• Sonuç bulunamadı

2. MARKSİST DEVLET YAPISI VE ÖRNEKLER

2.3. MARKSİST DEVLET ÇABASI VE ÖRNEKLER

2.3.2. Çin Halk Cumhuriyeti

2.3.2.3. Çin Ekonomisi’nin Yapısal Değişimi “Sosyalist Piyasa

Os conceitos de “Expressão” e “Constelação de Ideias” também afloram dos dados coletados, mostrando o que foi historicamente possível falar e os contextos que proporcionaram esta expressão. A escola 1 contou com os entrevistados A e B; a escola 2, com os entrevistados C e D; a escola 3, com os entrevistados E e F; e a escola 4, com os entrevistados G e H.

Sobre o contexto da constelação de ideias, percebemos que o trabalho dos coordenadores, tanto os de curso quanto os de iniciação científica, não é compreendido no percurso histórico do curso. Não há memória do curso ou quando há encontra-se dispersa na organização,

muitas vezes, relatadas pelos funcionários mais antigos (como a Secretaria Acadêmica). Os entrevistados A e F, questionados sobre o histórico do curso e o que levou à mudança curricular pela qual a escola estava passando, declararam:

Esse passado (?) eu não tenho. Pensando que isso é até importante, eu posso tentar descobrir essas etapas. O que eu tenho, o que a gente tem agora, que a gente tá vivendo essa mudança de currículo.

Entrevistado A Não sei se vou saber fazer uma retrospectiva, né? Eu sei que ela tá aqui deve ser uns 10 anos. Eu sei que eu sou o quarto tutor aí da IC e não sei muito a história dela não, tá?

Entrevistado F

Como podemos reclamar uma formação crítica dos administradores, quando a coordenação do curso é efêmera? Como um projeto de curso pode propor e, efetivamente, implementar, por intermédio de seus professores e coordenadores, uma reflexão crítica no aluno, um tornar-se intelectual, se uma das dimensões deste processo – a histórica – é inexistente? Benjamin ([1940] 1996), em O Narrador, afirma que quando as pessoas perdem a capacidade de contar suas histórias – que não são somente delas, mas de toda a humanidade –, a alienação do sujeito e reificação da vida social encontram campo fértil para se instaurarem.

Depreende-se, portanto, que essa falta de história dificulta o desenvolvimento de uma visão crítica sobre o próprio curso. Várias questões acerca da compreensão da história do curso e das escolhas políticas feitas pela IES em relação ao profissional que deseja formar ficam sem resposta. Questões como: “Por que o currículo se organiza da forma como está?”, “Por que o curso elegeu determinados conhecimentos como sendo os principais para a formação dos administradores?”, “Por que apresenta esta ou aquela ênfase na formação de seus alunos?” e “O que estas escolhas – históricas – significam em termos do perfil político do egresso que se deseja formar? Por meio dos exemplos demonstrados a seguir, perceberemos que as respostas a estas questões passam pela definição da função política do currículo da administração:

O aluno tem que aprender a fazer, tá? E uma das coisas que ele tem que fazer é pesquisar. Hoje num mundo de hoje, conhecimento se constrói com pesquisa. Então você tem que fazer pesquisa. Nós achamos que é sempre uma área fundamental pra você construir conhecimento, porque eu não acredito em transferir conhecimento. Está em construção. Eu sou construtivista e você tem que construir, e nada melhor do que você fazer pesquisa pra você estar construindo conhecimento

Entrevistado F Iniciação Científica é uma maneira de você ampliar esse tipo de oportunidade, de aproximar estudante de pesquisa. É aproximar ou é sensibilizar os meninos, os estudantes, para a pesquisa, em direção à pesquisa, como alternativa profissional, mas também como uma alternativa de atuação do indivíduo na sociedade. Ou seja, não só respondendo a demandas de empresas de mercado ou de organizações públicas, mas também tendo uma atuação diferenciada, que é uma maneira de você repensar a sociedade na qual você vive. Obviamente, dentro daquele campo no qual você tá inserido, na biologia, na matemática, na filosofia, não importa.

