• Sonuç bulunamadı

4.1 FRIEDRICH RÜCKERT’İN YAŞAMI VE YAPITLARI

4.2 KÜLTÜR TRANSFERİNDE ÇEVİRMENİNİN KONUMU

4.2.1. BİR ÇEVİRMEN OLARAK FRIEDRICH RÜCKERT

Após o ajuste das variáveis, os fatores associados às cpm, foram diferentes para os homens e mulheres, com exceção da idade. Considerando essa variável, para ambos os sexos, foi observado que idades mais avançadas estiveram associadas a um menor nível de AF, como já havia sido observado na análise bivariada.

Essa redução do nível de AF pode ser explicada pelas mudanças fisiológicas próprias do envelhecimento, que quando associadas às doenças incapacitantes, afetam ainda mais o movimento e o desempenho neuromuscular. Tais condições alteram mecanicamente a execução de tarefas físicas que acabam por demandar maior esforço fisiológico por parte do indivíduo (STRATH et al., 2012).

Tais resultados foram observados em outros estudos que utilizaram acelerometria, como por BUMANet al., (2010), que avaliaram os níveis de AF de forma objetiva (ActiGraph 7164) em 765 idosos através e observaram que as AF leves e de intensidade moderada a vigorosa decresceram com a idade (p<0,001). O contrário foi observado para o comportamento sedentário.

Da mesma forma, HAMERet al. (2012) relacionaram o padrão de AF avaliado por auto-relatocom medidas objetivas (ActiGraph GT3X) de AFem 394 indivíduos saudáveis de meia-idade após 13 anos de acompanhamento.Os dados evidenciaram que a idade avançada esteve associada com baixos níveis de AF e sedentarismo no acompanhamento.

Para as mulheres, os fatores associados às cpm foram a renda per capita; o tabagismo e o IMC. Considerando a variável renda, observa-se, que as idosas com condição econômica mais alta apresentaram menor nível de AF em relação àquelas com poder aquisitivo mais baixo.

Esses achados contrariam o que foi previamente sugerido pela literatura através de medidas subjetivas de AF para os idosos do país(KING et al., 1998; RASINAHO et al., 2007; SIMONSICK et al., 1999).

Especificamente para a população idosa, SIQUEIRA et al., (2008), descreveram a prevalência de sedentarismo e os fatores associados em um estudo transversal contendo 4003 sujeitos de 41 cidades em diversos estados do Brasil. Eles verificaram que baixos níveis de renda familiar e escolaridade apresentaram-se como fatores de risco para sedentarismo em

idosos. Porém, esses dados foram captados a partir da avaliação de indivíduos residentes em áreas de abrangência de unidades básicas de saúde, o que implica, segundo os autores, em uma amostra mais pobre do que a população geral. Além disso, os dados referentes às AF foram obtidos através de questionário (IPAQ).

Entretanto, estudos descritivos nacionais que utilizassem a acelerometria como instrumento de avaliação da AF na população de idosos e incluíssem variáveis sóciodemograficas em suas análises não foram encontrados para fim de comparação.

Sabe-se, porém, da grande dificuldade existente em captar os dados da variável renda no Brasil. Grande parte dos indivíduos é temerosa em revelar valores sendo necessário avaliar os dados associados a essa variável com algumas ressalvas.

Em relação ao tabagismo, os resultados mostraram que as idosas que nunca fumaram apresentaram um menor nível de AF quando comparadas às fumantes. Esses achados não eram esperados, já que o uso frequente de cigarro está associado a uma redução da massa esquelética, diminuindo, principalmente, a secção transversa das fibras oxidativas e, consequentemente a resistência a fadiga dos indivíduos, sendo, além disso, responsável por quadros de bronquite, enfisema pulmonar e cardiopatias (SILVA et al., 2011).

Considerando que tanto a preservação da massa muscular como o condicionamento cardiorrespiratório são de fundamental importância para a realização de AF é possível que o prejuízo dessas funções poderia estar

associado a menores níveis de AF, como demonstrado em estudos que utilizaram medidas de AF auto relatada(KING et al., 1998; RASINAHO et al., 2007; SIMONSICK et al., 1999).

Por outro lado, o estudo de HARRIS et al., (2009), utilizando a contagem de passos como medida resumo a partir das avaliações de AF realizadas pelo acelerômetro, não mostrou associações entre o hábito de fumar e menores contagens de passos diária para a população de idosos.

No caso do presente estudo é possível que esteja atuando a causalidadereversa, onde o idoso que pode fumar o faz porque mantém boas condições de saúde, sendo, portanto, capaz de atingir valores maiores de cpm.

De fato tal relação foi evidenciada pela literatura, demonstrando que a maior parte dos indivíduos inicia o hábito quando jovens, ficando expostos aos efeitos da nicotina durante anos até atingirem as idades mais avançadas. Porém, na faixa dos 65 anos ou mais o consumo diminui pela aparição dos problemas de saúde associados ao consumo (FILHO et al, 2010; INCA, 2011).

