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Çevrenin Taksirle Kirletilmesi Suçu (m.182)

2.4. TÜRK HUKUKUNDA ÇEVRE HAKKI

3.2.1. Çevrenin Taksirle Kirletilmesi Suçu (m.182)

O mobiliario, apesar das intervenções realizadas com o intuito de tornar a escola acessivel, não foi contemplado. A participação das pessoas com deficiência nas atividades depende de um mobiliário e equipamentos que atendam às suas necessidades proporcionando conforto e segurança na sua utilização. As escolas pesquisadas fogem a este principio. As dificuldades foram encontradas a partir dos balcões de atendimento, no bebedouro, nas mesas e cadeiras da sala de informática, nos móveis do refeitório e da biblioteca, no playground, na carteira escolar e no telefone público.

Vários autores chamam a atenção para a necessidade de se associar a relação do mobiliário entre seus custos e benefícios, tendo em vista a concepção universal, pois ela agrega itens que contribuem para elevar o custo do produto ou

mesmo do ambiente. Ou seja, a partir do momento que se implanta o mobiliário escolar (cadeira e mesa) universal, implica em aumentar o tamanho do mobiliário, o que significa aumentar o dimensionamento do ambiente. Por outro lado, se tais produtos passassem a ser produzidos em série, reduzir-se-ia o custo total da mobília.

a) Play-ground

O playground faz parte do mobiliário da EMUG, porém, o mesmo não oferece acesso às PDs em virtude dos desníveis e da ausência de pavimentação. É preciso ressaltar a importância deste equipamento como fonte de auxílio para a interação entre os alunos sendo necessário, portanto, encontrar formas de adequá-los como parte do mobiliário acessível aos PDs.

É recomendável que a escola disponibilize brinquedos que permitam sua utilização por parte das PDs. O balanço universal, por exemplo, deve ser dimensionado de forma a receber cadeira de rodas, conter assentos articuláveis, tendo em vista possibilitar o uso por todos os alunos, com deficiência ou não.

Os brinquedos devem ser elaborados com material seguro, evitando-se as arestas vivas, possuir apoio de braço nos balanços, assentos com encosto e cinto torácico, a fim de evitar queda para trás. O escorregador deve conter corrimãos na escada e, ser instalada uma grade de proteção alta no topo do escorregador, suficiente para a criança apoiar-se.

FIGURA 77: Proposta de brinquedo acessível. Fonte: Autora, 2006.

b) Telefone

O telefone público das duas escolas, não permite o alcance manual do usuário de cadeira de rodas, tampouco, de pessoas com baixa estatura, se fazendo, também, necessário, o tipo de telefone para atender ao deficiente auditivo. A norma NBR determina que em edificações de grande porte, como centros comerciais e aeroportos, deve ser instalado pelo menos um telefone que transmita mensagens de texto (TDD) por pavimento. Porém, lamentavelmente este cuidado ainda não se estende às escolas o que deixa seus alunos com deficiência auditiva sem comunicação

Deve-se prever telefones para atender a pessoas com diferentes restrições, sendo necessário, aparelho com altura suficiente para possibilitar o alcance manual da pessoa em cadeira de rodas ou com elevada estatura e, ainda, telefones com sistema que transmitam mensagem de texto TDD.

c) Mobiliário escolar (mesa e cadeira) .

Com relação à mobília escolar, ambas as escolas utilizam-se do mesmo padrão de móveis. Inadequados às PDs, os mesmos não permitiram o seu uso pelos alunos experimentados. Sem correspondência antropométrica, a inadequação do mobiliário faz com que as pernas dos usuários fiquem suspensas, pois a cadeira não permite a utilização do encosto, nem também é possível a aproximação frontal da cadeira de rodas

O mobiliário escolar deve ser constituído por mesas e cadeiras separadas, como forma de facilitar a utilização do material escolar pelas PDs. O deficiente visual, por exemplo, necessita de um apoio para utilizar a reglete, enquanto o usuário de cadeira de rodas precisa de mobiliário que apresente dimensões com largura e altura que possibilitem a aproximação frontal. A mesa deve possuir angulação de tampo, regulagem de altura, rodízios com trava, com o propósito de facilitar a aproximação do cadeirante e fixação do móvel no solo, bordas arredondadas, superfície lisa e sem brilho para não provocar ofuscamento, recorte ergonômico no tampo para encaixe do tronco, batentes nas extremidades laterais e frontais de modo a bloquear a queda do material, dispositivo de fixação de objetos e material de ajudas técnicas. Com relação á cadeira, além da regulagem de altura, é necessário que ela tenha braços e apoio para os pés, que sejam articuláveis e

reguláveis, contando ainda com acessórios, como o cinto para facilitar o equilíbrio do usuário.

d) Bebedouro

Os bebedouros, além de apresentarem da altura inadequada, possuem dispositivo de acionamento da água (torneira), de difícil manuseio, o qual impediu que FDCS o utilizasse com autonomia. A sua instalação não atende à altura de 90 cm, determinada pela NBR 9050, mas através dos informantes, observou-se que, mesmo atendendo a tal medida, ainda assim, seria impossível utilizar aquele utensílio, com eficiência.

A Norma em vigor especifica a instalação de 50% de bebedouros acessíveis por pavimento e, para o mobiliário escolar, a proporção de um a cada duas salas de aula. Com relação à primeira especificação, no caso de uma escola construída horizontalmente, mas que tenha área extensa, como ficaria a quantidade e qual seria a localização para implantação desse equipamento acessível? Cabe destacar que, uma concepção universal implicaria no atendimento a todos sem a necessidade de recorrer a adaptações ou projetos especializados, beneficiando, portanto, assim pessoas de todas as idades e capacidades.

É recomendável que o bebedouro fique embutido na parede de forma a não obstruir a circulação, evitando a implantação do piso tátil naquele local. Faz-se necessário, ainda, que o mesmo tenha regulagem na sua altura para possibilitar a utilização por pessoas com diferentes estaturas. Deve conter informações sobre os seus comandos, a fim de permitir a leitura por todas as pessoas. Também, deve-se prever barras de apoio, para que o usuário de muletas possa utilizá-lo de pé com uma das mãos livres para manter a sua sustentação.