A democracia legalist a é o modelo baseado na concepção clássica ocident al de democracia, que surge após o declínio do Est ado absol ut ist a na Europa ocidental, que t em como font e teórica os t rabalhos de Locke e
102 Mont esquieu. É denominada legal ista ou legal, pois se t rat a de uma concepção procediment al do sist ema democrát ico, cuj os fundament os são a Const it uição e o direit o, a separação de poderes em Execut ivo, Legislat ivo e Judiciário, e o est abeleciment o de mecanismos de cont role e cont rapesos (checks and bal ances) ent re t ais poderes. Out ro princípio import ant e é a regra da maioria. Dest a feita, a democracia seria um método para salvaguardar a liberdade dos indivíduos de um governo arbit rário. O modelo descart a mecanismos de democracia diret a e adot a o conceit o de democracia represent at iva (HELD, 1987; VAN DIJK, 2000).
No que t ange ao papel que as NTIC’ s desempenhariam nesse modelo de sist ema democrát ico, o principal seria resol ver o déficit de informação que at inge as democracias cont emporâneas:
The present crisis of t he polit ical syst em and t he nat ion st at e is vi ewed as t he crisis of inst it ut ions which can not suf f icient ly deal wit h t he increasing compl exit y of t he environment and t he syst em it self , as inf ormat ion is lacking, among ot hers by t he obst ruct ions of t radit ional bureaucracy (VAN DIJK, 2000, p. 40).
Nest e cont ext o, as novas t ecnologias, principalment e a Int ernet , seriam um meio para eliminar o déficit de informação e reforçar o at ual sist ema polít ico. As NTIC’ s devem ser ut ilizada, ainda, para aument ar os níveis de t ransparência.
As aplicações caract eríst icas das NTIC’ s nest e enfoque consist em em: campanhas de informação pela Int ernet , cent ros de informação da administ ração pública ou sist emas de informação públicos de massas.
Trat a-se, port ant o, de que as NTIC’ s sej am ut ilizadas para cumprir duas funções principais: (1) proporcionar maior quant idade e qualidade de informação aos governant es, burocrat as, represent antes e cidadãos; (2) criar mecanismos de governo abert o e responsável perant e a sociedade ut ilizando a int erat ividade dos novos meios. De acordo com est a ót ica, no ent ant o, as novas t ecnologias devem estar sob o cont role das elites polít icas e administ rat ivas (VAN DIJK, 2000). Out ros t ipos de aplicações que ext rapolem o
103 cont role das aut oridades, t ais como debat es ou referendos elet rônicos, são rechaçados (HARTO, 2006).
2.2.2 A democracia competitiva
O modelo de democracia compet it iva defende, de igual forma, uma visão procediment al de democracia represent at iva. Considera-se, nest e sent ido, que o at o mais import ant e do sist ema democrát ico é o moment o das eleições dos represent ant es por part e dos el eit ores. A polít ica é vist a como uma compet ição ent re os part idos polít icos e seus l íderes para obt er o apoio do eleit orado. Como a liderança é enfat izada nest e modelo, ele é denominado por Held (1987) de compet it ivo elit ist a (VAN DIJK, 2000).
O modelo de democracia compet it iva foi elaborado a part ir das reflexões weberianas acerca da polít ica. Max Weber ret omou o debat e sobre democracia no século XX chamando a atenção para o grau de complexidade pel o qual passavam os países indust rializados, fat or que, a seu ver, passou a condicionar sobremaneira a organização pol ít ica das sociedades modernas. Est e cont ext o vislumbrado por Weber (2003, p. 951-2), dominado progressivament e pela razão cient ífica e t ecnol ógica “ t orna a democracia diret a simplesment e inapropriada como um modelo geral de regulament ação e cont role polít ico” .
