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V. SONUÇLAR VE ÖNERİLER

5.2. Öneriler

Neste sub item trataremos a maneira como foram escritos os trabalhos produzidos pela CMS que resultaram na obra que vem a ser nosso objeto de estudo. Como sabemos ela faz um histórico de como se deu a história da incursão da CMS e sua primeira missão em Uganda. Segundo Mullins membro da instituição além de trazer uma visão do contexto colonial contemporâneo a empreitada ela também permite observar como se deu a participação política do governo colonial inglês na região, as ações dos políticos locais e, primeiramente, as relações do rei Mutesa e seu sucessor Mwanga com o trabalho missionário protestante inglês.

É válido afirmar que muito do que era escrito pelos homens que estavam presentes no cotidiano da missão africana era lido na Europa como forma de obtenção de conhecimento a respeito dos avanços da evangelização e da ampliação de fronteiras. Nessa perspectiva observamos o que fora trabalhado por Mary Louise Pratt59. Pratt em em seu trabalho “Os

olhos do Império” traça um olhar a respeito das produções de europeus, exploradores ou missionários na África a receptividade desses escritos. Seu estudo muito nos auxilia já que tratamos neste trabalho de uma obra que para ser produzida teve de recolher uma série de escritos feitos por missionários contemporâneos ou membros da primeira missão da CMS em Uganda.

A respeito de documentos produzidos por europeus, em especial os ingleses é preciso considerar que a época seu país era a maior potência imperialista do século XIX e que os missionários Church Missionary Society escreviam a partir da região dos “Grandes Lagos”. Pratt nos auxilia no entendimento dos relatos quando mostra que as características das escritas de ingleses na África nos traz as similaridades e distanciamentos na produção literária de

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PRATT, M. Louise. Os olhos do Império: relatos de viagem e transculturação/ Mary Louise Pratt; tradução Jézio Hernani Bonfim Gutierre; revisão técnica, Maria Helena Machado, Carlos Valero. Bauru, SP: EDUSC, 1999. p. 343-344.

viajantes religiosos de época, o que nos auxiliou na melhor observação do trabalho de Mullins. Segundo a observação das passagens de narrativas permite perceber que são usadas pelos escritores para criar valores qualitativos e quantitativos para melhor compreensão da atuação nos territórios dos quais escrevem. Nesta direção podemos colocar os escritos de Mullins como parte de um estilo de escrita similar aqueles documentos e escritos de precursores que o antecederam sua missão em Uganda. Pratt aponta como exemplo desta tipologia os relatos de Richard Francis Burton e aponta três características constantes utilizadas em textos de viajantes que estiveram na África Central durante todo o século XIX.

A primeira dessas características seria a retórica vitoriana com a estetização da paisagem, feita a partir dos relatos de Richard Francis Burton. A visão do autor é tomada como uma pintura segundo Pratt e a descrição aparece como pano de fundo. A narrativa utiliza artifícios adjetivando intensamente o que querem que seus leitores na Inglaterra percebam e “visualizem”, como a água salpicada de espuma, colinas com névoa ilustrando com palavras a paisagem natural que está diante do explorador. Veremos adiante que os missionários da CMS também utilizam das mesmas descrições até porque estamos tratando dos casos de uma mesma região considerada rica em natureza e ímpar aos olhos dos exploradores e para aqueles que não estavam ali mas sentiam a partir da leitura a força da religião da Inglaterra e as dificuldades enfrentadas pelos missionários nestes locais.

Veremos adiante que os missionários da CMS também utilizam das mesmas descrições até porque estamos tratando dos casos de uma mesma região considerada rica em natureza e ímpar aos olhos dos exploradores e para aqueles que não estavam ali mas sentiam a partir da leitura a força da religião da Inglaterra e as dificuldades enfrentadas pelos missionários nestes locais. A descrição da paisagem no caso de Burton se constitui um item importante na narrativa das jornadas dos exploradores. Richard Burton se utilizou também das contradições apontando a respeito do que considerava avanço e atraso, grandioso e pequeno, comparações de coisas que enalteciam ainda mais o caráter descritivo e a importância dos feitos dele como explorador. Ao abordar a descoberta do lago Tanganica fez largo uso dessas estratégias, mostrando como era gratificante estar diante daquela descoberta e daquela paisagem.

