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BÖLÜM II: KURAMSAL TEMELLER VE ÖNCEKĠ ARAġTIRMALAR

II. 1.11.2.8 Karar verme

II.2. ÖNCEKĠ ARAġTIRMALAR

Entendemos que o processo de formação humana se constitui ao longo das trajetórias dos sujeitos em diferentes espaços de socialização. A construção de seus interesses, objetivos e crenças são, assim, frutos de sua relação consigo mesmos, com outros sujeitos e com a sociedade.

Embora considerando que este processo de formação esteja relacionado com diversas experiências e contextos, onde cada sujeito vivencia sua trajetória, pudemos observar que a formação escolar teve papel fundamental em suas vidas. É ponto marcante dos depoimentos analisados a influência que determinados professores do ensino básico ou a escola tiveram na trajetória dos sujeitos desta pesquisa, especialmente para despertar seus interesses e características individuais e para orientar suas escolhas sobre o caminho que prosseguiriam no início de sua vida acadêmica, optando pelas ciências da natureza. Os depoimentos que seguem evidenciam, em nossa compreensão, este fato:

Eu decidi fazer biologia ou ciências biológicas eu estava no ensino fundamental. Eu tinha um professor de ciências e eu tinha sempre muitas e muitas perguntas, de querer realmente entender o significado da vida. A vida sempre pra mim foi uma preocupação e buscar ter uma compreensão dela um pouco mais real, que eu entendo, mais racional e não religiosa. E eu encontrei na biologia esta resposta. Eu tive um professor que foi bastante decisivo naquela etapa, naquele momento no ensino fundamental. [...] E na época que eu fiz o ensino médio, o ensino médio estava passando por uma reformulação, então você faria opções, ou você ia mais pra exatas, ou pra biológicas. E eu sempre fui com as biológicas e durante o ensino médio eu tive professores que, ou faziam medicina ou eram professores na faculdade de medicina. Naquela época tinha uma ponte, era uma escola até perto da FAMERP, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. (Transcrição da entrevista com a Professora A, T2).

No ensino médio eu tive duas excelentes professoras de biologia, então eu me apaixonei. Na realidade, eu era apaixonada por biologia e por história, porque meu professor de história... ele ((suspiro)) ele contava história, sabe aquelas coisas que você fala assim “ai, que delícia”, imagina, ele contava mesmo. Eu era muito apaixonada, tanto que quando eu fui fazer o vestibular eu fiquei em dúvida. Poxa, será que eu faço biologia? Será que eu faço história? Porque desde a quinta série eu tinha um professor de ciências. Nossa, professor Tato, ele dava ciências e matemática. Ele era ótimo também, então ele fazia umas coisas assim pra gente entender a ciência, parecia mágico mesmo quando ele fazia alguns experimentos que a gente falava: “Gente, que lindo”, então eu sempre gostei desta investigação, sabe eu quero ver o que acontece, eu quero ver. Meu irmão mais velho ele botava uns rádios, olha que loucura. A gente tinha tipo um galinheiro em casa, pense que isto é década de 70 ((risos)), nós tínhamos um galinheiro em casa sem galinhas, era só o espaço. Aí ele botava os rádios, na época era de válvula ainda, sem a capa da válvula atrás assim e tudo fora de sintonia, então ficava unhemunhem... Ele falava que a gente estava em uma nave espacial e aquela era nossa comunicação ((risos)). A gente tinha muita essa coisa de investigar o que estava acontecendo. Aí esse professor de ciências despertou em mim muito isso. (Transcrição da entrevista com a Professora B, T2).

Eu fiz técnico em cerâmica, em período integral no SENAI em São Caetano. [...] Quando você mexe com cerâmica, você mexe com a parte de geologia, muito forte, terra, você conhece a parte de ecossistemas, tudo onde fornece determinados tipos de argila, determinadas pedras e elementos químicos da natureza, então você acaba tendo que conhecer os ecossistemas e se aprofundar mais. Eu tive professores de ciências de 5ª a 8ª série, que eram apaixonados também por isso, então tratar da vida animal, dos ecossistemas era algo muito comum na fala dos meus professores. (Transcrição da entrevista com a Professora C, T8).