Diant e dest e pressupost o, Weber desenvolve um conceit o bast ant e rest rit o de democracia, int erpret ando-a como um mét odo de escolha de líderes polít icos que seriam encarregados da t omada de decisões, um procediment o na lut a pel o poder (HELD, 1987, p. 145). Para Weber, no Est ado moderno a liderança é prerrogat iva da minoria, caract eríst ica inevit ável dos t empos modernos. Longe de assegurar a “ soberania do povo – uma ideia que considerava como simplist a” , Weber considera que o povo só é soberano no moment o de eleger. Nest e sent ido, a democracia é ret rat ada “ como um campo de t est es para líderes em pot encial” , ou sej a, “ um mecanismo inst it ucional para podar os mais f racos e colocar no poder aqueles que se
104 most ram mais compet ent es na lut a compet it iva pelos vot os” (HELD, 1987, p. 143).
Weber (1993) avalia os sist emas democrát icos fazendo uma analogia com o mercado. Dest e modo, o caminho para o poder se expressa “ mediant e a compet ição de grupos organizados (os part idos - operando como “ empresas” com grau crescent e de burocrat ização) e de seus dirigentes pelos vot os do eleit orado” (COHN, 1993, p.14).
Weber não avalia posit ivament e a part icipação polít ica, para quem o perigo de uma democracia de massas reside na possibilidade de haver um predomínio fort e de el ement os emocionais na polít ica. A massa, não import a as camadas sociais que a componham, só pensa “ at é depois de amanhã” . Para o aut or, a polít ica democrát ica bem-sucedida é feit a racionalment e por meio de decisões responsáveis quant o menor for o número de part icipant es na decisão e quant o mais claras forem as responsabil idades at ribuídas a cada um deles e a seus liderados (WEBER, 2003).
De Weber deriva uma concepção elit ist a da democracia que post eriorment e seria reelaborada por Schumpet er (1984). Est e aut or rej eit a explicit ament e o que denomina “ dout rina clássica da democracia” , que concebe o sist ema democrát ico como o “ governo do povo” , o mét odo para promover o bem comum mediant e a t omada de decisões pelo próprio povo, com a int ermediação de represent ant es. Schumpet er, a exemplo de Weber, rompe com essa concepção e quest iona a premissa de soberania popular, a qual considera “ inút il e cheia de ambiguidades perigosas” (HELD, 1987, p. 152). Para o aut or, “ democracia não significa e não pode significar que o povo realment e governe, em qualquer sent ido mais óbvio dos t ermos ‘ povo’ e ‘ governe’ ” (SCHUMPETER, 1984, p. 355).
Schumpeter (1984, p. 314) refuta o pressupost o de bem comum observando que, para cada indivíduo est e poderá significar uma coisa diferent e. Sua perspect iva, port ant o, é a da sociedade como um compost o de indivíduos at omizados, sem a possibilidade de const rução de vont ades colet ivas. O aut or quest iona a concepção de vont ade popular, que para ele é
105 um const rut o social e afirma que aquilo com o que as pessoas se confront am na polít ica é uma vontade popular “ manufat urada” , não a vont ade “ genuína” . Para ele, o “ povo” não t em opiniões definidas e racionais sobre as quest ões pol ít icas e desce a um patamar mais baixo de racionalidade quando ent ra no campo da polít ica (SCHUMPETER, 1984, p. 329). Desse modo, est e aut or foi um dos grandes responsáveis pela difusão da ideia da incapacidade do cidadão comum para t rat ar dos assunt os públicos, subsumindo seu papel à escolha de líderes a quem incumbiria t omar as decisões. As conclusões a que Schumpet er chega são baseadas em uma visão da nat ureza humana na polít ica: as pessoas são egoístas e incapazes de se preocuparem com os int eresses colet ivos.
Schumpeter busca, ent ão, reformul ar a t eoria democrát ica e const ruir uma concepção que aut o-denomina mais realist a, neut ra, isent a de element os normat ivos, port ant o, uma t eoria de bases empíricas, que visa relat ar a forma como a democracia funciona.
