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Çeşitleri ve Kullanıldıkları Yerler

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3. KAVRAMALAR

3.2. Çeşitleri ve Kullanıldıkları Yerler

O governo também exerce um importante papel ao formular políticas de incentivo à inovação e ao uso de novas tecnologias. As políticas públicas para a inovação podem ser agrupadas em três grupos: a política científica, a política tecnológica e a política de inovação. A primeira política governamental diz respeito ao “fomento à ciência nas universidades e nos laboratórios de pesquisa” (DOGSON, 2005, p. 316), neste caso é possível apontar o incentivo à chamada pesquisa básica. A política de desenvolvimento tecnológico está voltada ao desenvolvimento de tecnologias genéricas como a tecnologia da informação, a biotecnologia e também à infraestrutura específica para o desenvolvimento de determinados setores.

Por último, “a política de inovação abrange os esforços governamentais de estímulo à acumulação, difusão e criação de novos produtos, processos e serviços pelas empresas” (DOGSON, 2005, p. 316).

A política científica é talvez a mais visível das políticas governamentais, bastando observar os dispêndios governamentais em educação (principalmente o ensino superior, neste caso) e os investimentos ou subsídios à pesquisa básica. A ciência básica deve ser apoiada pelos governos por um motivo primordial, qual seja, o nível de investimento privado tende a ser menor do que o econômica e

socialmente desejável se fosse deixado a cargo do mercado (FREEMAN e SOETE, 2008, p. 644). O baixo investimento privado é explicado pela baixa previsibilidade do caminho das pesquisas e quais ramos industriais serão beneficiados com as descobertas científicas, bem como pelo longo período até que a inovação científica se transforme em uma inovação industrial e pela provável impossibilidade de apropriação do conhecimento gerado por meio de patentes ou outra proteção econômica.

Uma forma de abordagem do problema de políticas públicas para inovação é apontado por Edquist demonstra uma abordagem de políticas públicas apoiadas no conceito de sistema de inovação. Neste caso, a inovação seria apoiada pelo governo por meio de uma série de organizações e instituições que agiriam em diferentes aspectos da inovação (EDQUIST, 1999).

O governo agiria com foco em seis pontos fundamentais, os quais deveriam ser levados em conta ao elaborar as políticas públicas de inovação: organizações e instituições, interação, demanda, níveis regionais e setoriais, diferenças e comparações e relevância.

As organizações são diferentes das instituições, dado que elas são as empresas e órgãos governamentais que são de alguma maneira responsáveis pelo desenvolvimento das inovações. As instituições, por outro lado, são as “regras do jogo”, ou seja, são elas que moldam as firmas e organizações ao realizar incentivos ou restrições à inovação (EDQUIST, 1991 p.8).

As firmas inovadoras entram em contato com outras firmas que auxiliam em seu processo de desenvolvimento, sejam fornecedores que produzem soluções para os problemas levantados pela firma, clientes que exigem novos componentes ou mesmo competidores. Existem também organizações não-empresariais tais como universidades, institutos de pesquisa, escolas, agencias governamentais, etc. (EDQUIST, 1991 p.8).

O processo de interação entre as diversas organizações e instituições também deve ser levado em conta pelo formulador de políticas públicas. Esta é a maneira pela qual os diversos atores agem deve ser levada em consideração ao elaborar novos incentivos às firmas.

A demanda é um dos fatores que contrapõe a visão linear da inovação. O governo pode gerar novas demandas de formas variadas como leis, regulações e demandas diretas, tal como a requisição de produtos ou serviços que ainda não

existem. Um exemplo destas requisições governamentais é vista principalmente no setor militar, com as requisições de novos materiais para seus veículos e demais equipamentos bélicos.

Ademais, é importante observar o nível de abrangência necessária para cada problema que aparece no campo das inovações. O nível pode ser observado tanto setorialmente quanto regionalmente. Desta forma, algumas políticas são de interesse de alguns setores específicos, tais como as, novas regulamentações sobre telecomunicações que atingiria somente o seu setor específico.

Outro ponto a ser observado é em relação ao nível nacional, supra-nacional ou regional que a política deve ter para influenciar as inovações tecnológicas. Um exemplo a ser citado é o de que de pouco adiantaria um desenvolvimento de legislação sobre conectores e padrões em determinada indústria se isso for restrito ao nível municipal.

As principais formas de políticas adotadas para a solução de problemas relacionados à inovação podem ser divididas em três grupos: políticas regulatórias, transferência de capital e os “soft instruments” (BORRÁS e EDQUIST, 2013). Todas as formas de pesquisa são utilizadas de alguma forma pelas principais economias mundiais e a questão de dosagem de cada forma de incentivo é escolhida de acordo com as questões culturais e econômicas de cada país.

