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Öğrenme Çıktısı 5: Makas kontrol sistemlerinin iş sonu teslim işlemlerini yapar

Devemos estabelecer uma concepção de identidade e de seu processo construção. A identidade é um conceito composto de valores, crenças e metas com as quais o indivíduo se compromete. Segundo Erikson (1972), a formação da identidade sofre a influência de três tipos de fator – os intrapessoais (as capacidades inatas do indivíduo e as características adquiridas da personalidade), os interpessoais (a identificação com outras pessoas) e os culturais (os valores sociais a que uma pessoa está exposta, sejam eles globais ou locais) – e é um processo em que se define quem é a pessoa, quais são seus valores e que direções que deseja tomar na vida. Ter uma identidade pessoal faz com que o indivíduo se perceba como sendo ele mesmo, contínuo

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no tempo e no espaço, bem como que entenda que os outros o reconhecem por semelhança, continuidade e até mesmo diferença.

Podemos pensar que, quanto mais desenvolvida é a identidade, mais o indivíduo valoriza o modo como é parecido ou diferente dos demais e mais claramente deveria reconhecer suas limitações e habilidades. Analogamente, quanto menos desenvolvida está a identidade, mais o indivíduo precisa do apoio de opiniões externas para se avaliar e pertencer e, assim, compreende menos as pessoas como distintas.

Ao longo do desenvolvimento da sociedade, a identidade ocupou papel primordial, pois por muito tempo esteve intrinsicamente ligada a algo posto, adquirido e consolidado. A ideia corrente era a de que a identidade estabiliza tanto os sujeitos quanto os mundos culturais que eles habitam. Percebemos aí como o imaginário social se poiava e tinha um campo fértil na identidade.

Historicamente, a identidade logo nos remete a um locus geográfico de pertencimento, ou seja, o reconhecimento nacional (“nasci em tal lugar”; “sou de tal país”) formava o aparato mínimo para sua construção. As culturas nacionais em que nascemos estão entre as principais fontes de identidade cultural e não raro nos definem, mas nós não nascemos com uma identidade nacional – ela é formada e transformada no interior da representação e do imaginário instituído pela sociedade como tal.

A formação de uma cultura nacional concorre para criar padrões de alfabetização, generaliza uma língua vernácula como meio dominante de comunicação em toda a nação, cria uma cultura homogênea e mantém intuições culturais nacionais como, por exemplo, um sistema educacional nacional. Uma cultura nacional é um discurso, um modo de construir sentidos que influencia e organiza tanto nossas ações quanto a

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concepção que temos de nós mesmos. Ao produzir sentidos sobre a nação com os quais podemos nos identificar, constrói identidades. Tais sentidos estão contidos nas histórias que se contam sobre o país, nas memórias que conectam seu presente com seu passado e nas imagens que dele se constituem.

Todavia, antes vivido como uma identidade unificada e estável, o sujeito se está fragmentando, compondo-se agora não de uma, mas de várias identidades, às vezes contraditórias ou não resolvidas.

Como resultado de mudanças estruturais e institucionais, as identidades que compunham as paisagens sociais de fora e que asseguravam nossa conformidade subjetiva com as necessidades objetivas da cultura estão entrando em colapso. O próprio processo de identificação pelo qual nos projetamos em nossas identidades culturais tornou-se mais provisório, variável e problemático. Assim, o sujeito pós-moderno passa a ser conceitualizado como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente – ela se torna uma celebração móvel, continuamente formada e transformada segundo as formas por que somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam.

O indivíduo assume identidades diferentes em diferentes momentos, mas elas não são unificadas em torno de um eu coerente. Dentro de nós, há identidades contraditórias que nos empurram em diferentes direções, de modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas.

Assim, por definição, as sociedades pós-modernas são sociedades de mudança constante e rápida, e é isso as distingue das tradicionais. A teoria de Freud esclarece parte dos descentramentos do indivíduo na sociedade pós-moderna, pois afirma que nossa identidade, nossa sexualidade e a estrutura de nossos desejos se formam com

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base em processos psíquicos e simbólicos do inconsciente, que funcionam de acordo com uma lógica muito diferente da razão (HALL, 2006).

Baseado em Freud, Lacan (1977) acredita que a imagem do eu como interior e unificado é algo que a criança aprende apenas gradualmente, parcialmente e com grande dificuldade. Ela não se desenvolve naturalmente a partir do núcleo do ser da criança, mas é formada na relação com os outros, especialmente nas complexas negociações psíquicas inconscientes da primeira infância, entre ela e as poderosas fantasias que tem das figuras paterna e materna. Nesse trabalho, que Lacan chama de fase

do espelho, a criança que não está ainda coordenada e não tem uma autoimagem como

uma pessoa inteira: ela se vê ou se imagina própria refletida, seja literalmente no espelho, seja figurativamente no espelho do olhar do outro como alguém completo. A formação do eu no olhar do outro inaugura a relação da criança com os sistemas simbólicos fora dela e é o momento de sua introdução nos vários esquemas de representação simbólica, inclusive a linguagem, a cultura e a diferença sexual.

Os sentimentos contraditórios e não resolvidos que acompanham essa difícil entrada – o sentimento de amor e ódio pelo pai, o conflito entre o desejo de agradar e o impulso de rejeitar a mãe, a divisão do eu nas partes boa e má, a negação de sua parte masculina/feminina e assim por diante – são aspectos-chave da formação do inconsciente do sujeito e o deixam dividido e permanecem com ele toda a vida. Mesmo assim, ele vivencia sua própria identidade com se ela estivesse unificada e resolvida, como resultado da fantasia de si mesmo como pessoa una, formada na fase do espelho, o que demonstra a natureza contraditória da identidade. De fato, ela se forma ao longo do tempo, por meio de processos inconscientes, e não é inata, existente na consciência desde o nascimento. Há

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sempre algo imaginário ou fantasiado sobre sua unidade, e ela é sempre incompleta, em constante processo de formação.

Nesses termos, as contínuas mudanças da sociedade e a globalização, entendidas como processo global que atravessa fronteiras nacionais integrando e conectando comunidades e organizações em novas combinações de espaço-tempo, tornam o mundo, em realidade e em experiência, mais interconectado, e assim, a própria cibercultura concorre sensivelmente para a alteração das identidades.

Consequentemente, as identidades nacionais estão se desintegrando, fazendo medrar uma homogeneização cultural. O pós-moderno global enseja o declínio das identidades nacionais e o surgimento de identidades híbridas. Podemos entender que agora aparece a produção fragmentada de códigos culturais, com multiplicidade de estilos e ênfase no efêmero, no flutuante, no pluralismo fugaz e contínuo. Quanto mais a vida social é mediada pelo mercado global de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados, mais as identidades se desvinculam e desalojam de tempos, lugares, histórias e tradições específicos e parecem flutuar livremente.

Somos confrontados por uma gama de diferentes identidades (cada qual nos fazendo diferentes apelos, ou melhor, fazendo apelos a diferentes partes de nós), entre as quais parece possível escolher. Podemos dizer que a difusão do consumismo, seja como realidade ou como sonho, contribuiu sensivelmente para esse efeito, o que ficará mais claro quando tratarmos do modus operandi dos ambientes estudados. Na lógica do discurso do consumismo mundial, as diferenças e as distinções culturais, que até então definiam a identidade, ficam reduzidas a uma espécie de língua franca internacional ou de

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moeda global, em termos das quais se podem traduzir todas as tradições específicas e todas as diferentes identidades.