• Sonuç bulunamadı

ekil 4.2.2.30. Yakıta konulan kimyasal katkı maddesi çeş

5. ÖNERİLER

De acordo com o entrevistado Luiz Octávio de L. Camargo, para ser um competente profissional no Sesc, o indivíduo não precisa ser “bom” em nada, mas sim, se interessar por várias coisas. Em outras palavras, uma pessoa que não apresenta uma formação só, unilateral, se coaduna mais facilmente a dinâmica da entidade. A entrevistada Ana Cristina de Souza, que trabalha no setor de programação do Sesc-Consolação, conta uma passagem que remete à diversidade a que o profissional está submetido no bojo do seu trabalho:

É bem intenso né. Uma coisa que se destaca é essa diversidade de atuações. Como uma pessoa trabalha dentro do Sesc? Uma hora estou conversando no telefone com uma mãe de santo, depois dentro de outro contexto falo com alguém lá de Blumenau, são duas culturas completamente diferentes. Então proporciona essa questão diversa, daí você fica meio assim, você não se apega a nada, [...] mas ao mesmo tempo você está dialogando, você fica curioso.

Há uma diferença conceitual entre a administração regional de São Paulo e o departamento nacional do Sesc apontada pelas fontes acessadas na pesquisa, que diz respeito à formação das equipes de turismo social: enquanto o Sesc-DN acredita que uma equipe de turismo das unidades da entidade

110

deveria ser formada apenas por turismólogos, o regional paulista crê em equipes interdisciplinares, tanto de formação quanto de prática.

A contratação de turismólogos para ocupar os cargos de técnicos nas unidades do Sesc e os de coordenação nas administrações centrais é algo percebido em todos os departamentos regionais do país. Isto me leva a considerar o Sesc uma das instituições que mais oportunidades tem dado a este profissional tão relegado pelo mercado em geral, inclusive pelo setor turístico. Os dados de 2013 mostram a existência de 214 turismólogos e bacharéis em hotelaria em todos os departamentos do Sesc no Brasil, sendo 121 no Turismo Emissivo/Receptivo e 93 na parte de Hospedagem. Somente o Sesc-SP possui 37 profissionais formados em turismo no seu quadro de funcionários, de um total de 275 pessoas, que atuam direta (animadores culturais e operadores de turismo) ou indiretamente (central de atendimento) no programa de turismo social do regional paulista87.

Não consegui números absolutos na entidade em relação à quantidade total de profissionais que possui, ainda assim me parece ser uma das instituições brasileiras que mais gera empregos para turismólogos e, de certa forma, valoriza sua formação, com um salário justo, dando chances de crescimento profissional dentro do Sesc. De acordo com a equipe técnica do Sesc-DN, há uma orientação para que, ao buscar profissionais no mercado, os departamentos regionais procurem profissionais formados na área pertinente,

87 Estas informações foram obtidas nas coordenações de turismo social do Sesc-DN e do

111

ou seja, há de certa forma priorização para a contratação de turismólogos para os respectivos setores de turismo.

No entanto, no Sesc-SP Kieling salienta que o ingresso é feito por meio de diferentes processos seletivos, onde a formação dos participantes é bem diversificada. Neste sentido, ela diz que não se pode afirmar que o Sesc-SP é uma empresa que gera empregos para o setor de turismo somente pelo fato de ter pessoas com esta graduação no quadro de funcionários, e nem que estas pessoas estão atuando diretamente na área de turismo social. Kieling reafirma que a riqueza do programa está na composição de uma equipe multidisciplinar, constituída por indivíduos de distintas formações como turismo, educação física, gerontologia, história, pedagogia, sociologia, filosofia, arte educação, e etc88.

Todavia, percebe-se uma compreensão limitada a respeito do lazer e de suas possibilidades por parte de alguns profissionais do Sesc, muitos enxergando a relevância do turismo, por exemplo, somente como ferramenta89. Nota-se que há uma “necessidade” profissional em demonstrar internamente na instituição e externamente para a sociedade a importância da experiência turística articulando-a unilateralmente aos conteúdos da educação formal90.

88 Neste ponto, posso confirmar a fala de Denise acerca da diversidade de formações no

departamento regional paulista, quando trabalhei durante a temporada de verão (2004-2005) como animador cultural no Sesc de Bertioga.

89 Trouxe esta questão no item 1.1.1, ao resumir algumas reflexões realizadas na minha

dissertação de mestrado, em que analiso o TJC, projeto que fora subsidiado pelo Sesc-RJ.

90 Sobre essa questão, no encarte “Educação nas férias pode ser divertido” (Sesc-SP), Kieling

(entrevistada da pesquisa, uma das coordenadoras do turismo social da Gepse/Sesc-SP) traz interessantes reflexões (anexo 20).

112

Em contraponto ao já mencionado estímulo que o departamento regional de São Paulo dá para uma formação internacional e diversificada de seus profissionais, o corpo técnico do Sesc-DN apresenta uma visão mais geral/nacional da entidade, ao assumir a carência de mão de obra em vários regionais, tanto em quantidade quanto em qualidade: “o trabalho é feito muitas vezes com equipes restritas”; na opinião deles, tem-se a estrutura física (vide os diversos meios de hospedagem do Sesc espalhados pelo Brasil), porém, para ampliar a demanda seria necessário a contratação e a capacitação de profissionais que pudessem executar um maior volume de trabalho. Além disso, as políticas comerciais entre os departamentos regionais – na conjugação entre emissão e recepção, sobretudo envolvendo grupos de turistas – nem sempre se coadunam de maneira eficaz.

Após reconhecer o funcionamento do turismo social de forma geral, no próximo subcapítulo tratarei do aumento do fluxo turístico no departamento regional do Serviço Social do Comércio do estado de São Paulo, e da paulatina aproximação deste à Organização Internacional de Turismo Social.

113

Benzer Belgeler