B) BAŞBAKANLIK ARŞİVİ’NDEKİ BAZI EVKĀF DEFTERLERİNDE EBRÛ
1. ÇİÇEKLİ EBRÛLAR
Estrutura-se a discussão sobre sugestões para pesquisa futura em dois blocos. O primeiro tratará das sugestões para aprimorar o tratamento do tema estudado nesta pesquisa, isto é, a decisão sobre a criação de EP-TI. O segundo bloco tratará das sugestões de pesquisa sobre o tema EP-TI de forma mais ampla.
11.1 Estudo sobre a decisão de criação de EP-TI
Conforme visto na discussão das limitações dessa pesquisa, o modelo apresentado na Figura 9 apresentou como limitação um grau elevado de subjetividade na escolha e definição dos 4 construtos presentes no modelo conceitual. Apesar dos resultados do teste empírico deste modelo terem confirmado a validade de um modelo reduzido, não se acredita que este modelo seja o melhor possível. Apresentam-se a seguir algumas oportunidades de melhoria deste modelo. Primeiro, embora a variável importância estratégica tenha resultado não significativa, acredita-se que haja o viés de “social desirability” citado por Spector (1992, p. 11) neste resultado. Há razões teóricas para crer que características da carteira de projetos de TI devem constituir uma variável independente influente sobre a decisão de criação de um EP-TI. De fato, pensando no limite, caso a empresa não tenha muitos projetos em andamento, não fará sentido manter um EP. Na pesquisa quantitativa, encontrou-se uma empresa que congelou seus projetos em andamento em TI em virtude de dificuldades financeiras e, por isso, extinguiu seu EP-TI. No outro extremo, empresas com uma grande carteira de projetos em andamento terão maior probabilidade de se beneficiar de um EP-TI, portanto, maior probabilidade de criar a entidade. Assim, sugere-se que o construto importância estratégica do portfolio de TI seja redefinido. Segundo, a falta de significância estatística da variável satisfação com a entrega dos projetos contradiz a teoria e, portanto, sua ausência no modelo causa reservas. Talvez seja necessário definir um novo construto que capture informação sobre a maturidade em gerenciamento de projetos, que incluiria tanto aspectos ligados à entrega de projetos como aspectos ligados ao controle do portfolio. Desta forma, o modelo
seria mais consistente com a teoria e a literatura sobre a criação de EP. Terceiro, acredita-se que outras variáveis independentes podem ser testadas, por exemplo, a cultura da empresa no referente à sua tendência de seguir ou imitar melhores práticas de mercado e, ainda, a situação econômica da empresa. Uma quarta promissora possibilidade é testar a validade do modelo para contextos mais amplos, adaptando-o, se necessário, e aumentando, portanto, sua generalidade. Neste sentido, sugerem-se duas possibilidades, que podem ser combinadas ou não. A primeira é estender o estudo da decisão de criação de EP do nível departamental para o nível corporativo. Por atuarem em todos os projetos da empresa, EP corporativos são também denominados estratégicos. Logo, é de grande interesse avaliar quais as semelhanças e diferenças nos motivadores de criação destas entidades em relação à criação de EP-TI. A segunda possibilidade é estender o estudo de empresas privadas nacionais para empresas públicas e empresas multinacionais com operações no Brasil. A combinação dessas possibilidades permitiria o mais amplo grau de generalidade possível para o modelo.
Do ponto de vista metodológico, oferecem-se três sugestões para ampliar o entendimento do fenômeno de criação de EP-TI. A primeira consiste em aplicar a técnica de equações estruturais tanto ao modelo proposto na Figura 9 como a modelos alternativos, concorrentes ou mais abrangentes. Esta técnica foi descartada neste estudo em virtude da exigência de um elevado número de observações, que na prática resultaria na necessidade de levantar dados de metade da população de interesse. A ampliação da população de interesse com a inclusão de empresas públicas e multinacionais torna mais razoável o uso da técnica. A segunda sugestão consiste em estudar a criação de EP-TI usando “teoria de processo” ao invés de apenas “teoria de variância” (LANGLEY, 1999, p. 693). Os 4 estudos de casos forneceram um material rico no sentido de mostrar que existe um processo que leva à decisão de criação de EP-TI, que não pode ser usado para a construção teórica sobre as características desse processo em virtude do pequeno número de casos estudados. Assim, a ampliação do número de casos poderia permitir a identificação de padrões de seqüência de eventos que levam à criação – e também extinção – do EP-TI, iluminando mais amplamente o entendimento do fenômeno. Finalmente, a terceira e última sugestão consiste em usar a Teoria da Decisão – em especial a teoria da racionalidade limitada de Simon (1970) – no referencial teórico do estudo da decisão de criação de EP-TI. Muito embora durante esta pesquisa não foi possível explorar esta oportunidade de forma mais demorada e refletida, acredita-se que o arcabouço teórico proporcionado pela Teoria da Decisão poderia auxiliar a aprofundar o entendimento do fenômeno da criação de EP-TI.
