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2. UÇUŞ SIRALAMA KURALLARI

6.1. Görev 1

01 - Caça e Pesca 12 - Iate 02 - Barraca Arpão Praia Bar 13 - Mucuripe

03 - Barraca Itapariká 14 - Estátua de Iracema 04 - Barraca Hawaí 15 - Volta da Jurema 05 - Praça 31 de Março 16 - Edifício Arpoador

06 - Barraca América do Sol 17 - Diários (Ponta Mar Hotel) 07 - Barraca Crocobeach 18 - Ideal Clube

08 - Clube de Engenharia 19 - Ed. Vista Del Maré

09 - Barraca Beleza 20 - Ponte dos Ingleses (Ponte Metálica) 10 - Início da Rua Ismael Pordeus -

Fonte: Autor (2015).

As amostras foram coletadas em frascos esterilizados de 250 mL, na isóbata de 1(um) metro de profundidade, área utilizada para recreação. O parâmetro avaliado é o número mais provável de Coliformes termotolerantes e as amostras foram

processadas conforme diretrizes do Standart Methods for the Examination of Water and Wastewater, 20ª edição, métodos 9221-E (Tubos múltiplos em meio A1) para Coliformes termotolerantes.

Os pontos avaliados foram classificados de acordo com a Resolução CONAMA 274/2000, como de qualidade própria e sua subcategoria correspondente (ótima, boa, regular, ruim e péssima) ou imprópria.

A caracterização do ponto com próprio requer que o mesmo em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, colhidas no mesmo local, apresente um máximo de 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mL de amostra coletada, sendo exigido também que a ultima amostra não

ultrapasse o valor máximo de 2500 coliformes termotolerantes. Excedendo esses termos o ponto é caracterizado como impróprio.

Posteriormente foi aplicado o Índice de Balneabilidade no qual as águas foram classificadas em ótima, boa, regular, ruim e péssima conforme os padrões demonstrados no Quadro-2.

Quadro 2 - Índice de balneabilidade

Índice de Balneabilidade

Categoria Método de classificação Concentração de Coliformes

Ótima

Praias próprias classificadas como excelentes em 100% do tempo.

Número de resultados de Coliformes Termotolerantes menores do que 250

Boa

Praias próprias em todo o tempo, exceto as classificadas em 100% como excelentes .

Número de resultados de Coliformes Termotolerantes menores do que

1.000

Regular

Praias classificadas como impróprias em 25% do tempo.

Número de resultados de Coliformes Termotolerantes maiores do que

1.000

Ruim

Praias classificadas como impróprias entre 25% e 50% do tempo

Número de resultados de Coliformes Termotolerantes maiores do que

1.000

Péssima

Praias classificadas como impróprias em porcentagem de tempo igual ou superior a 50%.

Número de resultados de Coliformes Termotolerantes maiores do que

1.000

ria s es es es es 3. RESULTADOS 3.1. Setor Leste

No setor Leste foram avaliados 11 pontos dos quais 7 destes apresentaram em todo o período avaliado balneabilidade própria para recreação de contato primário. Os pontos Caça e pesca (01) e Barraca Hawai (04) apresentaram 90% do período avaliado com características de balneabilidade própria, sendo em 10% dos casos considerado desconformidade decorrente de presença superior a 2500 coliformes termotolerantes por 100 mL de amostra coletada. O ponto Início da Rua Ismael Pordeus apresentou 46 % de suas amostras em desconformidade e o ponto Farol foi classificado como o de pior qualidade da região, registrando mais de 80% de suas amostras classificadas como de qualidade imprópria, evidenciando um sério risco na utilização dessas águas (Gráfico 01).

Segundo Cunha et al. (2010), a disposição de esgoto doméstico sem os devidos tratamentos eleva a concentração dos coliformes termotolerantes no ambiente reduzindo assim a qualidade da água.

O lançamento de esgotos clandestinos e o crescimento populacional no entorno do litoral são fatores que possivelmente tem influenciado na qualidade da água. Além disso, outro fator que interfere na baixa qualidade é o período chuvoso do estado do Ceará, que ocorre entre os meses de fevereiro e maio. Nesta época do ano, as galerias pluviais despejam na praia, tanto as águas provenientes das chuvas, quanto os resíduos sólidos existentes em seu interior (Lima; Carvalho, 2012).

Gráfico 1 - Balneabilidade de Fortaleza setor leste

Fonte: Autor (2015).

A classe própria de acordo com a Resolução CONAMA ainda pode ser dividida em excelente, boa e satisfatória. Quando avaliado sob a perspectiva dessa classificação mais específica e correlacionado ao índice de balneabilidade foram encontrados os

Impróprio Satisfatório Boa Excelente

os momentos apresentaram balneabilidade de característica excelente e índice de balneabilidade ótimo, cor azul, favorecendo assim a segurança da utilização dessas águas pela população.

O ponto 02 - Barraca Arpão Praia Bar apresentou índice de balneabilidade classificado como bom estando 82% de suas coletas com características de classificação excelente frente a Resolução CONAMA 274/2000.

