SONUÇ VE ÖNERİLER
5.1.1. Lise Öğretmenlerinin Epistemolojik İnançlarına İlişkin Sonuçlar Araştırma bulgularına göre, katılımcı öğretmenlerin epistemolojik inançların
A terceira etapa da pesquisa foi a coleta de dados que, neste estudo de caso, envolveu um processo de triangulação com diferentes fontes de referência como entrevistas de roteiro semi-estruturado, em profundidade, com profissionais das organizações em estudo; a análise dos documentos internos e externos das organizações e observação dos procedimentos administrativos adotados relacionados com o tema.
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O uso de várias fontes de evidências nos estudos de caso permite que o pesquisador dedique-se a uma ampla diversidade de questões históricas, comportamentais e de atitudes. A vantagem mais importante que se apresenta no uso de fontes múltiplas de evidências é, no entanto, o desenvolvimento de linhas convergentes de investigação.
Entrevistas
As entrevistas ocorreram na sede das duas organizações na cidade de Porto Alegre e foram registradas mediante gravação e posterior transcrição dos dados. O processo de escolha dos profissionais entrevistados foi feito considerando o cargo que os mesmos ocupam nas organizações, suas respectivas atividades e conhecimentos a respeito do tema proposto.
O roteiro prévio de perguntas, demonstrado no Apêndice A, foi criado com intuito de orientar a pesquisadora com base nas subdimensões anteriormente identificadas e estabelecidas através de dados secundários junto a entidades do setor, revisão bibliográfica e validação com especialistas. Conforme aborda Yin (2001), uma das mais importantes fontes de informação para o estudo de caso são as entrevistas. Elas constituem uma fonte essencial de evidências para os estudos de caso, já que a maioria delas trata de questões humanas, possibilitando uma melhor confrontação entre a fundamentação teórica e os dados coletados. Os resultados das entrevistas possibilitaram juntamente às técnicas de análise de documentos e observaram uma descrição precisa dos resultados e suas inter-relações com a teoria.
Os contatos para entrevistas na ONG Kinder foram direcionados a 5 pessoas-chave da organização:
• Responsável pelo setor de Desenvolvimento Institucional • Auxiliar do setor de Desenvolvimento Institucional • Responsável pela área de Reabilitação
• Diretor da Escola
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Os contatos para entrevistas no GAPA/RS foram direcionados para uma pessoa-chave da organização pertencente à diretoria, que coordena junto aos demais diretores todas as ações e projetos da entidade no Rio Grande do Sul. O representante do GAPA/RS já assumiu diferentes atividades na ONG, o que a torna capacitada para fornecer informações claras e precisas sobre a entidade.
Além da lista de dimensões e subdimensões, foram utilizados, no caso da ONG Kinder, como ferramenta de auxílio ao pesquisador durante o processo de entrevistas, a Relação de Atividades da Organização, Cargos e Equipes de Trabalho e o material institucional da entidade constante na página da ONG na Internet. Os materiais são apresentados no APÊNDICE G, Contextualização dos Casos Estudados.
Para imprimir maior clareza e confiabilidade ao processo de entrevista foi encaminhado projeto ao responsável pelo Desenvolvimento Institucional da ONG Kinder e para o representante da diretoria da ONG GAPA/RS, para que ambos autorizassem o processo de coleta de dados dentro da unidade de análise e tomassem conhecimento do projeto. Para tanto, foi apresentado a eles o roteiro das entrevistas, os objetivos e justificativa da pesquisa, bem como a relação de dimensões e subdimensões. O caráter confidencial da pesquisa e o formato em que ela seria realizada foram comunicados antecipadamente e pessoalmente a cada entrevistado.
Por se tratar de roteiro semi-estruturado, as respostas não compreendidas ou incompletas foram acrescidas de indagações por parte da pesquisadora do tipo: "Poderias complementar mais os dados mencionados?" e "O que você gostaria de acrescentar a respeito?"
Uma relação com o nome dos entrevistados e respectivos cargos foi elaborada para facilitar o entendimento da descrição dos resultados e respectivas fontes de coleta de dados. A listagem consta no APÊNDICE E desta pesquisa.
Posteriormente, após uma primeira confrontação das entrevistas realizadas e o referencial teórico na busca dos resultados, foram elaborados dois novos roteiros de entrevistas com questões complementares, elucidando, assim, possíveis dúvidas da pesquisadora. Os roteiros utilizados nas duas ONGs com questões complementares são apresentados nos APÊNDICE B e APÊNDICE C, respectivamente.
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Análise dos Documentos
Segundo Yin (2001), os documentos devem ser cuidadosamente utilizados para que não se tornem registros literais de eventos ocorridos. Para estudos de caso, o uso mais importante de documentos é o de corroborar e valorizar as evidências oriundas de outras fontes.
Nesta etapa foram coletados documentos internos das organizações analisadas com o objetivo de levantar elementos que identifiquem o uso de ferramentas de comunicação que posteriormente caracterizarão o processo de comunicação utilizado.