11.2 Estudo de outros aspectos de EP-TI
Pode-se articular em quatro grupos as questões de pesquisa que foram consideradas quando se delineou este projeto de pesquisa. Dentro de cada grupo, existem algumas possibilidades. A lista indentada abaixo apresenta um resumo dessas questões:
a) Aspectos relacionados com a criação de um EP:
• Quais as alternativas para o processo de implantação de um EP ?
• Quais as alternativas de posicionamento do EP dentro da estrutura organizacional ? Qual a freqüência de uso de cada alternativa e quais suas vantagens e desvantagens ? Cabe destacar que Aubry et al (2007, p. 331, tradução nossa) propuseram de forma semelhante as seguintes questões de pesquisa: “Onde na organização ? Com que nível de autoridade ?”
• Quais são os fatores facilitadores e inibidores da implantação bem- sucedida de um EP ? Quais recomendações dar a empresas que estejam considerando a criação de um EP ?
• Há condições organizacionais que justifiquem a criação do EP e condições que não justifiquem ? Quais são elas ? (este foi o tema tratado nesta pesquisa).
b) Aspectos ligados com o funcionamento de um EP:
• Quais entre os papéis previstos são efetivamente desempenhados ? Há papéis efetivamente desempenhados, mas não previstos ? Cabe destacar que Aubry et al (2007, p. 331, tradução nossa) propuseram de forma semelhante a seguinte questão de pesquisa: “Quais as funções do EP ?” • Existem fatores organizacionais que facilitam a obtenção pelo EP dos
resultados esperados ? Quais são esses fatores ?
c) Aspectos ligados aos resultados concretos possibilitados pelo EP
• Qual o resultado real obtido por empresas que implantam EPs na melhoria da eficiência e eficácia da gestão dos projetos ?
• Há outros resultados dignos de nota ? Por exemplo, melhoria do alinhamento da carteira de projetos com a estratégia de negócios, ou melhoria na priorização de projetos e alocação de recursos.
d) Aspectos ligados a questões sociais relevantes para o EP:
• Como é o relacionamento do responsável pelo EP com os gerentes de projeto e gerentes funcionais ? Quais os fatores críticos de sucesso para um relacionamento colaborativo ?
• Quais são as habilidades sociais requeridas para o sucesso do responsável pelo EP ? São de algum modo diferentes das exigidas para os gerentes de projeto ?
A lista acima é bastante extensa. Baseando-se na revisão de literatura, acredita-se que as possibilidades mais interessantes são as seguintes: item a), tópico 3 ou tópico 4 (conforme sugestões oferecidas na seção anterior, 11.1); item b), tópico 2; item c), ambos os items. Com relação ao item c), cabe notar que são contraditórias as evidências sobre o impacto da criação de EPs sobre o sucesso no gerenciamento dos projetos. Se por um lado encontrou-se na literatura evidências de que a existência do EP não está correlacionada positivamente a maior sucesso no gerenciamento dos projetos (DAI; WELLS, 2004, p. 531; MARTIN; PEARSON; FURUMO, 2007, p. 57), por outro lado há tanto evidências de que o EP promove fatores que estão correlacionados positivamente com o sucesso - tais como a padronização de processos - (DAI; WELLS, p. 531), como há também evidências de que em dadas circunstâncias existe esta correlação (LIU; YETTON, 2007, p. 797). Ou seja, trata-se de uma tema onde existem “áreas de debate” (KNOPF, 2007, p. 129-130, tradução nossa). Portanto, este tema é considerado o mais promissor entre os relacionados acima.