3.3. Veri Toplama Araçları
3.3.1. Matematiksel Muhakeme Değerlendirme Ölçeği
3.3.1.1. Çoktan seçmeli maddelerden oluşan kısım
As entrevistas dos agrupamentos familiares, constituídos apenas pelos adultos ou pelos adultos acompanhados de criança(s) ou jovem(s), foram realizadas após a apresentação de imagens digitais nas quais eles podiam visualizar momentos de sua participação no programa. Este recurso foi muito útil sob vários aspectos: promoveu maior aproximação entre os entrevistados e a pesquisadora mostrou-se eficaz quanto à ativação da memória dos entrevistados. As imagens (fotos) foram um estímulo (DELVAL, 2002, p.92) e delimitaram o foco da pesquisa, auxiliando na abordagem de questões pontuais sobre o programa educativo.
Sendo os adultos o objeto da pesquisa, a eles foi direcionada a maioria das questões da entrevista semiestruturada elaborada para os agrupamentos familiares.
No início do trabalho de campo percebeu-se que quando havia crianças era mais produtivo iniciar a entrevista com elas, para evitar que ficassem impacientes e passassem a interromper os adultos. Depois da participação, elas ficavam próximas e, mesmo quando se dedicavam a outras atividades, intervinham quando achavam necessário ou podiam ser abordadas pelo adulto ou pela pesquisadora. Isso evitou que a curiosidade natural e a ansiedade das crianças frente à situação de entrevista atrapalhassem os adultos.
A participação da pesquisadora como educadora responsável pelo planejamento, execução e avaliação do Interar-te favoreceu a compreensão de aspectos das respostas dos entrevistados que não ficariam claros de outra maneira. Esta proximidade favoreceu redirecionamentos e aprofundamentos de questões durante as entrevistas. Outra facilidade que a proximidade da pesquisadora ao caso estudado proporcionou foi o levantamento de informantes para triangulação. E, ainda, o vínculo estabelecido com os entrevistados, que, por isto, sentiram-se motivados a contribuir sem se sentirem intimidados diante de uma pesquisadora. (BOURDIEU, 2008)
O processo de elaboração da entrevista contou com um estudo-piloto, no qual a entrevista estava muito longa, com questões repetitivas ou subentendidas em anteriores.
Algumas questões foram reelaboradas, outras foram mantidas para confirmação de dados; estas últimas foram evitadas quando já respondidas pelo entrevistado.
Outra estratégia, advinda de estudos sobre o método clínico em pesquisa com crianças e utilizada em entrevistas com agrupamentos quando elas estavam presentes, foi a solicitação de desenhos. Este recurso de apoio foi utilizado com participantes de idade entre 5 e 12 anos como complemento às questões que lhes foram dirigidas em entrevista. Sobre a limitação da idade para a solicitação do desenho Delval (2002, p.95) explica que:
A partir dos 12 ou 13 anos, essa técnica começa a perder sua utilidade, pela relação que os sujeitos têm com o desenho. Entraram na fase do realismo visual e se preocupam muito com a adequação de seu desenho à realidade; com isso, vão desaparecendo as capacidades expressivas que têm os desenhos das crianças menores.
Este instrumento de pesquisa não foi utilizado nas primeiras entrevistas de famílias com crianças. Foi inserido como recurso de apoio após a pesquisadora detectar, numa entrevista, que as crianças (uma de 6 e outra de 9 anos) não compreendiam uma das questões a elas dirigidas. Uma vez constatado que o desenho foi mais eficaz sobre a referida questão, os agrupamentos com crianças que já haviam sido entrevistados foram contatados novamente e todos aceitaram complementar a entrevista.
Enquanto desenhavam, as falas espontâneas das crianças e as intervenções da pesquisadora com perguntas de esclarecimento sobre o que estava sendo representado foram registradas em diário de campo. Mais do que uma resposta a uma questão, os desenhos motivaram um momento a mais de investigação com as crianças, uma pequena entrevista dentro da entrevista planejada. A partir do registro da fala delas no diário de campo, associada ao desenho solicitado, a pesquisadora pôde compreender a referência da memória representada, facilitando a checagem sobre a qualidade da informação expressa no desenho. Isto permitiu identificar o que era imaginação, fantasia ou associação a fatores externos e o que estava relacionado diretamente ao programa educativo vivenciado no Museu. Esta experiência da pesquisa fez jus às orientações metodológicas de Delval (2002, p.96) para utilização de desenho como técnica de apoio em entrevista com crianças:
Com todas as suas vantagens, o problema é que às vezes fica difícil interpretar os desenhos. Então, o melhor é complementar o desenho com a entrevista. Se primeiro fazemos a entrevista e depois pedimos o desenho, pode ocorrer que este reflita sobretudo os temas que surgiram na entrevista e limite a expressão do sujeito. É por essa razão que se recomenda, em muitos casos, fazer primeiro o desenho e depois perguntar sobre ele. Naturalmente, essa não é uma norma geral, mas depende do estudo que estamos empreendendo e dos objetivos que temos em vista.
Respeitando aspectos éticos de pesquisa, a cada família ou adulto entrevistado foi enviada a transcrição para que manifestassem concordância. As manifestação de discordância foram discutidas e consideradas, tendo o depoente o direito de se sentir representado satisfatoriamente pelo instrumento de pesquisa utilizado. O feedback aos entrevistados permitiu, também, contribuir com as famílias, pois os sujeitos envolvidos puderam ter ciência, ou, quem sabe ainda, consciência, dos valores de educação que vivenciaram e compartilharam. Solicitou-se, quando do envio da entrevista transcrita, reflexões (que o participante pôde optar por responder ou não) a partir de questões como: “Para você, foi importante ler esta entrevista? Por quê? Há algum aspecto de suas relações sociais e familiares (com filhos, amigos, pais, outros) não percebido que a entrevista lhe fez notar?
Gostaria de fazer algum outro comentário sobre esta experiência até este momento?”.
Como retribuição simbólica, por sua participação na pesquisa, cada agrupamento familiar recebeu um CD com as imagens digitais de sua participação no Interar-te (exceto imagens de atividades desenvolvidas no espaço expositivo do Museu). Todas as imagens são de autoria da própria pesquisadora (em respeito às leis dos diretos autorais), que as realizou por ser educadora na instituição do programa em estudo. Após a conclusão da pesquisa receberão uma versão digitalizada da dissertação.