Entrevistado H

É por esta razão que defendemos nesta tese que currículo não significa um encadeamento de disciplinas. Esse nem mesmo é o elemento mais importante que o constitui. Currículo denota a política pedagógica sobre a função social da formação que está sendo analisada. AA interferência da influência do corpo docente na definição do projeto de formação do administrador é mostrada a seguir:

E da parte de extensão aqui não tinha. Pelo menos eu desconhecia algum projeto. Agora nós fizemos. Nós estamos fazendo um trabalho grande de assessoria na Cooperativa aqui, com uma participação intensa deles porque o meu forte é extensão. Eu tenho dois projetos de pesquisas, mas o que eu gosto mesmo é extensão. Trabalho muito dentro dessa área de gestão, [...] a gente já vai introduzindo o pessoal aí, implementando mesmo e trabalhando no sentido de aprender realmente e aplicar a teoria aprendida aqui em sala de aula, tá?

Entrevistado F Então, acho que seria isso. Eu acho que a IES, na minha opinião, ela tem uma vantagem comparativa em relação às demais universidades porque aqui a visão da Administração é diferente entre os professores. Não existe uma visão da instituição; existe a visão dos professores. E cada um é de uma diferente linha. Os alunos conseguem ter contato com essas diferentes linhas, então se ele tem essa maturidade também para enxergar o que é e o que absorver de cada uma dessas diferentes abordagens.

Ao analisarmos os cursos pesquisados, percebemos que a iniciação científica já existia nas IES há anos.

A Escola 1 trabalha isso bem. Institucionalmente mesmo!

Entrevistado B

A iniciação científica passeava aqui na Escola 2 antes da graduação existir. Entrevistado D Prá IES ela é uma maneira dela ter uma projeção diferenciada na sociedade, embora a sociedade não esteja muito preocupada com pesquisa, né?

Entrevistado H

Muitas destas instituições, possuem políticas referentes à iniciação científica, sistema estruturado de atribuição de bolsas advindas de financiamento próprio e de órgãos de fomento à pesquisa, bem como estrutura administrativa para lidar com tais questões.

A Escola 1 sempre teve uma cota grande. A Escola 1 faz inclusive um evento. O evento da iniciação científica é bem organizado

Entrevistado B A gente tem colocado o PIBIC como uma meta dentro da escola, um programa importante para a escola, contribuição para incrementar o conhecimento, a base de atualização do núcleo de pesquisa e vai fortalecer essa formação de pesquisador, de administrador no graduando.

Entrevistado D

A iniciação científica, portanto, não é algo novo. Ao contrário, todas apresentam forte tradição em pesquisa e seus núcleos espalhados por todo o departamento são formados por docentes da instituição que detêm carga horária de dedicação à pesquisa e alunos graduandos bolsistas.

Os relatos colhidos revelam, todavia, que, apesar de toda essa tradição e estrutura, a pesquisa somente tornou-se uma alternativa considerada por uma parcela maior dos alunos quando esta integrou o quadro de atividades complementares obrigatórias que o aluno deve cumprir. Os trechos a seguir demonstram esta questão:

No currículo novo de graduação, a bolsa PIBIC passou a contar [...] período de PIBIC passou a contar como créditos para os alunos. Então os alunos passaram a se interessar mais.[...] É, como atividade complementar. Então, a gente começou a ter movimento dos dois lados para argumentar isso.

Entrevistado B Trinta por cento dos alunos da IES são bolsistas, tá? Muita coisa. É muita. Aqui, você tem acho que mais de 1.500 bolsas né? Pra menos de 4.000 alunos. Então é um volume muito grande, relativamente. Tanto é que a IES é a escola com menos evasão das universidades de todo o País, menos de 1% de evasão. Aluno chegou aqui e tem que ficar aqui. Arrumamos um jeito pra ele ficar aqui. Você primeiro tenta encaixar ele em todas essas bolsas de Iniciação Científica, de extensão, a bolsa de extensão.

Entrevistado F Às vezes, alguns alunos não têm muita alternativa. [...] Alguns são mais curiosos que acham que a pesquisa pode ser uma área pra eles se desenvolverem. É difícil você determinar o perfil, porque existe um certo grau de oportunismo aí por parte dos candidatos [...] Entrar a favor da pesquisa, em nome da pesquisa, isso não existe. Existe, mas não é uma maioria; é uma parte do grupo.