Como documentos e materiais internos da ONG Kinder, que possibilitaram a reunião de elementos pertinentes à pesquisa, foram considerados os seguintes:
• Relatório de atividades
• Material didático utilizado na escola • Ficha de cadastro de alunos e pacientes
• Relatório de Avaliações Técnicas (Neurologia, Psicologia, Serviço Social, Reabilitação)
• Relatório de Avaliação do Ano Letivo
• Fichas de Reavaliações Técnicas (Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional)
• Ata das reuniões de Conselho e Diretoria • Legislação pertinente ao setor
Como documentos externos da ONG Kinder, foram considerados materiais de propaganda e promoção utilizados pela entidade, como segue:
• Anúncios de jornais e revistas • Página da ONG na Internet • Malas-diretas
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• Folder • Newsletters • Banners • Folhetos
Na ONG GAPA/RS, foram considerados os seguintes documentos internos para análise:
• Relatório de Atividades (atendimento jurídico e psicoterapêutico, grupos de apoio e cursos de capacitação para público interno e externo)
• Relatórios de Projetos e Ações • Legislação pertinente ao setor
Como documentos externos da ONG GAPA/RS, foram considerados os seguintes materiais de propaganda e promoção:
• Anúncios em jornais • Cartazes
• Página da ONG na Internet • Malas-diretas
• Folders
• Revistas institucionais • Folhetos
A etapa de análise de documentação ocorreu simultaneamente às outras duas etapas de entrevistas e observações, como forma de triangulação das fontes selecionadas na coleta de dados. Com a triangulação, de acordo com Yin (2001), várias fontes de evidências fornecem essencialmente várias avaliações do mesmo fenômeno.
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Observação
As observações podem variar de atividades formais a atividades informais de coleta de dados, segundo Yin (2001), onde as provas observacionais tornam-se úteis para fornecer informações adicionais sobre o tópico que está sendo estudado.
Neste sentido, o processo de observação foi feito a partir das rotinas administrativas das organizações observadas no local, considerando as dimensões e subdimensões estabelecidas anteriormente que forem possíveis de serem observadas. O registro foi feito através do uso do Formulário de Observações, como é demonstrado no Apêndice F, com visitas quinzenais às entidades em um período de aproximadamente cinco meses. Durante a visitas com duração de aproximadamente duas horas, eram anotadas pela pesquisadora informações observadas em rotinas de contatos de representantes das ONGs com agências de propaganda ou na utilização de veículos de comunicação de direta como email , telefone e envio de malas-diretas.
As rotinas observadas restringiram-se às que possibilitaram uma inter-relação maior e posterior entre o referencial teórico e os objetivos da pesquisa. As observações foram feitas nos diferentes departamentos das organizações, que, no caso da ONG Kinder, concentrou-se no setor de atendimento ao público (recepção) e o de desenvolvimento institucional. Já as observações realizadas na ONG GAPA/RS, ficaram restritas ao uso de ferramentas de comunicação junto à recepção e atendimento de visitantes.
Para identificar com maior clareza os resultados levantados durante o processo de coleta de dados, foram inseridos quadros com as atividades, recursos e evidências da ONG Kinder e da ONG GAPA/RS, respectivamente, no APÊNDICE H e APÊNDICE I deste trabalho.
Análise de dados
A análise de dados, interpretação dos resultados, constituiu-se na quarta etapa do processo de pesquisa e se deu a partir das dimensões e subdimensões estabelecidas, dos registros das entrevistas, da análise dos materiais e documentos, das observações e da confrontação com levantamento bibliográfico.
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Segundo Yin (2001), a análise dos dados deve deixar claro que o estudo baseou-se em todas as evidencias relevantes, que contemplou todas as principais interpretações concorrentes e dedicou-se aos aspectos mais significativos do estudo. A análise de dados, ainda de acordo com a abordagem de Yin (2001), consiste em examinar, categorizar, classificar em tabelas ou, do contrário, recombinar as evidências, tendo em vista proposições iniciais de um estudo.
A Análise de Conteúdo foi realizada com a finalidade de verificar as ferramentas de comunicação, onde as informações coletadas foram agrupadas por dimensões, em conjuntos de subdimensões, com o objetivo de facilitar o entendimento e interpretação dos dados em relação à teoria. Segundo Berelson (in: FREITAS et al., 1996, p. 5), a Análise de Conteúdo é uma técnica de pesquisa para a descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto das comunicações, tendo como objetivo interpretá-las. A escolha das dimensões e subdimensões é o procedimento essencial da análise de conteúdo, visto que elas fazem a ligação entre os objetivos da pesquisa e seus resultados. O valor da análise fica sujeito ao valor ou legitimidade das dimensões de análise (FREITAS, 1996).
O processo de análise de dados foi constituído de três pontos básicos:
• Identificação e descrição dos elementos a serem analisados • Identificação das relações entre cada elemento
• Identificação da relação entre os elementos e os objetivos do estudo
Foram relacionadas as atividades exercidas em cada organização no que diz respeito às ferramentas de comunicação. Na seqüência, a partir da análise dos dados e da identificação das atividades exercidas por cada organização, das ferramentas de comunicação utilizadas e confrontração com o referencial teórico, foi, então, identificado o processo de formação de comunicação nas ONGs selecionadas, bem como as peculiaridades das ferramentas nas ONGs selecionadas e a verificação do objetivo da comunicação nas mesmas. Após a Análise de Conteúdo, a quinta e última etapa da pesquisa foi a obtenção do resultado final: Verificação das Peculiaridades de Aplicação de Ferramentas de Comunicação em ONGs que Apresentam Processos de Comunicação Formalizados.
6 ANÁLISE DOS DADOS E DESCRIÇÃO DOS RESULTADOS
Neste capítulo, são feitas a análise de dados coletados e a descrição dos resultados da pesquisa.
Os dados foram organizados, a partir da análise de conteúdo, em duas seções: 1) O Processo de Formação de Comunicação nas ONGs selecionadas, que contempla o objetivo da comunicação nas ONGs e 2) Peculiaridades das Ferramentas de Comunicação nas ONGs estudadas. Para melhor análise dos casos estudados foram inseridas, no Apêndice G, informações sobre o contexto das organizações com respectivos objetivos de atuação, projetos, recursos financeiros e técnicos.