İLKÖĞRETİM 5. SINIF ANALOJİLERİNİN SINIFLANDIRILMASI
5. SONUÇ ve ÖNERİLER
5.2. ÖNERİLER
Uma interessante questão para investigação diz respeito à relação que se estabelece entre a dimensão da estratificação social e os usos do tempo. A
teoria da classe ociosa (1965) de Thorstein Veblen pode ser interpretada dessa
forma, já que ele examina como certa classe de pessoas vive e se relaciona com as outras classes existentes na sociedade. Mais precisamente, ele tinha como referência empírica a cultura burguesa norte-americana do fim do século XIX. Contudo, a teoria proposta por Veblen é repleta de exageros e preconceitos os quais seriam, no século XX, destruídos à luz dos achados mais recentes da historiografia e dos estudos antropológicos. Mesmo assim, para os interesses deste estudo, a teoria vebleniana foi apresentada mantendo as características originais, tendo-se o cuidado de lê-la apenas como um registro de idéias que são reconhecidamente ultrapassadas. Posteriormente, entretanto, será realizada uma interpretação do contexto contemporâneo que tem inspiração nas idéias ultrapassadas de Veblen, estando esta última em consonância com o conhecimento atual e sendo de interesse direto para a análise empírica que foi proposta.
Voltando-se, então, à teoria de Veblen, pode-se afirmar que as formas de diferenciação interna que se desenvolveram nos grupos sociais ao longo da
história tem como base a emulação pecuniária. A história mostra que a evolução dos processos econômicos envolve uma luta entre homens pelos produtos destes mesmos processos, que tem início com as atividades básicas de subsistência, porém, se desenvolve com o surgimento da propriedade, da produção de excedente e o estabelecimento da riqueza como signo de honra. O início da propriedade privada coincide com o surgimento da classe ociosa, composta exclusivamente por homens. Esta estabelece a primeira forma de propriedade sobre os escravos, mulheres e os dependentes. Posteriormente, estabelecem a posse sobre o produto do trabalho dos últimos. Com o aumento do trabalho do tipo industrial, a acumulação de bens corresponde cada vez mais à posse de riqueza adquirida através do trabalho de outros. Por outro lado, as oportunidades de distinção social através da manifestação direta de força são cada vez menos freqüentes e aceitáveis. A propriedade se torna, portanto, a base convencional da estima social e da auto-satisfação, o que Veblen chama de “honorabilidade pecuniária”.
A aquisição e acumulação de bens, de acordo com este mecanismo de distinção, não se justificam pelo consumo simplesmente, mas, sim, pela emulação. A posse confere honra e, conseqüentemente, uma divisão injusta, diferenciadora. O objetivo real da posse sempre foi, segundo Veblen, a distinção odiosa entre os que possuem e os que não possuem. Como que desvendando uma realidade escondida à primeira vista, Veblen afirma, com base nos motivos acima descritos, que o desenvolvimento da propriedade não guarda relação com a subsistência dos seus possuidores.
Portanto, pode-se dizer que, segundo a teoria de Veblen, a classe ociosa não é um dado permanente da história humana, surgindo em um ponto do processo de evolução da diferenciação social nos grupos humanos. Entre os selvagens e primitivos não existia uma classe ociosa. Esses grupos possuíam um estilo de vida pacífico, eram sedentários e a propriedade individual era precariamente desenvolvida enquanto uma instituição social. Nos estágios inferiores da
barbárie, a classe ociosa também não era tão definida, mas já era possível perceber a diferenciação de funções como base da estratificação social. A distinção mais marcante nesse estágio se dá entre homens e mulheres. Os primeiros se dedicam às atividades da guerra, à caça e pesca, aos esportes e aos rituais de devoção. Por outro lado, as mulheres se dedicam à criação dos descendentes, ao preparo dos alimentos, etc., ou seja, boa parte das atividades que garantem a subsistência do grupo.
A classe ociosa surge nos estágios mais avançados da cultura bárbara, que institui um modo de vida predatório, baseado na guerra e na caça e na qual a maioria dos membros garantia a sobrevivência do grupo com o trabalho diário, liberando alguns membros para a realização de outros tipos de atividades. O desenvolvimento de signos de diferenciação teve início, então, com o surgimento da distinção entre um tipo de trabalho rotineiro, ligado à subsistência, e as atividades que envolvem algum tipo de façanha ou proeza.
Essa diferenciação se deu primeiro entre o que ele chama de ocupações industriais e ocupações honoríficas. No primeiro grupo de ocupações se enquadra todo o tipo de trabalho diário e rotineiro, que envolve principalmente a atividade manual e de subsistência, sendo comumente realizado pelos escravos, dependentes (criados, empregados, etc.) e pelas mulheres. O segundo grupo de ocupações corresponde às que não envolvem qualquer atividade produtiva ligada à subsistência, mas estão ligadas à realização de alguma proeza ou façanha. A guerra, o sacerdócio, a governança e os esportes são atividades típicas deste grupo de ocupações e são realizadas comumente pelos membros da classe nobre, sacerdotal e seus agregados.
O costume e o bom-senso proíbem os homens das classes superiores de exercerem qualquer tipo de atividade ligada à subsistência. Entre a classe ociosa e as classes inferiores estão os que exercem atividades honoríficas secundárias e que possibilitam a realização das atividades da classe superior, como a fabricação e cuidados com armas e instrumentos de guerra em geral, manejo e cuidados de cavalos, cães e outros animais, preparo de utensílios sagrados, etc. De toda forma, se estabelece um limite nítido entre as atividades desagradáveis e rotineiras e aquelas que envolvem proeza espetacular, exibição de força, habilidade ou sabedoria.