A definição minimalist a schumpet eriana de democracia irá concebê-la, port ant o, como um mét odo polít ico de escolha das elit es dirigent es, um arranj o inst it ucional para se alcançarem decisões polít icas por meio de uma luta compet it iva pel o vot o do povo (SCHUMPETER, 1984, p. 304, 336). Nest a acepção, a democracia é compreendida como um mero procediment o de seleção dos governant es, por meio do qual os eleit ores escolhem periodicament e ent re possíveis grupos de líderes. No lugar da idéia de poder do povo, t rabalha-se com a noção elit ist a de que o governo é uma at ividade de minorias. Conforme Schumpet er, sempre haverá desigualdade na sociedade, em especial a desigualdade polít ica; ist o é, sempre exist irá uma minoria dirigent e e uma maioria condenada a ser dirigida.
A caract eríst ica dist int iva da democracia em Schumpet er (1984, p. 355) passa a ser a compet ição pela liderança, e j á não a part icipação do povo no governo, como preconizava a “ concepção clássica” . “ A democracia significa apenas que o povo t em a oport unidade de aceit ar ou recusar os homens que o governam” . Nest a acepção, o único meio de part icipação abert o aos cidadãos é o vot o para o líder, ret irando dos eleit ores qual quer
106 possibilidade de manifest ação crít ica, sej a a respeit o da forma como seus int eresses est ão sendo represent ados ou no que se refere à inclusão de temas na agenda pública. Dest a feit a, a única forma de cont role dos líderes por part e dos cidadãos é a recusa em reel egê-los, e por cont a dist o, est es deverão levar em cont a as preferências dos cidadãos (VITA, 2000, p. 5).
Em um modelo com t ais caract eríst icas, o uso das NTIC’ s volt a-se especialment e para campanhas eleit orais e campanhas informat ivas. O eleit or será alcançado por meio de uma est rat égia que combine uso da t elevisão com novos meios int erat ivos para dirigir-se a uma audiência segment ada e permit ir a diversificação das mensagens em função das caract eríst icas do eleit orado, maximizando, dest e modo, a obtenção de apoios e vot os. O público, por sua vez, poderá t er maior acesso à informação e a diferent es pont os de vist a de seus líderes e represent ant es. O uso das novas t ecnologias deverá ser volt ado, ainda, para que o Est ado alcance eficiência (VAN DIJK, 2000).
2.2.3 A democracia plebiscitária
A democracia plebiscit ária vislumbra a abert ura de canais diret os de comunicação ent re as aut oridades e a cidadania para amplificar e reforçar a voz dos cidadãos. Nest e modelo defende-se o ideal de democracia diret a em det riment o da democracia represent at iva. Na democracia plebiscit ária deve- se rest ringir ao máximo o número de decisões t omadas soment e pelos represent ant es e, consequent ement e, há que se expandir quant o sej a possível a t omada de decisões pelos cidadãos mediante a convocat ória de plebiscit os (VAN DIJK, 2000).
For t hese radical views t he supposed democracy of t he At henian agora and t he Roman f orum, revived in some l at e- medieval It alian cit y st at es, have always been t he prime source of inspirat ion. Anyway, t hey were f or t he Founding Fat hers of t he American const it ut ion, like Thomas Jef f erson (VAN DIJK, 2000, p. 43).
107 De acordo com Van Dij k (2000), o advent o das novas mídias int erat ivas est imulou o ressurgiment o da concepção plebiscit ária de democracia, especialment e nos Est ados Unidos. Ent re as décadas de 1960 e 1970 foi cunhado o t ermo “ t eledemocracia” , a part ir da int rodução da TV a cabo nos Est ados Unidos. Acredit ava-se que est a ferrament a proporcionaria subst rat o t ecnológico para o emprego de mecanismos de democracia diret a (HARTO, 2006).
Muit as experiências locais t êm sido est udadas (ARTERTON, 1987). Os t rabal hos de Becker (1981) e Barber (1984) são referências de esperança na capacidade t écnica das novas mídias, no que t ange à sua capacidade de eliminar as barreiras da democracia diret a em sociedades de grande escala e complexas (VAN DIJK, 2000).
