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ÖNCEKİ ÖRNEK KATILIM DENETİMİ UYGULAMALARI

Neste capítulo desenvolvemos a estrutura de um agente unitário tomador de

decisões de políticas de abatimento de emissões de GEE. Ele representa um governo que

toma suas decisões baseado em um conjunto de informações geradas por especialistas em

mudanças climáticas globais e um grupo de assessores sobre assuntos relativos ao seu país.

A estrutura desenvolvida é genérica e pode ser replicada para representar a

negociações internacionais sobre mudança de clima. Cada um desses agentes está equipado

com (Ver Figura I.7 da Introdução):

1. Um objetivo de desenvolvimento

2. Um conjunto de opções de abatimento que é atualizada no tempo através de regras de atualização.

3. Uma Metodologia que contém:

a) Base de Dados observacionais atualizável.

b) Um conjunto de Distribuições de Probabilidades atualizáveis. c) Um modelo de Analise Integrada contendo:

i) Um modelo climático.

ii) Um modelo Econômico e de Emissões. iii) Um modelo de custos de abatimento. iv) Um modelo de danos climáticos. 4) Um critério de escolha.

5) Horizontes de Planejamento e Antecipação ajustáveis através de Regras para aumentar a capacidade antecipatória e de planejamento, baseadas na evolução do conhecimento científico e econômico.

6) Um Conjunto de Regras para gerar um conjunto de opções de abatimento aceitáveis a partir da definição de limiares, de danos e custos, e das incertezas sobre mudança de clima.

Alguns elementos da estrutura dos agentes ainda estão por serem definidos

explicitamente. Mais exatamente, a metodologia de um país contém um critério

de decisão . Este critério permite ao agente escolher, dentre um conjunto de opções,

uma ação de abatimento que seja a melhor dadas as suas restrições na data de decisão . O

critério básico de decisão é a análise custo-benefício, mas existem outras ferramentas de

decisão que vão além desse critério e teremos mais a dizer sobre elas no Capítulo 5. Além

disso, os modelos constituintes da metodologia devem conter relações numéricas

(k) Φi (k) Φi i P (k) Ψi i k

entre as variáveis envolvidas e valores de parâmetros para que o agente possa obter

informações quantitativas específicas. No Capítulo 3 descreveremos um modelo MAI(k)

específico que usaremos nas simulações descritas no Capítulo 7.

Finalmente, deixamos implícito o fato de que cada agente ao projetar seus cenários

de emissões deve formular hipóteses acerca das ações de abatimento do outros países. Isso

se deve ao fato de que o aquecimento global depende das emissões globais e não das

emissões individuais. No Capítulo 6 voltaremos a esse ponto e formularemos

explicitamente a interdependência entre os países para dar respostas efetivas às mudanças

Capítulo 3

Um Modelo Integrado para Uso dos Governos

3.1 Introdução

No Capítulo 2 desenvolvemos um modelo de um agente governamental estilizado

que usa modelos do clima e da sua economia para analisar opções de abatimento. Esses

modelos foram descritos em termos de suas características gerais, e em princípio podem ter

graus variados de complexidade para diferentes agentes e em diferentes momentos do

tempo. Podemos dividir os modelos dos agentes em duas largas classes: a) agentes que são

equipados com mecanismos para escolher a cada momento k um modelo MAI dentre

um conjunto de modelos integrados, e b) agentes que não são dotados desta capacidade e

sempre usam o mesmo modelo. A representação de mecanismos de escolha entre

diferentes modelos e métodos em diferentes momentos exigiria uma representação dos

fatores, externos e internos aos agentes, que determinam as escolhas de um modelo por

parte de um analista, que vai muito além dos propósitos e possibilidades do presente

trabalho. Assim, nos restringiremos às situações mais simples em que os agentes não

mudam seus modelos para fazer seus cálculos e tomar as suas decisões ao longo da

seqüência de decisões, isto é, assumiremos que a estrutura de um permanece

inalterada, para qualquer k e qualquer governo . Isso não significa, entretanto, que os

valores dos parâmetros internos a esses modelos não possam mudar ao longo do tempo.

Estaremos interessados precisamente naquelas situações em que esses valores mudam e

(k) i (k) i MAI i P

estudaremos o papel que estas mudanças podem ter nas decisões finais de abatimento de

emissões.