Tal estratégia foi usada em The Wonderful Story of Uganda quando Mullins inaugura sua narrativa tratando da região do porto de Mombasa, também na região dos “Grandes Lagos”. Ele a trata como a descoberta de um “Paraíso Perdido” e nesta descrição há uma intensa valorização da paisagem onde as montanhas com névoa também são lembradas.

Ao trabalhar com os relatos de Ludwig K. e John R; ela também aponta o uso do recurso narrativo descritivo da paisagem que chamava atenção por completamente diversa daquela que se via na Europa, descrevendo os desfiladeiros e riachos com viva emoção. As montanhas e o lago são comparados ao mar devido as suas dimensões e a impossibilidade de se observar de uma margem à outra, tal como o fez Burton enaltecendo em seus escritos tudo que era novo e diferente do comum na Europa. Descrições da paisagem que chamavam atenção por serem completamente diferentes daquelas que se via na Europa o que fazia que a descrição de desfiladeiros e riachos fossem mostradas de modo ao passar a mais viva emoção. As montanhas e o lago são comparados ao mar devido as suas dimensões e a impossibilidade de se observar de uma margem à outra, tal como o fez Burton enaltecendo em seus escritos tudo que era novo e diferente do comum na Europa.

Uma outra característica que Pratt enuncia na tradição da escrita vitoriana era a densidade semântica usada nos relatos de Burton e nos relatos missionários da CMS. A paisagem sempre aparece com uma riqueza material e semântica e neste quesito os modificadores adjetivais também são fundamentais para convencimento do leitor para com o que lhe é apresentado. Ainda segundo a autora e nosso estudo comprova, muito raramente veremos nestes textos, substantivos com intensa adjetivação que não sejam modificados uma vez que essa alteração serve para dar densidade à escrita. Como exemplo ela cita expressões como “verde esmeralda”, “neblina pérola”, “espuma nevada” que apesar de se referir a cores, davam as expressões uma conotação de referentes materiais na paisagem fazendo uma ligação daquilo que é conhecido pelo leitor do explorador. No caso europeu, este recurso era uma maneira de inserir o leitor na descoberta e na jornada explorador, ou seja, seria como levar um pouco destes novos ambientes aqueles que o liam na Inglaterra. A forma narrativa também está presente naqueles documentos e publicações feitos originalmente pelos membros da primeira missão da CMS em Uganda.

A terceira estratégia que Pratt destaca e principal artifício desta forma de literatura era a relação de domínio mostrada entre o que se vê e o que é visto. A metáfora da pintura é usada pelos escritores, como se o que é apreciado e visto pelo mesmo é a verdade, a visão dele é que será transmitida aos ingleses. É como se a representação feita por eles fosse a única hipótese daqueles que estavam fora daquele ambiente e fora da narrativa.

Para Pratt o texto de Burton criava densidade de significado por meio de uma intensa utilização de adjetivos e o abuso de referenciais concretos e materiais que são por ele introduzidos no texto, materiais estes que podem aparecer literalmente, bem como através de metáforas. As metáforas são usadas para induzir o leitor a visualizar situações ou, até mesmo,

para familiarizá-lo com o diferente recurso utilizado tanto os textos precedentes á incursão missionária protestante quanto os pós-coloniais. Isto pode aparecer com semântica diferente, ou seja, podem estar querendo valorizar o que veem, bem como depreciar lugares e sociedades.

