• Sonuç bulunamadı

3.2. Yaşanan Bedensel Sorunların Çeşitli Değişkenlere Göre Dağılımı

3.2.5. Flüt Öğrenimi Süresi

A avaliação da demanda hídrica consuntiva é realizada por meio de uma quantificação das vazões necessárias aos usos considerados relevantes, que foram identificados pelo levantamento das vocações da bacia. Num primeiro momento, considera-se, apenas, a área de drenagem a montante do aproveitamento.

Neste levantamento, são utilizados os dados disponibilizados por órgãos gestores de recursos hídricos estaduais, como o IGAM para o Estado de Minas Gerais, IBGE, ANA ou por Planos de Bacias Hidrográficas.

De modo geral, os usos consuntivos de recursos hídricos que devem ser quantificados neste tipo de estudo são:

• irrigação;

• abastecimento urbano; • abastecimento rural; • dessedentação animal; • abastecimento industrial.

Para todos os usos listados anteriormente, a exceção do uso industrial, que será justificado oportunamente, não se utiliza apenas a demanda hídrica consuntiva já outorgada pelos órgãos gestores de recursos hídricos, visto que podem existir empreendimentos que não estão devidamente regularizados junto aos mesmos.

Caso existam estudos específicos a respeito do levantamento das vazões consuntivas a montante do aproveitamento, estes poderão ser utilizados em contrapartida à metodologia aqui proposta para a quantificação das vazões de atendimento aos usos listados anteriormente. 5.1.2.1 Irrigação

Para a estimativa da série de vazões demandadas para a agricultura irrigada, deve-se basear na área plantada por município segundo o Censo Agropecuário do IBGE (2003), e no consumo por hectare, segundo estudo da ANA (2004b).

Caso não se tenha um estudo específico para a bacia hidrográfica de interesse que estime o consumo médio de água por hectare, deve-se partir de levantamentos em bacias adjacentes, fazendo, assim, uma regionalização destes dados.

A vazão total demandada para esta finalidade é obtida por meio do critério da proporcionalidade da área municipal pertencente à bacia hidrográfica de interesse.

Segundo Christofidis (2002), o percentual de áreas irrigadas em relação às áreas plantadas para o Brasil, para a região Sudeste e para o estado de Minas Gerais é de, respectivamente, 7,5%, 17,7% e 11,2%. Desta forma, será utilizado, neste trabalho, como fator de redução para a relação de área irrigada/plantada o valor de 12,1%, que corresponde à média aritmética dos três percentuais citados.

A vazão de retorno para a irrigação foi estimada em 20% da vazão de retirada. Portanto, a vazão efetivamente consumida é igual a 80% desta demanda, segundo ANA (2005).

5.1.2.2 Abastecimento para consumo humano em áreas urbanas

Na estimativa da vazão demandada para o abastecimento urbano são utilizados dados do Censo Demográfico do IBGE (2000), para população urbana. Considerou-se, também, que 100% desta é atendida pelo serviço local de abastecimento de água.

O consumo per capita, por sua vez, foi obtido a partir da “Pesquisa Nacional do Saneamento Básico”, PNSB/IBGE (2000). Nesta, apresentou-se o consumo per capita, para algumas unidades da Federação, segundo a faixa populacional do município, conforme Tabela 5.1.

Tabela 5.1 – Consumo de água per capita para a população urbana, em litros / hab. dia,

conforme a Unidade da Federação e a faixa de população do município.

Estado Faixa 1 Faixa 2 Faixa 3 Faixa 4

Nº de habitantes < 10.000 10.000 a 100.000 100.000 a 500.000 > 500.000 Pará 196 225 259 303 Tocantins 180 207 239 279 Maranhão 157 181 209 244 Pernambuco 180 207 239 280 Alagoas 227 269 303 354 Sergipe 68 - - - Bahia 151 176 201 237 Minas Gerais 186 217 248 291 São Paulo 225 263 301 353 Paraná 170 196 226 264 Santa Catarina 203 233 269 315

Mato Grosso do Sul 220 253 291 341

Mato Grosso 267 307 354 414

Goiás 163 193 217 253

Distrito Federal - - - 257

Fonte: PNSB/IBGE (2000).