Entrevistado H as empresas manifestaram assim, uma importância deles terem participado do PIBIC, entendeu? Então, assim eles também começam a perceber que isso é um diferencial também para eles. Quer dizer, alguém que fez pesquisa é bom aluno, e porque é bom aluno é porque, no mínimo, tem alguma coisa de diferente dos outros. Então, as empresas, também percebem isso.

Entrevistado B

Esses relatos mostram que a dialética está presente na formação dos administradores. Ao mesmo tempo em que funciona como um eixo alternativo às ocupações tradicionais do administrador – executivo e trabalhador de empresa privada –, podendo ser eixo para a formação crítica, a iniciação científica somente se torna mais atraente para os alunos se houver certa instrumentalização de seus objetivos e propósitos.

Feita essa discussão, podemos refletir sobre a dialética presente nas atividades de coordenação de curso. adiante das Diretrizes Curriculares de 2005, os coordenadores de curso tiveram a tarefa complexa de reestruturar os currículos da Administração. Vale ressaltar que as alterações previstas nesta legislação eram de alto impacto na organização dos cursos, pois previa a mudança da lógica dos currículos. As DCN retiravam os parâmetros curriculares para instaurarem o desenvolvimento de competências e habilidades, derivadas dos eixos de formação das atividades interdisciplinares. Diante dessa demanda legal, os coordenadores

tiveram de desenvolver estratégias para o atendimento da nova lei. Isso significou o resgate de discussões colegiadas, grupos de discussão, reuniões departamentais, pareceres técnicos e reestruturação das tradicionais áreas da Administração. Houve, portanto, uma movimentação interna dos docentes em relação à magnitude da mudança que precisava ocorrer.

Podemos notar nos trechos seguintes, os reflexos de integração e discussão colegiada dos departamentos entrevistados:

A gente também tem uma estrutura de [professores] supervisores pra atendimento e prá supervisão também de disciplinas, conteúdo, garantia que os conteúdos que tá colocado aqui esteja representado nos programas e que as metodologias sejam compatíveis.[...] todo projeto pedagógico ele corre várias instâncias aqui. Não basta a coordenação querer.

Entrevistado A A gente vai inverter o que boa parte das escolas fazem. Quer dizer, a gente não vai ter comportamento do consumidor. A gente vai ter uma disciplina para discutir fenômenos específicos de consumo. E só depois é que as pessoas vão começar a pensar efetivamente como agir dentro dessa realidade,

Entrevistado C Veio uma espécie de demanda por parte dos alunos. Aí, nesse sentido, houve essa preocupação. Então, nós colocamos disciplinas que... na estrutura curricular a gente contemplou com disciplinas nesse sentido também. Por exemplo, criaram uma disciplina eletiva na área de Empreendedorismo. Foram criadas disciplinas eletivas na área de Consultoria Empresarial, visando isso daí. Aqueles que tinham interesse em ir mais para o mercado eles tinham uma opção de direcionar mais pra isso.

Entrevistado E

Este é um ponto, com certeza, muito positivo para a formação do administrador. Em maior ou menor grau, os departamentos passaram por um momento de autorreflexão, reconsiderando as disciplinas, o projeto pedagógico, as estratégias de ensino as conversações entre as áreas da Administração, bem como tiveram de enfrentar às claras as lutas de poder relativas à construção do novo currículo:

A reforma curricular, a renovação do quadro de professores, a gente teve uma grande renovação nos últimos anos. Então, o pessoal com mais cabeça, que gosta de, de... pesquisador, talvez, não sei. Eu acho que é outro perfil, outra geração que chegou de professor.

Essas pessoas que tão entrando têm esse vínculo mais forte com a graduação e aí fica mais fácil, porque tem vínculo com a graduação porque dá aula lá e gosta desse contato com os alunos.

Entrevistado A A mudança das diretrizes em 2005 caiu como uma luva. A gente aproveitou esse negócio e fizemos uma mudança [...] acho que foi de 8 para 80. Avanços no sentido de a gente ter efetivamente conseguido tomar conta, digamos assim, do curso de ponta a ponta.

Eu acabei participando muito porque eu sabia que, se por acaso eu não defendesse algumas disciplinas, elas iriam por água abaixo.

