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4. BULGULAR VE TARTIŞMA

4.2. Öğrencilerin Gıda Güvenliği Konusundaki Bilgileri

4.2.3. Öğrencilerin Gıda Güvenliği Konusunda Depolama ile İlgili Bilgileri

A independência e a instauração do Primeiro Reinado não trouxeram grandes mudanças no que se refere ao incremento da ciência geologia no Brasil. A política de desenvolvimento das ciências naturais para alcançar o progresso e bem estar social praticada anteriormente, característica da ilustração pragmática, se encaixava na necessidade de fortalecimento do Império e manutenção da soberania. Além disso, essa ideologia se estenderia também através da mentalidade de vários personagens da vida pública do período anterior que se mantiveram ativos no Primeiro Reinado e na Regência em funções administrativas ou cargos políticos e judiciários como, por exemplo, José Bonifácio de Andrada e Silva e Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt. Dias (1969), inclusive, assinala o caráter moderado que alguns desses intelectuais procuraram imprimir à política nos primeiros tempos do Império, como resultado “de suas origens na aristocracia rural, de sua formação no antigo regime e da sua participação no despotismo ilustrado de D. Rodrigo”.

Se as primeiras associações científicas apareceram no Brasil como fruto da ilustração a partir de incentivo da Coroa para o desenvolvimento das ciências naturais, como foi o caso da Academia Científica do Rio de Janeiro, aprovada em 1772, portanto 7 anos antes da Academia Real de Ciências de Lisboa, e como esta diretriz de ciência a serviço do progresso material permanecesse “as associações criadas no Brasil após 1822 não tiveram caráter dissidente ao sistema político- econômico, pelo contrário, surgiram em seu favor, visando explorar a natureza e lançar as bases da nação” (Domingues, 2001:85). A diferença é que, a partir de então, se buscava consolidar uma nova nação e não mais a metrópole ou um reino-unido.

A primeira foi a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, criada em 1825, que teria as suas atividades ligadas, prioritariamente, a indústria agrícola. Mais tarde, em 1838, foi criado o Instituto Histórico Geográfico e Etnográfico Brasileiro – IHGB por iniciativa, inclusive, de membros da Sociedade Auxiliadora, tendo este sim, desde o início, as ciências geológicas dentro do seu campo de ação. Também a Sociedade Velosiana, fundada em 1850 e absorvida pelo IHGB em 1854, abrigou as ciências geológicas no século XIX. Segundo Figueirôa (1997), a criação destas duas instituições se insere no movimento de consolidação efetiva do Império que buscava, no nível político e social, a inserção do Brasil no cenário mundial e ao mesmo tempo uma identidade nacional que o distinguisse como nação independente.

“Nas instituições científicas então existentes tal movimento manifestou-se, por exemplo, na reforma militarizante que transformou a Academia Militar em Escola

Militar (em 1839), na reforma do Arquivo Nacional e na reforma do Museu Nacional (em 1840, mas apenas efetivada em 1842)”. (Figueirôa, 1997:75)

Este movimento pode ser entendido como um projeto de construção do estado nacional brasileiro empreendido, a partir de 1822, pela elite política e intelectual e que se manifestaria na ciência,

como já mencionado, e ainda na literatura e na história. Freitas (2002) ressalta que a estabilidade política e o surto de desenvolvimento econômico

ocorrido entre 1850 a 1864 propiciaram o ápice desse movimento da elite em torno da tarefa ideológica de construção de uma imagem da nação.

“Deve ser tido como característico o esforço de largas ao sentimento local, aos conceitos locais, às opiniões e pontos de vistas brasileiros. Ser português ou inspirado por modelos portugueses, valia por má recomendação perante o comum dos leitores. O indianismo e o americanismo vieram à luz, tanto nos versos como nos romances”. (Calógeras, 1945:195-196)

Numa demonstração clara do espírito de busca de uma identidade científica foi criada em 1856, numa iniciativa do IHGB com o apoio, inclusive financeiro do governo imperial a “Comissão Científica de Exploração” composta, exclusivamente, por brasileiros. Esta Comissão era estruturada em cinco seções com objetivos distintos, entre elas a Seção de Geologia e Mineralogia sob a coordenação de Guilherme Schüch de Capanema (1824-1908). A expedição só partiu do Rio de Janeiro em direção ao Ceará, primeira região escolhida para estudo, em 1859. Com muitos problemas a expedição retornou em 1861 depois de ter percorrido além do Ceará, parte do Maranhão e da Amazônia, tendo ficado conhecida também como “Comissão Exploradora das Províncias do Norte”. Publicou apenas parte dos resultados e, bastante desmoralizada pela ausência do retorno científico esperado, foi dissolvida.

Em 1865 desembarcou no Brasil a expedição americana Thayer3 chefiada pelo suíço Jean Louis Agassiz (1807-1873), fundador (1847) do Museu de Zoologia Comparativa da Universidade de Harvard em Cambridge - Massachusetts, que tinha como objetivos estudar a fauna ictiológica brasileira e examinar os depósitos superficiais do Brasil setentrional atribuídos por ele à ação glacial. O destaque desta expedição foi o geólogo canadense Charles Frederic Hartt, que voltou ao Brasil em 1870, nas férias de verão da universidade, como chefe da Expedição Morgan4, se fazendo acompanhar de 11 estudantes, entre eles dois que viriam deixar grandes contribuições ao entendimento da geologia dos terrenos brasileiros: Orville A. Derby (1851-1915) e John Casper Branner (1851-1922). Nas férias do ano seguinte Hartt e Derby voltaram ao Brasil para concluir

3

A expedição foi financiada pelo empresário Nathaniel Thayer. 4

1817/1821 1810 Spix e Martius, Emanuel Pohl e Roque Schüch Langsdorff 1808 Chegada da Família

Real Friedrich Sellow

Denis de Herve Conde de Castenau Heusser e Claraz Tschudi Emmanuel Liais Gerber O pioneiro: John Mawe

algumas pesquisas. Os resultados geológicos da Expedição Morgan foram publicados em diversos artigos. Em linhas gerais eles consistem na determinação das características dos diversos terrenos que compõem a região amazônica e a conseqüente refutação da teoria de Agassiz sobre a glaciação deste vale.

Como visto estas expedições não estiveram em Minas Gerais. Diferentemente, vários naturalistas europeus fizeram das regiões das minas de ouro, topázio e diamantes passagens obrigatóriasem suas excursões pelo Brasil.