Conforme o model o plebiscit ário, a ut ilização das NTIC’ s seria para regist rar vot os e opiniões dos cidadãos, mediant e a realização de enquetes, pesquisas, referendos, vot ações pela Int ernet e t elevisão int erat iva.
Following t he plebiscit arian model t he logical pref erences in ICT are regist rat ion syst ems of t he vot es and opinions of cit izens. Telepol ls, t eleref erenda and t elevot es by means of t el ephone and comput er net works, t wo-way cable t el evisi on or f ut ure inf ormat ion highways are t he f avourit e applicat ions. As a well-known crit icism of t his concept ion of democracy point s at t he risks of a individualisat ion and at omisat ion of t he cit izenry and a simplif icat ion of issues, conversat i on applicat ions are added somet imes. This means t he design of el ect ronic t own halls, t eleconf erencing and ot her new discussion channel s. Of course, consult at ion of mass and advanced public inf ormat ion syst ems by cit izens t hemsel ves can not be discarded eit her. However, all syst ems f illed wit h inf ormat ion by inst it ut ional polit ics are dist rust ed (VAN DIJK, 2000, p. 43).
2.2.4 A democracia pluralista
Enquant o nos modelos compet it ivo, l egalist a e plebiscit ário de democracia nada parece exist ir ent re o Est ado e a representação polít ica, de um lado, e o cidadão, de out ro, no model o de democracia pl uralist a, ao cont rário, a ênfase é at ribuída ao papel de intermediação ent re o Est ado e os
108 indivíduos desempenhado pelas organizações e associações da sociedade civil. Na discussão dos pluralist as o poder é não hierárquico e est ruturado de forma compet it iva, “ uma part e inext rincável de um infinit o processo de barganha” ent re numerosos grupos intermediários que represent am diferent es int eresses, por exemplo, organizações comerciais, sindicat os, part idos pol ít icos, grupos ét nicos, est udant es, inst it ut os de mulheres, grupos religiosos, associações voluntárias, ent re outros (HELD, 1987, p. 169, 172).
O principal expoent e dest a corrent e democrát ica é Robert Dahl. Por considerar as democracias efet ivament e exist ent es pobres aproximações do ideal democrát ico, ou sej a, nenhum sist ema no mundo real é plenament e democrat izado, o cient ist a polít ico nort e-americano reserva o t ermo “ democracia” para um modelo ideal e cunha a palavra "pol iarquia" para designar uma forma de governo moderna onde estão present es t odos os crit érios democrát icos, ou sej a, é a aproximação possível ao ideal democrát ico. Assim, as poliarquias “ são regimes relat ivament e democrat izados, subst ancialment e popularizados e liberalizados, ist o é, fort ement e inclusivos e amplament e abert os à cont est ação pública” (DAHL, 1997, p. 50). O conceit o poliarquia, criado em oposição ao de oligarquia, é quase operacional, pois serve para comparar democracias mundialment e.
Dahl const ata, port ant o, uma sociedade segment ada do pont o de vist a polít ico, o que se observa j á no sent ido et imológico do t ermo poliarquia, com a presença de diversos grupos e polos de poder divergent es, sem que nenhum sej a capaz de impor sua dominação, promovendo assim, o equil íbrio pol ít ico e impedindo o monopólio do poder. Nest es t ermos, a democracia, no ent ender de Dahl, “ é frut o de um cálculo de cust os e benefícios feit o por at ores polít icos em conflit o” (LIMONGI, 1997, p. 21). Assim, “ o carát er democrát ico do regime é assegurado pela exist ência de múlt iplos grupos ou múlt iplas minorias. Const ata-se que, para Dahl, a democracia pode ser definida como o ‘ governo das minorias’ ” (HELD, 1987, p. 175). E, nest e cont ext o, o Estado desempenha um papel de árbit ro.