Entrevistado C Com a mudança da própria universidade, com o crescimento, com a entrada no departamento de novos docentes que não tinham a formação agrária mais em Administração mesmo, ou em Economia, ou em outras áreas, mas mais correlatas aí com a Administração. O curso passou a ter o próprio dinamismo, passou a ter linhas de pesquisa.

Entrevistado E

Outro ponto muito positivo para a formação crítica do administrador é a busca para a solução prevista nas Diretrizes Curriculares de 2005 em relação à interdisciplinaridade e às atividades complementares. Para as escolas entrevistadas, este elemento significou a ampliação da formação deste profissional em dois sentidos: a consideração das disciplinas de outros departamentos e o desenvolvimento de projetos coligados entre as áreas da Administração.

A Escola 1 tem como uma das estratégias não tirar a graduação daqui do campus, e eu acho isso fantástico. Fantástico porque permite aos alunos, por exemplo, de sair daqui, fazer uma eletiva na Economia, na História, na Filosofia, nas Relações [...] Internacionais, assim como os meninos de lá pra cá também. Isso favorece essa questão da interdisciplinaridade, né?! Isso é um ponto positivo.

Entrevistado A A impressão que eu tenho é que a presença de outros conteúdos dentro do curso de Administração ela é tão forte que não obrigatoriamente pode ser controlada aqui dentro.

Entrevistado C O que a gente tem procurado agora é aumentar o elenco do rol das disciplinas eletivas para dar mais ainda oportunidades.

Entrevistado E

A formação do profissional de administração passou a aceitar, formalmente, a inclusão de disciplinas de diversos departamentos da Universidade em seu currículo. É importante

ressaltar aqui o elemento formal dessa atividade. A alternativa de cursar disciplinas eletivas (em outros departamentos da Universidade) já estava presente em muitas escolas de Administração. O que mudou foi que a partir das DCN, este intercâmbio entre departamentos passou a contar como parte integrante e, portanto, necessária à formação do administrador. Abriu-se um universo de alternativas para os estudantes de Administração. As disciplinas eletivas passaram a integrar a carga horária para a formação deste aluno. Elas não se configuram mais como atividades extraordinárias, dependentes somente da disponibilidade e interesse dos discentes; passaram a contar horas para a integralização dos currículos. Mais uma vez, enfrentamos a dialética: a formalização/burocratização das disciplinas eletivas como integrantes da carga horária mínima do currículo de administração possibilitou aos alunos e aos professores enxergarem um mundo de alternativas dispostas nos diversos departamentos das Universidades: a formalização gerando possibilidades de esclarecimento. Este é o contexto da expressão da crítica presente no processo de formação dos administradores.

Diria que os últimos anos representaram uma mudança grande de mentalidade no departamento.

Entrevistado B

Então já começa uma intervenção, participação mais direta na construção do currículo.

Entrevistado D O colegiado sentou para rediscutir o curso. Isso aí foi repassado também ao grupo de professores. Os professores participaram também dessa discussão como aconteceu na primeira flexibilização. Na primeira reforma nós fizemos isso. Envolvemos todos.

Entrevistado E Existia o sentimento dentro do departamento que era necessário mudar. Mas assim, faltou aquele, aquele pacto gerador da mudança, vamos dizer assim. O incentivo para a mudança e o incentivo foi dado quando foi dando a data limite até o primeiro semestre de 2008

Entrevistado G

É importante ressaltar que essa ampliação de horizontes não se aplica somente às universidades. Passou-se a considerar como carga horária mínima para a integralização dos

currículos a matrícula em disciplinas complementares em outras IES e cursos livres relacionados à área de formação do aluno. Além disso, as atividades de monitoria, iniciação científica e intercâmbio cultural, dentre outras, também passaram a incorporar o currículo de Administração.

