3. MATERYAL VE METOTLAR
3.3 Ölçme Araçları
Neste capítulo serão abordados: sistemas, sistemas adaptativos, propriedades dos sistemas adaptativos e sistemas adaptativos inteligentes.
5.1 SISTEMAS
A origem da palavra sistema vem do verbo grego sunistánai, que significa fazer ficar juntos, e da palavra estrutura, que vem do latim struere, e significa construir. Assim, a estrutura de um sistema serve para construir um esquema dentro do qual todos seus elementos se inter-relacionam e permanecem juntos.
Segundo Marques (2007, p. 9), “um sistema é um conjunto de elementos em relação entre si e suficientemente determinados para serem distintos do ambiente. Na representação S = (X, R), X indica o conjunto de elementos do sistema e R o conjunto de suas inter-relações. O sistema deve ser visto como um todo indissociável de elementos ativos, cujo significado só pode ser completamente percebido quando analisado simultaneamente com o conjunto de suas inter-relações”.
A teoria de sistemas é um campo das ciências que estuda a ontologia dos sistemas complexos na natureza, sociedade e das ciências. Em forma mais específica menciona que é um marco lógico que facilita a análise ou descrição de qualquer grupo de objetos que trabalham em conjunto para gerar algum resultado, como, por exemplo, uma organização. Com origem na biologia dos anos 1920, esta teoria surgiu pela necessidade de explicar as inter-relações de organismos e ecossistemas pelo biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy.
Uma forma sugerida por Brown e Eisenhardt (1998) da aplicação da teoria de sistemas na organização é através de unidades de negócio que atingem um desenvolvimento evolutivo rápido por médio de movimentos ou ações imprevistas, baseadas em poucas regras, responsabilidades, objetivos e indicadores. Deste modo, a sinergia entre unidades de negócio acontece quando cada unidade tem distinto papel e a colaboração é focada em poucas áreas-chave. O desenvolvimento evolutivo emerge quando os
gerentes recombinam os elementos de um portfólio de unidades de negócio modular cuja característica é a inovação sem destruir os melhores elementos de experiências passadas.
Cada elemento dentro de sistema tem umas atividades a cumprir ou funções padrão (schemata) que, em conjunto, definem o funcionamento do sistema e que agem de forma coordenada. Mas para situações de alta desordem ao limite do caos muitas vezes esse funcionamento sistêmico é limitado e a velocidade de reação é inútil, razão pela qual Misoczky (2003) menciona que as teorias de sistemas e da complexidade são de pouca utilidade quando se considera o contexto da vida organizacional desde a perspectiva da emancipação dos sujeitos, porque o livre-arbítrio dos seres humanos significa que no momento de pensar as organizações como sistema não é possível prever como as pessoas vão agir. Rzveski,23 em uma comunicação por e-mail, porém, indica que os sistemas complexos são sistemas imprevisíveis, justamente como os seres humanos e por esse motivo são apropriados para estudar sistemas sociais.
A teoria da complexidade é importante para as organizações que enfrentam mudanças externas a um ritmo maior que as mudanças internas, porque a organização se torna um elemento dentro de um ambiente complexo que precisa de uma capacidade de adaptação para sobreviver naquela turbulência. Essa teoria tem contribuído para a gerência, com análises e ferramentas de planejamento para resolver diversos problemas das organizações (NUNES e UZZI, 2007). Uma dessas ferramentas, por exemplo, é o planejamento prospectivo útil para visualizar cenários futuros de alta incerteza.
Se compararmos de forma análoga a complexidade com os setores dentro de uma organização, poderemos dividir em: (1) Complexidade vertical: referente ao número de níveis na hierarquia organizacional. (2) Complexidade horizontal: relativo ao número de cargos ou departamentos através da organização. (3) Complexidade espacial: atinente ao número das localizações geográficas. Além disso, De Masi (2002) menciona dois tipos de complexidade: (4) Complexidade epistemológica: quando se percebe os limites do sistema, mas não se conhece sua essência. (5) Complexidade ontológica: quando se conhecem a essência do sistema.
23 http://www.wmin.ac.uk/wbs/page-883
O desafio, quando se trabalha com complexidade nas organizações, é modelar sistemas com interconexões complexas e circuitos de feedback porque são relações não lineares, nas quais os típicos organogramas com caixas e flechas de causalidade linear são inadequados, mais ainda, quando são pessoas e não variáveis as que determinam o padrão de comportamento desses sistemas. Cabe ressaltar que as pessoas que formam parte de um sistema estão influenciadas pelas culturas nacional e organizacional nas quais desenvolvem suas atividades, e essa influência impacta o sistema por meio da tomada de decisões.
Para Tôrres24, a Teoria do Caos é uma das teorias que compõem a Teoria da Complexidade. Um sistema complexo é um sistema integrado de sistemas de hardware, software e pessoas, sendo operado num ambiente altamente dinâmico, que precisa de grande investimento de capital e talento humano. É possível testar comportamentos emergentes resultantes da mudança na arquitetura organizacional por meio de simuladores.
A Teoria do Caos relaciona-se com uma condição na qual os planos e estratégias organizacionais não estão tendo efeito, e, pior ainda, existem elementos externos que ameaçam a sustentabilidade do sistema. Portanto, na falta de estratégias para corrigir uma situação imprevista em condições emergentes, a organização está indefesa e corre o risco de seu colapso. Nesse sentido, Browm e Eisenhardt (1998) mencionam que as organizações mais efetivas usam estratégias emergentes na fronteira do caos, o que significa que adaptabilidade é sinal de efetividade organizacional.
Segundo Paiva (2001), a principal função da Teoria do Caos é estudar o comportamento de sistemas não lineares, como, por exemplo, uma célula, um fenômeno meteorológico ou uma empresa.
A seguir, utilizaremos uma escala de sistemas, que vai desde os sistemas simples até os mais complexos, dependendo da capacidade de adaptação ao ambiente. Para visualizar a evolução dos sistemas ao longo do tempo, Ashmos e Huber (1987), baseados em
Boulding (1956), e Pondy & Mitroff,(1979) desenvolveram uma classificação de sistemas que vão desde aqueles de maior complexidade (sistemas transcendentais nº 9) àqueles de menor complexidade (sistemas simples nº 1), como mostra o quadro 5.