O caso mais crítico ficou relacionado ao ponto farol onde 82% das amostras foram classificadas como impróprias e seu índice de balneabilidade enquadrado como péssimo, demarcando o trecho de pior qualidade nesse setor e evidenciando resultados alarmantes.

Tabela 1 -Índice de balneabilidade setor leste

Pontos CONAMA Índice de Balneabilidad e Porcentagem de Amostras Próprias Porcentagem de Amostras Impróprias Excelent e Bo a Satisfatóri o

01 - Caça e Pesca 82% 9% 0% 9% Regular 02 - Barraca Arpão Praia

Bar 91% 9% 0% 0% Boa

03 - Barraca Itapariká 100% 0% 0% 0% Ótima 04 - Barraca Hawaí 91% 0% 0% 9% Regular 05 - Praça 31 de Março 100% 0% 0% 0% Ótima 06 - Barraca América do Sol 100% 0% 0% 0% Ótima 07 - Barraca Crocobeach 100% 0% 0% 0% Ótima 08 - Clube de Engenharia 100% 0% 0% 0% Ótima 09 - Barraca Beleza 100% 0% 0% 0% Ótima 10 - Início da Rua Ismael

Pordeus 55% 0% 0% 45% Ruim

11 - Farol 9% 9% 0% 82% Péssimo

Fonte: Autor (2015). 3.2. Setor Centro

Relativo ao setor centro foram avaliados 9 pontos dos quais 5 apresentaram-se balneáveis em todo o período avaliado (Grafico 2). Para o setor centro foram evidenciados três pontos em estado critico de desconformidade, pontos Estatua de Iracema com 8 momentos em desconformidade, Iate e Mucuripe ambos

enquadrados em todo o período avaliado como impróprios, demonstrando o

desacordo quando relacionado com o previsto na Resolução 274/2000 do CONAMA. Para Silva et al. (2009), as condições das águas marinhas da região metropolitana de Fortaleza sofrem substancial piora após períodos de chuva. Após o processo de precipitação ocorre arraste de materiais presentes nas ruas e em galerias de

mostras elent Bo óri 9% 0% 0% 0% Sol 0% 0% 0% 0% 9%

drenagem, esses adicionados, muitas vezes, de efluente doméstico, dispostos de maneira inadequada, seguem para as praias constituindo um fator negativo substancial na qualidade da água das praias.

Segundo Vieira, Oliveira e Sousa (2007), existe uma grande preocupação com a crescente contaminação significativa de áreas das praias, pelo descarte inadequado de lixo, dejetos de animais ou poluição trazida pelas marés, que podem carrear bactérias, fungos e parasitas patogênicos. Assim, a classificação da qualidade das águas para balneabilidade e seu constante monitoramento, como ferramenta prática para se detectar contaminação, são medidas preventivas de contaminação que devem ser adotadas para evitar degradação do ambiente marinho e minimizar os riscos à saúde das pessoas que buscam esses ambientes como fonte de lazer.

Gráfico 2 - Balneabilidade de Fortaleza setor centro

Fonte: Autor (2015).

Quando verificado o índice de balneabilidade do setor centro foi identificado que os pontos Iate, Mucuripe e Estátua de Iracema respectivamente 12, 13,14

apresentaram enquadramento como péssimo. Para os dois primeiros pontos durante todo o período avaliado obteve-se resultado de qualidade imprópria.

O ponto 20 (Campo dos Ingleses) obteve qualidade, segundo o índice de balneabilidade, considerada como bom devido a presença de amostras com

características satisfatória. Os Pontos Volta da Jurema, Edifício Arpoador, Diários e Ideal Clube apresentaram índice de balneabilidade ótimo e enquadramento na Resolução CONAMA como de característica excelente (Tabela-2).

Impróprio Satisfatório Boa Excelente

Tabela 2 -Índice de balneabilidade setor leste Pontos CONAMA Índice de Balneabilidade Porcentagem de Amostras

Próprias Porcentagem de Amostras Impróprias Excelente Boa Satisfatório

12 - Iate 0% 0% 0% 100% Péssimo

13 - Mucuripe 0% 0% 0% 100% Péssimo

14 - Estátua de Iracema 0% 27% 18% 55% Péssimo

15 - Volta da Jurema 100% 0% 0% 0% Ótima

16 - Edifício Arpoador 100% 0% 0% 0% Ótima

17 - Diários (Ponta Mar

Hotel) 100% 0% 0% 0% Ótima

18 - Ideal Clube 100% 0% 0% 0% Ótima

19 - Ed. Vista Del Maré 73% 18% 0% 9% Regular

20 - Ponte dos Ingleses

(Ponte Metálica) 91% 0% 9% 0% Boa

Fonte: Autor (2015).

De forma geral no Gráfico 3, é apresentado um perfil de balneabilidade para o período em estudo. Por meio desse é demonstrada a notória qualidade de água apresentada nos pontos iniciais analisados, no qual existem poucos ou nenhum adensamento urbano ou pontos com presença de rede de coleta de esgotamento sanitário.

