Evaluation of Tea Collection Works in Terms of Occupational Health and Safety
4. Çay Bahçesinde Gerçekleştirilen Faaliyetlerin İş Sağlığı ve Güvenliği Bakımından Değerlendirilmesi Çay tarımı faaliyetleri esnasında, çalışanların maruz kalabileceği pek çok tehlikeli durum ve davranış şekillerini
6.2. Çay Hasadı
2.5 DO CONHECER NA PRÁTICA AO CONHECIMENTO SENSÍVEL E A FORMAÇÃO DO GOSTO
Os laboratórios são parte integrante do currículo dos cursos de gastronomia, servindo para que os alunos disponham de aulas práticas. Para justificar a obrigatoriedade dos laboratórios, poder-se-ia imaginar que o motivo básico para isso seria que o conhecimento em gastronomia é tão prático que o aluno precisa experimentar. Ou seja, embora existam receitas, fichas técnicas, livros, aulas e professores, a área de gastronomia mostra que, para ser um bom chef de cozinha, é preciso cozinhar. Aprender a cozinhar envolve um conhecimento prático. Não basta saber, torna-se necessário saber colocar na prática. O cozinheiro precisar ter um sentido, uma percepção que, embora seja complexa de se explicar, e por vezes ele não consiga, na prática funciona. Aprender a cozinhar envolve também o uso dos cinco sentidos, ou seja, é o conhecimento por meio das faculdades perceptivas. É sobre esse conhecimento
tácito e prático que esta seção trata.
O conhecimento pode ser compreendido de diversas formas. Nos estudos organizacionais e na administração, o conhecimento é estudado por duas correntes diferentes: a gestão do conhecimento (knowledge) e conhecimento organizacional (knowing). A gestão do conhecimento considera que este pode ser criado na organização. Nesse sentido, o maior desafio é passar o conhecimento que está na mente das pessoas para os bancos de dados da empresa e, desta forma, o conhecimento é capturado, armazenado e transmitido. Já o conhecimento organizacional ocorre na prática, enquanto as pessoas fazem a ação. Essas perspectivas enfatizam aspectos distintos, mas nossa ênfase se concentra no conhecimento como prática (ORLIKOWSKI, 2002).
O conhecimento organizacional é um conhecimento pessoal ― que aqui vamos chamar de conhecimento prático ou "conhecer na prática" ― e que muito se assemelha ao conhecimento tácito que Polanyi (1966) desenvolveu. Diz-se que é um tipo de conhecimento que se possui, mas é de difícil explicação. É aquele conhecimento que as pessoas têm, compreendem que têm, conseguem colocar em prática, mas não conseguem explicar como fazem, sendo difícil de explicar em palavras e até em fotos.
O conhecer na prática (knowing-in-practice) acontece por meio da ação cotidiana, na prática. É um conhecimento de momento, da situação, provisório em essência e acontece continuamente de acordo com a interpretação da experiência ao longo do tempo, em diferentes contextos e é mediado pelas relações sociais. Assim, não pode ser compreendido como algo estável e permanente, pois não está em lugar nenhum, não é materializado em arquivos e sistemas (ORLIKOWSKI, 2002). O conhecer na prática ocorre quando o indivíduo se torna um participante em uma comunidade de prática (BISPO, 2013a).
Dessa forma, no âmbito desta pesquisa, o conhecimento é entendido como pessoal e adquirido a partir das faculdades perceptivas e ocorre de fato quando é posto em prática em uma comunidade, logo, também é um conhecimento coletivo e sociomaterial.
Nas organizações é possível perceber diversas manifestações estéticas julgadas como positivas ou negativas. O conhecimento estético se relaciona com a beleza do que pode ser visto, com o fascínio exercido ao se entrar em contato com determinado trabalho, com o ambiente organizacional que agrada, a sensação de bem estar com o que é ouvido. Mas também com o desprazer experimentado em diversas ocasiões, como as fofocas de mau gosto, o mau cheiro advindo de dentro ou do ambiente externo organizacional, os quais o indivíduo experiencia e se posiciona, não fica neutro (STRATI, 2007a).
pessoas trabalham (EWENSTEIN, WHYTE, 2007) e acontece na prática. Estudar estética nas organizações, na vida e no cotidiano organizacional é levantar o conhecimento estético que acontece na prática (GHERARDI, 2001; STRATI, 2014). A prática possibilitou novas formas de estudar conhecimento estético e aprendizagem nas organizações (STRATI, 2007b). Adotando uma abordagem baseada na prática social, é possível identificá-lo.
É na perspectiva de um conhecimento pessoal e estético que nasce o conhecimento sensível, ou seja, aquele que possibilita conhecer profundamente por meio das faculdades perceptivas que envolvem a experiência estética. Por meio da ativação do juízo estético, chega-se ao conhecimento sensível (sensible knowledge) que é empírico e ainda não reflexivo. O conhecimento sensível é aquele que é percebido, julgado, produzido e reproduzido por meio dos sentidos (GHERARDI, 2001; GHERARDI, NICOLINI, STRATI, 2007; STRATI, 2007a, 2007b; BISPO, 2013b).
O conhecimento sensível é formado a partir do que podemos chamar de formação do gosto (taste-making) que, por sua vez, é “uma atividade situada que repousa sobre aprender e saber como apreciar desempenhos específicos de uma prática” (GHERARDI, 2013, p. 110). Esse processo de aprendizagem e de refinamento, ou seja, de aprimoramento de uma prática é o que promove a formação do gosto. Segundo Bispo (2013b), formação do gosto “é o processo pelo qual os membros de uma comunidade buscam aprimorar suas práticas por meio do sensible knowledge”. Ao entrar em contato com uma comunidade, os indivíduos participam e negociam entre si as práticas, que são produzidas, reproduzidas e influenciadas pelo conhecimento pessoal e estético, negociado por meio das categorias estéticas (GHERARDI, 2013).
A prática que uma determinada comunidade compartilha tem como resultado o gosto, uma capacidade de expressar de maneira única e aceita como certa de realizar a prática social. É o resultado que ela produz e essas características únicas, próprias, que se mantêm em uma comunidade que a distingue das demais (GHERARDI, 2009).
Finalmente, conclui-se que, embora a formação do gosto e do conhecimento sensível não seja um processo estático e linear, são pareados. Tal pode ser explicado a partir da formação do conhecimento como prática, aquele que se sabe que se possui mesmo não sabendo como explicá-lo. O conhecimento sensível, que ocorre por meio das faculdades perceptivas e do juízo estético, está imerso em uma prática e enquanto essa é negociada, produzida e reproduzida, ocorre a transformação do conhecimento prático para o conhecimento sensível.