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DÖRDÜNCÜ BÖLÜM

92) ölçüleri 2.28 x 1.82 m’dir Alt bloklarında kaymalar meydana gelen podyumun var olan

A Escola B, apesar de ser de grande porte, não comportava o número de alunos em tempo integral dentro de seus espaços internos. Os espaços entre as turmas do ensino regular e contraturno eram divididos, evitando a aproximação entre os dois. As atividades internas do PEI eram desenvolvidas em um anexo da escola afastado das salas de aulas do ensino regular, onde situavam algumas salas de aulas disponíveis para o programa, laboratórios de informática e ciências, sala da coordenação do programa, anfiteatro, bosque e quadra esportiva. As atividades que aconteciam dentro da escola ocorriam preponderantemente nesses espaços. Alguns deles, como a quadra esportiva e laboratórios, eram de uso compartilhado com o turno regular. Para o desenvolvimento das oficinas, ainda eram utilizados espaços como a quadra de uma casa religiosa, o Centro Cultural e o CRAS, mesmo assim, algumas turmas permaneciam na escola tendo oficinas no pátio, debaixo de sol e chuva. Segundo relatos, as turmas e os monitores enfrentavam muitos problemas quando chovia, pois não tinham para onde levar as crianças. A única saída encontrada era a junção das turmas em pequenos espaços.

A ausência e indefinição dos espaços também deixavam os alunos sem uma referência, ficando às vezes perdidos pela escola. Geralmente eles se juntavam em uma área próxima às salas de aulas do programa antes de se deslocarem para suas oficinas com os seus respectivos monitores. No entanto, a falta de referência dos alunos também era sentida em relação ao monitor e à oficina, eles pareciam em alguns momentos perdidos; alguns perambulavam pela escola, outros chegavam com atrasos à oficina de sua turma, vários passavam entre as oficinas perguntando de qual turma se tratava21. O movimento entre alunos e turmas era constante seguido de muito ruído. Os monitores, principalmente as agentes culturais de apoio, tinham bastante trabalho dificultado pela falta de uniformes e identificação dos alunos. A todo momento tentavam direcioná-los e manter o controle do programa. Quando não conseguiam, acionavam a Professora Comunitária.

Como as observações foram realizadas no fim do ano letivo de 2012, a frequência de alunos estava baixa, principalmente no turno da manhã, marcado pela presença de adolescentes de até quinze anos de idade. Já que muitos alunos já possuíam certa autonomia, optavam por não irem ao programa, alguns alegavam até mesmo necessitar se ausentar para estudar para as provas de final de ano. Uma oficina preparatória para o vestibular do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), iniciada no ano de 2012 com oito alunos, acontecia diariamente no laboratório de ciências com quatro alunos que seguiram até o final do ano, orientados por uma bolsista estudante de Letras. Em um dos momentos observados, faziam uma leitura coletiva de um texto e posteriormente sua interpretação sobre a mesa adaptada do laboratório de ciências. Segundo a Professora Comunitária, a oficina foi uma demanda dos próprios alunos que cursavam o último ano do ensino fundamental. A oficina pré-vestibular entrou no quadro de oficinas da escola cumprindo a exigência do Programa Mais Educação, que prevê a inclusão obrigatória de atividades de Acompanhamento Pedagógico, assim como a oficina Literatura e Outras Artes por uma bolsista formada em Designer Gráfico e estudante de Letras da UFMG. A oficina de Dever de Casa, comum em programas de educação em tempo integral, não integrava o currículo da experiência desenvolvida na Escola B. A opção foi da própria coordenadora devido às dificuldades encontradas pelos monitores (agentes culturais e bolsistas) em desenvolver essa atividade em sala de aula com vários deveres diferentes. Segundo ela, o foco principal do programa estaria na diversidade e nas atividades culturais e os deveres de casa seriam responsabilidade dos pais.

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As turmas eram divididas em cores (roxa, laranja, vermelha, etc.), mas não havia nada que os identificassem entre si, apenas a convivência.

