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1924

De Sérgio Milliet, Paris, 05 de novembro de 1924

“Carta assinada: ‘Sergio’; forma de tratamento: ‘Meu caro Mario”; autógrafo a tinta preta; papel branco; 2 folhas; 26,8 x 20,7 cm; 2 furos; marca de grampo.

Milliet comunica sua decisão de escrever literatura apenas em português. Notícia da presença de Victor Brecheret e Anita Malfatti no Salão de Outono. Crítica ao Manifesto do Surrealismo de André Breton.”

1927

De Prudente de Moraes, neto, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1927

“Carta assinada: ‘Prudente’; forma de tratamento: ‘Mario’, datiloscrito original, fita vermelha; autógrafo a tinta preta; papel branco, filigrana; 2 folhas; 29,7 x 21,3 cm; 2 furos; marca de grampo. PS.

Comentário sobre a carta de MA referindo-se a texto do remetente na revista

Verde.

Nota da pesquisa: Em 04 de dezembro de 1927, MA escreve a Prudente de Moraes, neto, em estilo jocoso, aludindo a ‘Aventura’ texto publicado na revista Verde, Cataguases, a.1, nº 3, nov. 1927.#”119

De Prudente de Moraes, neto, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1927

“Carta assinada: ‘Prudente’; forma de tratamento: ‘[…] Ó Andrade! […]’; datiloscrito original, fita vermelha; papel branco, 1 folha; 29,8 x 21,4 cm; 2 furos; marca de ferrugem de grampo. PS.

Comentário sobre opinião de MA e de Antônio de Alcântara Machado sobre ‘Aventura’, texto surrealista de sua autoria.

Nota de pesquisa: O texto ‘Aventura’ é publicado no nº 3 da revista Verde.”120

118 LOPEZ, Telê Ancona (Coordenação); MORAES, Marcos Antonio de; SANTOS, Tatiana Maria Longo dos. Op. Cit.., 2002. CD-ROM

1936

De Murilo Miranda, Rio de Janeiro, post. 20 mar. 1936

“Bilhete assinado: ‘Murilo’; forma de tratamento: ‘Mário’; cópia xerox de manuscrito original na Série Manuscritos de Vários Autores; autógrafo; cartão, 1 folha.

Envio de fotomontagem de Jorge de Lima, que possivelmente serviria de capa ao livro de Murilo Mendes apreendido.

Nota da pesquisa: Data atestada levando em conta a data presente na capa do manuscrito de O sinal de Deus dentro do qual o bilhete e a fotomontagem estavam inseridas. O livro de Murilo Mendes sai em 1936, sendo imediatamente recolhido por intervenção da ex-musa do poeta, Adalgisa Nery, que se casava com Lourival Fontes, homem de projeção no governo de Vargas.”121

120 LOPEZ, Telê Ancona (Coordenação); MORAES, Marcos Antonio de; SANTOS, Tatiana Maria Longo dos. Op. Cit.., 2002. CD-ROM

1941

De Paulo Duarte, NewYork, 03 de outubro de 1941

“Um dia destes falei muito de você, no Museu de Arte Moderna. Não sei si já sabe que estou fazendo uns trabalhos lá. E fui encontrar dois ótimos espanhóis, um dos iniciadores do cinema surrealista na França, o Luis Buñuel, e um autor musical, o Gustavo Duran. Este conhece quase de cor tudo quanto tem podido apanhar publicado por você e ficou interessadíssimo quando soube que nós se dava… […]

Estou novamente e penso que em definitivo em Nova York. Pode mandar a correspondência para o Museu de Arte Moderna, ao cuidado de Luis Buñuel, - Museum of Modern Art, 11 West, 53 Street, New York City. E se precisar alguma coisa de lá, publicações, etc. é pedir, por boca ou por carta.

PAULO”122 1942

De Paulo Duarte, NewYork, 07 de março de 1942

“E você devia vir agora. Principalmente, quando acha que está precisando de mim pra filar assistência moral. Aqui quase que podia pajear você, apesar da trabalheira que dá este museu dos nossos e dos pecados do Buñuel… […]”123

De Paulo Duarte, NewYork, 22 de maio de 1942

“A estas horas já com certeza se realizou a sua conferência sobre o movimento moderno. Isso me faz lembrar outro fato que preciso contar. Está aqui refugiado o André Breton. Como você sabe é o chefe de todo o movimento surrealista da França. Pois aqui, neste momento terrível, o Breton vai deitar o quinto ou sexto manifesto surrealista, fazendo o processo do movimento desde o início, através estas agitações universais todas. O Breton, quase na miséria (é locutor de rádio e ganha 120 dólares por mês, com mulher e uma filha) está firme, fazendo manifestos e procurando fazer a revista também, o Minotauro, que deixou de existir com a queda da França. Pois a você é que caber fazer o mesmo relativamente ao movimento ‘modernista’ do Brasil. É tempo ainda da gente corrigir-se com a vida. A justificação por dentro não justifica. Porque o por dentro acaba com o corpo da gente. E a única maneira de adaptar esse por dentro ao de fora é agindo, é objetivando a subjetividade. […]”124

122 DUARTE, Paulo. Op. Cit., p. 210-211 123 Ibidem, p. 224

1943

De Paulo Duarte, NewYork, 03 de maio de 1943

“Estava eu neste pedaço da carta quando o Buñuel me entra pela sala com a outra que me fez interromper esta para lê-la. Agora vai também a resposta imediata. […]”125

4.3. Cartas de escritores surrealistas a Mário de Andrade

CREVEL, René, s.d.

“Cartão de visita sem assinatura; impresso; papel branco; 6,1 x 10,1 cm Sem texto.” 126 GOLL, Ivan Goll, Paris, 29 jun. 1923.

“Carta assinada: “Ivan Goll”; forma de tratamento: “[…] Mário de Andrade, poète de ‘Londres aux brumes froides’ […]; autógrafo a tinta preta; papel branco, timbrado: “LE DISQUE DISK / REVUE INTERNATIONALE D’AVANT-GARDE”; 1 folha; 27,5 x 21,4 cm; 2 furos; rasgamento na borda superior.

Autorização para traduzir seus poemas e envio da revista Nouvel Orphée.”127 PERÉT, Benjamin, [São Paulo], s.m. [1930].

“Bilhete sem assinatura; impresso; autógrafo a tinta preta; cartão de visita, papel branco; 5,5 x 8,8 cm.

Comunicação de endereço.” 128 PERÉT, Benjamin, [Recife, 4 jan. 1932].

“Cartão postal: “Afonso Penna – Lloyd Brasileiro”; assinado: “Benjamin e Elsie”; forma de tratamento: “Mário -”; autógrafo a tinta preta; 9,0 x 14,0 cm.; selo/carimbo

Cumprimentos, pedido de endereço de MA.”129

125 DUARTE, Paulo. Op. Cit., p. 267 126

LOPEZ, Telê Ancona (Coordenação); MORAES, Marcos Antonio de; SANTOS, Tatiana Maria Longo dos. Op. Cit.., 2002. CD-ROM

127 Ibidem 128 Ibidem 129 Ibidem

5. Escritos de Mário de Andrade relacionados ao Surrealismo

Benzer Belgeler