Nesta estimativa, foram descartadas as demandas dos municípios cujas sedes e localidades, consideradas zonas urbanas, encontravam-se fora da área de drenagem estudada e/ou que possuam suas fontes de abastecimento fora deste limite. Foram desconsideradas, também, as populações urbanas que possuíam suas fontes de abastecimento por poços tubulares.

Estas informações foram obtidas junto aos órgãos gestores de recursos hídricos competente. Caso a mesma não pudesse ser obtida, a estimativa de demanda seria feita conforme a metodologia apresentada para esta finalidade.

A vazão de retorno para a finalidade em questão foi estimada em 80% da vazão de retirada. Portanto, a vazão efetivamente consumida é igual a 20% da vazão demandada ANA (2005). Para as situações descritas anteriormente, onde as vazões demandadas foram descartadas, as respectivas vazões de retorno também foram ignoradas.

5.1.2.3 Abastecimento para consumo humano em áreas rurais

Para o cálculo da vazão demandada para a finalidade de abastecimento da população rural, também, são utilizados dados do Censo Demográfico do IBGE (2000).

Os valores de vazão retirada per capita para a população rural foram obtidos no documento “Base de Referência para o Plano Nacional de Recursos Hídricos”, proposto pela ANA (2003), conforme Tabela 5.2.

Tabela 5.2 – Consumo de água per capita para a população rural, conforme unidade da

Federação

Estados Consumo per capita (L/hab.dia)

AL; GO; PI 70

AC; BA; CE; DF; ES; MA; MS; MT; PA; PB;

PE; PR; RN; RO; SE; SC; TO 100

AM; AP; MG; RJ; RS; RR; SP 125

Fonte: ANA (2003).

Para a obtenção da vazão total demandada para esta finalidade, utilizou-se o critério da proporcionalidade da área municipal pertencente à bacia hidrográfica estudada. Devido à falta de informações mais detalhadas, considerou-se que toda a população rural é abastecida por fontes de água superficial.

A vazão de retorno para o abastecimento rural foi estimada em 50% da vazão de retirada. Portanto, a vazão consumida é igual a 50% desta demanda ANA (2005).

5.1.2.4 Dessedentação animal

Na estimativa das vazões demandadas para a finalidade de criação animal, é utilizado o número de cabeças, por rebanho, disponível nos Censos Agropecuários do IBGE – “Produção da Pecuária Municipal” (2003).

O rebanho de cada município foi multiplicado pelos respectivos coeficientes de consumo unitário de água, conforme Tabela 5.3.

Tabela 5.3 – Consumo de água unitário para espécies animais

Espécie Animal Consumo (litros/dia)

Bovino 50 Suíno 12,5 Bubalino 50 Eqüino 50 Asinino 50 Muar 50 Ovino 10 Caprino 10 Aves 0,4 Fonte: ANA (2003).

Para a obtenção da vazão total demandada para a dessedentação animal, é utilizado o critério da proporcionalidade da área municipal contida na bacia. Considerou-se, ainda, que todo o rebanho é abastecido por fontes de água superficial.

Já a vazão de retorno para esta finalidade foi estimada em 20% da vazão de retirada. Portanto, a vazão consumida é igual a 80% da vazão demandada, ANA (2005).

5.1.2.5 Abastecimento industrial

Na avaliação das demandas hídricas consuntivas, para a finalidade de abastecimento industrial, foram utilizados, apenas, dados de vazões outorgadas pelo órgão gestor de recursos hídricos competente.

Isto se justifica pelo fato de que há hoje uma intensa fiscalização do setor industrial, por parte dos Estados e da União, que obrigam os empreendimentos a efetuarem o licenciamento ambiental, inclusive quanto ao uso da água.

Uma das exigências dos Sistemas Nacional e Estaduais de Meio Ambiente é a obtenção da outorga de direito de uso de recursos hídricos, por parte do usuário, quando o empreendimento utiliza água diretamente de fontes naturais.

Benzer Belgeler