Eu, na verdade, eu queria fazer mesmo, o que eu queria fazer era odontologia e por ser de condição pobre, não ter condição financeira, meus pais não tinham condição, eu acabei caindo na área da biologia e assim, passei. Não passei em odontologia e passei em biologia e foi o que acabei fazendo e acabei gostando da biologia. E hoje eu paro e penso e fico refletindo, na época das minhas aulas, da época de ensino fundamental, e o que eu vejo, assim, as aulas de ciências eram as que mais eu gostava de fazer e as que mais eu recordo. As outras, eu não... não era nada. Então eu tinha, assim, coleção... a professora pedia pra fazer coleção de pedras, pra fazer trabalhos com flores, com folhas, então eram trabalhos que a professora desenvolvia diferente, então eu acho que isso já veio embutido lá no finalzinho. Eu não sabia bem o que era e acabei caindo na biologia e acho que hoje é melhor a biologia do que odontologia. (Transcrição da entrevista com a Professora D, T4).

Podemos notar, também, atreladas a essas escolhas características pessoais distintas entre os sujeitos investigados, que, de alguma forma, entendemos terem sido reforçadas pela atuação destes professores.

Na trajetória da Professora A, por exemplo, identificamos uma busca voltada ao questionamento sobre o significado da vida, que procura respostas “reais” e “racionais” para tentar fugir de explicações religiosas, o que ela aponta ter encontrado na biologia. Sua relação com a vida, de forma mais ampla, também é denotada quando ela relata a mudança de ênfase no curso de graduação, passando de biologia animal para ecologia, por não conseguir matar animais, atividade necessária nas aulas práticas. O momento desta decisão é retratado no trecho que segue e mais uma vez há influência da figura de um de seus professores, o qual ela destaca ter contribuído não apenas para sua formação profissional, mas também pessoal, pelo elo e vínculo criado nas relações que se estabeleceram entre ambas:

Comecei fazendo biologia animal, só que desisti logo de cara, porque eu não consigo matar animais. Então fazia parte das aulas, das aulas práticas, cada dupla tinha lá um rato, um camundongo pra que eles realizassem a pesquisa do dia, o tema do dia. E eu não conseguia matar o bichinho ao final, porque todos morriam ao final. Porque na UNB tinha uma coisa muito bacana, chegávamos lá e tínhamos um orientador. Eu, no caso, tive a felicidade de ser orientada pela professora Cecília, que era da bioquímica. E cada decisão que eu precisava tomar era com ela que eu conversava, as disciplinas que eu ia cursar. E o relacionamento também era até fora da escola, de frequentar a casa dela, era algo assim bastante acolhedor, tanto do ponto de vista da pessoa, quanto do ponto de vista profissional. Então a professora Cecília me orientou até os quatro anos que eu fiquei lá. Aí eu falei pra ela que eu não aguentava mais, então eu fui pra ecologia. Porque, naquela época, o curso da UNB você fazia opções, ou bioanimal, ou vegetal, ecologia, biomedicina. Tinha uma divisão, foi logo no final desta divisão. A partir daí as coisas correram bem. (Transcrição da entrevista com a Professora A, T2).

No relato da Professora B, por sua vez, fica revelada uma vontade investigativa, que vem desde as brincadeiras de infância e que ela indica terem sido despertadas pela atuação de seus professores de ciências. Todavia, a Professora B aponta algumas dúvidas entre biologia e história durante seu período de escolha pela graduação. Identificamos que a decisão foi realmente consolidada a partir do estímulo recebido de um colega, que lhe ofereceu como presente um livro e a incentivou a escolher a biologia, por ser algo “fantástico”, como mostra o trecho a seguir:

Mas eu tinha aquela coisa da investigação e essas duas professoras de biologia foram fantásticas e o professor de história... Eu ficava, ai, será que eu vou? Será que eu não vou? Caramba! No frigir dos ovos... ai, quer saber de uma coisa? Eu vou fazer biologia, porque tinha uma outra pessoa, um menino que estava fazendo biologia, ele era cliente nosso do comércio e ele falou: “Olha...” Ele me deu um livro, ele falou assim: “Olha que legal, é fantástico”. E era um livro do Dajoz de ecologia, olha só, não sei se você lembra, sabe o Dajoz? Ele é um autor antigo pra caramba e ele falou assim: “Lê, vê, é muito legal”. Eu falei, quer saber de uma coisa? Eu vou fazer. (Transcrição da entrevista com a Professora B, T2).