As políticas regulatórias utilizam leis e outras normas para direcionar os investimentos em inovação. Dentro deste grupo de política regulatória estão as regras referentes à propriedade intelectual, a regulação de pesquisa e ensino superior, as políticas de regulação da competição, a bioética dentre outras normas éticas na pesquisa. (BORRÁS e EDQUIST, 2013, p. 14).

A regulação ao ensino superior pode ocorrer de diversas maneiras de forma a incentivar ou não a inovação nas universidades. As principais formas de regulação vêm da necessidade ou não de universidades produzirem conhecimento acadêmico, a necessidade de faculdades privadas poderem explorar lucro, a necessidade de mão de obra especializada no corpo docente, a duração dos cursos e a limitação de abertura de determinados cursos.

Neste contexto, normas concernentes à pesquisa podem impedir ou retardar a inovação em cada país. O fato de que algumas empresas atuem em nível global torna esta discussão mais complexa, já que as empresas multinacionais podem simplesmente deslocar seus centros de pesquisa para outros países que não

restrinjam suas pesquisas. Este é um problema para os países que tem que dosar questões éticas com todos os efeitos positivos gerados pelas inovações.

As políticas de transferência de capital são as mais utilizadas e as que apresentam maior impacto nas políticas de inovação das principais nações do mundo. O principal mecanismo de transferência de capital é a transferência direta, por meio de manutenção de instituições públicas de ensino e pesquisa, ou também suporte à pesquisa patrocinada por recursos governamentais. Outro mecanismo de incentivos econômicos são o financiamento de pesquisas e suporte à transferência de tecnologia. (BORRÁS e EDQUIST, 2013, p. 15).

A principal vantagem de transferências de capital está na facilidade de aplicação além de controle de seus resultados. Enquanto políticas de regulação demoram grandes períodos para gerarem seus efeitos, políticas de transferência geram resultados mais rápidos. Outra vantagem desta política está no direcionamento das pesquisas em determinado país, o que ocorre pela criação de oferta de pesquisas que buscam os recursos oferecidos. Um dos principais problemas, ainda no que tange a tal política, está na grande quantidade de recursos necessários para sua implantação, além da necessidade de mecanismos de controle para o uso dos recursos.

A principal crítica às políticas de transferências está na intervenção ao mercado. Desta forma, as empresas podem acabar buscando os recursos e não indo em busca de inovações que gerem lucro para a sua empresa. Dito de outra forma a oferta de recursos pode acabar tendo o efeito negativo de diversos subsídios que não permitem a competitividade da empresa.

Por último, os chamados ‘soft instruments’ têm seu uso ampliado nos últimos anos e são incentivos indiretos que não induzem diretamente o desenvolvimento tecnológico, mas que influenciam de maneira indireta as inovações. Estão neste grupo: padrões técnicos voluntários a nível nacional ou internacional, código de conduta de empresas, universidades e instituições de pesquisa pública, gestão de contratos com organizações públicas de pesquisa, parcerias público privadas e programas de comunicação. (BORRÁS e EDQUIST, 2013, p. 17)

Os ‘soft instruments’ não possuem efeito direto nas inovações, mas afetam, principalmente a longo prazo, as inovações de um país. Seu uso tem como base a persuasão dos agentes econômicos em ampliar o uso de tecnologias ou de ampliar o investimento em inovação. Uma das formas de entendimento destes instrumentos

é como a governança do sistema de inovação pode ampliar a visão dos agentes econômicos na utilização de melhores tecnologias para o uso empresarial e econômico.

Quadro 2: Exemplos de instrumentos em política de inovação

Regulação  Leis de propriedade intelectual;

 Universidades e instituições de pesquisa;  Política de competição sobre pesquisa e

desenvolvimento;

 Regulações éticas e bioéticas.

Transferências econômicas  Suporte a universidades e instituições de pesquisa;  Financiamento de pesquisas;

 Isenções fiscais;

 Suporte ao capital de risco e capital semente. ‘Soft Instruments’  Padronização voluntária;

 Códigos de conduta;  Parcerias público-privadas;  Acordos voluntários. Fonte: (BORRÁS e EDQUIST, 2013)

É importante ressaltar o caráter sistêmico do processo de inovação e o modo pelo qual o governo pode afetar de maneira completa a cadeia de desenvolvimento tecnológico. A atuação governamental é dada tanto de maneira a incentivar o desenvolvimento científico quanto amplificando a capacidade de implantação de inovações por parte das empresas. (Quadro 2)

O leque de políticas públicas escolhidos pelos governos é amplo e sua aplicação dependerá da estrutura governamental, economia, cultura e política de cada um dos países observados. O fato é que o conjunto das políticas a serem adotadas terá um peso grande na configuração do sistema nacional de inovação.

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