Em nosso estudo observamos que os missionários fazem largo uso das metáforas em seus escritos durante as narrativas. Esta situação indica que há uma linguagem muito similar utilizada por escritores não religiosos com relação aos missionários em alguns aspectos. Ao tratar da paisagem, Moravia observando Gana já no século XX vai dizer:

Da sacada do meu quarto tive uma visão panorâmica de Acra, capital de Gana. Sob um céu de azul incerto, preenchido por névoa e nuvens de um amarelo áspero e cinza, a cidade se assemelhava a uma grande panela de espessa e escura sopa de repolho no qual ferviam numerosas peças de macarrão. Os repolhos eram as árvores tropicais de rica, ampla e pesada folhagem de um verde escuro salpicado por tons negros; os pedaços de macarrão os recém-construídos edifícios de concreto reforçado, vários dos quais eram agora vistos por toda a cidade. (MORAVIA, 1972. p. 1)

Percebe-se que os artifícios semelhantes são usados no texto de Burton60:

Nada, na verdade, poderia ser mais pitoresco que esta primeira vista do lago Tanganica, estendendo-se ao sopé das montanhas, aquecendo-se sob o deslumbrante sol tropical. Abaixo e além de um curto primeiro plano de rugosas e íngremes elevações, abaixo das quais as trilhas ziguezagueiam dolorosamente, uma estreita faixa de verde esmeralda, jamais ressecada e maravilhosamente fértil, inclina-se na direção de uma fita de brilhante areia amarela, aqui, margeada por juncosos caniços, lá, clara e nitidamente cortada pelas pequenas ondas quebrando na orla... O pano de fundo, à frente, é dado por uma alta e escarpada parede de montanha cor de aço, aqui, salpicada e coroada por uma neblina pérola, lá, erguida e agudamente desenhada contra o ar azul celeste. (BURTON, 1961. p. 43)

Utilizando metáforas também para apontar as descobertas dentro do território de Uganda, o primeiro capítulo da obra do missionário Mullins traz um título curioso, mas que caracteriza as descrições adjetivadas também colocadas nos outros excertos mostrados anteriormente.

O Calwer Mission Journal foi o primeiro a publicar esta produção notável. Mostrava uma espécie de mar que avançava para o interior do leste africano por centenas de milhas, parecendo uma enorme “lesma” num espaço vazio... Uma grande controvérsia surgiu a respeito da mapa da “lesma” pois muitos geógrafos que não saiam de suas casas, apontavam a partir de argumentos que não poderia existir uma grande lago na região da linha do Equador. (MULLINS, 1904. p. 20)

60 BURTON, Richard F. The Lake Regions of Central África: A Picture Of Exploration (1860), New York,

A ligação e relação de confiança entre os missionários e os escritores não religiosos são expostas também no texto quando o autor afirma que hipóteses traçadas por missionários como, por exemplo, a “descoberta” dos “Grandes Lagos” foram levadas a sério e divulgadas por exploradores que não estavam ligados a instituições religiosas, mostrando uma confiança no trabalho dos primeiros. A característica descritiva, que inclusive dá nome ao segundo capítulo da obra (Descriptive), e metafórica ilustram os textos e mostram que a linguagem utilizada pela CMS é muito semelhante a dos demais escritores em determinado momento.

Figura 4 – The “Slug” Map – (MULLINS, 1904. p. 2)

Alexina Mackay Harrison61, em sua obra a respeito do irmão, membro e

principal nome da missão da CMS em Uganda, narra os feitos de Mackay e utiliza inclusive partes do discurso deste enquanto missionário. Podemos perceber que já na introdução ela coloca um trecho atribuído a seu irmão e o faz posteriormente por diversas vezes assim como os demais membros da CMS em seus escritos que sempre o citam como forma de demonstrar a importância dele dentro do imaginário cultural de Uganda e da Inglaterra. Nesse discurso recuperado por Alexina, Alexander Mackay condenará as práticas religiosas não cristãs e a idolatria colocando os feitos missionários em evidência. Também menciona da saída da escuridão, ou seja, do “atraso” para a chegada do “civilizado”. Combater práticas não cristãs protestantes, é ao mesmo tempo negar a cultura nativa e os demais atores daquele cenário. Vide o discurso:

