3.7. Dünyadaki Değişimin Serbest Zaman Faaliyetlerine Etkileri
3.7.1. Çevre
Uma breve introdução ao movimento de código aberto pode ser explicada como uma tentativa mundial para promover um estilo de desenvolvimento de programas de computador com código aberto, o que de certa forma é alinhado com o já aceito modelo utilizado nas ciências, o de compartilhamento do conhecimento. Esta é uma forma de manter os avanços científicos, na área de software, abertos e disponíveis para qualquer um, de maneira a criar um ambiente de melhoria contínua.
Um breve histórico do início deste movimento remete a Richard (STALLMAN, 1985), originário dos laboratórios do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Insatisfeito com a situação que se apresentava na época, aonde programadores e
companhias de software protegiam os programas de computador desenvolvidos, fechando o acesso ao código fonte, Stallman iniciou o projeto GNU em 1983.
O objetivo deste projeto era o de desenvolver um pacote completo de programas de computador, incluindo um sistema operacional baseado em Unix, livre e aberto para qualquer um, e sem ter nenhum componente que fosse propriedade de alguém. Para proteger esta liberdade foi criado um novo tipo de licença, GPL (do inglês General Public
License) e foi criada a FSF (Free Software Foundation) para suportar financeiramente o
projeto GNU. O objetivo de Stallman, ao estabelecer o projeto GNU, não foi o de criar programas de computador sofisticados, mas o de alertar a sociedade de que o compartilhamento do conhecimento e ajuda aos demais é a pedra angular de uma sociedade ética.
O termo free , na língua inglesa, pode ser entendido de duas formas. Uma das formas é utilizada para identificar alguma coisa que é gratuita, ou seja, livre de custos. Outra forma de uso do termo é relativa à liberdade, como liberdade de imprensa. Observa- se que as duas maneiras de uso do termo diferem entre si, no entanto, algumas vezes, a utilização do termo é negligenciada quando o assunto é relativo a programas de computador. A forma utilizada para o termo, no caso de programas de computador, é referente à liberdade de uso da licença, e que deve atender as seguintes premissas:
Liberdade de utilizar o programa de computador para qualquer propósito (educacionais negócios, etc.…);
Liberdade de estudar e adaptar o programa para suas necessidades específicas; Liberdade para distribuir o programa e as alterações realizadas, e;
Liberdade de melhorar o programa e disponibilizar estes melhoramentos para a sociedade (http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html).
As licenças GPL e LGPL, provavelmente, são as mais conhecidas. A diferença entre elas é que um programa com licença GPL não pode ser adicionado a um programa proprietário, enquanto a licença LGPL permite este tipo de combinação. Basicamente, podemos dizer que uma biblioteca (plug-in ou extensão), sob a licença GPL, não pode ser adicionada a um programa proprietário. A licença LGPL permite esta forma de
distribuição, ou seja, uma biblioteca pode ser adicionada a um programa proprietário. A biblioteca GDAL/OGR é um exemplo desta modalidade. (DONNELLY, 2010).
Tabela 8.1 - Diferenças Entre as Licenças FOSS
Licença Pode ser Combinado com Software Proprietário Modificações podem ser realizadas sem retornar a sociedade Mudanças podem ser realizadas sob uma licença diferente
GPL Não Não Não
LGPL Sim Não Não
BSD (BSD, Mozilla,
MIT) Sim Sim
Sim (limitado no Mozilla)
Domínio Público Sim Sim Sim
Licença Proprietária - Não Não
O desenvolvimento de programas de computador livres e de código aberto tem registrado um crescimento acelerado nos últimos anos. A variedade de programas FOSS
(Free and Open Source Software – FOSS) que podem ser encontrados para computadores
pessoais vão desde processadores de texto (OpenOffice.org), navegadores para internet (Mozilla Firefox), desenho (Inkscape), tratamento de imagens (GIMP) até aplicações científicas (R Projetc, SciLab).
Com o objetivo de criar padronização nos dados espaciais, foi criado nos anos 2000 o OpenGIS Consórcio (OGC, http://www.opengeospatial.org) como um braço do W3C (World Wide Web Consortium). O OGC elegeu todos os institutos e organizações importantes do setor, como IBM, Microsoft, Oracle, ESRI, MIT, Stanford University, entre outros, para serem integrantes do consórcio. Desde então o OGC publicou os padrões para a Geographic Markup Language (GML), Web Map Services (WMS) e Web Feature Services (WFS) para estabelecer um padrão na maneira de manipular dados geográficos. (CHEN et al., 2010).
Assim, a comunidade que estava envolvida com software aberto voltado a informação geográfica entendeu que deveria ser criado um órgão para representar esta
vertente. Desta forma, em 2006, é criado o Open Source Geospatial Foundation (OSGeo, www.osgeo.org), para oferecer um ponto de contato entre todos os envolvidos com informações geográficas.
Nos últimos anos o mundo do software livre e aberto direcionado a sistemas de informação geográfica tem recebido mudanças significativas. O sítio da internet FreeGis.org lista 356 projetos relacionados à GIS. (STEINIGER; BOCHER, 2009). No domínio do GIS o aparecimento e disseminação de programas com a filosofia FOSS4G (Free and Open Source Software for GIS) parecem seguir um caminho de sucesso. Este aparente sucesso pode ser avaliado por quatro indicadores:
Número de projetos iniciados nos últimos dois anos: 20 novos projetos foram adicionados à lista de projetos existentes no sítio FreeGis.org;
Crescimento do suporte financeiro dado por organizações governamentais para a fundação de projetos FOSS;
Taxa de downloads de FOSS GIS desktop;
Crescente utilização do PostGis como banco de dados espacial (RAMSEY, 2007).
Uma vantagem observada na utilização de software livre e de código aberto é de que esta prática facilita a estrutura de distribuição do software nas organizações, já que não existem custos relativos à sua aquisição. Os demais custos de implantação e treinamento existiriam mesmo com um software proprietário (por exemplo, ArcGIS da ESRI).
O fato de o software ter um código aberto cria condições que facilitam o desenvolvimento de ferramentas específicas, quais sejam: (i) desenvolvimento dentro da organização; (ii) ação isolada de um estudioso do assunto; ou (iii) utilização de soluções pré-existentes desenvolvidas pela base de usuários do software.
Assim, a adoção de um software livre e de código aberto, desde que obedecidas algumas premissas básicas na sua escolha, mostra-se como alternativa viável para utilização em sistemas que envolvam informações geográficas.