À medida que os pontos se aproximam do início do setor centro existe um

decréscimo da qualidade das águas, estando esse mais notório no espaço entre os pontos 11 a 14, posteriormente ocorre melhoria da qualidade das águas para os demais pontos. Estima-se que ocorra substancial minimização da qualidade da água decorrente dos lançamentos de águas pluviais identificado nesses pontos (Figura 1).

te a rio 0% 0% 0% 100% 0% 0% 0% 100% a 0% 27% 18% 55% 100% 0% 0% 0% 100% 0% 0% 0% ar 100% 0% 0% 0% 73% 18% 0% 9% es

Gráfico 3 – Perfil geral de balneabilidade das praias

Fonte: Autor (2015).

Figura 1 – Lançamento da galeria de drenagem setor centro

(Foto tirada pelo autor/2014).

De acordo com a SEMACE (2012), é evidente o lançamento de efluente doméstico

In natura nas galerias de águas pluviais uma vez que amostras coletadas próximas a

pontos da praia apresentam valores acima de 16.000 coliformes termotolerantes por 100 mL de amostra. Assim as características de balneabilidade apresentam real influência por conta do aporte desses líquidos.

No Quadro 3 encontram-se listados os dadosde precipitações mensais relativo aos meses de coleta que foram fornecidos pela FUNCEME. Correlacionando os dados de precipitação e concentração verificou-se que existindo a presença de material sólido ou disposição inadequada de efluentes doméstico, nas redes de drenagem, o

substancial aumento do volume de água, proporcionado pelas precipitações, pode ter promovido o arrastes de material favorecendo o contato com a praia e

consequente redução da qualidade das águas.

Quadro 3 – Precipitações mensais

Precipitação de Fortaleza

Meses Volume (mm/dia)

JULHO 44,4

AGOSTO 10,5

SETEMBRO 18

OUTUBRO 6,6

Fonte: FUNCEME (2015).

Quando correlacionado os dados de precipitação e concentração de coliformes termotolerantes para o período em estudo (Gráficos 4 e 5), observa-se que para a grande maioria dos pontos quanto maior a precipitação existente maiores foram as medias mensais de coliformes apresentados por estes. O setor centro foi aquele que apresentou uma maior quantidade de pontos influenciados pelas precipitações, de forma que a existência de descarte de água pluvial pode ter contribuído

significativamente para elevação dos resultados de coliformes termotolerantes presentes nas amostras avaliadas.

Gráfico 4 – Variação da concentração de coliformes por período de precipitação setor leste

Fonte: Autor (2015). N ú m e ro m é d io m e n sal d e C o lifor m e s p o r 100m L P re cip it a çã o m e n sal (m L)

01 - Caça e Pesca 02 - Barraca Arpão Praia Bar 03 - Barraca Itapariká 04 - Barraca Hawaí

05 - Praça 31 de Março 06 - Barraca América do Sol 07 - Barraca Crocobeach 08 - Clube de Engenharia

Gráfico 5– Variação da concentração de coliformes por período de precipitação setor centro

Fonte: Autor (2015).

4. CONCLUSÃO

Dos vinte (20) pontos avaliados cinqüenta por cento (50%) destes apresentaram índice de balneabilidade com classificação ótima, consequentemente em todo o período apresentaram característica de balneabilidade própria e classificação excelente quando comparado a Resolução.

Os pontos Iate e Mucuripe foram os que apresentaram pior classificação, durante todo o período avaliado, suas amostras foram enquadradas como impróprias, ou seja, a área encontra-se inadequada para utilização com contato primário. O índice de balneabilidade para esses pontos foi classificado como péssimo indicando que devem ocorrer medidas urgentes visando à solução dos problemas de qualidade das águas.

Referente aos demais pontos como de qualidade negativas ainda são apresentados o ponto Estátua de Iracema e Farol ambos com qualidade péssima, necessitando também de projetos que possam solucionar tais problemas e evitar que a situação acabe por tender a maiores prejuízos.

De forma geral a ausência de saneamento básico adequado é o principal fator de redução da qualidade dos pontos avaliados. O lançamento de efluentes domésticos em galerias de drenagem ou diretamente na orla marítima promove significativa redução da qualidade das águas elevando a concentração dos microorganismos, com possibilidade de introdução de patógenos, resultando na redução da qualidade desses ambientes que são utilizados no lazer social.

A regularização das redes de esgotamento sanitário e águas pluviais aliado a

N ú m e ro m é d io m e n sal d e C o lifor m e s p o r 100m L P rec ip itaç ã o m e n sal (m L) 12 - Iate 13 - Mucuripe

14 - Estátua de Iracema 15 - Volta da Jurema

16 - Edifício Arpoador 17 - Diários (Ponta Mar Hotel) 18 - Ideal Clube 19 - Ed. Vista Del Maré

favorecem o desenvolvimento de um ambiente sadio e com qualidade de utilização satisfatória para as populações.

5. REFERÊNCIAS

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<http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/Praias/18-balneabilidade>. Acesso em: 19 mar. 2015.

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<http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/Praias/18-balneabilidade>. Acesso em: 19 mar. 2015.

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CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS AMBIENTAIS E DO USO E

Benzer Belgeler