É necessário, no entanto, salientar que a flexibilização dos currículos, conforme previsto nas DCN, descortinou problemas estruturais das IES. A decisão sobre o projeto de formação dos administradores não passa somente pela questão pedagógica; ela é resultado também das estruturas físicas e humanas disponíveis para o planejamento deste processo. Obtivemos relatos referentes à falta de espaço físico de sala de aula para atender às demandas dos alunos por disciplinas eletivas, problemas de falta de capital humano para lecionar disciplinas na graduação e o embate entre aulas na graduação versus produção acadêmica. Dentre as atribuições dos professores, há uma competição de atividades, limitando a disponibilidade do docente para a aula. Alguns relatos estruturais revelam a interferência na confecção do projeto de formação dos administradores:

E aí assim, esse aspecto a gente até estudou essa possibilidade. Mas tinha fatores limitantes porque essas anuências elas envolvem negociações políticas entre departamentos muito forte. Um departamento dificilmente vai ceder um professora para um outro curso entendeu? É um castelo de cartas. Você tira esse professor do seu curso e você está deixando uma lacuna no seu curso para preencher a lacuna de outro curso, e você não vai tirar do seu curso e você vai dizer: “Ah, não posso preencher a sua lacuna e vou continuar com o meu professor aqui no meu curso”.

Entrevistado G A carência de professores não é só aqui; é em todos os departamentos. Então, assim, é diferente de outras universidades, porque aqui o professor dá aula para graduação, mestrado e doutorado. Ele participa da coordenação do curso, da parte administrativa da universidade e tem que fazer isso tudo. Não tem jeito. Se em um semestre você resolver se concentrar em dar aulas de graduação, você possivelmente tá minando a sua capacidade de produção acadêmica, de publicação. Você não vai conseguir. Você não vai ter tempo. Não vai poder ler, estudar, pesquisar. Tem esse balanço difícil. Esse equilíbrio difícil nessas atividades no atual cenário da universidade que é em todos os departamentos.

Outra questão relativa à formação crítica dos administradores é o próprio conceito atribuído ao Administrador Crítico. Analisando as entrevistas, percebemos o contexto de expressão sobre esta questão. O conceito de administrador crítico aponta para as contradições deste próprio termo. Muitos dos entrevistados chegam a estranhar a associação entre estes dois termos: administrador e crítico. Nas entrevistas, percebemos que há uma compreensão da crítica no sentido frankfurtiano. Trechos citados revelam essa situação. Porém, a formação do administrador ainda está muito associada à sua função nas empresas privadas. Alguns trechos atestam em relação a isso:

O administrador é formado para fazer sucesso nas empresas. E quem é que faz sucesso nas empresas? É o cara que gera resultado, o cara que faz uma venda extraordinária, é o cara que promove a reestruturação da empresa custe o que custar. É aquela visão (“fáustica”) né! Acho que assim a gente privilegia ainda a visão (“fáustica”) do administrador.

Entrevistado B Eu acho que ele é um camarada que tem que fazer com que as pessoas funcionem e funcionem mesmo... Eu acho esse daí um termo feio, mas é o único termo... Fazer com que as estruturas funcionem e que as pessoas efetivamente funcionem dentro dessa estrutura com o mínimo de harmonia. Quer dizer, então, todo aquele papo, digamos assim, de organização de trabalho e a capacidade com que o administrador tem de fazer com que as pessoas façam efetivamente o que tem que ser feito é fundamental. É uma coisa que eu sinto no meu dia a dia. (?).

Entrevistado C

Eu acho que o bom administrador tem que passar por aquela questão da habilidade conceitual. Isso eu acho que a gente não pode perder isso na nossa profissão porque quanto mais a gente se distancia disso, mais a gente dá margem para a atuação do engenheiro de produção.

Entrevistado D Pra ser critico tem que ter autocrítica. Esse é o primeiro ponto. Sem autocrítica a critica dele não serve pra nada. Esse é um problema. Esse rótulo de crítica vem de grupos mais da esquerda, né, que corre risco, de um lado, de adotar um discurso muito utópico e demagógico. Muitas vezes, é fácil – da crítica pela crítica. Às vezes, sem fundamento, às vezes uma critica sem autocrítica. Por isso que você não deixa de ter patrões autoritários dentro de grupos de esquerda... Agora, a ideia da critica, ela é extremamente relevante, desde que tenha autocrítica, é lógico, pra poder se amadurecer ao longo do tempo, porque ela mostra alternativas de arranjos societais, mostra alternativas de arranjos de processos, mostra alternativas de abordagens, pode mostrar ou ensinar conceitos ou ideias que possa trabalhar de maneiras diferenciadas.

Essas falas significam as contradições próprias ao processo de formação deste profissional, ainda muito associado ao decision-maker, porém vislumbrando novas alternativas sociais.