O IPCC é um corpo de cientistas que desempenha um papel muito importante no

inventário, organização e comunicação do conhecimento sobre as mudanças climáticas

globais. Uma de suas virtudes é seu caráter unificador através de análises padronizadas e do

uso de modelos para gerar cenários de referência com os quais podem ser comparados os

resultados de muitos outros modelos sobre mudanças climáticas. Embora vários programas

de pesquisas desenvolvidos em diferentes países não usem os mesmos modelos, todos têm

no IPCC uma referência, e a publicação regular, de cinco em cinco anos, de seus relatórios

é um marco que fixa o estado da arte dos estudos das mudanças climáticas. Inspirados neste

fato, suporemos que os N governos compartilham o mesmo conhecimento científico

embutido no modelo sobre o clima global e as mudanças climáticas globais gerado

pelo corpo de especialistas, que aqui representa um painel internacional de cientistas como

o IPCC. Esse modelo climático comum implica que todos os agentes terão o mesmo

horizonte de antecipação, HP(k).

M

∆T

Os modelos da economia e emissões de GEE, dos custos de

abatimento e dos danos climáticos, serão considerados terem a mesma estrutura

diferenciando-se somente nos valores dos parâmetros e condições iniciais, para refletir as

diferenças regionais nos valores dos Produtos Internos Brutos e taxas de crescimento

econômico, nos custos marginais de abatimento e na vulnerabilidade às mudanças

climáticas. Os critérios de escolha Ψ serão considerados no Capítulo 4. Algumas destas simplificações poderão em trabalhos futuros ser abandonadas e desenvolvidos modelos

mais complexos dos agentes, que nos permitam explorar o papel que a heterogeneidade de

(k) Mi E (k) (k) Mi C Mi D (k) i

modelos, além das incertezas nos parâmetros internos em cada um deles, podem exercer na

coordenação política final dos países para tratar as mudanças climáticas .

A seguir desenvolveremos um exemplo de um modelo MAI clima-economia

integrado simples que os agentes usarão com as características acima descritas. Ele é uma

versão modificada do DICE de (NORDHAUS, 1992). Este modelo será utilizado por todos

os agentes negociadores no modelo das negociações sobre mudança de clima do Capítulo 6.

(k)

i

O modelo contém quatro sub-modelos: i) um modelo do sistema do clima; ii) um

modelo simplificado da economia nacional e das emissões de GEE; iii) um modelo da

vulnerabilidade às mudanças de clima; e iv) um modelo dos custos de abatimento. Cada

sub-modelo contém alguns parâmetros incertos aos quais associaremos distribuições de

probabilidades que podem mudar com o tempo. A partir dessas distribuições podem ser

calculados os valores esperados de cada variável pertinente (Figura 3.1).

i D

Figura 3.1: Estrutura do Modelo Economia-Clima integrado de cada governo usado neste trabalho para implementar a tomada de decisões seqüenciais de abatimento de emissões. As setas indicam o fluxo de informações entre os sub-modelos. Ver explicações nas Seções correspondentes a cada sub-modelo.

(k) MAIi Pi (k) Mi C (k) Mi E (k) M M ∆T Balanço Energético Ciclo do Carbono Modelo de Danos Climáticos

Modelo dos Custos de Abatimento Perdas Sociais Totais Crescimento do PIB Modelo Econômico e de Emissões Emissões

Apesar do modelo abaixo ser desenvolvido no contexto do objetivo do presente

trabalho, ele pode ser usado para outras finalidades. Sendo um modelo simples pode ser

usado sem dificuldade por qualquer pessoa ou instituição envolvida com o problema das

mudanças climáticas, como uma ferramenta de análise de custos e benefícios para um

conjunto de opções quantitativas de abatimento de emissões. Pode ser usado também no

ensino do problema básico de decisão em mudanças climáticas, para estudantes em nível de

graduação e pós-graduação, como uma ferramenta exploratória para ajudar na tomada de

decisão. Além disso, a transparência do modelo nos permite ver claramente as suas

limitações e nos ajuda obter uma visão crítica sobre várias análises que usam modelos

semelhantes para atacar as mudanças climáticas.

A seqüência da exposição seguirá a Figura 3.1 no sentido horário, partindo do

Modelo econômico, isto é: na Seção 3.2 expomos o Modelo da Economia de cada

país e das emissões resultantes da atividade econômica ; na Seção 3.3 descrevemos o

modelo climático ; na Seção 3.4 descrevemos o Modelo dos Danos Climáticos,

; na Seção 3.5 mostramos o Modelo dos Custos de Abatimento, ; na Seção

3.6 definimos as Perdas Sociais; na Seção 3.7 discutimos como analisar as opções de

abatimento no presente o modelo; e finalmente, na Seção 3.8 concluímos o capítulo com

uma síntese do modelo apresentado, apontando algumas limitações e sua extensão ao caso

das negociações sobre redução de emissões.

(k) Mi E (k) Mi M T (k) Mi D C

Benzer Belgeler