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UFRYK 19 ‘Finansal Yükümlülüklerin Özkaynak Araçları Kullanılarak Ödenmesi’

2.5 Önemli Muhasebe Politikalarının Özeti (devamı) Finansal Araçlar (devamı)

A coleta de dados foi realizada de julho a agosto de 2007 seguindo estes passos: primeiramente foi feito o aprimoramento do instrumento por intermédio da aplicação de 4 (quatro) questionários no abrigo masculino. A partir destes quatro questionários foi elaborado um instrumento final, com a escala Likert e aplicado a outros 11 (onze) meninos (diferentes dos quatro que já haviam contribuído). No entanto, a escala Likert destes onze questionários foi reelaborada com objetivo de contemplar, com mais fidelidade, as imagens surgidas. Foi preciso, então, aprimorar outro questionário para ter um definitivo. Este foi construído a partir da utilização, como pré-teste, dos onze questionários já aplicados. Os quatro primeiros questionários foram excluídos.

O segundo aprimoramento do instrumento foi feito também no abrigo dos meninos, para o instrumento final ser aplicado tanto na instituição masculina como na feminina. O fato de ter sido feito o aprimoramento no abrigo masculino não impede uma aplicação para o abrigo feminino, pois o mesmo contemplou a realidade de abrigamento, independente do sexo do respondente.

A primeira etapa da coleta de dados se deu por meio dos Mapas Afetivos. O diário de campo começou a ser registrado a partir deste primeiro momento. Os meninos foram os primeiros a colaborar com o levantamento das informações. O abrigo masculino cedeu uma sala para que a pesquisa fosse realizada com mais reserva e cuidado. Em pequenos grupos de três ou quatro meninos o questionário foi aplicado sendo precedido por explicações e deixava claro que a participação era voluntária. Quem sabia ler, lia só e fazia alguma pergunta, tirava alguma dúvida. Mesmo se não havia perguntas, eu sempre falava em linhas gerais sobre o trabalho.

A direção e o setor de Psicologia da instituição acolheram muito bem a proposta da pesquisa. Os meninos foram muito colaborativos embora fosse preciso insistir em alguns casos até que eles conhecessem a proposta. Nem todos os adolescentes da instituição foram alcançados pela pesquisa, pois alguns estavam fazendo cursos fora do abrigo, outros estavam na escola e alguns poucos não quiseram nem conhecer a proposta.

Mesmo após a segunda etapa, as entrevistas, foi preciso retornar ao abrigo masculino. O retorno se deu para aplicação do questionário novo, pois este tinha uma nova escala Likert, com mais itens e contemplando quatro imagens: pertinência, agradabilidade, contrastes e atração. Somente três questionários foram aplicados neste último momento no

abrigo masculino porque a maioria dos jovens que estava no abrigo e queria colaborar já tinham participado da primeira coleta de dados.

Quanto às entrevistas foi preciso somente um dia para ter a colaboração de cinco meninos. Foi um procedimento tranqüilo e que fluiu bem com todos os adolescentes. No total foram feitas quatro visitas para a finalização da coleta de dados no abrigo masculino. Todas as visitas estão registradas no diário de campo em anexo.

Logo depois das entrevistas realizadas com os meninos iniciei o trabalho no abrigo feminino. Neste, o processo foi um pouco mais difícil porque não havia uma sala onde houvesse privacidade para realizar a coleta dos dados e as meninas eram menos colaboradoras. Os dados foram colhidos no grande espaço verde e cheios de sombra que a instituição possui. Eu tentava ficar longe de grupos de adolescentes e de funcionários.

Outro obstáculo foi uma grande diferença encontrada entre os abrigos: parece que as meninas passam pouco tempo abrigadas, ao contrário dos meninos. Isto impedia que, ao retornar à instituição, fossem encontradas as mesmas meninas que já haviam contribuído com o questionário, lhes restando apenas a entrevista. Por exemplo, uma das pesquisadas havia voltado para casa e outra foi transferida. Não foi possível fazer entrevistas com estas meninas. Por conta destas e outras dificuldades (algumas adolescentes estavam na escola ou fazendo cursos, ou não queriam participar da pesquisa) foram aplicados somente sete questionários23 e feitas quatro entrevistas. Foram feitas três visitas à instituição feminina (com registro no diário de campo em anexo) para o término da coleta de dados.

No abrigo feminino também houve excelente receptividade à pesquisa por parte da direção, das educadoras e das técnicas. Interessante notar que há predominância do sexo feminino na equipe que acompanha o atendimento às meninas e do sexo masculino para a equipe que atende os meninos. Talvez seja uma estratégia de contribuir para identificação dos (as) adolescentes com quem convivem nas instituições.

As meninas se opuseram mais para contribuir com a pesquisa, e algumas que participaram o fizeram colocando alguns obstáculos (sem interesse em participar) mesmo após todo o procedimento de explicação e sigilo garantidos. Em um dia de coleta de dados havia a queixa de brigas entre as meninas, o que provavelmente contribuiu para que as adolescentes estivessem menos dispostas a participar de uma atividade nova. Palavras como “brigas”,

23 Também ofereci ajuda para aquelas que não sabiam ler e escrever bem para responder ao questionário do Mapa

“confusões” aparecem nos questionários dos Mapas Afetivos certamente devido ao que viviam na instituição.

Apenas nove dos vinte e um sujeitos participaram da segunda fase da pesquisa, a entrevista. Houve um critério de escolha dos (as) adolescentes para este segundo momento que foi pela imagem surgida no Mapa Afetivo. Este critério se firmou no intuito de fazer paralelos entre as imagens e os afetos entre os (as) adolescentes e a família de origem. A adesão voluntária também foi uma forma de reduzir o número de sujeitos para ser possível um maior aprofundamento das informações coletadas, já que nem todos (as) quiseram continuar contribuindo para a pesquisa.

O registro do diário de campo se findou com o término das entrevistas.

Benzer Belgeler