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Çelik Çerçeve Kolon-Kiri Birle im Bölgesi Üzerine Yap lan Çal malar

2. KAYNAK ARA TIRMASI

2.2. Çelik Çerçeve Kolon-Kiri Birle im Bölgesi Üzerine Yap lan Çal malar

O desaio atual para as políticas públicas de cultura digital é explorar o potencial da comunicação em rede para reinventar o próprio Estado e sua relação com a socie- dade. Neste sentido, a experiência da consulta pública para a formulação do Marco Civil da Internet e seus desdobramentos são exemplos interessantes do que pode vir a ser a radicalização da democracia através das tecnologias de comunicação.

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Em 2009, o então Ministro da Justiça Tarso Genro disponibilizou para a sociedade a minuta do projeto de lei que determinava os direitos e deveres dos cidadãos no uso da Internet no país. De certa maneira, a iniciativa pode ser enten- dida como uma resposta a outro projeto de lei, que icou popularmente conhecido como “AI-5 Digital”. De autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), esta proposta foi acusada de ser vaga e imprecisa, além de ser bastante criticada por estabelecer somente um marco regulatório criminal para a Internet. O Ministério da Justiça lançou então para debate público uma proposta do que viriam a ser os parâmetros básicos para estabelecimento do que foi considerado a Constituição da Internet brasileira pelo economista Luiz Paulo Barreto, sucessor de Tarso Genro no Ministério da Justiça27.

A experiência positiva com a construção colaborativa do Marco Civil contri- buiu para o desenvolvimento do Gabinete Digital. Criado por Tarso Genro após vencer as eleições para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a iniciativa busca estabelecer um canal direto da população com seu representante máximo no poder executivo estatal.

Incorporando nas equipes proissionais anteriormente ligados às ações de Cultura Digital da gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, a ação trans- porta o conceito de cultura digital para o campo da governança, trabalhando a partir de quatro eixos: a Agenda Colaborativa, que recebe contribuições online para formatar a pauta do Governador durante suas visitas ao interior; Governador Pergunta, onde a sociedade debate questões colocadas pelo Governador e os autores das contribuições mais votadas participam de um encontro com o próprio para debater os encaminhamentos das propostas levantadas; Governador Responde, onde são feitas perguntas ao Governador e mensalmente a mais votada é respondida em vídeo; e, por im, o Governo Escuta, que realiza audiências públicas transmitidas via Internet com participação por meio de bate papo e redes sociais.

Mais do que utilizar a Internet e outros mecanismos de comunicação em tempo real como formas de promover a transparência pública, disponibilizando de forma amigável e intuitiva as informações governamentais em dados abertos, é necessário propor modos que aproveitem a inteligência coletiva para inluenciar diretamente a tomada de decisões no âmbito do poder público. Não se trata apenas de deixar o cidadão bem informado sobre o modo como os recursos públicos são geridos, mas de incentivar sua participação direta em prol de tomadas de decisões

27 Disponível em: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/05/barreto-defende-criacao-de-

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mais democráticas e uma gestão mais inteligente destes recursos. Não é a sociedade que precisa se qualiicar para o diálogo com o Estado, mas o contrário. Traçando um comparativo com o Programa Cultura Viva observamos esta mesma ponderação na avaliação do programa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

“Na verdade, constatou-se que o Estado brasileiro ainda não dispõe de instru- mentos adequados para suportar, de maneira efetiva, políticas com o desenho e a forma de execução do “Programa Arte Cultura e Cidadania – Cultura Viva”, e que, portanto, faz-se necessário capacitá-lo, dotando-o de instrumentos jurídicos e de gestão adequados para que possa continuar a perseguir, de modo sempre mais eicaz, os objetivos da cidadania cultural.”

Assim, através de exemplos de implementação de políticas públicas de cultura de acordo com estes conceitos, buscamos mostrar como a cultura digital e a diversi- dade cultural são centrais hoje não só teoricamente. Enfatiza-se assim a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas integradas e transversais, assim como a ampliação dos canais de comunicação entre Estado e sociedade. Por meio do relato da prática de implementação do Programa Cultura Viva e das experiências da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, procurou-se apontar alguns caminhos para novas estratégias e formulação de arranjos entre Estado e sociedade civil, estimulando a reinvenção desta relação a partir da cultura digital.

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