalmente quando representadas até 6 dígitos, acima de 6 dígitos do SH as tarifas não são comparáveis internacionalmente.

al., 2008; SCHLUETER; WIECK, 2009; ALMEIDA et al., 2010). Sob essa abordagem,

devido à capacidade de descrever e analisar fluxos espaciais de produtos e informações, o modelo gravitacional tem sido extensivamente utilizado.

A estrutura básica dos modelos de gravidade deriva da “Lei da Gravitação Universal” proposta por Isaac Newton sobre a interação entre massas. Tinbergen (1962), Pöyhönen (1963) e Linnermann (1966) foram pioneiros na utilização da equação de gravidade para explicar os fluxos de comércio internacional. Apesar de utilizado como uma ferramenta empírica, a ausência de uma micro fundamentação econômica apropriada para o modelo gravitacional tornava-o inconsistente do ponto de vista teórico. Assim, as contribuições seminais feitas posteriormente por Anderson (1979) e Bergstrand (1985, 1989), auxiliaram na mitigação da reputação ambígua do modelo, colaborando com a popularização do seu emprego.

De maneira simplificada, o modelo gravitacional descreve a relação direta dos fluxos comerciais bilaterais com suas massas econômicas e indireta, com os custos de comércio entre países, no qual assume os pressupostos colocados pela teoria de Heckscher-Ohlin, podendo ser representado pela seguinte equação:

! "

(3)

em que corresponde ao fluxo de comércio do país i para o país j; e denotam o tamanho do mercado dos países importadores e exportadores, respectivamente; ! representa os custos de comércio entre países; , #, $ e % são os parâmetros a serem estimados.

A estrutura teórica e a consistência do modelo gravitacional remetem a diversas contribuições, cujas características comuns podem fundamentar-se na completa especialização de produtos, segundo Anderson (1979), Bergstrand (1985,1989), Helpman e Krugman (1985), Deardoff (1998) e Anderson e Van Wincoop (2003; 2004); bem como na extrapolação do conceito de vantagens comparativas, quando os atritos de comércio são considerados - tais como custos de transporte e outras barreiras comerciais - permitindo assim, avaliações dos efeitos destes sobre as negociações entre países, conforme proposto por Feenstra, Markusen, e Rose (2000), Harrigan (2001), Eaton e Kortum (2001), Feenstra (2004), Redding e Venables (2004) e Helpman et al. (2008).

Especificamente, o presente estudo é baseado na micro fundamentação sugerida por Anderson e van Wincoop (2003, 2004), em que a derivação do modelo gravitacional

é tida como referência para análises desta natureza (SHEPHERD; WILSON, 2008; VAN BERGEIJK; BRAKMAN, 2009). Partindo de uma estrutura de demanda representada por uma função de utilidade de elasticidade de substituição constante CES (Constant Elasticity of Substitution), na qual os bens são diferenciados por região de origem, Anderson e van Wincoop (2003) introduziram termos de resistência multilateral27, com vistas a proporcionar uma melhor especificação da tradicional equação de gravidade, através do controle de características não observáveis no comércio entre países, conforme apresentado na equação (4):

! "&' (&' (

(4)

em que #, $ , %, ) e ) são os parâmetros a serem estimadas, nos quais # = $ = 1 para um modelo de elasticidade-renda unitário; * e * são as dummies para captar os efeitos fixos de importadores e exportadores, respectivamente.

A presença de características idiossincráticas não observáveis, que caracterizam a heterogeneidade entre os países, pode provocar distorções significativas na interpretação dos efeitos sobre o fluxo de comércio, uma vez que a propensão a importar (ou exportar) é afetada (GAULIER et al., 2004; BALDWIN; TAGLIONI, 2006). Neste caso, o viés de heterogeneidade é gerado pelas características específicas latentes e não especificadas no modelo (CHENG; WALL, 2005). Assim, a introdução de efeitos fixos é utilizada para controlar determinantes específicos de comércio, bem como melhorar a adequação do modelo proposto (GAULIER et al., 2004; CROZET; KOENING, 2007). Baldwin e Taglioni (2006) sugerem a extrapolação dos fatores de resistência multilateral estabelecidos por Anderson e van Wincoop (2003) - aplicados apenas para dados de corte transversal - para dados em painel, por meio da introdução de variáveis dummies para os anos da amostra, com vistas a controlar um possível viés causado por variáveis omitidas, ou que não são passíveis de mensuração e que variam ao longo do tempo; e variáveis binárias para os fluxos de comércio que envolvem uma nação específica ou pares de países.

No caso da carne bovina, alguns países apresentam restrições de abate ou consumo de determinados produtos relacionadas a questões culturais e políticas, ou

27 Na equação de gravidade de Anderson e van Wincoop (2003) são introduzidos os índices de resistência

multilateral, relativos aos preços que diferem entre localidades devido aos custos de comércio que não são diretamente observáveis. Harrigan (1996), Hummels (1999), Redding e Venables (2000), Feenstra (2004), Baldwin e Taglioni (2006), entre outros, estimam os termos de resistência por meio de variáveis dummies que captam os efeitos fixos entre países.

associadas à adoção de medidas regulatórias, por exemplo. Desse modo, dois países importadores podem apresentar o mesmo produto econômico ou serem equidistantes em relação ao país exportador, entretanto, com montante comercializado diferente, devido aos fatores culturais e políticos inerentes a cada um.

