4 SIZDIRMAYA KARŞI ÖZGÜN SRAM TASARIMI, CSRAM
4.5 Çoklu İçerik Uyarlamalı CSRAM
4.5.2 Çoklu İçerik Uyarlamalı CSRAM Analizi ve Deneysel Sonuçlar
O orçamento público é uma importante peça de todo o processo de planejamento. Por isso, a integração entre orçamento e planejamento deve ser real, a fim de garantir os recursos necessários para a efetividade das políticas públicas.
Sob este contexto, a Lei n.º 4.320, de 17 de março de 1964, constitui um marco histórico na gestão das finanças públicas.
35 Com o advento da Lei Complementar n.º 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), o planejamento do orçamento deixou de ser mera ordem técnica-contábil, sendo elevado ao nível de obrigação do gestor público. Esta lei foi editada com o propósito de impingir maior transparência e controle das finanças públicas. Pretendeu-se, com isto, o equilíbrio das contas públicas, a busca de metas e resultados, visando à redução do déficit, o aumento da receita, o controle dos gastos e da dívida e do endividamento, com responsabilidade na gestão fiscal.
Esta lei também está inserida no contexto da Reforma do Estado e foi elaborada com base em modelo proposto pelo Fundo Monetário Internacional. Castro (2001) justifica esta constatação pelo fato de o Brasil ter aderido à globalização da economia e em virtude da insatisfação da coletividade com a corrupção e a má gestão dos recursos públicos, considerando-se como mote a eficiência na Administração, o Estado gerencial.
A Lei de Responsabilidade Fiscal está alicerçada em quatro eixos nucleares, a saber, planejamento, transparência, controle e responsabilização.
O planejamento, segundo Castro (2001), exige uma atividade estatal qualificada, com base no modelo proposto por Fayol: previsão, organização, comando, coordenação e controle. Assim sendo, a gestão fiscal pressupõe uma ação planejada do governo.
A transparência é o segundo núcleo da Lei de Responsabilidade Fiscal, como exemplo, tem-se a demonstração de resultado e a publicização das finanças públicas.
O controle, na LRF, é verificado no aperfeiçoamento dos instrumentos para exercê-lo, tanto internamente, dando-se mais autonomia e independência para o Controle Interno, quanto externamente, com o fortalecimento da atuação dos Tribunais de Contas.
Por fim, a LRF prevê sanções tanto para a entidade pública, quanto para o administrador que agir temerariamente na gestão fiscal, promovendo-se, assim, a sua responsabilização.
36 Visando orientar este processo de planejamento, a Constituição Federal de 1988, em que pese o seu caráter patrimonialista, instituiu, em seu artigo 165, a obrigatoriedade de: I - o Plano Plurianual (PPA); II - as Diretrizes Orçamentárias (LDO); e III - os Orçamentos Anuais (LOA).
Segundo Silva (2005), os princípios orçamentários foram elaborados pelas finanças clássicas, destinados, de um lado – e principalmente –, a reforçar a utilização do orçamento como instrumento de controle parlamentar e democrático sobre a atividade financeira do Executivo e, de outro lado, a orientar a elaboração, aprovação e execução do orçamento.
Este mesmo autor cita, ainda, que os princípios orçamentários são os seguintes: a) princípio da programação; b) princípio da anualidade; c) princípio da unidade; d) princípio da universalidade ou da globalização; e) princípio da legalidade; f) princípio da exclusividade; e g) princípio do equilíbrio orçamentário.
Contudo, Mendes et. al. (2008, p. 1348) asseveram que alguns destes princípios receberam grande ênfase no Estado Liberal, quando os orçamentos possuíam forte conotação jurídica. Nos dias atuais, perderam sua importância por não atenderem a todas as nuanças do universo econômico-financeiro característico do Estado Moderno.
Há, outrossim, que sobrelevar que, no Brasil, o orçamento também constitui instrumento de distribuição de renda, justiça social e de correção das desigualdades sociais, promovendo o desenvolvimento social e econômico. O orçamento é um forte instrumento que o Estado possui para intervir na sociedade, impactando a vida das pessoas mediante a entrega de bens e serviços ou mesmo alterando a configuração do ambiente e da cultura.
O gestor municipal deve utilizar os recursos públicos que dispõe para maximizar a melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes. Ou seja, a arrecadação de impostos e as transferências de recursos estaduais e federais financiariam as responsabilidades do município na oferta de educação básica, saúde e outros serviços públicos (MOTA et al., 2007).
37 Segundo Musgrave (1980), são funções do orçamento: a) promover ajustamentos na alocação de recursos (função alocativa); b) fazer ajustamentos na distribuição de renda (função distributiva); e c) manter a estabilidade econômica (função estabilizadora).
A população, em qualquer nível social e econômico, continua a contar com o Estado para se conseguir determinadas necessidades. No campo municipal, esta presença do Poder Público se torna mais visível, pois, são nas cidades que as necessidades diretas das pessoas alcançam maior demanda, como coleta de lixo, saneamento, obras públicas, atendimento à saúde, espaços de lazer, dentre outras.
Com efeito, a alocação de recursos, por parte dos municípios, de modo a fomentar o desenvolvimento almejado pela população e atender as suas necessidades primárias, dependerá de eficiente integração planejamento/orçamento.
Por outro lado, a deficiência na elaboração e execução do orçamento impacta negativamente a sociedade, prejudicando os resultados das políticas públicas e não alcançando as mudanças pretendidas no ambiente e na cultura. Com isso, distancia- se, ainda mais, o governo das demandas dos governados/sociedade.
No caso específico da gestão do Sistema Único de Saúde, ocorrem desequilíbrios internos na alocação dos recursos financeiros, em função dos diferentes setores de prestação de serviços de saúde, o que provoca ineficiências alocativas, repercutindo negativamente nos resultados sanitários (CONASS, 2006).
A este respeito, Oliveira et. al. (2006) reforçam a tese de que as estratégias de Governo têm como etapa essencial o processo de elaboração e execução do orçamento, instrumento que reflete as decisões alocativas de curto prazo. A aderência do orçamento à estratégia, usualmente denominada integração planejamento-orçamento, constitui importante variável explicativa de estratégias percebidas como exitosas.
O orçamento é, na perspectiva dual, o instrumento que torna viável, a curto prazo, a estratégia.
38 Nesse contexto, o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (MARE, 1995) estabelece como premissa que o Planejamento exercerá importante missão, notadamente na área de orçamento, a partir da adoção de um modelo que se baseie na fixação de objetivos, mecanismos efetivos de avaliação de resultados, tendo, como, contrapartida maior flexibilidade na execução orçamentária.
É importante, portanto, a integração entre planejamento e orçamento, com vista a garantir maior eficiência à realização da despesa pública e, consequentemente, gastar mais e melhor com o cidadão – fim do Estado – e menos com a máquina administrativa.
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