Na narrativa da Professora C, percebemos que estes vínculos são evidenciados em sua relação com os conteúdos e temas ambientais, os quais são reforçados pela “paixão” identificada em seus professores ao tratar de tais temas. Durante seu curso técnico e, posteriormente, na graduação, a Professora C também relata ter sido contagiada pela “paixão” de um de seus professores e ter encontrado nele um exemplo de “mestre”, o que ela aponta ter inspirado a constituição de seu ideal do que é ser professora, como podemos observar no excerto:

Quando eu fui pro SENAI, eu tive um professor de geologia, que era o Ronaldão, que era um muso inspirador mesmo e ele era um mestre mesmo. Ele foi uma pessoa que marcou muito a minha vida, porque hoje quem eu sou como professora, eu tenho ele como exemplo de professor. Ele já é falecido. Ele falava da natureza, da geologia, das estrelas, dos mares, nas coisas que aconteciam no fundo do mar com tanta paixão, que ele me contagiou por esta paixão. Quando eu terminei o SENAI, eu queria fazer faculdade de Belas Artes, porque eu tenho uma veia artística muito latente, mas na época eu não tinha dinheiro pra isso, eu tinha que trabalhar pra pagar a escola, então, eu fui fazer química ((risos)). Então, imagina, alguém que tem uma veia para artista e vai fazer química? A faculdade que eu fiz de química me dava licenciatura curta em ciências, licenciatura curta em matemática e a plena em química, com a carga horária muito forte de biologia, de física e de matemática no ensino médio e então, por isso, eu posso lecionar em todas estas áreas. Eu sempre fui uma aluna que nunca colei, eu não tenho este perfil, então eu fiz a faculdade na raça mesmo, por gostar, por ser apaixonada. E na faculdade eu tive a sorte que o meu professor de geologia da faculdade também foi o Ronaldão. Então meu mestre de três anos no SENAI, eu tive dois anos com ele na faculdade, a paixão continuou. (Transcrição da entrevista com a Professora C, T8).

Ainda que possamos identificar no depoimento da Professora C uma certa frustração por não ter seguido a carreira na área das artes, percebemos que a paixão pelos temas ambientais acabou por suprir esta necessidade e em seu depoimento há sempre revelado um contentamento com relação às ciências naturais e às escolhas feitas em sua trajetória acadêmica. Mais adiante em sua trajetória, a Professora C cursa especialização em docência de ciências, destacando a investigação de uma das ações desenvolvidas na escola com a temática ambiental.

Algumas dúvidas e certa frustração também são relatadas no depoimento da Professora D, que aponta ter interesse em fazer odontologia, mas acaba, conforme expressão que ela mesma utiliza, “caindo” na biologia. Em seu depoimento, um dos fatores marcantes do processo de sua escolha acadêmica é que ela aponta uma falta de estrutura e orientação familiar para guiar suas escolhas iniciais, conforme trecho a seguir, o que, podemos sugerir,

acaba destacando a importância da influência da escola, especificamente das aulas de ciências, durante seu processo formativo:

Naquela época, eu, pelo menos, não tinha. Meus pais eram muito humildes, então, não tinha muito um esclarecimento, nem orientação de: “Olha, faz isso ou faz aquilo, ou que caminho você vai seguir, ou o que é melhor ou não” [...] Não foi uma coisa assim, que nem hoje: “Ah, é um sonho com isso ou aquilo”, que a gente tem uma base, vai estruturando o filho para seguir... Não tinha isso, meu pai e minha mãe... Minha mãe, no segundo ano primário, meu pai, a quarta série, então não tinha estrutura nenhuma. Meus irmãos não eram formados em nada, mal terminaram o ensino médio, então não era uma família de gente que tinha... Então, eu fui, eu fui indo e caí na biologia ((risos)). (Transcrição da entrevista com a Professora D, T4).