Não é nenhum sacrifício, como alguns pensam, para vir aqui como um pioneiro do cristianismo e da civilização. Eu não daria a minha posição

61 HARRISON, Alexina Mackay. A.M. Mackay: missionário pioneiro da Sociedade Missionária da Igreja em Uganda. Hodder and Stoughton, London. 1890.

aqui para todo o mundo. Uma raça poderosa tem de ser levada das trevas à luz, a superstição e a idolatria tem que ser derrubadas, eles têm que ser ensinadas a amar a Deus e amar o próximo, o que significa o desenraizamento de instituições que duraram séculos; trabalho nobre, o escravo passar a ser livre, definir o conhecimento como livre para ser transmitido e a sabedoria implantada, e, acima de tudo, que a verdadeira sabedoria ensinou tudo o que por si só pode elevar o homem de um bruto para ser um filho de Deus. Quem não estaria disposto a se engajar em tal nobre trabalho, e considerar a mais alta honra na terra ser chamado para

fazê-lo? (HARRISON, 1890. p. 5)62

A saída da escuridão e chegada à luz através das mãos dos missionários é uma metáfora sempre usada por Mullins e os demais membros da CMS. Podemos observar no discurso de Mackay que a aversão às instituições centenárias na região que podem ser lidas não só como as instituições políticas, mas também como religiosas. Como sabemos, os muçulmanos controlavam o comércio e dominavam boa parte do imaginário local e suas instituições somente atrapalhariam o desenvolvimento do projeto missionário da CMS.

O uso de palavras e expressões como “civilização”, “mundo civilizado” referindo-se aos europeus, traz a ideia de “superioridade europeia” que estava sendo levada até os africanos. Isto é comum não só nos relatos missionários da CMS mas principalmente, nos escritos de escritores não religiosos. Herbert Jones missionário da CMS trabalhou com o conceito de transformação, palavra utilizada no título da obra “Uganda in Transformation:

1876-1926” 63. Este termo é também é usado como nome de capítulo, tratando da chegada do

inglês missionário onde se enaltece a figura de Mackay. Ainda na obra se evidencia a importância da presença dos homens da primeira geração de missionários anglicanos que foram importantes para a “conquista” e incursão do cristianismo protestante inglês na região. Jones cita um trecho do discurso de Mackay em 1878 falando justamente das dificuldades e novamente expondo a “escuridão” que se vivia na região:

Escrevendo em 4 de junho de 1878, Alexander Mackay afirmou: “Uma coisa é certa: Esta terra nunca vai pouco mais além da escuridão da África até que possamos encontrar alguns meios fáceis de viagem e trânsito na mesma. Muito poucos poderiam suportar as provações e dificuldades que

passamos no mês de início deste ano.”(JONES, 1926. p. 47)64

62 Do original: “It is no sacrifice, as some think, to come here as a pioneer of christianity and of civilization. I would not give my position here for all the world. A powerfull race has to be won from darkness to light; superstition and idolatry have to be overthrown; men have to be taught to love god and love their neighbour, which means the uprooting of instituitions that have lasted for centuries; labour made noble, the slave set free, knowledge imparted, and wisdom implanted; and, above all, that true wisdom taught which alone can elevate man from a brute to a son of God. Who would not willingly engage in such noble work, and consider in the highest honour on earth to be called to do it?” Tradução Própria.

63 JONES, Hebert Gresford. Uganda in Transformation: 1876-1926. The Camelot Press Limited, Grã Bretanha.

A CMS na figura dos missionários se torna paulatinamente a ser indissociável da história de Uganda. Em determinado momento, já durante o protetorado inglês, J.J. Willis (1872-1954) segundo bispo de Uganda (sucessor de Alfred R. Tucker) escreveu um relatório trazendo uma visão geral da área, da população e da política missionária da igreja nas seis províncias da Diocese de Uganda. Seu texto é divido por seções que versavam sobre organização, educação, disciplina e finanças da igreja. Nele ele falava também do trabalho positivo e dos aspectos problemático dos colonizadores europeus em Uganda.

