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BÖLÜM V TARTIŞMA, SONUÇ ve ÖNERİLER

5.2. Öneriler

Ao responderem a seção do questionário que era composta pelo instrumento SVS de Schwartz, os indivíduos particularizaram os seus valores pessoais, criando uma hierarquia e um sistema de valor próprio para cada respondente.

A partir do sistema de valores dos indivíduos pode-se agrupar os 61 valores pessoais em dez tipos motivacionais e identificar a hierarquia de prioridade para cada respondente. A Teoria do Valores Humanos (SCHWARTZ, 1992) descreve que estes tipos motivacionais podem ser reunidos em quatro eixos de segunda ordem (anel exterior, em tons de cinza). Esse anel contém eixos bipolares antagônicos, que diferenciam os indivíduos de acordo com a sua pré- disposição para a orientação de suas prioridades em relação aos outros indivíduos ou a sua pré-disposição para correr riscos (SCHWARTZ, 2011).

A partir da Teoria dos Valores Humanos pode-se pressupor a existência de quatro Guias de Comportamento (ou estereótipos) em função dos valores pessoais e de seus agrupamentos em tipos motivacionais, conforme a ilustração a seguir.

Esses quatro estereótipos de estilo comportamental são sugeridos a partir do arranjo, dois a dois, dos macrovalores agrupados segundo as orientações de valores universais das pessoas. O agrupamento pode ser realizado a partir do cálculo das médias dos tipos motivacionais contidos em cada extremidade dos eixos de segunda ordem, possibilitando um ordenamento das médias.

Ilustração 18: Estereótipos de Comportamento a partir dos Eixos de Segunda Ordem.

FONTE: Adaptada de Schwartz, 1992.

Não há hierarquia entre os estereótipos, tão pouco julgamentos de valor sobre a posição de um estereótipo sobre o outro. A existência de quatros estereótipos de comportamento sugere que existem quatro macro-orientações diferentes para o planejamento de vida de indivíduos que

possuem valores pessoais diferente, logo, apresentarão comportamentos, necessidades e metas motivacionais igualmente diferentes uns dos outros.

A análise do primeiro eixo, que conglomera as orientações de segunda ordem Autotranscendência-Autopromoção mostra nessa dimensão que o indivíduo ou será orientado para colocar as outras pessoas em primeiro lugar ou colocar a si próprio em primeiro lugar. O macrovalor Autotranscendência é formado pelos tipos motivacionais Universalismo e Benevolência. O macrovalor Autopromoção é formado pelos tipos motivacionais Poder, Realização e Hedonismo (SCHWARTZ, 2011).

Ao ser classificado como universalista e/ou benevolente o indivíduo autotranscendente estipula prioridades pensando em primeiro lugar na coletividade, enquanto ao ser classificado com alta necessidade de poder, alta necessidade de realização e/ou hedônico o indivíduo autopromovido estipula prioridades pensando em primeiro lugar na sua individualidade. As opções são excludentes (Ibid.).

A análise do segundo eixo, que conglomera as orientações de segunda ordem Abertura à mudança-Conservação mostra nessa dimensão que o indivíduo ou será orientado para a correr riscos e ter predileção ao novo, ao inexplorado ou orientado para a manutenção de seu estado atual, a minimizar os riscos, sendo conservador. O macrovalor Abertura à mudança é formado pelos tipos motivacionais Autodeterminação, Estimulação e Hedonismo (esse último também compartilhado com o macrovalor Autopromoção). O macrovalor Conservação é formado pelos tipos motivacionais Segurança, Tradição e Conformidade (Ibid.).

Ao ser classificado como estimulado, autodeterminado e/ou hedônico o indivíduo aberto à mudança estipula prioridades pensando em correr riscos, explorar o novo, seguir como orientação algo abstrato. Ao ser classificado como tendo alta necessidade de segurança, tradicional e/ou conformado, o indivíduo conservador estipula prioridades em sua vida e projeta metas que o permitam se sentir seguro em relação ao mudo ao seu redor, correndo menos riscos e orientado para coisas concretas. As opções também são excludentes (Ibid.).

A Ilustração 19 mostra as possibilidades de combinação dos estereótipos, como Guias de Comportamento, sugeridas nesse trabalho.

Ilustração 19: As Quatro Guias de Orientação Individual, a partir de Schwartz

As Guias de Comportamento são as combinações geradas da combinação dois a dois dos eixos de segunda ordem e são explicadas a seguir:

• Guia 1: sugere que os indivíduos que se enquadram nessa guia ou estereótipo possuem como princípios norteadores das decisões e predições comportamentais os tipos motivacionais contidos nos pólos Autotranscendência e Abertura à mudança. Com base nessa orientação de valores, os indivíduos pertencentes a essa classe planejam ações e são inclinados a comportamentos que coloquem os outros indivíduos à sua frente em relação à disputa de interesses e, ao mesmo tempo, esteja dispostos a correr riscos, explorar o novo e não tenham medo de romper tradições.