A Professora D, assim como a Professora C, acaba relatando seu contentamento pela biologia e cursa, posteriormente, especialização em ciências. Mais adiante em sua trajetória profissional, especialmente na Diretoria de Ensino da Região Sul 3, em São Paulo, o envolvimento com a educação ambiental irá despertar sua paixão por esta e proporcionar outros momentos para a sua formação na área, participando de cursos e elaborando cursos para outros professores da rede.

A paixão pela biologia também é bastante presente nos relatos da Professoras A e da Professora B, que em vários trechos e passagens revelam sua busca constante por alcançar uma formação que responda aos seus interesses e objetivos mais amplos, de vida e profissionais. Ambas destacam, em seus relatos, experiências significativas em estágios ou programas voltados à preparação para a vida profissional, o que não identificamos na trajetória das demais professoras. Estas experiências podem ser compreendidas como contribuições relevantes para a formação das professoras e para orientar os caminhos e escolhas posteriores da Professora A e da Professora B.

Na trajetória da Professora A, podemos perceber que os estágios foram bem importantes para a sua formação, um deles, destacado em sua narrativa, busca retratar sua participação em um projeto do Ministério do Planejamento, que articulava a questão ambiental com as questões sociais em um território bastante conflituoso do Acre. Em seu depoimento sobre esta experiência, a Professora A traz elementos que apontam sua compreensão de não estar apta pela sua formação técnica a atuar em um contexto imerso em relações conflituosas, reconhecendo a necessidade de algo mais em sua formação e novamente tomando como referência o diálogo com seus professores:

Durante a graduação, eu também fiz um estágio em ecologia humana com um professor que, na época, era o professor Jair. [...] Bom, e fazendo este curso, eu tive também a oportunidade de fazer um estágio no IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que é do Ministério do Planejamento. [...] participava deste projeto de proteção do meio ambiente e das comunidades indígenas num trecho da BR 364, Acre. No Acre. Na época, o IBAMA não era IBAMA era SEMA. Tinha o IBDF, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, tinha o INCRA, tinha a FUNAI. Todos os órgãos envolvidos com a questão estavam, participavam das reuniões [...] Isso foi em 86, tinha muita discussão na época, não, briga por terras mesmo. Então, tinham as pessoas, acho que foi

até consequência daquele estímulo que teve do governo federal para que as pessoas ocupassem aquela região. Tinha muito posseiro, seringueiro, índios. Então, era um conflito muito grande, morreu muita gente. Acho que não faz parte nem dos relatórios de lá. Vivenciando isso, eu conversando com estes professores que eu estagiei, assim, eu não me via apta, pela formação que eu tinha tido até então de trabalhar num contexto daquele, em que sentasse todas as pessoas, as mais variadas. [...] A minha formação era bem, porque era bacharel, era bem técnica. (Transcrição da entrevista com a Professora A, p. T4).

A busca por uma formação mais consistente aparece novamente nos questionamentos da Professora A, como já pudemos observar em seu relato sobre as decisões do curso de graduação que seguiria. Logo ao final de sua graduação, ela dá destaque à sua participação no primeiro curso de especialização em educação ambiental, oferecido pelo Governo Federal, por meio da antiga Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA) e em parceria com a UNB. O curso citado foi direcionado a funcionários de órgãos de meio ambiente e educação dos estados brasileiros e segundo Lima (2005) e Loureiro (2004a) pode ser reconhecido como uma das importantes ações para inserção da EA no contexto brasileiro. Este é o primeiro momento relatado pela Professora A de seu contato direto com a educação ambiental propriamente dita e que, podemos observar, irá contribuir para sua trajetória profissional e práticas docentes. Dando continuidade à sua trajetória acadêmica, a Professora A encaminha proposta de mestrado vinculado à temática ambiental, mas interrompe seus planos por motivos pessoais, que a afastam da atuação em biologia e da docência. Durante esse período, no entanto, ela participa de cursos nas áreas de ciências e educação, mantendo presentes seus vínculos e interesses; e, após alguns anos, consegue realizar especialização e mestrado na área de educação.