Pela manhã, outras oficinas aconteciam. No laboratório de informática, um grupo de quinze alunos de treze a quinze anos era acompanhado por um agente cultural, um jovem com aproximadamente vinte anos. No entanto, dos quinze computadores disponíveis, dois deles não funcionavam e outros funcionavam com problemas. Para que todos pudessem participar, alguns colegas sentaram em duplas. Enquanto os alunos navegavam pela internet em sites de jogos, redes sociais e outros, o agente cultural realizava atividades paralelas, fazia anotações e preenchia uma folha de ponto de frequência. Segundo ele, as atividades estavam sendo livres em decorrência da baixa presença dos alunos. A entrada e a saída dos alunos da sala de aula eram constantes, mas sem nenhuma interferência do monitor.

Em outra sala, o bolsista de Música tentava realizar sua atividade do dia: passar para os alunos o filme “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”. Os alunos assistiam ao vídeo deitados em colchonetes em uma sala improvisada. Alguns se enroscam pelo chão, ora brincando ora brigando, fazendo com que o monitor chamasse atenção dos mesmos continuamente. A intenção do docente era trabalhar a trilha sonora do filme com alunos. Porém, passou boa parte do tempo chamando a atenção dos alunos, acionando por fim a Professora Comunitária.

Na parte da tarde, ocorreu uma tentativa frustrada de saída da escola com os estudantes. Alguns alunos que tinham participado de um campeonato de futsal com escolas vizinhas haviam sido convidados para a premiação e recebimento de medalhas em outra escola, mas a agitação e indisciplina dos mesmos durante a organização para o deslocamento acabou atrapalhando a saída, que foi abortada quando um deles teve um corte na cabeça trombando com a grade de uma das janelas.

Diferente do período da manhã, o turno da tarde acolhia muitos alunos. O funcionamento era diferenciado devido à presença de alunos mais novos, seis anos. Estes, diferentes dos demais, permaneciam a todo o momento sob a responsabilidade de uma única pessoa. Era uma agente cultural que pela manhã realizava atividades de apoio do programa. Ela não possuía formação específica, mas tinha tido experiências docentes anteriores com a educação de jovens e adultos no interior onde vivia. Suas funções consistiam em realizar atividades de recreação, como ela denominou, com a turma de quinze alunos. A justificativa para a dedicação exclusiva da agente cultural era para assegurar o cuidado dos pequenos, sendo limitadas as saídas da escola e com direito a uma sala de aula fixa para eles. Durante as observações, as crianças realizaram desenhos e brincaram no pátio da escola.

Enquanto as atividades do programa aconteciam, a sala da coordenação vivia cheia de pessoas, ora frequentada por alunos indisciplinados, ora por bolsistas e agentes culturais

solicitando auxílio e, ainda, a presença constante de pais de alunos. Em nenhum momento foi observada a presença da direção da escola, mas, em alguns momentos, houve a procura da coordenadora pelo diretor e vice-diretora, principalmente por motivos de indisciplina de alunos.

Os docentes além de ministrarem suas oficinas eram também responsabilizados pelo acompanhamento dos alunos durante o almoço, chegada e saída. Apesar de estabelecida no contrato de estágio dos bolsistas uma carga horária de quatro horas semanais para realizarem o planejamento de suas atividades dentro da escola, isso não acontecia, pois a maior parte do tempo era preenchida no acompanhamento dos alunos.

Contudo, a partir das caracterizações e observações levantadas, tanto na escola da rede estadual quanto na da rede municipal, conseguimos visualizar um pouco como esses estabelecimentos e os projetos/programas pesquisados têm se organizado mediante novas demandas trazidas pela ampliação da jornada educativa dos alunos. Vimos que, apesar das boas intenções e esforços da direção escolar e/ou coordenação das experiências de educação em tempo integral, há muitos empecilhos de ordem estrutural e financeira para que os trabalhos desenvolvidos surtam os reais efeitos de uma educação que se pretende integral. Por fim, merece ainda destacar, em um capítulo à parte, quem são os novos sujeitos docentes imbuídos da difícil tarefa da educação integral, o que e em quais condições fazem seu trabalho a partir de suas percepções relatadas durante as entrevistas semiestruturadas realizadas.

CAPÍTULO 4 - OS SUJEITOS DOCENTES DA EDUCAÇÃO EM TEMPO

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