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4. BULGULAR VE YORUM

4.2. II. Aşama Bulguları: Dış Mekân Alanlarına Ve Uygulamalarına

4.2.2. Öğretmenin dış mekan kullanımlarını etkileyen öğretmenin dışındaki

4.2.2.2. Öğretmeni etkileyen dış etkenlerden fiziksel donanım ile

A macrorregião dos Inhamuns apresentou alta incidência de veranicos no período de análise (2003/2013). Ao todo foram registrados 1.469 veranicos ao longo desses onze anos, o que garante uma média de 133,5 por ano. Essa média elevada é um indicativo de como as chuvas na região são mal distribuídas no tempo, com alta variabilidade intranual da mesma.

Esses valores demonstram ainda que a atividade agrícola na região é altamente vulnerável, principalmente, quando se observa a distribuição desses veranicos em classes. O gráfico 6 mostra como esses 1469 veranicos se distribuíram entre as três classes de veranicos.

Gráfico 6 – Distribuição e frequência dos veranicos por classe na Macrorregião dos Inhamuns (2003 a 2013).

Fonte: Elaborado pela Autora.

Lembrando que a classe A é representada pelos os veranicos de cinco a dez dias, a classe B pelos veranicos de onze a quinze dias e a classe C pelos veranicos maiores que quinze dias. Pelo gráfico consegue-se identificar que mais de 53% dos veranicos que ocorreram na região ao longo dos anos de análise se enquadram na classe A, ou seja, são veranicos de menor duração e que, aparentemente, não prejudicam expressivamente a produção.

A classe C, que corresponde aos veranicos mais intensos, foi a segunda classe mais recorrente, quase 30% dos veranicos que acometeram a região superaram os quinze dias de duração. Isso evidencia o alto risco que a atividade agrícola sofre nessa região, pois, as plantas ficam submetidas a um estresse hídrico de longa duração podendo prejudicar por completo a produção.

A classe B teve a menor ocorrência dentre as três classes, apenas 17,6% dos veranicos duraram de onze a quinze dias. Apesar de não ser tão expressiva a incidência de veranicos de classe B, quando estes são somados aos de classe C chega-se a um valor de 46,7% do total dos veranicos o que retrata que as chuvas que acontecem na região, além de serem restritas a um período, são altamente concentradas em alguns dias do ano.

Essa avaliação demonstra a alta variabilidade intrasazonal da macrorregião expressa aqui pelos veranicos e, apesar disso, somente ela não é suficiente, visto que, há diferenças significativas entre os municípios que compõem a região. Por isso, para espacializar e identificar a vulnerabilidade da agricultura de sequeiro de cada município

53,23 17,63 29,13 0 10 20 30 40 50 60

Classe A Classe B Classe C

Fr e q u ê n ci a ( %)

com relação aos veranicos foram construídos mapas contendo o total de veranicos em cada município para os anos de análise e a média de ocorrência de veranicos para cada município.

Os mapas demonstram alguns padrões na distribuição espacial dos veranicos. Por exemplo, na Figura 18, o mapa apresenta o total de veranicos de cada município para os anos de 2003 a 2013. Como já era esperada, a taxa de veranicos para todos os municípios é bastante elevada, porém, os municípios localizados mais ao Sul da região (porção mais avermelhada do mapa), especificamente, os municípios de Parambu, Aiuaba e Arneiroz apresentam maior recorrência de veranicos.

Figura 18 – Mapa com total de veranicos para cada município da Macrorregião dos Inhamuns.

Os municípios de Ararendá, Nova Russas e Quiterionópolis são as localidades com menor quantidade de veranicos. Esses municípios estão localizados na porção Central e Norte da região, representados no mapa por cores amareladas.

Apesar de haver uma oscilação na quantidade de veranicos de ano para ano e na intensidade dos mesmos, acredita-se que é possível estabelecer uma média para esse intervalo de tempo. A partir do total de veranicos de cada município foi feito uma média considerando os anos investigados.

Considerando a figura 19 é possível verificar que ela assume o mesmo padrão da figura 18. Os municípios localizados ao Sul da região apresentam maior incidência de veranicos por isso têm média maior, média de 9 a 10 veranicos por ano. Por outro lado, os municípios localizados ao Norte possuem menor incidência, portanto, menor média (7 a 8 veranicos por ano).

Figura 19 – Mapa com a média de veranicos para os municípios da Macrorregião dos Inhamuns.

Além da preocupação em saber quantos veranicos, em média, ocorreram para cada município da região houve a necessidade de investigar o comportamento espacial dos veranicos por classe (A, B e C).

Como se sabe, os veranicos de classe A são os mais habituais. Na figura 20 é possível perceber que à exceção do município de Poranga, localizado ao Norte da região, são os municípios do sul da região (Aiuaba, Areniroz e Parambu) que apresentam maior quantidade de veranicos de duração de cinco a dez dias.

Na comparação das duas imagens (Figuras 20 e 21) fica claro que a mancha avermelhada permanece ao Sul da região em estudo, contudo, ela começa a se deslocar, subindo um pouco mais em direção ao centro da região. Já as manchas mais claras continuam concentradas ao Norte e outra no Centro da região.

Figura 20 – Mapa com o total de veranicos classe “A” para os municípios da Macrorregião dos Inhamuns.

Figura 21 – Mapa com o total de veranicos classe “B” para os municípios da Macrorregião dos Inhamuns.

Com relação aos veranicos da classe C, superiores a 15 dias, acontece uma inversão do que vinha se verificando com as outras classes de veranico. A maioria dos veranicos dessa classe se concentraram nos municípios do Norte da região, Ararendá, Ipaporanga e Nova Russas e o outro foco se localiza no centro da região, no município de Quiterionópolis.

Todavia, é também na porção Norte da região que estão os municípios com menor incidência de veranicos classe C, representados no mapa pelas cores mais claras. O município de Poranga é o que apresenta menor quantidade desses veranicos classe C, seguido de Ipueiras e Catunda (Figura 22).

Os veranicos classe C têm maior frequência nos meses de dezembro, janeiro e maio, todavia, em anos secos, os meses de março e abril têm grande incidência dos mesmos.

Figura 22 – Mapa com o total de veranicos classe “C” para os municípios da Macrorregião dos Inhamuns.

A descrição realizada neste tópico é o que muitos autores chamam de climatologia dos veranicos, que é verificar o comportamento médio dos veranicos, ou seja, registrar quantos veranicos ocorreram no período analisado, qual a frequência média de veranicos para a região e identificar a distribuição dos veranicos por intensidade.

Por isso, acredita-se que apesar de a análise acima ser importante, demonstrando certos padrões na distribuição e ocorrência dos veranicos para a região em estudo, ela não é satisfatória para explicar a relação existente entre a ocorrência dos veranicos e a sua interferência na produção agrícola. Este tema será tratado mais especificamente, no próximo tópico.