Na trajetória da Professora B, as experiências em atividades de preparação para a vida profissional também se revelam como marcos essenciais de sua formação, especialmente a destacada por ela no Projeto Rondon. Segundo o relato da Professora B, esta experiência a mobilizou para atuar nas comunidades próximas à sua região e abriu oportunidades para o seu contato com os problemas da realidade local desta comunidade, desenvolvendo atividades que ela identifica como podendo estar relacionadas à educação ambiental (termo até então não utilizado por ela), como é apontado neste trecho de seu depoimento:

Na graduação eu fiz o projeto Rondon [...] Eu fui pra Rondônia, fiquei lá no projeto e aí voltei pra cá. E na época tinham aqueles regionais, então eu fui para o Jardim Santo André, que hoje tem oito núcleos de comunidades. [...] A primeira ação que nós fizemos no Jardim Santo André foi criar um núcleo para mães que trabalham, era uma creche. A gente tinha uma preocupação com o lixo que tinha ali muito grande, aí nós criamos um ponto para as pessoas colocarem o lixo, todos naquele ponto. Foram duas coisas bacanas que a gente fez lá e deu muito certo. A gente fez este núcleo com as crianças, e aí com as crianças a gente já trabalhava, não era educação ambiental, mas meio que era, porque a gente trabalhava muito a questão do lixo, do desperdício. E com as mães. A gente tinha uma sede lá e a gente trabalhava com eles. Então isso foi muito legal, assim, pra minha formação, esse pessoal que a gente trabalhou. (Transcrição da entrevista com a Professora B, T4).

Na trajetória acadêmica, as escolhas da Professora B a conduzem a cursar especialização em ecologia, levando-a a defender um trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre educação ambiental. Aliás, este é, no depoimento da Professora B, o primeiro contato com a EA propriamente dita. Outra experiência relevante de formação que aparece em sua entrevista é a vivência como pesquisadora em uma estação experimental no sul da Espanha, onde a Professora B afirma ter tido sua primeira experiência mais técnica na área de biologia, com práticas que ela alega não ter experimentado durante a graduação. Mesmo não tendo conseguido bolsa para realizar o curso de pós-graduação na Espanha, continuou seu percurso acadêmico cursando mestrado, no Brasil. As experiências citadas vão influir diretamente em sua atuação profissional, conduzindo-a a lecionar como professora universitária, como veremos mais adiante.

A partir de nosso olhar sobre estes retratos das vidas dos sujeitos da pesquisa, entendemos que a escola teve papel fundamental para despertar algumas qualidades que já existiam ou que foram construídas ao longo de suas trajetórias. Ainda que não possamos afirmar que essas estivessem isoladas de outros fatores, como os interesses e características pessoais de cada um dos sujeitos, podemos sugerir a importância do papel dos professores e de sua atuação enquanto estimuladores dessas potencialidades individuais e como orientadores para a compreensão dos possíveis caminhos dos sujeitos em processo de formação.

O envolvimento em atividades voltadas ao preparo para a vida profissional, ainda durante a graduação, também podem ser considerados como experiências relevantes para a formação dos sujeitos, como apresentado nas trajetórias da Professora A e da Professora B. Em ambos os casos, as professoras relatam que estas experiências trouxeram um aprendizado significativo para a sua formação, não apenas acadêmica, mas também pessoal e profissional. Podemos afirmar que a oportunidade da vivência em situações reais ampliou a visão das professoras não apenas sobre o mundo, mas especialmente na relação das questões ambientais e sociais, e abriram caminho para a consolidação de suas trajetórias acadêmicas e para a construção de suas trajetórias profissionais, como explicitaremos a seguir.

Outro ponto que nos chama a atenção na trajetória acadêmica das professoras investigadas é o relato de terem passado por algum processo formativo relacionado mais

Benzer Belgeler