Para o IMC, os resultados indicaram que as idosas eutróficas apresentam nível de AF inferior quando comparado às idosas de baixo peso. Esses resultados foram incomuns, principalmente por não terem demonstrado diferenças significativas em relação à obesidade, contrariando os achados de outros estudos que avaliaram a AF.

HARRIS et al., (2009), demonstrou que um alto IMC foi associado a uma menor contagem de passos e de cpm. Da mesma forma HAMER et al.,

(2012) verificaram que a obesidade presente na linha de base foi associada com baixos níveis de AF no acompanhamento, enquanto LUKE et al., (2011) utilizando uma amostra de adultos do NHANES (2003-2006), verificaram que associações negativas foram observadas entre os minutos de AF moderada e vigorosa combinadas em relação ao IMC e obesidade.

Os resultados obtidos para as idosas eutróficas também se mostraram distintos dos encontros por DAVIS et al., (2011) observando que os idosos com IMC normal foram significativamente (p< 0,001) mais ativos (224 cpm) quando comparados àqueles com sobrepeso (177,6 cpm) e obesidade (136,8 cpm).

Por outro lado, HEMMINGSSON e EKELUND, (2007) revelaram uma fraca associação entre IMC e AF em indivíduos não obesos, indicando que essa associação seja mais pesquisada em estudos longitudinais.

Deve-se considerar, porém, que a utilização de outros modelos de acelerômetro e diferenças em relação aos parâmetros utilizados e dias de uso, podem interferir nos resultados obtidos. Além disso, os pontos de corte para IMC definidos tanto para esse como para os demais estudos citados não foram compatíveis aos utilizados pelo presente estudo, sendo que a maior parte dos estudos não incluiu a categoria “baixo peso” em suas análises.

Deve-se considerar, entretanto, que a população de idosos que aceitou participar do estudo foi caracterizada por apresentar uma prevalência de

declínio cognitivo e disfunção inferior à apresentada pelos idosos do Estudo SABE, de forma que, as condições de baixo peso associadas aos casos de déficits cognitivos avançados, não foram contempladas de forma significativa no presente estudo.

Uma avaliação mais aprofundada se faz necessária a fim de averiguar o perfil dessas idosas com baixo peso para que de fato se possa fazer alguma inferência a respeito desses resultados, aparentemente, contraditórios, mas se pode imaginar que a população de idosas de baixo peso da amostra não se encotrava em condição tão vulnerável como se observa para a maior parte dos idosos da comunidade, o que pode ter influenciado os resultados acerca da AF.

Considerando os homens, foi observado que o nível de AF dos idosos diabéticos foi inferior ao dos não diabéticos.Resultados semelhantes foram encontrados por HENSON et al., (2013) avaliando 153 adultos jovens (32,9 ± 5,6 anos) e 725 idosos (63,7 ± 7,8 anos) com risco conhecido para diabetes tipo 2, para examinar as associações entre as medidas objetivas de AF (acelerômetro ActiGraph – modelo GT3X) com marcadores cardiometabólicos de saúde. Após as análises eles verificaram que o tempo gasto em sedentarismo foi fortemente e negativamente associado com a saúde cardiometabólica.

Da mesma forma, HARRIS et al., (2009), utlizando medidas objetivas (acelerômetro) de avaliação da AF em idosos, verificaram que a contagem

de passos diminuiu na presença de diabetes. Apesar de ter utilizado uma medida resumo distinta

Tais resultados ratificam os achados do presente estudo ainda que os autores tenham utilizado uma medida resumo distinta, já que devese considerar que foi encontrada uma forte correlação entre o número de passos e as contagens.

É importante ressaltar que os resultados apresentados pelos estudos citados, não só para essa variável, mas também pelas evidenciadas entre as mulheres, são referentes à população de idosos como um todo, sendo que não foram considerados os diferenciais por sexo nas análises realizadas, o que pode ter influenciado os resultados apresentados.

Sabe-se, porém, que diversas doenças são, de fato, incapacitantes e limitam as atividades que os idosos poderiam desempenhar. Por outro lado, é consolidado pela literatura que a AF, quando realizada de forma regular e moderada, retarda os declínios funcionais, atuando em diversos sistemas do organismo, controlando as possíveis DCNT e auxiliando as pessoas idosas a permanecerem independentes por um período de tempo mais longo (OMS, 2010; RAMOS e CENDOROGLO, 2011; MANINI e PAHOR, 2009).

Assim como observado para outras doenças, o diabetes pode ter consequências muito limitantes devido às complicações cardiovasculares, encefálicas, coronarianas, renais e vasculares periféricas causadas pela

doença, que se elevam ainda mais com a idade (PASSOS et al., 2005), motivo este que pode ter ocasionado tais resultados.

Por outro lado o delineamento do estudo não permite estabelecer uma relação temporal entre as variáveis, de forma que, não se pode afirmar que a prática de AF insuficiente por parte dos idosos diabéticos é, de fato, ocasionada pelas limitações impostas pela doença ou se, na verdade, tais limitações ocorrem devido à inatividade física. Dessa forma, mais estudos acerca desse tema se fazem necessários a fim de elucidar essas questões.