109 Ainda de acordo com Dahl , o governo democrát ico se caract eriza fundament alment e pela responsividade aos cidadãos; para t anto, faz-se necessário que os cidadãos t enham oport unidade de formular preferências, manifest á-l as publicament e e receber igualdade de t rat o por part e do governo. Para que essas t rês condições se efet ivem e uma ordem polít ica sej a classificada como poliárquica, é necessário que as inst it uições da sociedade forneçam pelo menos oit o garant ias inst it ucionais: 1) liberdade de formar e aderir a organizações; 2) liberdade de expressão; 3) direit o de vot o; 4) elegibilidade para cargos públicos; 5) direit o de líderes polít icos disputarem apoio e vot os; 6) font es diversificadas de informação; 7) eleições livres, idôneas e frequent es e 8) inst it uições para fazer com que as polít icas governament ais dependam de eleições e de out ras manifest ações de preferência (DAHL, 1997, p. 27).
Duas caract eríst icas das NTIC’ s result am part icularment e at rat ivas para a democracia pluralist a: (1) a mult iplicação de canais e meios de comunicação favorece a pluralidade da informação e discussão polít ica, pois cada organização e associação pode expressar sua voz; (2) as redes de comunicação int erat ivas se adequam perfeit ament e a est a concepção horizont al da polít ica. Os inst rument os mais ut il izados nest e modelo são t odos aqueles que possibilit am est es int ercâmbios int erat ivos: correio elet rônico, list as de discussão ou videoconferências (VAN DIJK, 2000).
Following t hese t wo general pref erences all applicat i ons which can be used t o reinf orce inf ormat i on and communicat ion inside t he organisat ions of civil societ y or bet ween t hem will be f avoured. They are applicat ions t o inf orm and t o regist er t heir membership and ext ernal audiences like mass and advanced public inf ormat ion syst ems, regist rat ion syst ems and comput erised self -surveys inside organisat ions. However, t he most favourit e inst rument s t o a pluralist model of democracy are conversat ion syst ems inside or bet ween organisat ions, associat ions and individual cit izens: el ect ronic mail, discussion l ist s, t eleconf erencing and decision support syst ems f or t he most compl ex problems (VAN DIJK, 2000, p. 44).
110 2.2.5 A democracia participativa
O modelo de democracia part icipat iva, por sua vez, é uma combinação de mecanismo de democracia diret a e represent at iva, enfat izando os aspect os subst anciais da democracia. O papel fundamental no sist ema democrát ico deve ser desempenhado pel os cidadãos.
Est a variant e, denominada por Held (1987) como model o da Nova Esquerda, t em como principais expoent es Carole Pat eman e Macpherson que, “ embora não t enham, de forma alguma, posições idênt icas, t êm alguns pont os de part ida e compromissos em comum” (HELD, 1987, p. 229). Essa corrent e inspira-se em Jean-Jacques Rousseau e “ é herdeira dos moviment os cont est at órios da década de 1960” (NOBRE, 2004, p. 33).
A pedra angular dest e modelo é o conceit o de cidadania desenvolvido mediant e mecanismos de educação e discussão colet iva, concepção originária do Iluminismo (VAN DIJK, 2000). Trat a-se de formar cidadãos que sej am membros at ivos da comunidade. Port ant o, um dos requisit os fundament ais consist e em proporcionar o máximo de informação possível para a cidadania, fazendo com que os cent ros de poder est ej am abert os para sua part icipação.
Uma condição necessária ao modelo de democracia part icipat iva é a presença de cidadãos informados. Aut ores como Pat eman e Macpherson enfat izam a necessidade de se est imular uma cidadania at iva, bem como dos cent ros de poder polít ico t ornarem-se mais acessíveis aos cidadãos.
Out ra prioridade dest e modelo democrát ico é suplantar os déficit s de formação polít ica. Pret ende-se, dest a feit a, ampliar a part icipação diret a do cidadão nos processos decisórios e na regulament ação de inst it uições- chave da sociedade (HELD, 1987, p. 236).
Buscando ret omar o ideal de part icipação para a t eoria democrát ica cont emporânea, Pat eman (1992) quest iona as t eses sobre a inviabilidade da part icipação. De acordo com a aut ora, a democracia part icipat iva é viável: