2. İKTİSADİ DEĞİŞKENLERİN ÖNGÖRÜSÜ ÜZERİNE MIDAS LİTERATÜRÜ
2.1. Öngörü Üzerine MIDAS Literatürü
A produção de informação requer primeiro a recolha de dados. Os dados podem provir de fontes primárias ou de fontes secundárias. Quando observamos algo directamente podemos fazer uma recolha directa. Por exemplo: ao ler um termómetro estamos a recolher os dados da temperatura de um local, directamente. Ao utilizarmos um aparelho de GPS estamos directamente a recolher os dados das coordenadas geográficas do local onde nos encontramos.
Os dados espaciais podem ter vários tipos de fontes:
• dados recolhidos no campo, como dados topográficos: estes dados podem ser recolhidos de maneira tradicional (através de métodos tradicionais de observação, topografia e do uso de aparelhos como estações totais, teodolitos e níveis) ou, mais recentemente, através de GPS. O GPS (Global Positioning
System) é um sistema de posicionamento global, ou seja, um sistema de
navegação através de satélite e que permite ao utilizador saber a sua localização absoluta (ou seja, as suas coordenadas geográficas: latitude, longitude e altitude);
• recenseamentos e dados recolhidos em inquéritos: em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística (INE) organiza, de dez em dez anos, um recenseamento geral da população. Este recenseamento consiste num longo inquérito, do qual se obtém informação que permite caracterizar a população portuguesa. Os Censos são entendidos como processos normalizados de recolha, tratamento, avaliação, análise e difusão de dados referenciados a um momento temporal específico e respeitantes a todas as unidades estatísticas (indivíduos, famílias, alojamentos edifícios) de uma zona geográfica bem delimitada (INE, 1998). Os Censos são uma fonte única e renovável de dados que, caracterizando a população e o parque habitacional, surgem como valiosos instrumentos de diagnóstico, planeamento e intervenção, nos mais variados domínios, como por exemplo: na definição de objectivos e prioridades para as políticas globais de desenvolvimento; no planeamento regional e local; nos estudos de mercado e sondagens de opinião; na investigação em ciências sociais (INE, 1998). Para além dos Censos regulares de dez em dez anos o INE promove ainda inquéritos intercensitários. Estes inquéritos
são ferramentas importantes para recolher o mais variado tipo de informação em intervalos de tempo relativamente curtos (INE, 1998);
• fotografias aéreas e ortofotomapas: as fotografias aéreas são fotografias da superfície da Terra, geralmente tiradas na vertical, obtidas por câmaras transportadas em aeronaves. Os ortofotomapas são representações cartográficas construídas a partir de um conjunto de ortofotografias (fotografias aéreas depois de terem sido sujeitas ao processo de ortorectificação) às quais foi sobreposta uma quadrícula cartográfica (GASPAR, 2004). As fotografias aéreas e os ortofotomapas servem, muitas vezes, de base ou de fundo para outros dados, quando se trabalha em SIG. Como estas imagens são obtidas num determinado momento e podem obter-se imagens da mesma área em momentos diferentes, elas são muito úteis para detectar e estudar mudanças. A interpretação de uma sequência temporal de fotografias podem determinar a datação de fenómenos como por exemplo as cheias que provocam alterações nos terrenos. Podem ainda ser úteis no estudo de crescimento urbano. As fotografias aéreas podem ainda ser usadas em perspectiva tridimensional com a ajuda de estereoscópios. Os estereoscópios são aparelhos que permitem visualizar a três dimensões, através da utilização de pares de imagens;
• imagens de satélite: estas são imagens digitais da Terra, recolhidas por sensores colocados no espaço, em satélites. Têm a grande vantagem de abrangerem áreas muito vastas e de serem recolhidas regularmente. Existem vários métodos de recolha, dependendo do tipo de sensores usados. As imagens correspondem à captação que os sensores fazem da radiação da Terra, e essa captação pode ser recolhida em bandas espectrais diferentes, algumas das quais fora da zona do visível ao olho humano. A visualização destas imagens, dependendo da combinação que se faz das diferentes bandas espectrais, permite detectar elementos não detectáveis a olho nu. As imagens são armazenadas numa quadrícula, na qual cada quadradinho se denomina pixel. A cada pixel corresponde um valor correspondente à radiação terrestre que o sensor recolheu. Quanto menor for o pixel, maior é a resolução espacial da imagem (HEYWOOD et al, 2002). A dimensão do pixel dá-nos a resolução espacial, ou seja, a medida da menor separação entre dois objectos que o sensor consegue distinguir (JENSEN,
distinguir sinais que se encontrem espacialmente próximos ou sejam espectralmente similares.
Os dados devem ter três dimensões: temporal, (quando) temática (o quê) e espacial (onde). Nos SIG, os dados temáticos são considerados atributos, ou seja, são as características referentes a uma entidade geográfica. A dimensão espacial dos dados pode ser transformada em valores (por exemplo coordenadas x, y e por vezes z).
É ainda importante ter em conta a qualidade dos dados. A qualidade dos dados recolhidos directa ou indirectamente vai determinar a qualidade do resultado final do trabalho efectuado num SIG. A qualidade dos dados pode ser avaliada quer pela sua precisão quer pela sua exactidão. A precisão dos dados corresponde ao nível de detalhe dos dados. Por exemplo, se as coordenadas geográficas de um ponto tiverem uma margem de erro de 10m e outras de 20m, as primeiras são mais precisas do que as segundas. A exactidão corresponde ao grau de aproximação dos valores relativamente à realidade. Por exemplo, quanto mais casas decimais tiver um dado valor, mais exacto é esse valor. Quanto mais arredondamentos se fizerem aos valores numéricos, menos exactos são esses valores. Os dados nunca são cem por cento precisos nem exactos, mas os seus níveis de exactidão e precisão devem ser os maiores possíveis, para que o erro seja o menor possível.
Se os dados tiverem grandes erros, o resultado da análise que deles se fará fica comprometida. Os erros que os dados têm, podem ter várias origens: podem existir desde a recolha dos próprios dados, como podem surgir na sua manipulação.