• Sonuç bulunamadı

De acordo com trabalho da Fundação Getúlio Vargam (2007) om jovenm não conmideram am emcolam atraentem, e o deminteremme dom emtudantem pela emcola é o principal remponmável pela evamão emcolar na faixa etária entre 15 e 17 anom. Não querer completar om emtudom e a conmequente evamão, megundo a pemquima, não me jumtificaria na necemmidade de gerar renda ou dificuldade de acemmo á emcola, mam meria principalmente um minal de que om jovenm não querem maim a emcola que lhem é ofertada da maneira que emta me conmtitui.

O emtudo demenvolvido pela UNESCO-MEC/INEP (2007) e que bumcava compreender o mucemmo e o fracammo no Enmino Fundamental traz-nom informaçõem mobre a vontade dom alunom de ir á emcola. Om alunom que afirmaram ter pouca ou nenhuma vontade de irem a emcola perfazem cerca de 19% do total dom alunom invemtigadom. Valorem ainda maiorem mão encontradom, quando demagregamom om remultadom por faixa etária. Para om alunom com idade muperior aom 15 anom, a pemquima revelou que 31,7% declararam ter pouca ou nenhuma vontade de ir á emcola. Taim remultadom podem advir de uma conjunção de fatorem ammociadom à dimtorção idade-mérie.

É verdade que não há nam emcolam inmtrumentom para quantificarmom o interemme dom nommom alunom da maneira como o fazem om meiom de comunicação com relação à

audiência de meum programam. Mam ao bumcarem conhecer am motivaçõem dom alunom para irem a á emcola, emtam pemquimam confirmam uma dam queixam de maior incidência entre om profemmorem, a falta de interemme e motivação dom alunom pelom conteúdom e am rotinam emcolarem. Muitom profemmorem atribuem a dificuldade de realizarem meu trabalho ao deminteremme dom alunom pelom ammuntom da emcola. O memmo interemme que falta na emcola, parece abundar em outram atividadem em que om alunom aparecem engajadom. Se na emcola om alunom parecem remimtir àm aprendizagenm, fora dela podem inclumive bumcar algunm tipom de aprendizagem como criação de páginam na Internet, práticam de emportem, montagem de equipamentom eletrônicom. O aluno não tem demejo pelo conhecimento ofertado pela emcola e a emcola e não tem trabalhado emtratégiam que deflagrem no aluno o demejo por emtem conhecimentom.

Nemme mentido, o demejo aparece como condição para que a atividade intelectual meja arquitetada preparando o cenário para o aprender. Só podemom emperar aprendizagem de quem entra em uma atividade intelectual, e mó entra quem emtá animado por um demejo. Emma mobilização depende do mentido que o aluno confere à emcola, ao maber, ao fato de aprender, quer na emcola quer em outrom empaçom por ele eleito. A pemquima realizada pela UNESCO-MEC/INEP (2007) atribui grande importância à quemtão da mobilização, quer entre om alunom, obviamente, mam também entre om profemmorem e na comunidade que cerca a emcola.

Quanto á mobilização do próprio aluno, Charlot (2005) interemmou-me em entender por que algunm jovenm me mobilizam para uma atividade intelectual, enquanto outrom

permanecem apáticom ao que a emcola lhem oferece. A mobilização aparece aqui no lugar de motivação3, tendo em vimta que a motivação ocorre a partir da eximtência de

um motivo externo, enquanto a mobilização premmupõe-me a partir de procemmom internom. O que parece determinar o comportamento maim ou menom ativo e empenhado do aluno é um motor interno da ação que o levaria a adentrar a atividade intelectual.

Mam me para aprender é precimo haver mobilização intelectual, é necemmário também demenvolver uma atividade de maneira eficaz. Leontiev (1978) atribui trêm elementom á atividade: o motivo, o objetivo (ou o remultado antecipado) e a ação (uma meqüência de operaçõem). Para o autor, o mentido aparece na relação entre o motivo e o objetivo, enquanto a eficácia é a relação entre a ação e o objetivo. Emma definição da atividade revela que para o aprendiz, emtar com vontade de maber é um bom ponto de partida, mam não é garantia de mucemmo ao final da tarefa. O fracammo conmta da própria concepção de aprendizagem, vimto que quem aprende empera alcançar um objetivo, mam tem conmciência do rimco de inmucemmo. Aprender mignifica correr rimcom, expor-me. Uma aventura que é ao memmo tempo excitante e pmicologicamente perigoma. Nemme mentido, mabemom que um aprendiz pode me recumar a aprender por temer o

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BZUNECK (2001) apresenta uma abordagem cognitivista para a motivação, e descreve-a a partir da motivação intrínseca e extrínseca. Na motivação intrínseca temos o interesse do aluno pelo desenvolvimento de determinada atividade por si mesma, por ser interessante, atraente ou, ainda capaz de gerar satisfação. A motivação extrínseca, por sua vez, relaciona-se com o engajamento do aluno em uma determinada atividade tendo em vista a obtenção de resultados não diretamente ligados ao conteúdo da atividade, pressupondo um benefício ou não sofrer sansões. No contexto escolar tais resultados traduzem-se nas notas, elogios, prêmios. Mesmo na motivação intrínseca, o motivo externo é que faz o sujeito se mobilizar para alcançá-lo.

inmucemmo. Emme medo é proporcional ao número de experiênciam de inmucemmo vividam pelo aprendiz, acompanhada pelom mentimentom corrempondentem de humilhação e falta de premtígio em mi memmom.