• Guia 2: sugere que os indivíduos que se enquadram nesse estereótipo possuam como princípios norteadores das decisões e predições comportamentais os tipos motivacionais contidos nos pólos Autotranscendência e Conservação. Com base nesta orientação de valores é possível planejar ações e identificar características de indivíduos inclinados a comportamentos que coloquem outras pessoas a sua frente em relação à disputa de interesses e, ao mesmo tempo, esteja preso a tradições e tenha uma necessidade de segurança alta.

• Guia 3: sugere que os indivíduos que se enquadram nesse estereótipo possuam como princípios norteadores das decisões e predições comportamentais os tipos motivacionais contidos nos pólos Autopromoção e Abertura à mudança. Com base nessa orientação de valores é possível planejar ações e identificar características de indivíduos inclinados a comportamentos que se coloque na frente das outras pessoas para usufruir mais vantagens

pessoais e na disputa de interesses e, ao mesmo tempo, esteja dispostos a correr riscos, ao novo e não tenham medo de romper tradições.

• Guia 4: sugere que os indivíduos que se enquadram nessa guia possuem como princípios norteadores das decisões e predições comportamentais os tipos motivacionais contidos nos pólos Autopromoção e Conservação. Com base nesta orientação de valores é possível planejar ações e identificar características de indivíduos inclinados a comportamentos que se coloque na frente dos outros indivíduos para usufruir mais vantagens pessoais e na disputa de interesses e, ao mesmo tempo, esteja preso a tradições e tenha uma necessidade de segurança alta.

Na Tabela 4 pode ser observada a distribuição dos estereótipos (ou guias) de comportamento divididos por gênero da amostra.

Tabela 4: Divisão das Guias de Comportamento da amostra por gênero

Guia Homens (%) Mulheres (%) Total

Guia 1 63 34 46 29 109

Guia 2 84 43 93 57 177

Guia 3 29 15 20 12 49

Guia 4 16 8 4 2 20

Total 192 100 163 100 355

FONTE: Dados da pesquisa.

Analisando os dados da pesquisa por moda (maior frequência), a sequência de ordenamento das guias é a mesma para homens e mulheres: Guia 2, Guia 1, Guia 3 e Guia 4. Por proporcionalidade, a divisão das guias por para ambos os sexos não mostra diferença significativa de percentual entre os gêneros, apenas entre elas próprias.

Dessa forma, não há diferença de gênero para a formação dos estereótipos, pois, proporcionalmente, homens e mulheres estão distribuídos de forma semelhante em relação às guias de comportamento. Os resultados poderão ser generalizados para ambos os sexos, nessa amostra.

Tabela 5: Características sócio-demográficas das Guias de Comportamento Guia Gênero predominante Idade média Principal

escolaridade Estado civil

Principais cargos ocupados Guia 1 Masculino (58%) 38,4 anos Especialista (38%) Casado (61%) Executivo ou Gerente - (45%) Consult. ou Analista - (21%) Guia 2 Feminino (52%) 39,0 anos Especialista (42%) Casado (62%) Executivo ou Gerente - (40%) Consult. ou Analista - (26%) Guia 3 Masculino (59%) 33,5 anos Especialista (51%) Solteiro (53%) Executivo ou Gerente - (41%) Consult. ou Analista - (16%) Guia 4 Masculino (80%) 38,0 anos Especialista (50%) Casado (65%) Executivo ou Gerente - (55%) Consult. ou Analista - (30%) Amostra Masculino (54%) 38,0 anos Especialista (43%) Casado (59%) Executivo ou Gerente - (43%) Consult. ou Analista - (23%) FONTE: Dados da pesquisa.

Analisando os dados sócio-demográficos das Guias de Comportamento pode ser observado que não há diferenças estatísticas que diferenciem substancialmente as guias entre si. Apesar de na Guia 2 o sexo predominante ser o feminino, em todas as guias cerca de metade dos indivíduos são de cada gênero, excetuando a Guia 4, porém, essa guia é a que possui a menor representação amostral, apenas 6% da amostra.

A média de idade de todas os estereótipos é muito próxima da média amostral. Assim como, também os índices de escolaridade mais presente entre os sujeitos e o principal cargo ocupado entre os respondentes, em que o mais presente foi o nível de especialização em todas os estereótipos. Contudo, houve uma ligeira diferença entre o caráter de estado civil da Guia 3, que é predominantemente composta de solteiros. Porém, mesmo assim, todos os índices estão muito próximos de uma divisão equitativa entre o número de casados e solteiros, distribuídos pelos estereótipos, já que a opção "outro" corresponde apenas a 2% da amostra.

Todas as Guias de Comportamento são compostas predominantemente de executivos, gerentes, consultores de empresas ou analistas. Como o caráter de homogeneidade entre as Guias de Comportamento é muito alto para os principais índices comparativos, não gerando outro critério de heterogeneidade entre elas senão as orientações de valores formadas pelos eixos bipolares, todos os resultados sugeridos e inferências poderão ser generalizados para essa amostra.

4.1.3 Análise das Variáveis dos campos do Planejamento de Vida e dos

Benzer Belgeler