O relatório enfatiza a importância do governo autônomo local da igreja de Uganda e o papel central dos ugandeses nativos treinados para promover o seu crescimento, mostrando a educação como fonte de permanência no território. Neste documento Willis trata da importância da instituição religiosa na educação, algo que era fundamental e valorizado para permanência e edificação do missionado. Tratava ainda da propaganda de benfeitorias dos ingleses dentro da África, fato que os levava a valorizar a si próprios em sua própria empreitada. Mesmo Willis escrevendo num período posterior ao da primeira missão ele faz uma análise geral da trajetória da atividade missionária, recuperando o desenvolvimento da missão como modelo.

Esse e demais documentos, narrativas, publicações periódicas da CMS foram fundamentais para análise e constatação de que a presença dos missionários dentro de Uganda foi fundamental para o estabelecimento da igreja nativa e a ampliação do número de convertidos através da evangelização. Além disso, ela levou a ampliação da escrita e das traduções de costumes do povo que permitiu um maior conhecimento da região.

Os conflitos entre a população local e os missionários foram muitos e a instalação do status político de protetorado aconteceu durante o estabelecimento da missão em Uganda, portanto, um importante período da história daquela região.

3.2 “A nação dos brancos tem outra religião?”: A primeira missão em Uganda, os caminhos traçados pelos primeiros missionários e as evoluções em campo evangelizador

Era característico de Mullins explorar ao máximo em seus relatos, o ambiente adjetivando-o para que se compreendesse e se fizesse uma imagem do trajeto da missão desde seus primórdios. Tal ação buscava traçar um panorama do trajeto e efetivação do trabalho

64 Do original: “Writing so early as 4 June, 1878, Alexander Mackay affirmed: “One thing is certain: This land will ever remain little else than what it is dark, benighted Africa until we can find some easy means of travel and transit in it. Very few could endure the trials and hardships we went through in the early month of this year.”

missionário em Uganda. Como vimos anteriormente, era comum tal estratégia para garantir maior visibilidade e importância ao que estava sendo mostrado pelos autores das narrativas e, nesta direção, vemos que Mullins reforça nos relatos, a importância dos missionários para Uganda e trabalho deles como a ideia de “heróis” dentro de uma região repleta de adversidades para a evangelização.

A incursão no território africano pós partilha se deu de maneira bastante conturbada. A jornada para dentro do continente era sempre incerta e, muito tempo foi perdido devido às dificuldades em que encontrar a melhor rota. Embora alguns trajetos já tivessem sido trilhados por outros viajantes que se aventuravam do Mediterrâneo para o sul da África nem sempre os habitantes locais eram receptivos. As primeiras impressões diante do calor úmido que assolava cada vez mais, conforme os missionários iam adentrando o continente, a sensação de cansaço e exaustão se tornavam mais evidentes e insuportáveis.

Os insetos também faziam parte do cotidiano e eram o principal desconforto reclamado por parte daquele grupo. As picadas e os barulhos do voo dos mosquitos foram se tornando parte da rotina dos missionários. Além de insetos, cobras e outros animais existiam os moradores da região, que, segundo os relatos são mostrados com uma aparência de desidratação diante do clima tropical e quente. As febres e outras doenças tropicais dia após dia iam aparecendo e debilitando cada vez mais aquele grupo. Durante o percurso, para que ficassem hospedados nos caminhos pelos quais passavam, alguns chefes de tribos locais que ficavam nas trilhas da região faziam espécies de chantagem para que permitissem a passagem e o descanso entre uma localidade e outra, amedrontando e retirando pequenas riquezas daqueles religiosos missionários.

Alguns dos acompanhantes e outros viajantes que percorriam as mesmas rotas dos missionários da CMS nem sempre chegavam a seu destino final. Era comum que missionários

Benzer Belgeler