ARAŞTIRMANIN KURUMSAL ÇERÇEVESİ VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.4 HANGİ HATAYA GERİBİLDİRİM VERİLMELİ?
3.1 ÇALIŞMANIN AMACI
A empresa Gama pertence ao setor eletroeletrônico e possui somente uma unidade no Brasil, sediada em São Paulo. As outras unidades ficam ao redor do mundo, por exemplo, EUA e México. As entrevistas foram feitas com o engenheiro (LB), de engenharia de vendas técnicas da linha branca e o engenheiro (AU), também da engenharia de vendas técnicas de produtos automotivos.
A empresa Gama fabrica conectores e terminais, fornecidos tanto para as montadoras da linha branca, quanto para os subsistemistas automotivos. A empresa é classificada como sendo de grande porte.
7.3.1 Desenvolvimento de Produtos
O número médio de projetos e revisões de produtos para um líder de projeto no período de 1 ano, na empresa Beta, é entre 10 e 50 projetos tanto para o engenheiro (AU) do setor automotivo, quanto para o engenheiro (LB), representante da linha branca.
Segundo a avaliação dos líderes de projetos em relação ao estilo de liderança adotado pelo líder, estimulando a comunicação e a integração entre áreas, ambos avaliaram o último projeto em que participaram, como sendo bom. Do ponto de vista do engenheiro (LB), faltou experiência ao líder de projeto, que era recente na empresa.
Também foram avaliados outros critérios no último projeto participado por eles, como atividades de geração e seleção de idéias, construção de protótipos, atividades de preparação e acompanhamento de documentos e relatórios necessários à homologação do produto e avaliação geral no final do projeto. Estes foram avaliados de acordo com a legenda: 1- Não foi realizada, 2-Ruim, 3-Regular, 4-Bom e 5-Excelente. A tabela 7.3 mostra os resultados desta avaliação.
Tabela 7.3– Avaliação dos Engenheiros (LB) e (AU) em relação ao último projeto da Empresa Gama.
O engenheiro (LB) avaliou como sendo boa a construção de protótipos devido ao alto custo e à dificuldade da prototipagem nesta área, de terminais e conectores. Os engenheiros (LB) e (AU) também classificaram como sendo boa a atividade do lançamento comercial do novo produto, já que esta não acontece para o cliente final, sendo realizada quase que “individualmente” com cada engenheiro das montadoras.
7.3.2 APQP
Quando questionados sobre a utilização do APQP para o processo de desenvolvimento de produtos, ambos responderam que utilizam o método com todas as fases correspondentes, citadas na figura 3.1 da seção 3.3. O engenheiro (LB) cita que somente para os clientes menores de linha branca, que não exigem o método, não é utilizado. Complementa dizendo que “a utilização do APQP e a exigência de requisitos do processo, acabam por
LB AU
5.1) Geração e seleção de idéias 5 4
5.2) Análise de viabilidade técnica e econômica 5 4
5.3) Desenvolvimento técnico em relação ao projeto do produto 5 5
5.4) Construção de protótipos 4 5
5.5) Realização de teste do produto 5 4
5.6) Lançamento comercial do novo produto 4 4
5.7) Preparação e acompanhamento de documentos (homologação do produto) 5 4 5.8) Produção de documentos relativos à execução do projeto 5 3 5.9) Avaliação para identificar os acertos ou erros cometidos ao longo do projeto 5 4
encarecer o produto, já que são necessárias mais horas de engenharia para a realização dos requisitos solicitados, o que inviabiliza no caso de montadoras pequenas”.
O engenheiro (LB) definiu APQP como sendo “um método para se atingir o que o cliente quer, principalmente se atentando pelo fato do quanto ele quer pagar, ou seja, obter a qualidade requerida pelo cliente”. Já o engenheiro (AU) definiu APQP, como sendo “uma ferramenta de apoio para o desenvolvimento de um projeto com o objetivo de cobrir todas as fases importantes, alinhando-se às necessidades do cliente e ao potencial do fornecedor”.
Os entrevistados também elencaram os principais requisitos de acordo com as fases do APQP. O quadro 7.5 mostra o resultado e destaca em negrito as opiniões semelhantes dos entrevistados.
Quadro 7.5 – Principais requisitos para cada um dos entrevistados da empresa Gama.
Fase Engenheiro (LB) Engenheiro (AU)
(2) Projeto e Desenvolvimento do Produto
Plano de Controle de Protótipos e FMEA de Projeto
Plano de Controle de
Protótipos e FMEA de Projeto
(3) Projeto e Desenvolvimento do Processo
Plano de Análise do Sistema de Medição e FMEA de Processo
Layout das Instalações e FMEA
de Processo
(4) Validação do Produto e do Processo
Plano de Controle da Produção e
Aprovação de Peça da Produção
Plano de Controle da
Produção e MSA
Os entrevistados também foram questionados quanto à prática da abertura de planilhas APQPs agrupadas por família e ambos responderam positivamente, ou seja, que costumam agrupá-los por família.
7.3.3 Dificuldades e Benefícios das Fases do APQP
Também foi pedido que os entrevistados citassem alguns benefícios e dificuldades das fases de (1) Planejamento do Processo de Desenvolvimento de Produto e (2) Desenvolvimento do Produto, seguido da fase de (3) Projeto e Desenvolvimento de Processo, e por último, das fases de (4) Validação do Produto e do Processo e (5) Produção Efetiva. O quadro 7.6 mostra os resultados das entrevistas.