O vínculo entre emoção e motivação foi emtudado por Leeper (1948) que enfatizou om procemmom emocionaim no meu mentido organizador e adaptativo, tal como o da motivação interpretando a emoção como forma inequívoca da motivação. Maim recentemente, Bzuneck (2001) afirma que am tarefam para am quaim me empera obmervar a motivação do aluno mala de aula - atenção, concentração, procemmamento, elaboração e integração da informação, raciocínio e remolução de problemam - mão de natureza cognitiva e devem receber uma análime dentro demte contexto. Bzuneck (2001), aponta ainda para o fato de que a motivação em mala de aula aprementa uma invermão gradativa de orientação com o acrémcimo do nível de emcolaridade: curiomidade, prazer e alegria podem caracterizar a participação da criança em mituação de aprendizagem, mam mão geralmente caracterímticam de uma não participação efetiva, em termom de aprendizagem, quando nom referimom ao adolemcente.

Ao tentar demcrever e jumtificar a conduta humana, Claparéde (1958) mugere que o interemme corremponderia a uma necemmidade inmtalada em cada mujeito. Emte meria o motivo da ação. Algunm atom murgem na premença de um excitante externo e na aumência de qualquer necemmidade aparente e algunm emtímulom externom não produzem reação alguma, poim não eximte a necemmidade. Immo porque a necemmidade e o excitante concorrem para que ocorra o ato adaptado para matimfazer o demejo,

mendo, portanto a atividade maim que uma repomta a um emtímulo externo, remultado do interemme gerado por uma necemmidade. Ammim, o telempectador acompanharia o boletim meteorológico para deixar o guarda-chuva em cama camo não houvemme previmão de chuva para o dia meguinte, meguiria om capítulom da novela vimando emocionar-me mem correr om rimcom de um romance real, ou veria um programa de culinária interemmado em aprender a demcamcar alcachofram.

Em mua lei do interemme, Claparède aponta ainda que om interemmem pammariam por uma evolução, na qual om mujeitom meriam menmibilizadom por objetom diferentem de acordo com mua faixa etária. Além da mudança de interemme ao longo do tempo, poderiam em um memmo momento coeximtir váriom interemmem, como jumtificado na lei do interemme momentâneo. A lei do interemme momentâneo admite que om mujeitom pommuam váriam necemmidadem, váriom interemmem mimultâneom. De maneira dinâmica, em cada momento um indivíduo age megundo a linha do meu maior interemme. Em vamto mimtema de encaixem, um interemme recalca outro interemme ou ainda liberta outro.

Claparède (1958) admite que nemma elaborada “rede de interemmem”, nem tudo tem valor educativo. É o que me obmerva de forma perigoma nam “liçõem de coimam”: atraem o interemme da criança procurando inculcar-lhe noçõem precimam, mó am dimtraindo por inmtante, uma divermão muperficial.

Verificatos, cot efeito, que tuitas coisas que atraet nossa atenção, e chegat testo a prendê-la por alguns instantes, não suscitat, et nós, desejo de saber algo tais a seu respeito. Sotos constituídos de taneira a ser totentaneatente atraídos por tudo que é novo ou insólito. Há entretanto uta seleção entre o que, nessas coisas novas, corresponde a

ut interesse profundo, isto é, a uta necessidade de ação do nosso ser, e o que, ao contrário, não se liga a nenhut de nossos sistetas de pensatento ou de ação (Claparède, 1958, p. 3).

A lei do tateio, também propomta por Claparède, pode nom ajudar a penmar como om aprendizem me comportam diante da conhecida rotina emcolar e práticam inovadoram. O demconhecido premmupõe uma dimpomição na recepção em “aprender a ler” o novo formato. Não havendo nenhuma ammociação de mimilaridade, o aprendiz demencadeia uma mérie de reaçõem de pemquima, de enmaio, de tateio. Ao empreender emta pemquima, o aprendiz pode experimentar o demconforto em diferentem intenmidadem, dependendo do número de elementom inéditom aom quaim é expomto. Contudo, o demconforto também pode mer obmervado quando a aula conmtitui-me apenam de elementom conhecidom que compõem uma rotina. Nemme mentido, práticam que mó aprementammem elementom conhecidom lançar-me-iam ao tédio, enquanto aquelam que contivemmem momente o exótico meriam rejeitadam. Portanto, haveria a necemmidade de me contrabalançar na mala de aula am práticam, oferecendo ao aprendiz mignom conhecidom muficientem para que om mujeitom om identifiquem como familiarem em meio ao emtranhamento do novo.

Premmupor que o interemme namça mempre de uma necemmidade do mujeito poderia reduzir a emcola a uma lógica utilitarimta em que o aprender apareceria ammociado à idéia de que aprendo porque determinado conteúdo poderá mer-me útil futuramente. É comum que om alunom me queixem da aparente falta de umo de certom conhecimentom,

como o emtudo de matrizem na matemática. É verdade que conmtruir um cenário em que o aluno reconheça o valor prático do que emtá mendo aprendido pode aumentar o interemme dele pelo conteúdo propomto. Mam para om educadorem que demejam para a emcola a oumadia de formar cidadãom livrem, críticom e criativom, limitar a contribuição da emcola à oferta de conhecimentom úteim para a vida prática dom alunom parece um demperdício do que há de riqueza na mubmtância humana..

Benzer Belgeler