Para contornar essa limitação, dada as características “efeitos específicos” de cada país, o método de dados em painel com dummies que captam os efeitos fixos individuais, incluindo variáveis binárias país-específico e variantes no tempo, torna-se apropriado para a estimação da equação gravitacional especificada no presente trabalho, de acordo com as proposições sugeridas por Baldwin e Taglioni (2006). Além disso, visto que o modelo gravitacional permite a inserção de diferentes variáveis que auxiliam na sua especificação, variáveis dummies são de grande relevância para captar outros impactos sobre o setor de carne bovina, tais como das medidas regulatórias e das sanções comerciais aos produtos.

Apesar da reiterada utilização de dados agregados em trabalhos que adotam modelos de gravidade, o uso de dados desagregados é de grande importância nos estudos que exploram os impactos sobre diferentes setores da economia e produtos específicos, conforme sugerido por Rauch (1999) e Möhlmann et al. (2009).

Em particular, para a estimação do modelo gravitacional proposto nesta investigação, foram adotados dados de painel, desagregados, discriminados por subposições do Sistema Harmonizado de classificação de mercadorias (SH), nos níveis de seis dígitos (SH6) para a carne bovina. Assim, o modelo empírico para avaliação dos impactos das tarifas e dos instrumentos regulatórios SPS e TBT sobre as exportações de carne bovina do Mercosul é representado pela forma multiplicativa, seguindo, em parte, o modelo proposto por Schlueter e Wieck (2009):

+ , -,.,- -," ,-/*-0&12 ) 3 ) 3 456,3 478*9 3 4: 3 4; <= 3 4# <= 3 4##=>? ,3

34 2A<9=3B4B?<9=BC<9= , (5)

em que + , são as importações de carne bovina feitas pelo país i do país exportador j,

no ano t ; , e ., são proxies para o tamanho da economia dos países no setor de carne bovina, representadas pelo consumo de carne bovina no país importador i e pela produção do país exportador j, respectivamente; , e , representam os PIBs per

capita dos países importadores i e exportadores j, respectivamente28; * é a distância

bilateral entre importador i e o exportador j; ) e ) são os efeitos fixos para os países importadores e exportadores que captam a heterogeneidade dos países; 6, é a variável

dummy tempo; 8*9 é uma variável binária que assume valor 1 se os países são

adjacentes (possuem fronteira territorial comum), e 0, caso contrário; é uma dummy que assume valor 1 se os países falam a mesma língua, e 0, caso contrário; <= e <= são variáveis dummy que assumem valor 1 se o país importador ou exportador, respectivamente, não possuem faixas territoriais litorâneas, e 0 caso contrário; =>? , é a tarifa que incide sobre a carne bovina do país i para o país j, no ano t; A , variável

dummy para embargos à carne bovina impostos pelos importadores aos membros do

Mercosul no ano t; D?D, representa k diferentes instrumentos regulatórios que estão incluídos em diferentes níveis de agregação; ’s são os coeficientes da equação, em que são esperados sinais negativos para 4E , 4;, 4# , 4##, 4#$ e 4D; FGHI é o termo de erro transformado com AJC ,K1L , conforme sugerido por Santos Silva e Tenreyro (2006).

Dessa forma, o modelo gravitacional multiplicativo expresso na equação (5) pode ser escrito como uma função exponencial, tal como:

MGHI NOPJQ#RSTUGIV 3 Q$RS WHI 3 Q%RSTXGIV 3 QYRS XHI 3 QERS ZGH 3 [G3 [H3Q5\I3 Q7]Z^GH3

3 Q8Li^3Q9Liti3Q Lit ^3Q tari^t3Q 2Ei^t3kQkri^tk3εi^t (6)

A equação gravitacional (6) é estimada, inicialmente, para todos os produtos do setor em análise, em um total de dez produtos coletados nos níveis SH6 do sistema harmonizado, de forma agregada em um mesmo painel, com vistas a mensurar os impactos das medidas regulatórias agregadas (que inclui notificações SPS e TBT, conjuntamente) sobre o setor de carne bovina do bloco econômico do Mercosul. Em seguida, são avaliadas, individualmente, cada subposição SH6, considerando a desagregação das notificações SPS em classes, objetivos políticos e instrumentos regulatórios (que incluem as notificações TBT), além da análise agregada dessas medidas para cada produto.

28 A introdução da variável PIB per capita no modelo seguiu os trabalhos de Redding e Venables (2004),

Santos Silva e Tenreyro (2006), Bosker e Garretsen (2009), que usam o PIB per capita como uma proxy para medir o nível de renda da população em cada país.

4.3. Método de estimação: modelo Poisson com dados em painel estimado pelo

Benzer Belgeler