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2.4. Öğretim Yönetimi

2.4.4. Öğretmenler

A crise setorial da saúde acumulada na década de oitenta pelo modelo privatista, anterior à reforma levou os rescaldos - como todo modo de produção social que se decompõe e transita para outro - para o nascedouro da nova ordem sanitária brasileira no início dos anos noventa. Nesse nascedouro, o acúmulo das desigualdades sociais e em saúde aliados: a ampliação da demanda de novos assistidos pela universalização promovida com a reforma, retração financeira pelos ajustes neoliberais dessa mundialização com critérios de seletividade de assistidos em políticas públicas.

Os impactos negativos em saúde oriundos dessa ordem estrutural, na conjuntura de edição da reforma agravaram a situação de saúde coletiva e sobrecarregaram a pesada agenda do setor da saúde pública. Os debates de organismos de competência temática sobre o crescente nesta forma de desigualdades desaguaram em receituários de agências de fomento ao contorno de questões sociais, na produção literária da medicina social, em nível internacional e nacional.

No Brasil, a reorganização da assistência à saúde teve sua inspiração em programas de atenção primária e de medicina de família bem sucedidos. Cuba, México, países andinos e do cone sul deste Continente emitiram vozes e luzes aos arranjos programáticos adotados nessa etapa processual. Deste diapasão organizacional de projeção continental ecoaram estratégias estruturantes à evolução do projeto de saúde pública com o SUS. De inicio, a regulação institucional com a tributação “exclusiva para a saúde”.

Com a criação do IPMF em 1994, CPMF em 1996, sua extinção em 2007 e (seu renascimento na EC n. 29 com a Contribuição Social para a Saúde CSS), em junho de 2008. Os abismos sociais alargados pelos ventos do “dilúvio” neoliberal acumularam barreiras no estágio decisivo da estação da ordem sanitária. A CPMF e posteriormente a composição da emenda 29 foram de indução estruturante na reorganização da assistência.

Em 1999 já se desenvolviam experiências locais bem sucedidas em atenção de Saúde da Família. No interior do Ceará, a experiência do programa de agentes comunitários de saúde – PACS se somou ao saber acumulado em programas docente assistenciais antes referidos, os quais geraram accountability e possibilitaram um novo paradigma assistencial na atenção básica de saúde: o PSF. A EC 29 foi a mola mais dinâmica ao PROESF.

Em discussão preliminar sobre o PROESF se expõe que, este programa evidenciou a importância de integralidade nos processos do cuidado à saúde utilizados nas práticas do PSF, pretendeu reforçar e reorganizar a assistências, par e passo com a atenção básica em toda a rede. A expansão do PSF, neste sentido foi estruturante e estruturado na rede de serviços de saúde, não se encerrou em si mesmo. Esta direção é a mesma que rege a AB, nível de acesso aos demais e que tem de ser resolutiva às necessidades dos usuários, ao fluxo de recursos para atender tais necessidades nos níveis de atenção de média e de alta complexidade.

Dos ensinamentos sobre a temática em avaliação e no cuidado à saúde constantes em: Barata (1997), Hartz (2002), Contandriopoulos (1995), Donnabedian (1992), Draibe (1990) e autores utilizados em revisão deste trabalho, se apreende que elenco integralizantes de procedimentos organizativos são essenciais à viabilização e alcance dos princípios da integralidade e de equidade. No cuidado assistencial prestado pelo SUS, a ênfase direcionada ao cumprimento de intenções do PSF, contidas em Brasil (2003, ) cuja expansão teve como objetivos maiores:

¾ Sua auto implantação e consolidação em municípios com mais de 100 mil habitantes;

¾ Elevar a qualificação do processo de trabalho e desempenho dos serviços;

¾ Buscar otimizar e assegurar respostas efetivas para a saúde da população.

Com estes objetivos, a pretensão e meta maior foi a de converter o modelo de atenção básica em si mesmo: a estratégia Saúde da Família, através da conversão por dentro da rede, com a incorporação dos seus princípios organizativos. Direcionados ao cuidado à saúde de populações na

reafirmação dos princípios do sistema no qual se insere: descentralização; integralidade e hierarquização dos serviços; territorialização e cadastramento da clientela; participação e controle social; atuação com base em equipes multiprofissionais. O significante de conversão do modelo, para essa lógica programática consiste no sentido de que as grandes cidades adotem processos sustentáveis de mudança e implantação de instrumentos de transformação. Procedimentos que gerem visibilidade na operacionalização de um sistema de atenção hegemônico. A regulação programática para alcance dessa materialidade, persegue as seguintes características:

¾ Apoiado nos princípios de saúde da família;

¾ Baseado nos conceitos de risco social e epidemiológico; ¾ Na noção de território;

¾ Fortalecimento dos vínculos entre a população usuária e os serviços;

¾ Desburocratização; ¾ Na eqüidade;

¾ Racionalização do acesso aos cuidados de baixo ou alto grau de incorporação de tecnologias instrumentais;

¾ Na transformação dos processos de trabalho e nas práticas dos profissionais de saúde;

¾ No desenvolvimento efetivo de ações inter setoriais e de promoção de saúde; e,

¾ Na introdução de sistemas de avaliação e monitoramento das ações compatíveis com as mudanças indicadas e acessíveis ao escrutínio da população.

O entendimento institucional expresso no citado documento explicita que para se efetivar a almejada conversão exige o enfrentamento de desafios que a produção da saúde impõe na complexidade de sua operacionalização. Em territórios rurais ou urbanos de cidades de grande e pequeno porte, com adstrição específica de cada realidade epidemiológica quanto à organização e a utilização dos serviços de saúde para estas populações.

Os Estudos de Linha Base - ELB foram realizados através de instâncias multicêntricas cujas diferentes abordagens metodológicas nas pesquisas avaliativas foram concebidas pelos avaliadores externos convidados pelo ministério promotor do estudo, como alternativas promissoras de avaliação. Foram desenvolvidos no momento da expansão das equipes da saúde da família, com base em um Termo de Referência - TDR. Este não foi excludente a outros estudos complementares às demais etapas de

implementação dos processos e estratégias de acompanhamentos previstos. Os resultados e produtos desses estudos tiveram como intento “uma função sinérgica com o compromisso assumido por cada um dos municípios em proceder análises regulares e sistemáticas que dimensionem o funcionamento e impacto dos serviços realizados a partir da referida expansão”. (BRASIL, NAÇÕES UNIDAS, 2006d).