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ÖLÇEKLERİN ARASINDAKİ İLİŞKİLERİN TARTIŞILMASI

4. BULGULAR

5.7. ÖLÇEKLERİN ARASINDAKİ İLİŞKİLERİN TARTIŞILMASI

 

Minha inserção no campo de investigação é precedida por uma observação feita no

início de 2006 pela maestrina sobre alguns arranjos que havia produzido anteriormente,

muito antes de ter adotado o atual objeto de pesquisa.

 

Em consequência dessa observação,

a solicitação de elaborações musicais feita a mim pela regente do grupo, em março de

2006, também precedeu à ação investigatória do presente trabalho – que começou somente

no mês seguinte. Era preciso que eu fizesse arranjos numa perspectiva similar à que

propus anteriormente, mas que fossem apropriados para o contexto específico do “Entre

Amigos”.

Como foi mencionado anteriormente, na introdução deste estudo, a inserção no

campo de investigação também foi precedida por um trabalho de uma disciplina de

doutorado intitulada “Práticas Sociais e Processos Educativos” no PPGE da UFSCar.

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O

resultado desse trabalho, por indicar uma temática pertinente ao contexto acadêmico e de

grande relevância social, motivou o desenvolvimento da pesquisa de doutorado. Desde

então, o relatório do trabalho de disciplina foi considerado uma pesquisa exploratória em

relação à presente investigação. Seus resultados indicam algumas das primeiras

configurações sobre as práticas sociais e sobre os processos educativos do grupo musical.

 

A aspiração pelo trabalho de pesquisa atual, por sua vez, surgiu de minha

curiosidade pela descoberta sobre processos educativos em contextos específicos de minha

inexperiência e pela necessidade de expandir meus horizontes sobre a educação musical.

Ao me deparar com o grupo coordenado pela maestrina e educadora musical logo percebi

que essa poderia ser uma boa oportunidade para ampliar meu entendimento e vivência

sobre esse contexto que compreende fazeres musicais e interação humana, porém num

recorte que coincide com uma perspectiva que sempre senti como sendo parte de minha

identidade pessoal: o da vida comunitária, por compreender o fazer musical em

      

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colaboração. Nesse sentido, pressenti que não somente aprenderia com o grupo, mas

também viria a contribuir de alguma forma para o seu crescimento musical e humano.

Também vislumbrei naquela situação a oportunidade de acompanhar o processo de

trabalho de uma educadora experiente mediante o seu desafio de coordenar um grupo

vocal. A curiosidade sobre as práticas e os processos educativos orientados por ela

motivou alguns questionamentos: Para aquela situação, quais seriam as estratégias de

ensino e aprendizagem musical formuladas pela educadora? Como ela lidaria com os

diferentes interesses e desenvolvimentos dos participantes do grupo (quer seja nas

situações musicais ou sociais)?

Desde então, como pesquisador, de abril de 2006 a maio de 2008, cumpri em

diferentes situações da coleta de dados as funções de observador e de observador

participante.

Como observador, na primeira visita (ainda num momento de aproximação com o

grupo), busquei captar informações suficientes para configurar o objeto de pesquisa e

também procurei entender os processos educativos que pareciam interessantes, tanto para

minha formação como educador quanto para a formação dos participantes do “Entre

Amigos” – que possivelmente viriam a se beneficiar dos resultados da pesquisa. Desde

esse momento, fiz uso do diário de campo e de roteiro de entrevistas para o registro dos

dados.

Em momentos posteriores, também exerci o papel de observador não participante

ao examinar registros fotográficos e de áudios e vídeos do grupo, especialmente de

eventos nos quais não estive presente. No entanto, nesses momentos de exame dos

registros o olhar e o escutar do simples observador estavam permeados de interesse pela

vivência e experiência presencial no grupo.

Como observador participante, já a partir da segunda visita em diante, procurei

cooperar com o grupo, cantando e tocando, a fim de colaborar em suas atividades

musicais, primeiramente apenas nos ensaios e depois também nas apresentações. Essa

situação participativa permitiu uma maior compreensão dos potenciais do grupo, com um

olhar e uma escuta mais próxima das realidades de seus integrantes. Na situação de

observação aliada à participação, me situo como um “pesquisador/educador”, uma pessoa

que aprende com os sujeitos pesquisados, que observa quais são as metas e as

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potencialidades que estes buscam desenvolver e procura cooperar na medida de seus

interesses.

Após um contato inicial, elaborei uma primeira versão de arranjo ao grupo. Muito

embora tenha desenvolvido ao longo da pesquisa o cuidado de que toda elaboração desse

tipo deva ser adequada às possibilidades técnicas do público a que se destina (de maneira

a ressaltar os significados das canções trabalhadas e com o cuidado de que sejam

pertinentes aos seus anseios estético-musicais), essa primeira investida não se realizou

com pleno sucesso, especialmente no que diz respeito aos limites musicais daqueles e

daquelas coralistas. Essa compreensão e seus modos de operação se desenvolveram

gradualmente e, para isso, muitas correções tiveram que ser feitas ao longo desse caminho

pedagógico com os sujeitos da pesquisa.

Minha inserção participativa no convívio do grupo foi fundamental para a

realização da presente pesquisa, trazendo um olhar mais próximo da realidade e do

contexto de seus/suas integrantes. Permitiu que eu vivesse a experiência de fazer música

com os/as coralistas, os/as ouvisse em suas opiniões e aprendesse com eles/elas saberes e

valores referentes não somente à música, mas também aos processos educativos e a outros

elementos que compõem a vida comunitária.

A seguir, serão apresentados os resultados e a discussão do estudo. Essa parte do

estudo concentra a produção de conhecimento gerado ao longo da trajetória que

compreende a convivência com os sujeitos, a de coleta de dados e resulta na análise feita à

luz dos conceitos apresentados no estudo. Na intenção de responder a questão de pesquisa,

no próximo capítulo serão apresentadas as dimensões dos processos educativos

desenvolvidos no grupo vocal “Entre Amigos”.

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3 AS DIMENSÕES DOS PROCESSOS EDUCATIVOS NO GRUPO

MUSICAL COMUNITÁRIO

Neste item de texto está a construção de conhecimento do trabalho. A seguir estão

os resultados e a discussão, com uma análise da convivência do grupo, de suas dinâmicas

de funcionamento, dos papéis assumidos por cada sujeito, dos sentimentos e perspectivas

pessoais de cada uma das pessoas envolvidas, incluindo aí o administrador (Paulo), a

regente/educadora (Ilza) e cada um dos demais integrantes.

Aqui se apresenta as diferentes facetas de um trabalho de educação musical em

colaboração, mas com os respectivos papéis dos músicos educadores e dos demais

músicos integrantes e, em especial, a perspectiva do olhar sobre um educar-se em direção

à humanização.

Com o objetivo de olhar, descrever e compreender os processos educativos

desenvolvidos entre os sujeitos do grupo vocal “Entre Amigos”, neste capítulo são

apresentadas as dimensões captadas na intersubjetividade que compõem diferentes

aspectos dos processos educativos desenvolvidos no grupo vocal “Entre Amigos”. Essas

dimensões são:

• convivência entre amigos;

• planejamento em diálogo;

 

• rotina dos ensaios;

• construção contextual de saberes musicais;

• escolha de repertório;

• elaboração de arranjos.