Quadro 7.6 – Benefícios e Dificuldades nas Fases do APQP da empresa Gama.
Fase do APQP Entrevistado (LB) Entrevistado (AU)
(1)
Planejamento do
Processo de
Benefícios * Desenvolvimento bem
estruturado;
* Liderança bem definida
* Harmonização do desenvolvimento;
(autonomia do líder). projeto;
Desenvolvimento de Produto e (2) Desenvolvimento do Produto
Dificuldades * Identificação dos desejos
do cliente;
* Dimensionar as tolerências de tempo nas fases do desenvolvimento; * Desenvolver ferramentas com a produtividade esperada; * Envolvimento da corporação;
Benefícios * Com a interação do grupo,
pode-se estudar melhor novas necessidades de equipamentos e melhor ergonomia;
* Controle dos parâmetros produtivos;
(3) Projeto e Desenvolvimento de Processo
Dificuldades * Pouca capacitação em
processo; * Planejar equipamentos adequados à necessidade do produto; * Alinhar recursos disponíveis com as necessidades projetadas;
Benefícios * Testes e especificações
bem definidas e bem acompanhadas;
* Fases e tarefas bem definidas, evitando falhas humanas;
* Apresentação de um produto factível de ser produzido. (4) Validação do Produto e do Processo e (5) Produção Efetiva
Dificuldades * Reproduzir e testar o que
foi produzido contra o projetado;
* Prazos compatíveis com a necessidade da organização.
O engenheiro (LB) cita que o grande benefício do APQP é ter o desenvolvimento bem estruturado, tal como ele proporciona. Isto se torna ainda mais benéfico quando se tem um líder de projeto definido. O engenheiro (AU) cita como benefício do APQP a harmonização do desenvolvimento, ou seja, a equalização de informações a todo o grupo de desenvolvimento.
Na opinião do entrevistado (LB), a maior dificuldade das primeiras fases do APQP é identificar o que o cliente quer. Ou seja, ligar a vontade do cliente com o que vai ser bom para a empresa. Às vezes, pessoas da engenharia e compras são movimentadas para se chegar à conclusão de que aquele produto não é competência da empresa.
Outra dificuldade também da primeira fase, citada pelo entrevistado (AU) é a questão de dimensionar as tolerâncias de tempo em cada fase do desenvolvimento, ou seja, a confecção do cronograma de ações. No entanto, isto, se bem definido, assim como os custos previstos do projeto, de recursos e tempo, torna-se uma vantagem competitiva para a empresa.
O envolvimento da corporação em projetos de longa duração é essencial, já que se o número de projetos for incompatível com o tamanho da equipe, nem sempre os recursos serão disponibilizados na prioridade necessária.
Outra dificuldade citada pelo entrevistado (LB), na fase do desenvolvimento do processo, é a falta de competência para o pessoal do processo ou falta de conhecimento. O entrevistado (AU) cita que se planejado corretamente, o processo projetado permitirá o controle dos parâmetros produtivos e especificados inicialmente.
O entrevistado (LB) cita como benefício os testes e especificações que, se bem definidos nas últimas fases, se ganha maior confiança perante o cliente, quem às vezes acompanha esta fase. O entrevistado (AU) cita que, como as fases de cada time estão bem descritas e determinadas, evita-se desta maneira ou pelo menos se previne, eventuais falhas humanas. Como dificuldade, cita que “nem sempre os prazos das tarefas estão compatíveis com a realidade da organização ou vice-versa, o que gera recursos não alinhados com a necessidade”.
7.3.4 Integração no APQP
Os entrevistados também foram questionados quanto à integração entre as áreas nas fases do APQP. Ambos entrevistados mencionaram que na fase de Projeto e Desenvolvimento do Processo, a integração flui normalmente. O entrevistado (AU) explica que normalmente o líder de projeto irá convocar as reuniões e elaborar em conjunto com os
departamentos responsáveis, o cronograma de responsabilidades e ações versus recursos versus tempo necessário em cada uma das tarefas. Um sistema de apoio para gerenciar toda a integração durante o APQP, registrar o feedback de cada departamento e gerar um plano de ações efetivo é essencial para o bom andamento do projeto.
Com relação à integração na fase de Produção, na opinião dos entrevistados, esta também acontece normalmente. O entrevistado (AU) explica que sob a coordenação do líder de projeto, são realizadas reuniões para avaliação dos pontos críticos, recursos, tempo e diretrizes principais para a produção do produto, dentro dos parâmetros pré-estabelecidos e especificados no plano de controle.
7.3.5 Ferramentas do PDP
Segundo os entrevistados (LB) e (AU), as ferramentas VSM, 3P, AV/EV, Cell Design, TPM e Kanban da produção enxuta, são utilizadas na empresa Gama tanto para a linha branca, quanto para o setor automotivo. As ferramentas relacionadas à abordagem Seis Sigma utilizadas na empresa Gama são Capabilidade do Processo, DMAIC, MSA e FMEA para ambos os entrevistados.
Ambos os entrevistados concordam que ter as ferramentas da produção enxuta implantadas, assim como as ferramentas da abordagem Seis Sigma, pode contribuir com 50% para a implantação do APQP na empresa.